• Jornalismo, Informação e Opinião

    Na Moral – Novo programa de Pedro Bial provoca na medida certa




    Não consigo entender a implicância dos colegas jornalistas e colunistas de TV com o novo programa de Pedro Bial, o Na Moral. Exibido nas noites de quinta-feira da TV Globo, no sistema de temporada, a atração é um oásis na TV aberta. Oásis porque faz o público pensar, refletir, ficar intrigado com um leque de possibilidades sobre um mesmo tema.

    O programa não quer fazer média, nem debater a mídia. Na Moral é um programa diferente para os padrões da Rede Globo. É dinâmico. É rápido. Dá gosto de quero mais. Filosofa e instiga. Trata-se de um formato ousado, jovem e que provoca, mais do que debate. A ideia que passa ao público é justamente essa: de colocar a pulga atrás da orelha, de fazer refletir, de pensar sobre o assunto.

    Veja também:

    O Na Moral vem na contramão do padrão atual do que os demais canais de TV estão se propondo a fazer: dar tudo mastigado à Classe C. O programa de Pedro Bial faz tudo ao contrário, o que é muito bom. Ele mostra caminhos de reflexão, instiga, questiona, provoca, diverte, entretém. Sem contar que o charme do texto de Pedro Bial, indo para as ruas, fazendo as suas crônicas, dá um colorido especial.

    Quando eu assisto ao Na Moral esqueço que estou vendo a Rede Globo. Parece um programa de uma emissora de TV Educativa, Pública ou Paga. E me faz perceber o quanto a Globo está desperdiçando o talento do Bial no Big Brother Brasil. Bial é mais que uma "espiadinha de verão".

    E texto vibrante informativo e opinativo. É jornalista literário na TV. Coisa rara. Muito me entusiasma vê que a TV aberta – mesmo num horário tão ingrato, tem descoberto novamente o debate, a reflexão. O mundo precisa de mais perguntas, mais reflexões. As respostas....nem sempre elas nos levam aos caminhos que queremos ou pretendemos. Nunca subestime o poder da pergunta de mudar o mundo. Tudo começa por ela, pelo questionamento.

    Achei bacana a estreia do Na Moral. E mais bacana ainda foi o programa sobre sermos filmados o tempo todo, sobre privacidade. Bial colocou no palco uma aquarela de convidados, de histórias, de abordagens. O paparazzi é suficiente corajoso de expor que o maior cliente dele de fotos de flagrantes é a mesma emissora que é responsável pelo programa que ele foi convidado. Pedro Cardoso, ator conhecido pelo público, tem liberdade suficiente de falar que é contra essa indústria de “vida de famosos” que é bancada, em tese, pela empresa [Rede Globo/Organizações Globo] que ele trabalha. Isso é democracia. Isso é debate. Isso é reflexão.

    Estamos muito caretas. Estamos na onda do politicamente correto, que tem seus erros e acertos. Das coisas mastigadas. Ninguém quer refletir. Pensar cansa. Quem nunca ouviu: “você acha que vou perder meu tempo pesquisando sobre um assunto que vi num programa de TV? Televisão é lixo. Revista de Celebridade”. Ledo engano. Você não está fora disso. Você faz parte disso, direta ou indiretamente. O que é cultura? O que é indústria cultural? O que você consome. Na Moral, você é aquilo que você assiste, ouve, clica. Pense nisso.




    Gostou do Café com Notícias? Então, siga-me no Twitter, curta a Fan Page no Facebook, circule o blog no Google Plusassine a newsletter e participe da comunidade no Orkut.




    Jornalista

    1 comentários:

    1. Eu só vi uma parte, mas também achei interessante esse tipo de programa. É até uma forma de resgatarem a imagem do Pedro Bial como um jornalista inteligente e respeitável, que ele parece ter perdido desde quando começou a apresentar o BBB. Creio que essa rejeição de alguns colegas seja mais por conta disso do que propriamente pelo programa em si.

      Parabéns, pelo post!

      Abçs,

      Danilo

      ResponderExcluir

     
    Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.

    Seguidores

    Facebook

    Divulgadores

    Está no seu momento de descanso né? Entao clique aqui!Colmeia: O melhor dos blogsUêba - Os Melhores LinksLinkLog20 Minutos