sábado, 31 de dezembro de 2011

Crônica - 2011, um ano de aprendizados. 2012, um ano de possibilidades

Foto: Blog A Notícia no Divã.


Pela primeira vez, topei o desafio de fazer uma avaliação do ano que se passou em forma de post, e não apenas mental. Quando um ano novo se inicia, começamos a pensar naquilo que vivemos, naquilo que merece, às vezes, uma melhor atenção. 2011 foi um ano de muitos aprendizados. Aprendi a me conhecer, a me respeitar, de saber o que realmente quero que fique na minha vida. Foi o ano que resolvi me propor uma nova história e a prestar mais atenção em coisas que me fazem bem.

Profissionalmente, não tive o que reclamar. Segui a minha intuição em muitos momentos e não me arrependi. Dei um tempo no excesso de freelas, e me dediquei integralmente aos projetos que me interessavam. Foi o ano que voltei a me dedicar ainda mais ao Café com Notícias e a colher muitos frutos deste trabalho. Hoje em dia, o blog já me dá uma receita financeira satisfatória. Além disso, se tornou um veículo respeitado e é visto e lido por muita gente. Por meio do trabalho do @cafecnoticias conheci muitos lugares e pessoas. E em 2012, pretendo continuar firme e forte. 

Também, tivemos a oportunidade de construir juntos a segunda temporada da seção Ponto de Vista, do site Cena Aberta, que é um dos trabalhos que mais tenho prazer em realizar, por ser um espaço onde incitamos o debate sobre os bastidores da TV. Além disso, dei continuidade à coluna Pão de Queijo com Café, na Revista PQN, que é também um trabalho que me tem trago muitos bons frutos.

Ainda no campo profissional, em 2011, percebi o quanto é gratificante trabalhar com uma equipe unida e que possui sintonia. No Canal Minas Saúde, a equipe de web jornalismo, sob a coordenação da jornalista e amiga Adriana Santos, e do meu amigo, companheiro de reportagem e gerenciamento de redes sociais, Guilherme Amorim, implantamos o novo portal. Um sonho antigo da equipe que virou realidade, graças a um trabalho de um time que se respeita e que quer fazer a diferença.
Foto: Site Middle East Information Center.

Este ano, também realizei outro sonho. Após estudar a minha graduação em Jornalismo e a pós-graduação em Rádio e TV, no UniBH, voltei à faculdade como professor do curso de extensão de Blogs e Redes Sociais: Jornalismo Online e Empreendedor. A primeira turma foi fantástica e rolou uma troca que foi espetacular. Foi graças a esta experiência que me dei conta do quanto eu gosto (e estava sentindo falta) da vida acadêmica. Dar aula no curso me deu um insight de apostar no Mestrado. E isso é uma meta real em 2012: quero me tornar professor universitário!

Na vida pessoal, passei por alegrias e tristezas. Encantamentos e frustrações. Emoções normais de quem está “na chuva para se molhar”. Viajei para Tiradentes (MG) e São Paulo (SP), duas cidades que sempre quis conhecer. Em cada viajem, tive descobertas que me valeram aprendizados importantes e, acima de tudo, crescimento pessoal e profissional.

Foi neste ano que aprendi o valor da palavra AMIZADE. Da importância do carinho, do respeito e da fidelidade. Dei mais valor aos amigos que fiz ao longo da minha trajetória e que, realmente, somam à minha vida. Pude conviver mais de perto com pessoas queridas e descobrir tantas outras que tem as mesmas afinidades e sonhos. Tive, mais de uma vez, a oportunidade transformar leitores do blog em amigos.

Aprendi a me ouvir. E a ouvir os outros sem os fantasmas do preconceito. E por falar em fantasmas, comecei a exorcizar os meus na análise. O processo ainda é uma estrada longa, mas que está sendo uma experiência riquíssima de entendimento pessoal. Às vezes, por teimosia ou arrogância, criamos neuras que não existem ou que são potencializadas por conta dos nossos próprios fantasmas. Colocamos no outro um recalque que é nosso e não foi resolvido. E quando insistimos nisso, ficamos paralisado e não conseguimos ver que o mundo é plural e possui mais de um olhar.

E para exorcizar tudo isso é preciso perdoar. Não perdoar o outro, mas a si próprio. Não podemos cobrar do outro aquilo que achamos ser a melhor maneira de resolver um problema. As pessoas são diferentes. O mundo é diferente. E o que não está bom, precisa mudar. Por isso que é tão importante cada um seguir o seu caminho.

Em 2011, aprendi a seguir o meu caminho. E estou feliz por me respeitar e acreditar que o Cara Lá De Cima só está me reservando o melhor. Vamos nos propor fazer algo diferente, de aceitar o novo e aprender com os nossos erros. Propor uma nova história e começar uma mudança de dentro para fora. Que 2012 seja um ano cheio de possibilidades. Obrigado por me deixar entrar na sua vida. FELIZ ANO NOVO! Saúde e PAZ!



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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Réveillon BH 2012 - Capital mineira oferece opções de festa para a virada do ano

Foto: Blog Rafael Nemitz.

Ano novo, vida nova. E nada melhor do que começar 2012 em ritmo de festa. Para este ano, Belo Horizonte oferece muitas opções para a tradicional festa de virada do ano. Seja com a família ou as tradicionais festas em restaurantes e clubes, a capital mineira organiza ainda duas importantes festas em via pública em dois lados da cidade: uma na área central e a outra na região da Pampulha. Clique aqui e veja como foi o Réveillon 2011.

A primeira será realizada na Praça da Estação, como aconteceu pela primeira vez no ano passado. De acordo com os organizadores, são esperados mais de 100 mil pessoas que vão assistir aos shows de Fiuk, Fábio Júnior, Tianastácia e Paralamas do Sucesso. Uma passarela de 40 metros se estenderá pela avenida dos Andradas, onde um painel de lead de 90 metros quadrados ficará suspenso por um guindaste.

Além disso, um palco com 700 metros quadrados de área vai ser montado na Praça. Nas laterais e no fundo, telões estilizados com molduras triangulares que remetem ao símbolo maior da bandeira do estado de Minas Gerais vão transmitir tudo o que acontece no palco para que o público tenha maior visão dos shows. À meia-noite a queima de fogos deve durar, aproximadamente, 15 minutos.
Em 2011, o público lotou a Praça da Estação durante a primeira edição da
festa, na área central da cidade. Foto: Foto: Cintia Paes / G1 MG.

Diferente do que aconteceu no ano passado, para o réveillon na Praça da Estação, no centro de BH, será necessário trocar com antecedência 1kg de alimento não perecível (menos fubá e sal) por um ingresso. Os postos ficam na Avenida Augusto de Lima, 744 (estacionamento superior do Mercado Central); Avenida Amazonas, 735, e Rua Espírito Santo, 490, além de um estande montado na Praça da Estação que funciona das 8h às 18h, até o dia 31 de dezembro. Já na Região Centro-Sul, os ingressos podem ser retirados na Rua da Bahia, 1.261, no bairro Lourdes. Veja mais detalhes no vídeo abaixo:

Já a segunda festa acontecerá na orla da Lagoa da Pampulha. Trata-se do 22º Show Alterosa de Fogos, que este ano tem como tema "Amor por Minas". De acordo com os organizadores, o espetáculo pirotécnico será uma homenagem de cores e símbolos que fazem referência direta à Minas, como os minérios, as pedras preciosas e as cores da bandeira do nosso Estado. Ao todo, são esperados mais de 300 mil pessoas que irão conferir oito pontos de queima de fogos na Lagoa da Pampulha que durarão cerca de 20 minutos.

O réveillon da Pampulha terá os shows de Eduardo Costa, Pixote e Terra Samba. No palco, a irreverência e alegria dos mestres de cerimônia Kayete e Tino Gomes. Quem estará no meio do público é o jornalista Thiago Reis - o “Seu nome, seu bairro!”. E ainda, no palco, a presença dos apresentadores do Jornal da Alterosa Laura Lima e Ricardo Carlini, além dos comentaristas do Alterosa Esporte: o atleticano Dadá Maravilha e o cruzeirense Vibrantinho.
Montagem da estrutura do 22º Show Alterosa de Fogos,
na orla da Lagoa da Pampulha. Foto: Wander Faria.

A estrutura do evento será distribuída por outros cinco pontos estratégicos: a Praça da Pampulha, que abrigará as atrações principais e dois telões; a Praça da Igrejinha e o Vertedouro, com três telões; a Casa do Baile, com um, e a Praça Dalva Simões com dois. Todos os locais serão providos de área de alimentação (barraquinhas) e banheiros químicos, para maior comodidade do público.

O palco principal da 22º Show Alterosa de Fogos será montado na Praça Geralda da Mara Pimentel (Praça nova da Pampulha), s/nº, na orla da Lagoa da Pampulha, ao lado do Clube da Caixa. Os shows começam a partir das 19h e vão até às 02h da manhã. A entrada é gratuita e não é necessária a retirada de ingressos para participar da festa. Veja os detalhes da festa no vídeo, abaixo:




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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ponto de Vista – O que mais marcante aconteceu na TV em 2011



Para o nosso último Ponto de Vista do ano, o tema não poderia ser diferente. Tentar enumerar o que de mais marcante aconteceu na TV em 2011. Tentar porque muitas das coisas que pretendemos falar são acontecimentos que nos marcaram não só como jornalistas, mas também como telespectadores. Desde já, avisamos que algumas coisas podem ficar de fora e outras podem ser inseridas. Mas isso não deve ser encarado como um problema, e sim como uma avaliação de que em 2011 algumas coisas marcaram mais do que outras. Normal.

E por falar em avaliação, não tem como pensar a TV em 2011 e não falar das reprises. Elas foram a grande vedete da programação. Na TV Paga, o telespectador se encantou com a clássica novela Vale Tudo, no Canal Viva. Na TV aberta, o SBT descobriu um filão interessante em reprisar novelas na faixa vespertina. 

A Record também ficou na comodidade das reprises com o Tudo a Ver, o desenho Pica-Pau e a série Todo Mundo Odeia o Cris. A Globo também não ficou atrás e reprisou dois clássicos das telenovelas no Vale a Pena Ver de Novo: O Clone e Mulheres de Areia. Na faixa noturna, não foi de reprise, mas apostou no remake de O Astro e redescobriu um novo filão, a novela das 11 da noite.

No mundo das telenovelas, tivemos duas gratas surpresas. A criatividade e inovação de linguagem de Cordel Encantado que conseguiu ser uma novela diferente por saber brincar de uma maneira tão bonita com conto de fadas e a tradição nordestina, mas que infelizmente se perdeu nos momentos finais por conta de uma barriga na trama do qual as autoras Duca Rachid e Telma Guedes não deram conta de desenrolar. 

Já a outra surpresa foi a novela seguinte das 6, A Vida da Gente, que tinha tudo para ser uma novela das 9 com N maiúsculo por conta do texto caprichado, como há muito tempo não se via. Lícia Manzo trouxe de volta o encantamento pelo dramalhão familiar, investindo em cenas de forte apelo na carga emocional. 

Apesar de ter conquistado os seus respectivos públicos, Aquele Beijo e Fina Estampa fecham o ciclo de novelas inéditas no horário nobre de forma bem sucedida no Plim-plim como há muito tempo não se via. Aliás, Fina Estampa, por mais que esteja batendo todos os recordes de audiência no horário, dá a impressão de ser uma novela das 7 no horário das 9.

Saindo das margens do Projac, o remake de Rebeldes, uma parceria da Record e da Televisa, escrita por Margareth Boury, foi uma grata surpresa, principalmente pelo fato da autora propor uma nova trama, totalmente diferente da versão mexicana que foi sucesso no Brasil e no mundo. A versão brasileira de Rebeldes possui diálogos rápidos, um texto caprichado e o sexteto protagonista estão conseguindo mandar muito bem, resgatando um público jovem que nem sempre conta com bons programas na TV aberta.

No jornalismo, a Globo promoveu uma histórica dança das cadeiras entre os seus apresentadores e correspondentes. Mesmo afirmando ter saído por vontade própria para dar início em 2012 há um novo projeto televisivo, ninguém esperava que Fátima Bernardes um dia saísse da companhia do seu marido no Jornal Nacional. Enquanto isso, de forma desastrosa, o SBT avacalhou o SBT Brasil, descaracterizando o principal telejornal da emissora e o colocando como uma revista de variedades repleta de pautas frias. Mas o problema, aparentemente, está sendo resolvido e há uma intenção para que o jornal volte a ser factual.

A Record, para variar, se perdeu na sua jornada de tirar do monopólio da Globo, fazendo editoriais cada vez mais descabidos, inclusive afastando o público evangélico da emissora ao difamar alguns segmentos pentecostais e cantores evangélicos. Além disso, o apelido de grade voadora que um dia foi do SBT, se fixou de vez na Barra Funda. Vários colunistas, jornalistas e críticos apontaram as constantes mudanças da grade da Record como um erro de estratégia, enquanto a emissora insistia numa perseguição que nunca existiu. 

Na verdade, era mais decepção de ver o projeto de “Caminho da Liderança” não ter passado de um blefe. Outra coisa que decepcionou foi o fato da RedeTV! atrasar o salário dos funcionários e insistir em desmentir na imprensa, o que pegou muito mal.

Não foi a toa que o SBT, no mês de dezembro, se consolidou novamente na vice-liderança e investiu em originalidade ao promover avant premières de alguns novos programas e chamar para si o público infantil na TV aberta, investindo em programas de auditório, brincadeiras e gincanas no Feriadão. Nesta perspectiva, 2012 já tem tudo para ser um ano de forte emoções na disputa pela vice-liderança, uma vez que a Band, ao que parece, tirou de vez o programa do RR Soares da grade noturna e está a fim de se melhor posicionar na média/dia. Foi ou não foi um ano movimentado na TV? 2012 promete! Será?



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*Observação: Este artigo faz parte da minha participação na seção Ponto de Vista, do site do Cena Aberta, onde três jornalistas publicam um artigo mostrando pontos diferenciados sobre o mesmo assunto. Todo sábado você vai encontrar artigo escritos por Endrigo Annyston, Emanuelle Najjar e Wander Veroni.





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sábado, 24 de dezembro de 2011

Crônica – Um dia de Natal em família

Foto: Site Vila Mulher.


Tem coisas na vida que a gente só sente falta quando perde. Quando o passado apenas vira apenas uma lembrança. Ao acordar de manhã, Dona Tereza recordou de como era o Natal na época em que era criança, adolescente e adulta. Antes tudo era feito na casa da avó, depois na mãe dela. Hoje, ela é a matriarca da família e o Natal sempre é comemorado em sua casa. Mas, nem sempre foi assim.

Quando a mãe e a avó faleceram os irmãos até tentaram unir a família na casa de cada um no Natal, mas não deu certo. Mesmo que o espírito natalino pregue o perdão, a solidariedade, os irmãos de Dona Tereza aproveitavam o momento em que estavam todos juntos para “lavar a roupa suja” e colocavam para a fora as cicatrizes da vida em família. Era muito desgastante emocionalmente. Os filhos dela sempre voltavam chateados. Até que ela optou por comemorar o Natal na sua própria casa, um pedido que partiu dos próprios filhos quando eles estavam pré-adolescentes.

Hoje em dia, Dona Tereza tem uma relação muito difícil com os irmãos. E ter que ficar sempre “pisando em ovos” não a agrada muito. Ela liga de vez em quando para saber como cada um está, mas o contato pessoal foi se perdendo através dos tempos. Viver em família é isso: o amor também gera conflitos. Alguns superados, e outros que são guardados numa caixinha e viram traumas.

Ao voltar para o presente, em meio a tantas lembranças, Dona Tereza, atualmente, tem a sua própria família. O Natal é feito há muitos anos na casa dela. Inclusive, a família de um dos seus cunhados vem passar o Natal com eles. A casa fica cheia. E as brigas, pelo menos nesta época, dão um tempo e não chega ser agressiva como era na época dos irmãos de Dona Tereza. É um clima familiar de verdade. É mais gostoso e divertido assim.
Foto: Site Goumert Virtual.

Dona Tereza está feliz e se emociona ao falar da família, dos filhos, netos e amigos. Ela é separada e tem quatro filhos: dois homens e duas mulheres. Todos os filhos já são casados. Ela tem ainda três netos, ainda menores. A magia do Natal voltou à família pelo olhar das crianças. São os enfeites natalinos que despertam o entusiasmo da criançada, além do Papai Noel à meia-noite que chega com os presentes. Tudo é uma grande festa. Ver a família reunida em volta da mesa é uma grande alegria.

O ex-marido de Dona Tereza também vem passar o Natal com eles. Ah, também sempre vem alguns amigos da época da escola e da faculdade dos filhos. É um momento muito legal de confraternização, de poder conversar olho no olho. Em meio a conversas agradáveis, cada um consegue saber pessoalmente como o outro vai e quem está passando por alegrias ou momentos de superação. Um abraço, uma palavra e um ouvido sempre é uma grande ajuda. É neste momento em que Dona Tereza percebe que uma nova família se formou e ela agradece a Deus por tudo isso.

Na véspera de Natal, Dona Tereza acorda cedo. Antes mesmo de tomar café, ela já liga o forno para colocar o pernil e o peru para assar. No dia anterior, ela faz questão de dar uma faxina na casa para dar uma aliviada. Este ano, uma das filhas casadas e que ainda não tem filho tirou férias em dezembro e veio ajudar a mãe com os preparativos do Natal. O filho mais velho ganhou uma cesta de natal da empresa com várias coisas e os outros filhos ajudaram a montar a ceia com uma contribuição financeira generosa.

Ao ver a união dos filhos para o Natal e o quanto eles são companheiros uns dos outros, Tereza se emociona enquanto corta os ingredientes para facilitar o preparo dos pratos para a ceia de logo à noite. No portão, um amigo de um dos seus filhos chegou com carne, carvão, cerveja e mais uma pequena turma de sambistas para agilizar um churrasco, enquanto a ceia não fica pronta. O ex-marido mandou uma mensagem no celular e disse que logo mais a noite vai trazer as bebidas, o champanhe, o vinho. É tão gostoso ver a casa cheia de vida. Família unida é outra coisa. Para Dona Tereza, isto é o melhor presente de Natal que alguém pode ganhar.



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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Crônica – Qual é a sua Tribo? Você já encontrou a sua?

Guerreiro indígena brasileiro defendendo a sua tribo.
Foto: André Gardenberg. Link original da imagem.


O músico Tom Jobim já cantava que “é impossível ser feliz sozinho”. Se pararmos para pensar, durante toda a história da humanidade, o homem viveu em coletivo. Gostamos de estar em grupo. Nos sentimos mais seguros quando não estamos sozinhos. Primeiro temos contato com a família e, em seguida, com o grupo social de amigos, colegas da escola e do trabalho. Logo depois, construímos a nossa própria família e o círculo começa outra vez pelos olhos dos nossos filhos.

Estamos à procura da batida perfeita. Da sintonia. Procuramos os nossos pares. E não é só o elo da genética, do tipo físico. Mas o lado emocional, intelectual e afetivo. No decorrer da vida, procuramos o nosso grupo. Aquele círculo de pessoas com quem você pode contar, conversar, ajudar, apoiar e trocar ideias sobre assuntos em comum.

Não tenho o que reclamar em relação a minha família, que é o primeiro grupo que tenho contato desde que nasci. Temos conflitos como qualquer outra, mas no meio das nossas diferenças e semelhanças somos unidos e companheiros uns dos outros, nas horas boas e ruins. Quanto às amizades que construí até agora na minha vida, só tenho a agradecer. São poucos os amigos, mas eles fazem a diferença na minha vida. Pessoas que nos amam de verdade aceitam as nossas diferenças e querem somar e não apenas dividir. Esse ano de uma forma um pouco dura - porém necessária, aprendi o significado da palavra amizade e estou valorizando mais os poucos amigos com quem a vida faz questão de entrelaçar.
Foto: Blog Na Tribo.

Quem me conhece sabe que não sou extrovertido. Sou low profile, independente, carinhoso e leal aos que me amam. Se não gosto de uma pessoa, não forço a barra para ser amigo. Apenas respeito e sigo o meu caminho. Tenho poucos amigos e gosto de debate, de prestar atenção na fala do outro e de ouvir. Amo pesquisa, de ficar antenado ao que está acontecendo e de aprender. Tenho sede de aprender.

Talvez seja por isso que a vida acadêmica sempre teve um cantinho especial na minha trajetória e que este ano redescobri ao me tornar professor de curso de extensão universitária sobre Jornalismo Online, Blogs e Redes Sociais. Mas, mesmo amando a vida acadêmica, não conseguiria largar o Jornalismo. Gosto de pesquisar, de apurar, de criar, de analisar e de propor novas ideias. Fico tocado quando estou diante de uma boa história, de uma fonte/personagem que vale a pena ou quando o Jornalismo tem esse papel transformador e social. Amo a minha profissão e tenho paixão pelo meu trabalho!

Mas, mesmo me sentido amado pela minha família e por meus amigos, ainda me sinto só. O lobo que habita em mim ainda está andando pela floresta a procura dos seus. Creio que ainda não encontrei o meu grupo. Além disso, depois que comecei a fazer análise, estou mais atento a identificar as pessoas das quais sinto empatia, afinidade e que tem gostos parecidos com o meu. Já encontrei algumas, é verdade. Ainda estou montando a minha tribo e/ou procurando uma para me sentir inserido de forma plena, diária e física. Por coincidência, a @rosana escreveu um texto sobre isso no #QueridoLeitor. Clique aqui para conferir.

Eu estou em busca da minha tribo. Não estou desprezando o amor da minha família, nem dos meus amigos. A tribo é outro papo. Quem já se encontrou na sua, dificilmente conseguirá entender. Não se trata de isolamento, de ser antissocial. É de encontrar pessoas em que você pode conversar sobre qualquer assunto e elas sabem tão quanto ou mais que você sobre aquele tema. Pessoas que te compreendam sem julgamentos descabidos. De você não se sentir um E.T por ser o único da sua roda de amigos que entende ou acompanha determinado tipo de assunto. Sabe quando você sai de um papo com aquela sensação de que valeu uma aula dos dois lados? De troca. Eu estou sentindo falta disso.
Foto: Site Crise e Dinheiro.

Também não quero parecer arrogante e transparecer que sei de tudo. Aliás, ninguém sabe tudo de tudo. O aprendizado é um grande mosaico. E o processo de aprender, de apreender fica muito mais gostoso quando se tem companhia. Não estou desprezando as pessoas que de uma forma muito carinhosa compartilham o seu amor e o seu tempo comigo. Como disse lá em cima, a Tribo é outra vibe. É um complemento que quero ter na minha vida diária, com pessoas de carne e osso, onde eu consiga me sentir inserido.

Se pararmos para pensar aqui no Café com Notícias, durante esses 4 anos, podemos dizer que montamos uma tribo virtual. Mas como faço poucos posts pessoais, os leitores acabam me conhecendo melhor pelas redes sociais. Criamos uma afinidade virtual. E sou muito grato a cada um que doa um pouquinho do seu tempo para vir aqui no blog ou mexer comigo nas redes. Mas, peço que lá no fundo do seu coração, livre de qualquer preconceito, que estabeleça também para si encontrar a sua tribo no mundo real, de carne e osso.

O virtual é um barato. Une pessoas, diminui fronteiras e agrega conhecimento. Mas vamos também nos lembrar da importância do real. De ter uma tribo, de se sentir inserido. Essa semana fiz um ano de terapia e pretendo continuar em 2012. A análise me ajuda a me encontrar, de saber viver as emoções e ter a consciência plena do que quero para a minha vida, sem fantasmas, lembranças ruins ou neuras. É preciso seguir em frente, de aceitar as mudanças da vida, de se encontrar. Eu ainda estou em busca da minha tribo. Tenho fé que a matilha que formaremos se revelerá. E você, já encontrou a sua tribo?



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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Roberto Justus Mais – Novo talk show da Record incentiva a criatividade

Talk show "Roberto Justus Mais" estreia em 3º lugar no Ibope.
Foto: Reprodução / Rede Record.

No final da noite de sábado (17), o empresário, publicitário e apresentador Roberto Justus voltou a tela da Rede Record com a première do programa Roberto Justus Mais, que será lançado em fevereiro de 2012 na grade da emissora, de forma semanal. Em formato de talk show e com bastante capricho de produção e edição final, a nova atração de Justus não foi bem em audiência. De acordo com dados do Ibope da Grande São Paulo, o programa marcou média de 4 pontos e ficou em terceiro lugar, atrás de Globo, com 11,6, e SBT com 5,3 pontos.

Mas, não se engane que a baixa audiência significa que o talk show de Justus é ruim. Muito pelo contrário: trata-se de uma atração diferenciada em se tratando dos atuais formatos da TV aberta, onde o apresentador não só faz entrevistas no estúdio, mas apresenta quadros informativos. Logo quando vi as chamadas na TV já sabia que Justus não iria trazer ao qualquer coisa. E foi dito e feito. O programa consegue entreter e informar de uma maneira bastante positiva. De todas as estreias que a Record teve esse ano, com certeza Roberto Justus Mais foi a mais assertiva de todas.

Depois de um tempo apresentando game shows no SBT, Justus volta a tela da Record mais seguro e natural como apresentador, além de passar para o público uma alegria contagiante de finalmente, depois de alguns anos apresentando programas com formatos importados, de estar apresentando na TV um programa com aquilo que ele mais gosta e sabe fazer: falar de empreendedorismo, mundo dos negócios e criatividade, de uma maneira estimulante e sem ser pedante.
Foto: Reprodução / Rede Record.

Na première de Roberto Justus Mais, o programa testou quadros bastante interessantes como O Que Vem Amanhã, onde Walter Longo ao lado de Justus comentam sobre inovações da área tecnológica que já estão sendo colocadas em prática e que, em um futuro não tão distante, chegaram nas mãos do público.

Walter Longo também falou sobre a Singularity University (Universidade da Singularidade), uma Universidade criada entre uma parceria entre a NASA e o Google que busca fomentar profissionais e líderes ao redor do mundo para investirem em pesquisa de produtos e serviços que irão impactar a nossa sociedade.

Em outro momento do talk show, Justus entrevistou o publicitário e empresário Nizan Guanaes e o cacique Almir, da aldeia Suruí, em Rondônia. Ambos apareceram na lista das 100 pessoas mais criativas do mundo dos negócios da Revista Fast Company. Apesar de terem ocupações profissionais completamente distintas, Guanaes e Almir tem a criatividade como algo em comum.
Foto: Reprodução / Rede Record.

O publicitário usa a sua criatividade como redator e empresário para conquistar clientes e emplacar novas campanhas. Já Almir, de uma revolucionária, propus uma parceria com o Google para colocar a história do seu povo na web e, consequentemente, ajudar nas denúncias de desmatamento e violação ambiental feita por grileiros e madeireiros ilegais.

Outro quadro bastante interessante foi o Entrevista de Emprego, onde Justus selecionou pessoalmente o novo estagiário de produção de seu programa. No quadro, foi possível passar para o público dicas valiosas de como se comportar numa entrevista de emprego e a importância de se estar atento a questões de conhecimentos gerais para poder exercer a sua criatividade profissional dentro de um ambiente de produção de conteúdo.

No mais, creio que a estreia de Roberto Justus Mais foi uma grata surpresa na grade de Record. Pena que o horário e o dia de exibição da première foram ingratos. A emissora de Edir Macedo está com um bom produto nas mãos. Tem tudo para ser um sucesso! Se você perdeu o programa, assista abaixo:



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sábado, 17 de dezembro de 2011

Ponto de Vista – Instabilidade na grade da Record afasta telespectador





Se fizermos uma avaliação geral, 2011 foi um dos piores anos da Rede Record, tanto de repercussão, quanto em audiência nacional dos seus programas. Grande parte das estreias ou lançamentos da emissora da Barra Funda foi um verdadeiro fracasso, fora as constantes mudanças de horários que deixa o telespectador confuso e não fideliza um horário para uma determinada faixa. Assim fica complicado e não há telespectador que aguente tantas mudanças. Fica claro a falta de profissionalismo e, o mais absurdo, de não saber se posicionar de forma estratégica, nem de respeitar o público, seja com os horários, seja com o conteúdo do que é exibido.

A título de um exemplo mais recente, só nesta semana, cancelaram do nada o vespertino docudrama Marcas da Vida e colocaram a minissérie bíblica A História de Esther, de um dia para o outro. Como a série também não deu a audiência esperada, transformaram 10 capítulos em 3, picotando o material, para que, na próxima semana, a grade da tarde volte “ao normal” com as exibições das reprises do Tudo a Ver e do seriado Todo Mundo Odeia o Cris. Assim fica muito, mais muito difícil entender aonde a Record quer chegar?

No passado não muito recente, o SBT cometeu o mesmo erro. Nenhum programa tinha um horário fixo e, se a audiência não correspondesse de forma esperada, o programa saia do ar de forma sumária ou sambava pela grade em horários diferentes até pontuar aquilo que a emissora considerava interessante. Felizmente, o SBT percebeu que isso era uma estratégia equivocada e que não fazia sentido. Como Boni já disse uma vez, “televisão é hábito”. Se você chega do trabalho e sabe que às 8 e pouco da noite passa o Jornal Nacional e depois a novela das 9 todo dia a chance de você ficar por ali é bem maior do que aquela outra TV que a cada dia o principal telejornal e a novela passam em um horário diferente.
Foto: Site Hype Science.


Atualmente, com a possibilidade de gravar um programa ou mesmo assisti-lo pela internet, ninguém fica sentado na frente da TV até altas horas esperando para ver qual será a grade que determinada emissora vai colocar na data em questão, muito menos se não tiver uma boa estratégia de divulgação. Fidelizar o público é o grande X da questão! No entanto, mais do que as mudanças constantes de horário, outro grave problema da atual fase da Record é em relação ao conteúdo que está num nível muito inferior, sensacionalista e apelativo.

Por exemplo, nesta sexta-feira (16), assisti um trecho do programa Hoje em Dia com a participação da banda Rebeldes, formada em decorrência da novela de mesmo nome da Record em parceria com a Televisa. Não estou falando da atração – e isso vai do gosto de cada um, mas nunca vi um programa tão avacalhado como o que foi exibido. A produção confundiu informalidade com bagunça...era uma gritaria, gente falando ao mesmo tempo e os quatro apresentadores completamente perdidos no palco. 

Sabe, custa fazer um programa organizado? Separar um momento para fazer entrevistas, outro para a banda tocar a música de trabalho e, posteriormente, responder as perguntas dos fãs - seja na porta da Record, por telefone, email ou Twitter? Fazia tempo que não via o Hoje em Dia. Se o programa desta sexta-feira (16) for tão bagunçado como o que eles transmitem diariamente faz todo sentindo o desgaste da atração e a consequente queda de audiência. Senti saudade da época do Britto Jr, da Ana Hickman e do Edu Guedes....o programa era mais organizado e gostoso de ver.
Apresentadores do Hoje em Dia. Foto: Record / Divulgação.


Ainda falando da revista eletrônica das manhãs da Record, não contente com o “salve-se quem puder”, a emissora de Edir Macedo determinou, nesta semana, o fim das edições regionais do Hoje em Dia, como uma forma de concentrar a atenção da produção do programa toda em São Paulo por conta da estreia, no ano que vem, do novo programa de Fátima Bernardes, nas manhãs da concorrente TV Globo. O que mais me chama atenção nessa história é a ignorância de jogar para alto o sucesso das edições regionais por conta de uma nova estratégia melindrosa. Já que a grade vespertina só passa reprise, não seria a hora da Record testar o formato do Hoje em Dia – versões Regionais no início da tarde, depois do Balanço Geral (em algumas praças), por exemplo, e deixar o Hoje em Dia – versão nacional apenas na parte da manhã? 

Vamos organizar a casa, Bispos! É uma questão de bom senso e uma solução muito mais viável do que desativar vários núcleos de produção das principais Praças, por conta de mais uma estratégia mirabolante. A impressão que dá é que a Record não tem planejamento com nada e a cada momento tudo pode mudar. Alguns profissionais já perceberam isso e fizeram uma debandada no início do ano. Infelizmente, é aquela velha história: quem sair por último, apague a luz. É triste ver uma emissora que tinha tudo para estar brigando como gente grande pelo topo se comportar de maneira amadora. Lamentável!




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*Observação: Este artigo faz parte da minha participação na seção Ponto de Vista, do site do Cena Aberta, onde três jornalistas publicam um artigo mostrando pontos diferenciados sobre o mesmo assunto. Todo sábado você vai encontrar artigo escritos por Endrigo Annyston, Emanuelle Najjar e Wander Veroni.





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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Chuva em BH – Temporal deixa a cidade completamente inundada

Avenida Cristiano Machado completamente alagada na manhã desta
quinta-feira (15). Foto: Paulo Figueiras / EM DA Press.
 

Desde o início da noite dessa quarta-feira (14) e durante todo o dia desta quinta-feira (15) um temporal deixou Belo Horizonte completamente alagada. De acordo com o Corpo de Bombeiros, houve 22 ocorrências registradas de desabamentos na Região Metropolitana, sendo que oito delas referentes a inundações e cinco a deslizamentos, além de 26 quedas de árvores.

Segundo a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) das 0h às 16h desta quinta-feira (15), choveu metade da média histórica do mês de dezembro em BH. O volume de água registrado nesse período foi de aproximadamente 150 milímetros, sendo que a média para o mês é de 291 milímetros. Ainda de acordo com a Cemig, apenas das 8h às 9h, choveu cerca de 30 milímetros, quantidade considerada alta. A previsão do tempo afirma que a chuva forte continua até sábado (17).

Quem saiu pela manhã encontrou as principais avenidas da capital mineira completamente alagadas. Houve congestionamentos quilométricos por toda a avenida Antônio Carlos por conta da forte chuva forte, pontos de alagamentos próximo à barragem da Lagoa da Pampulha e do aeroporto. Na BR-356, na curva do Ponteio, uma encosta desabou e a terra invadiu a passagem de pedestre e parte de um túnel. Ninguém ficou ferido.

Já a avenida Cristiano Machado foi um dos pontos mais críticos do dia: a via que liga a região norte à área central de BH ficou interditada por quase 12 horas e praticamente virou um rio. De acordo com informações da BHTrans, a pista só foi liberada às 20h15. Desde às 07h da manhã, os motoristas que passavam pela Cristiano Machado foram obrigados a fazer um desvio. Veja na reportagem abaixo de Odilon Amaral e Gláucio Nogueira, da TV Globo Minas, o caos provocado pelo temporal em BH:

Opinião

E a pergunta que não quer calar: o que a administração pública de BH está fazendo para conter esse caos armado por conta da tempestade? Culpar apenas a "força da natureza" não cola mais! Se a gente vota nos nossos representantes políticos para cuidar da cidade, na hora do caos vamos cobrar melhorias de quem? Do Universo? Não, é dos políticos mesmos, uai. Eles se elegeram para resolver qualquer questão ligada à cidade em nome do coletivo. E o problema das chuvas é antigo e todo o ano é a mesma coisa.

Concordo que os moradores têm a sua parcela de culpa por jogarem lixo nos bueiros, nas ruas, nos córregos, nos lotes vagos, mas a Prefeitura também tem a sua cota de responsabilidade. Cadê o plano de contensão de alagamento? Cadê a limpeza dos boeiros? Alguém já ouvir algum projeto de escoamento dos canais pluviais do centro e nos bairros para que esse desastre de fim de ano não se repita?
Avenida Cristiano Machado alagada no bairro Suzana, Região da Pampulha.
Foto: Pedro Triginelli / G1 Minas.

Não é simplista culpar a Prefeitura. Enquanto a nossa política ver que o trabalho em prol da sociedade é de continuidade – e não só de partidos, um vai ficar empurrando o problema para o outro e, no desespero, para o passado. Vai ganhar o meu respeito enquanto cidadão o político que partir para a ação e para precaução. Por enquanto, não vi isso ainda em BH. E enquanto não ver, me sinto na obrigação de questionar a Prefeitura enquanto cidadão. Meu voto – e de todos os outros belohorizontinos merecem ser respeitados.

Não podemos ser passivos de aceitar esse caos armado na cidade por conta da chuva só porque o problema, dificilmente, será resolvido neste mandato. Alguma coisa tem que ser feita! E quando cobro da Prefeitura não falo apenas do executivo, falo no todo mesmo. Vi no Facebook os internautas brincando que teríamos que andar de jet-ski, de bote, de canoa, que o transporte público em BH teria que se tornar fluvial. A brincadeira tem o seu fundo de verdade. E esta quinta-feira (15) entra para a história como o dia em que as principais avenidas de BH ficaram inundadas e não vimos nenhuma declaração pública do Prefeito sobre o assunto.

Se a chuva continuar nesta intensidade, o uso de jet-ski e derivados se tornará em breve uma realidade...rs...e isso me preocupa. O que vi nesta quinta-feira (15) de manhã, na minha ida ao trabalho, me deixou muito assustado...parecia cena de filme. Se não cobrarmos ações dos nossos políticos, vamos cobrar de quem? Alguma coisa tem que ser feita...não só para evitar o caos, mas para prevenir que isso se repita no ano que vem. Cobrar não é falar mal. É nesse sentido que faço essa provocação. Temos que cobrar das autoridades uma cidade melhor, sempre.



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