terça-feira, 29 de novembro de 2011

Reportagem especial – Caso Chevron sobre o vazamento de óleo na Bacia de Campos

Mancha de óleo provocada pelo vazamento no poço da Chevron na Bacia
de Campos, no norte fluminense. Foto: Agência Brasil / Divulgação.

Desde o dia 07 de novembro, foi detectado um vazamento de óleo na Bacia de Campos, em Campo de Frade, no Rio de Janeiro. O acidente aconteceu na plataforma Sedco706, utilizada pela empresa petrolífera norte-americana Chevron. O blog apurou que o petróleo escapou por uma fissura de aproximadamente 300 metros de extensão, a 1,2 mil metros de profundidade e a 130 metros do poço de perfuração. O acidente derramou cerca de 440 mil litros de petróleo, o equivalente a 2,4 mil barris.

Mesmo com a contenção do vazamento, os danos ambientais no litoral do Rio podem ser bastante desastrosos. Ao entrar em contato com o mar, o petróleo contamina as águas provocando a morte de plantas e animais marinhos, como peixes e corais. Além disso, contamina o solo fazendo com que o local se torne improdutivo e/ou tóxico, pois o óleo, muitas vezes, fica preso nas rochas por algum tempo.

Veja também:

Apenas no dia 21 de novembro, o presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), Curt Trennepohl, veio a público informar que o vazamento havia cessado. "O vazamento parou. Mas o óleo que ainda está nas rochas pode aflorar na superfície. Isso pode acontecer em três ou quatro dias", disse Trennepohl.

Após receber duas multas de valores que podem chegar a R$ 60 milhões e ter a suspensão temporária das atividades no Brasil pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Chevron teve que acatar informalmente um pedido da Polícia Federal para parar de usar jatos de areia para limpar a mancha de óleo na Bacia de Campos, uma vez que o método não é aprovado no Brasil. Operando no país desde 2009, a Chevron tem uma participação de 51,7% na exploração da plataforma, enquanto a Petrobras tem 30% e o restante pertence ao consórcio japonês Frade Japão Petróleo.
Foto: Site amazonwatch.org

Uma curiosidade: em fevereiro deste ano, a Chevron – considerada a segunda maior empresa de petróleo nos Estados Unidos, foi considerado culpada pela justiça equatoriana pela contaminação ambiental maciça da Amazônia. A companhia foi condenada a pagar uma multa de US $ 9 bilhões em danos. De 1964 a 1990, a Chevron (antiga Texaco) operou uma grande concessão petrolífera na região nordeste da Amazônia equatoriana, colhendo bilhões de dólares em lucros, até se retirar do Equador em 1992. Clique aqui para saber mais detalhes.

Pressão

Apesar do impacto ambiental do Caso Chevron ter pouquíssimas citações – ou quase nenhuma, na grande imprensa, ambientalistas e entusiastas tem promovido discussões interessantes na blogosfera e nas redes sociais com o intuito de mostrar o contraditório da cobertura do caso, principalmente pelo lado político-ambiental do ocorrido. Uma das falas mais repercutidas na web é do presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras, Fernando Siqueira, que espera que a revisão da lei do pré-sal garanta exclusividade à Petrobras na exploração da área, o que diminuiria as tragédias ambientais uma vez que, em tese, a companhia nacional teria maior cuidado com os recursos naturais.

“Na época dos debates sobre a nova lei, eu perguntei a assessores do governo Lula por que manter os leilões, e me responderam que não havia respaldo político na sociedade para acabar com eles. Para isso, seriam necessários pressão popular e povo nas ruas. Eu tenho feito 80 palestras por ano justamente para defender essa causa”, disse Siqueira à Carta Maior.

Outro fator apurado pelo blog – e que já se discute entre alguns setores do governo, é a possibilidade da Chevron ter ido com muita "sede ao pote", explorando mais do que deveria. "Uma das hipóteses com as quais trabalhamos é a de que o acidente pode ter ocorrido pelo fato da empresa ter perfurado além dos limites permitidos”, disse o delegado Fábio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico e responsável pelo inquérito.

Ainda, a Polícia Federal investiga a suspeita de que a Chevron empregue estrangeiros em situação irregular no país. “Trata-se de um ilícito administrativo, de algo sério. Se isso for comprovado e esses estrangeiros estiverem recebendo salários no exterior, por exemplo, já se configura crime de sonegação fiscal e de sonegação previdenciária”, completou Scliar.

Nesta terça-feira (29/11), os deputados federais Delegado Protógenes (PCdoB-SP), Dr. Aluízio (PV-RJ) e Chico Alencar (PSOL-RJ), da Comissão Externa da Câmara dos Deputados, em Brasília-DF, constaram que há indícios de irregularidades no armazenamento do óleo retirado do Campo de Frade, no Rio, além de vários indícios de que a água contaminada com óleo está sendo liberada para as galerias fluviais sem tratamento adequado, principalmente,  no litoral de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O outro lado

No dia 15 de novembro, a Chevron informou que reduziu o fluxo de óleo e a ANP se limitou a dizer que "foram bem sucedidas e não há indícios de qualquer fluxo de fluido no poço". Por meio de nota oficial, a Chevron assumiu a responsabilidade do vazamento e que o volume das manchas de óleo encontradas no fundo do Oceano Pacífico é de “dezenas de barris”, e não mais de centenas.
Imagens áreas do vazamento de óleo da Chevron na Bacia de Campos,
no litoral do Rio de Janeiro. Foto: Rogerio Santana / Reuters.
Ainda, a petrolífera norte-americana afirmou ter errado nas estimativas feitas sobre a pressão do reservatório e sobre a solidez das rochas que ficam perto do poço perfurado. Na nota, a Chevron disse ter selado com lama e cimento para impedir que mais petróleo chegasse ao Oceano Atlântico.



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domingo, 27 de novembro de 2011

Em novo livro, Boni revela histórias de bastidores e prova que ainda faz falta na TV


A Televisão é um veículo fantástico. Encanta, emociona, diverte, informa. Mas, o fazer televisão exige criatividade, discernimento, sagacidade e bastante intuição para estar um passo à frente do que o público realmente quer. Diante disso tudo, nada mais instigante do que conferir a visão do homem que ajudou a fazer a história da televisão brasileira como conhecemos hoje.

Trata-se de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que acabou de lançar "O Livro do Boni", pela editora Casa da Palavra, com quase 400 páginas recheadas de histórias de bastidores que culminaram o modelo de sucesso televisivo da Rede Globo. Para comprar o livro, clique aqui. Atual diretor da TV Vanguarda, emissora do interior de São Paulo que retransmite a Globo, Boni conta precisou de quatro meses para organizar as ideias para escrever o livro, onde o próprio temia que estivesse colocando um ponto final da sua carreira.





Em entrevista à Folha de S. Paulo, Boni fala sobre o atual momento da televisão e do avanço da internet como nicho de mercado. "Acho que se perdeu muito do espírito artístico da coisa. A TV Globo teve três fases: a primeira, que é a minha, em que o artístico comandava a empresa. Depois a da Marluce onde o administrativo comandava. E hoje temos a fase do Octavio Florisbal, que pelo menos é mais saudável, onde é o comercial que comanda. No meu entender, a finalidade última da TV é artística, e não comercial, nem administrativa. A TV não pode obrigatoriamente estar a serviço do mercado. (...) Evidente que venho correndo pra internet. Especialmente aplicativos para dispositivos móveis onde se tem a possibilidade de acesso imediato e específico daquilo que você quer. Vejo que o futuro esta aí nos tabletes, smartphones e smart-TV. A TV não vai morrer, como continuou a existir o rádio. Mas precisa se reinventar.", disse. Para ler a entrevista completa, clique aqui.

Ainda, para falar mais sobre o lançamento do livro e a história da TV brasileira do qual ele foi um dos personagens mais ilustres, o jornalista Geneton Moraes Neto entrevistou Boni para o programa Globo News Dossiê, do @canalglobonews. No bate-papo, ele fala do livro e de capítulos importante da história da TV no Brasil. Assista, abaixo:

Impressões

Quando olhamos de forma crítica para o passado podemos fazer um presente diferente. E pelo pouco que conheço da história de Boni – e naturalmente da TV Globo, o livro me chamou a atenção, mesmo que ele tenha apenas a visão pessoal dele que é considerado o “midas” da TV brasileira. Ao lado do executivo Walter Clark, em 1967, eles implantaram o Padrão Globo de Qualidade e o alicerce de uma grade de programação que faz sucesso há mais de quatro décadas consecutivas na TV aberta brasileira. Clique aqui para conferir uma entrevista de Boni à revista Veja em 2003.

Se analisarmos de modo crítico, a Rede Globo chegou aonde chegou por dois motivos: primeiro por talento e esforço dos seus profissionais das mais variadas áreas. Segundo, por não ter concorrência à altura, não só pelo estrutura técnica e artística, mas principalmente pelo lado do acabamento editorial dos seus mais variados programas, novelas e jornalísticos. 

Infelizmente, os executivos de comunicação brasileiro querem – em sua grande maioria, resultados rápidos e não fazem o trabalho de investimento humano e a longo prazo como a Globo fez durante todos esses anos. O que temos no cenário atual da TV aberta são tentativas esporádicas e pontuais, muitas vezes desastrosas.

Dificilmente, ao assistir a grade de programação da Globo, somos surpreendidos com programas que mudaram de horário de um dia para o outro ou que saíram do ar sem mais, nem menos. Também na Globo não vemos a venda de uma faixa de programação para programas religiosos ou televendas. Há uma preocupação constante com conteúdo autoral, mesmo que a qualidade desse conteúdo (enquanto gosto pessoal) possa ser discutida.

O fator novidade em TV conta muito. E hoje, o maior desafio dos atuais diretores e produtores de televisão é fazer um veículo popular com qualidade, respeito ao público e sem se deixar se levar pelo ego. Se olharmos no cenário atual, o popular bem feito quase não existe na TV aberta. Uma hora ou outra aparece um oásis, o que é uma pena.

Em suma, Boni é um personagem histórico, do ponto de vista documental. Ele viveu toda a transformação da TV brasileira que nasceu baseada no circo, rádio e teatro, até que, com o decorrer dos anos, foi adquirindo linguagem própria até se tornar a referência criativa em todo o mundo. Mesmo com ressalvas e muito pé atrás, vou comprar esse livro. Querendo ou não, o sucesso da TV Globo se deve ao Boni e esse cara sabe tudo e mais um pouco de TV. Para quem gosta da mídia televisiva, creio ser uma leitura obrigatória. Vale a pena conferir!


Fotos: Divulgação.


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sábado, 26 de novembro de 2011

Ponto de Vista – Falta investimento em bom atendimento na TV Paga e nas Operadoras de Internet


O crescimento da TV Paga no Brasil, em números, é impressionante. E isso se deve, em especial, ao crescimento da Nova Classe C que mudou os hábitos de consumo e movimentou o mercado. Em setembro deste ano, o país chegou a quase 11,9 milhões de domicílios com TV Paga, totalizando 258,5 mil novos assinantes. Em apenas um ano foram 2,1 milhões de novos assinantes, contabilizando um crescimento de 21,7%, segundo a Anatel.

Com maior poder de compra, a Nova Classe C, investiu não só na TV Paga, mas também em provedor de internet, com o intuito de trazer maior qualidade de vida para si. Esta semana, uma pesquisa divulgada no seminário MediaOn, em São Paulo, revelou que o Brasil já é a sétima maior audiência de internet, prestes a bater a Índia. De acordo com a pesquisa, a classe C é responsável por metade dos domicílios com banda larga e 56% do total de residências com internet. 

O que isso quer dizer? Com o aumento da procura e da oferta, nem sempre a aquisição desse produto/serviço é satisfatória. Enquanto alguns países adotam o modelo mínimo de “self service” na compra de canais para um pacote – além da opção de canais avulsos; aqui no Brasil, o assinante de TV Paga assina um pacote com um número elevado de canais (previamente já escolhidos pela empresa) que qualquer um – em sã consciência, jamais conseguirá assisti-los. Não seria mais lógico comprar apenas os canais que você realmente quer assistir? 

Nunca entendi essa conta de comprar algo que você não vai usar (ou não quer). Cabe aos canais da TV Paga investirem em programação de qualidade e atrair os seus assinantes, porque não? Fora que é o cúmulo do desrespeito um canal de TV Paga eliminar uma faixa de programação para exibir televendas e religiosos. Fala sério! 

Tudo bem que hoje, com a popularização dos preços das operadoras, cujos valores são a partir de R$ 39,90, mais e mais pessoas tem acesso não só a TV Paga, mas também à internet banda larga residencial. Por conta disso, creio que já passou da hora dos consumidores também questionarem não só o valor, mas a qualidade do serviço.


Eu, por exemplo, não me interesso pelo modelo atual de venda da TV Paga no Brasil. E não é pelo preço, mas sim pela quantidade absurda de canais que serei obrigado a assinar. Não acho isso justo. Se você está pagando por algo, tem o direito de escolher o que quer....é o lógico! Conheço várias pessoas que só assinam TV Paga por causa dos campeonatos esportivos ou pelo paper view do Big Brother Brasil, e nem assistem os outros canais.

Foi-se o tempo em que a gente assinava a TV Paga para ter acesso a filmes, séries e documentários. Com a internet, é possível baixar esse conteúdo ou assistir on demand – muitas vezes na mesma semana de lançamento dos Estados Unidos ou países europeus.

Há cinco anos sou assinante de uma grande operadora de internet brasileira, veiculado a uma importante cia telefônica mineira. Não vou falar o nome para evitar aborrecimentos no futuro. Até dois anos atrás, não tinha o que reclamar. Mas, de uns tempos para cá, a desculpa de “manutenção na região” e a grosseria dos atendentes de telemarketing tem me feito questionar se quero mesmo continuar com o serviço ou se mudarei de operadora – inclusive de celular.

Ainda estou avaliando as possibilidades de operadoras. E a impressão, a grosso modo, é que todas são “farinha do mesmo saco”. O que está faltando tanto na TV Paga, quanto nas operadoras de internet, é investimento em atendimento e bom senso. Com preços cada vez mais baixos e atrativos, a credibilidade da empresa será o principal diferencial do mercado. Quem será que vai acordar primeiro?




Fotos: Getty Images.



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*Observação: Este artigo faz parte da minha participação na seção Ponto de Vista, do site do Cena Aberta, onde três jornalistas publicam um artigo mostrando pontos diferenciados sobre o mesmo assunto. Todo sábado você vai encontrar artigo escritos por Endrigo Annyston, Emanuelle Najjar e Wander Veroni.








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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

MediaOn – Último dia faz balanço sobre a relação da mídia com a internet

Sabrina Sato participa do último painel do MediaOn. Foto: Rubens Chiri.


Terminou nessa quinta-feira (24) o MediaOn – Seminário Internacional de Jornalismo Online, realizado no Itaú Cultural, em São Paulo. O evento, que teve entrada gratuita, discutiu no seu último dia o papel do politicamente correto na hora de se produzir conteúdo e publicidade; a qualidade da atual safra do jornalismo brasileiro; o uso de redes sociais para o ciberativismo; a estreia da versão brasileira do HuffingtonPost em 2012 e um bate-papo bem-humorado com Sabrina Sato e Marco Luque.


Veja também:


Realizado anualmente pelo portal Terra e Itaú Cultural, o @mediaon é um dos principais fóruns de debates sobre jornalismo online, digital e novas mídias, contando com a presença de representantes de diversos veículos brasileiros, da América Latina, Europa e Estados Unidos. O tema do evento deste ano foi: A transformação do ciclo da notícia, a revolução na indústria cultural e os efeitos na produção de conteúdo criativo. Confira abaixo alguns destaques desse último dia do seminário:

# O diretor de Marketing da Nissan, Murilo Moreno, e o diretor de Inovação e Criatividade da Coca-Cola, Gian Martinez, debateram no primeiro debate da manhã a tendência atual do politicamente correto no Brasil e no mundo se impor perante a produção de conteúdo informativo e publicitário. “O politicamente correto é cultural, é uma questão de as minorias se posicionarem, não adianta achar que é passageiro. O humor de hoje em dia é diferente de 40 anos atrás. Entender o momento da cultura”, disse Moreno.


# Já Martinez enfatizou que a Coca-cola sempre se posicionou de forma positiva em relação às questões da atualidade. “Em 1918 a Coca-cola colocou um anúncio de uma mulher sozinha. A mulher estava sozinha em um bar e isso não fazia dela uma… entendemos. O que buscamos é ser culturalmente correto. Nossa posição não vai necessariamente de encontro com as políticas vigentes. Este é o papel de uma marca livre”.
Profissionais da Nissan e da Coca-cola falam sobre a onda do politicamente
correto no conteúdo. Foto: Reinaldo Marques / Terra.

# Outro bastante relevante desse painel, foi o fato dos palestrantes falarem sobre a importância das marcas também produzirem conteúdo relevante nas redes sociais atrelado ao institucional, criando empatia com o internauta. “Com os sites, redes sociais e blogs, a atenção do consumidor ficou mais difícil de ser capturada. O consumidor vai atrás só daquilo que o interessa. A gente quer que uma pessoa tenha um relacionamento da marca. De um lado, conteúdo contestador, de entretenimento. E de outro lado, eu entrego conteúdo institucional básico da marca, mas de uma forma light”, explicou Moreno.

# Posteriormente, por volta das 11h30, aconteceu o painel 2, que debateu a qualidade da atual safra do jornalismo brasileiro, colocando no “divã” os jornalistas Mino Carta (diretor de Redação da Carta Capital) e Fabio Altman (editor executivo da Revista Veja), tendo como mediador o  Jorge Forbes, especialista em psicanálise lacaniana. “Os jornais brasileiros são muito feios e muito mal escritos. O jornalismo brasileiro chegou a níveis grotescos. (...) A mídia sempre foi um instrumento nas mãos do poder. O conteúdo era o mesmo, mas a forma era muito melhor. Fico espantado com o baixo nível cultural dos nossos jovens jornalistas, eles não sabem nada. Nunca leram nada significativo", disse Mino.
Debate sobre a qualidade do jornalismo brasileiro no MediaOn. Foto: Rubens Chiri.

# Já Altman foi menos pessimista. “A quantidade de informações, a variedade e a velocidade de informações …o volume é muito maior e mais rico do que há alguns anos atrás. Se você não tiver um filtro, acaba consumindo muito lixo. Mas consome coisa boa também. Mas não tenho dúvida que o jornalismo piorou muito. Muito raramente encontramos reportagens que sejam fascinantes”, comentou.

# À tarde, no painel que abordou o papel transformador das notícias nas redes sociais, o pesquisador e gerente do projeto de Tecnologia da informação e Política do Islã da universidade de Washington, Muzammil Hussain comentou sobre a importância do ciberativismo nas redes sociais. “Sem as redes sociais seria significantemente mais difícil para as mensagens chegarem ao redor do mundo, chegar em países influentes. As ferramentas online diversificaram o número de pessoas envolvidas no episódio”, disse Hussain que destacou também a importância troca de informações entre os manifestantes e a imprensa internacional.
O diretor de tecnologia editorial do Huffington Post, Conor
White-Sullivan, participou do MediaOn. Foto: Rubens Chiri.

# Já o diretor de tecnologia editorial do Huffington Post, Conor White-Sullivan, definiu que o uso de redes sociais para o engajamento social é como “uma bola de neve rolando montanha abaixo”, o que faz com que cada vez mais pessoas sensibilizadas com a causa cresçam por iniciativa pessoal.

# Previsto para ser lançado no primeiro semestre de 2012, versão brasileira do Huffington Post quer convocar blogueiros brasileiros a participarem do projeto. “Desejamos ouvir essa voz única que vocês têm. Levamos a vocês um microfone”, disse o diretor de tecnologia editorial do portal de blogs noticiosos Huffington Post, Conor White-Sullivan. O Huffington Post faz parte do grupo AOL que deve abrir um escritório no Brasil com uma equipe local. Segundo White-Sullivan, o portal é o terceiro maior em participação dos leitores no mundo.

# O diretor disse ainda que o jornalista independente precisa ter uma forma particular de humildade no ambiente online que permita “ouvir as milhares de vozes” que participam do movimento e terão uma visão própria. “Há bilhões de pessoas interagindo com seu conteúdo, pessoas que têm uma visão que você jamais terá”, disse Conor White-Sullivan.
Marco Luque participa do último painel do MediaOn. Foto: Rubens Chiri.

# Para terminar, o último painel contou com um debate bem-humorado com os apresentadores/humoristas Sabrina Sato e Marco Luque, que falaram sobre tweet pago e o fato deles rejeitarem tomar o lugar de jornalistas na TV. Durante a palestra, Sabrina disse que se define como apresentadora e animadora de TV, enquanto Luque disse se considerar “ator”. “Nem eu nem a Sabrina fomos convidados para um trabalho de jornalista, o que temos de forte é a comédia, o humor”, disse Luque. Já sabrina foi enfática. “Até tenho uma faculdade de jornalismo, que eu não terminei, mas a minha personalidade e a dele (Luque) têm tudo a ver para ocupar aquele espaço. Tudo o que eu fiz na vida foi de uma maneira muito intuitiva”, comentou a integrante do Pânico na TV.

# Sobre a venda de tweets patrocinados, Luque e Sabrina revelaram que é mais fácil assumir uma postura espontânea no Twitter. “As marcas começaram a pensar nas redes sociais. Mas você não pode fazer uma propaganda. Tem que falar algo como: “Pô, hoje abri e mochila e…”, explicou o humorista. “Tem que ser um papo natural”, complementou Sabrina. Integrante do CQC, Luque revelou que chega a ganhar R$ 15 mil por tweet.


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Colaborou: Mariana Astolfi.




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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

MediaOn 2011 – 2º dia debate a influência das redes sociais sob o conteúdo informativo

A jornalista Meg Pickard, diretora de Estratégias para Mídias Sociais do
The Guardian, palestrou no MediaOn 2011. Foto: Rubens Chiri.

No segundo dia do MediaOn – Seminário Internacional de Jornalismo Online, nesta quarta-feira (23), o ciclo de debates começou com a palestra da jornalista Meg Pickard, diretora de Estratégia para Redes Sociais do jornal britânico The Guardian. O @mediaon, que está na sua 5ª edição, vai até o dia 24 de novembro, no Itaú Cultural, em São Paulo. Ao final do dia, você irá conferir aqui no @cafecnoticias os principais destaques. Fique ligado!


» Clique aqui e confira como foi o 1º dia do MediaOn 2011.


Para Meg, o diferencial que as redes sociais trouxeram para o jornalismo é a quebra do segredo de uma pauta, o que ela chama de colaboração por “mutualismo”. “É um sistema que está funcionando há alguns meses. A ideia é não manter em segredo, mas dizer: ‘nos ajude a descobrir como podemos contar essa história".  Nesse processo, o leitor ajuda a criar a notícia, e não apenas consome ou reage à notícia. “É o interesse mútuo para o benefício público”, disse a diretora de Estratégia para Redes Sociais do jornal britânico The Guardian.

No painel seguinte, Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular, e Rodrigo Flores, diretor de Conteúdo do UOL, analisaram p crescimento da Classe C e os impactos disso na internet brasileira. Durante a palestra, foram apresentados dados da consultoria comScore que revela que Brasil é o segundo país do mundo no acesso a páginas de notícias e informação, atrás apenas dos Estados Unidos. Para os convidados, o maior desafio dos produtores de conteúdo na internet brasileira, de agora em diante, é regionalizar cada vez mais a informação.

Ainda, segundo a pesquisa, 99,2% dos internautas brasileiros com 15 anos ou mais acessam sites do gênero todos os meses. Outro dado que chama atenção é sobre a presença significativa dos blogs noticiosos na mídia brasileira e na preferência dos internautas, o que supera a relevância no mercado norte-americano. No Brasil a categoria chega a 97,4% dos internautas, ante 72,6% na Suécia e 70,8% nos Estados Unidos.
Rodrigo Flores; Renato Meirelles; Alex Banks e Marcelo Coutinho, no MediaOn 2011.
Foto: Rubens Chiri.

"O número do mercado brasileiro mostra a relevância que a categoria tem entre os usuários de internet que acessam a rede da casa ou do trabalho. (...) A internet contribui mais para a ascensão social do que a escolaridade. Tão importante quanto à universalização do ensino, é o plano nacional de banda larga", disse o sócio-diretor do Data Popular, Renato Meirelles.

Dando sequência aos painéis de debate, na tarde desta quarta-feira (23), o MediaOn trouxe o gerente de expansão do Facebook no Brasil, Ricardo Sangion. Para ele, os usuários do Facebook esperam que o conteúdo postado nesta rede tenha uma maior análise, sem a característica de tempo real do Twitter. “Posts de cinco linhas costumam ter mais sucesso que posts de quatro linhas. As mensagens com foto costumam ter uma penetração e engajamento muito maiores”, disse. Sangion ainda incentivou que jornalistas usem o Facebook de maneira profissional para poderem ter uma visibilidade maior além do veículo em que eles trabalham. “Se o Fulano quer ser mais que o Fulano de tal lugar, o Facebook pode ajudar nisso”, comentou.

Dados do Facebook revelam que o jornal americano Washington Post aumentou em 280% o número de acessos entre maio e dezembro de 2010, depois que passou a utilizar a rede social como porta de entrada para as notícias. Já o Huffington Post aumentou em 22% os acessos e aumentou para 8 minutos o tempo médio de permanência no site. “A partir de 2000, as capas dos portais acabaram caindo em taxa de acesso por causa do avanço dos buscadores, como o Google. A forma de navegar na web se concentrou na busca, porque quando você faz uma busca, você acha o que quer. Agora, nesta década, o compartilhamento é o mais importante. Seu amigo mostra um link em uma rede social e você acaba acessando”, disse Sangion.
Ricardo Sangion, gerente de expansão do Facebook, responsável pelo
desenvolvimento de negócios e a gerência do produto no Brasil.
Foto: Rubens Chiri.

Para finalizar, no último painel do MediaOn desta quarta-feira (23), Andre Jung (músico e produtor); Sergio Martins (crítico revista Veja); Marcos Maynard (executivo e produtor); Cláudio Prado (produtor); Tatá Aeroplano (músico, compositor, DJ e agitador cultural), discutiram a música além da mídia, apontando como a revolução digital na indústria fonográfica mudou a distribuição musical. “As gravadoras se envolveram em processos contra o Napster ao invés de sentar com os ícones da nova tecnologia e pensar em como isso poderia ser pensado em favor”, disse o crítico musical Sérgio Martins.

Para Maynard, mesmo com a ascensão do iTunes, as gravadoras ainda estão querendo encontrar um bom modelo de negócio. “Houve um vácuo muito grande entre os que lutavam pela ‘pirataria no ar’ e deixaram muito tempo essa geração consumir o que ela queria. A indústria não está feliz, está muito mal, está enferma. O iTunes vende uma música e você gastou para gravar 10 músicas”, disse. O produtor lembrou também de novas formas de arrecadação para que os artistas que comecem a lucrar financeiramente como, por exemplo, as plataformas de streaming, como o Terra Sonora e o YouTube, que já começaram a apresentar políticas de monetização.



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Colaborou: Larissa Corrêa, de São Paulo.





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MediaOn 2011 – Evento discute a revolução midiática provocada pela internet

  

Abrir um amplo painel de debates sobre a revolução digital na indústria cultural e as mudanças no ciclo da notícia provocada pela internet, sobretudo nas redes sociais. Esta é a proposta da MediaOn – Seminário Internacional de Jornalismo Online, que está na sua 5ª edição e vai do dia 22 a 24 de novembro, no Itaú Cultural, em São Paulo. A entrada é gratuita e os ingressos são distribuídos 30 minutos antes de cada painel. Além disso, o evento é transmitido via internet pelo portal Terra em três idiomas: português, inglês e espanhol. Ao final do dia, você também irá conferir aqui no @cafecnoticias os principais destaques do seminário. Fique ligado!


» Clique aqui e veja como foi o 2º dia do MediaOn 2011.


Realizado anualmente pelo portal Terra e Itaú Cultural, o @mediaon é um dos principais fóruns de debates sobre jornalismo online, digital e novas mídias, contando com a presença de representantes de diversos veículos brasileiros, da América Latina, Europa e Estados Unidos. O tema do evento deste ano é: A transformação do ciclo da notícia, a revolução na indústria cultural e os efeitos na produção de conteúdo criativo.

O MediaOn possui a curadoria dos jornalistas Antonio Prada (diretor de Mídia do Terra), Fernanda Cerávolo (gerente de Mídia do Google) e Jaime Spitzcovsky (escritor e colunista da Folha de S. Paulo). A produção executiva é de Felipe Morales Fonseca e Paula Grinover com a equipe do Itaú Cultural. De acordo com a organização do evento, a escolha do tema desse ano se deu por conta do "boom" das ferramentas de financiamento colaborativo, o crescimento do jornalismo empreendedor independente e a interferência das redes sociais na divulgação de notícias.

Primeiro dia

Nessa terça-feira (22), dia do início do MediaOn, contou com uma painel de debates, somente para convidados, com o jornalista e editor-executivo do site ProPublica, Stephen Engelberg. O ProPublica é um dos exemplos mais bem sucedidos de Jornalismo Independente Online no mundo, produzindo jornalismo investigativo de interesse público. Em 2010, tornou-se o primeiro site de notícias independente (e não veiculado a nenhum conglomerado de mídia) a vencer um Prêmio Pulitzer – um dos mais prestigiados prêmios de comunicação do mundo.
Stephen Engelberg, editor do portal ProPublica, durante a abertura
do MediaOn 2011, no Itaú Cultural. Foto: Rubens Chiri.

O ProPublica foi lançado em 2007 e é mantido por doações de grandes instituições e também pessoas físicas. Atualmente, o site conta com 18 jornalistas trabalhando na redação e 1.300 colaboradores voluntários em todo o mundo. Trata-se de uma organização de jornalistas independentes, sem fins lucrativos e com sede em Nova York (EUA).

O veículo conta com um orçamento anual de US$ 2 milhões e investe em reportagens investigativas de prestação de serviço à sociedade. Stephen Engelberg, do ProPublica, disse ainda que o site está aberto a colaborações de jornalistas que tenham boas histórias para serem investigadas. Os interessados devem enviar um e-mail para stephen.engelberg@propublica.org

“Nosso objetivo era contratar jornalistas que encontrassem lides e fontes originais. Encontrar coisas que nunca ouvimos falar. Também queríamos que os repórteres não mandassem e-mails para as fontes, mas que as encontrassem e falassem pessoalmente com elas. (...) E por que não colocamos essas 18 pessoas trabalhando de casa, de pijamas? Isso é muito comum agora nos Estados Unidos. Queríamos criar uma identidade na ProPublica e por isso reunimos todos em uma redação. (...) Nos Estados Unidos é comum que jornalistas coletem dados de bancos de dados do governo, mas nós pretendíamos coletar dados para criar nosso próprio arquivo”, disse Engelberg durante o MediaOn.


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Colaborou: Larissa Corrêa, de São Paulo.




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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Gianecchini mostra superação e fé na luta contra o câncer

Foto: Zé Paulo Cardeal/TV Globo.
   

"Quando você se depara com a questão da morte tão próxima, você começa a analisar o que você tem de concreto, que é o presente. Viver intensamente aquele presente". (Reynaldo Gianecchini em entrevista à Patrícia Poeta)


Sensibilidade. Talvez seja essa a melhor palavra para descrever a entrevista que Patrícia Poeta realizou com o ator Reynaldo Gianecchini, neste domingo (20), no Fantástico, da Rede Globo. Pela primeira vez na TV, o galã de novelas da Globo, abriu o jogo: falou sobre a reação dele em relação ao câncer, a perda recente do pai e como ele tem encarado tudo isso.

Para a alegria de fãs e de diversas pessoas do Brasil que acompanham a recuperação do ator, ele está bem, consciente e com uma gratidão enorme ao carinho do público que está em oração para que ele em breve volte aos palcos do teatro e à telinha da TV. Há alguns meses, o ator recebeu o diagnóstico de um linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que se desenvolve nos linfócitos. Desde então, ele deu início ao tratamento e passou por altos e baixos.

De forma ética e bastante humana, Patrícia Poeta fez uma entrevista emocionante e da qual encaro como lição de vida, de superação. No vídeo, podemos ver que Gianecchini vê o linfoma como uma forma de aprendizado e agradece todo o apoio que tem recebido. Para lidar com a doença, ele foi buscar um tratamento espiritual, que já havia experimentado durante a adolescência. Abaixo, assista a entrevista:

Veja também:

Por incrível que pareça, ao ver a entrevista de Gianecchini, senti paz. É muito bacana ver que ele possui essa consciência tão elevada em relação a tudo aquilo que está passando. O ator sabe que tudo que ele está vivendo faz parte de um aprendizado maior para o seu entendimento pessoal e com o Divino.  Tem um ditado popular que fala que “cada um é capaz de carregar a sua própria cruz”. E Gianecchini conseguiu passar para o público o quanto é importante aceitarmos a nossa cruz para podermos seguir em frente, sem deixar se abater pelo medo ou pelo cansaço.
Reynaldo Gianecchini foi entrevistado por Patrícia Poeta para o
Fantástico. Foto: Zé Paulo Cardeal/TV Globo.

Confesso que demorei anos para entender essa expressão que fala da “cruz individual”. Quando falamos de cruz não é necessariamente um castigo, mas sim uma missão enquanto ser humano para que consigamos atingir a elevação necessária para uma melhor conexão com a nossa espiritualidade, com o Universo e com a nossa fé, independente de qual seja a sua religião.

Quando superamos um problema vencemos um obstáculo pessoal e, com isso, subimos um degrau a caminho da nossa evolução. Esse ano – apesar de não ter passado por nenhuma doença grave, apreendi muito sobre conhecimento pessoal com o relato de pessoas como o Gianecchini e a atriz/humorista Márcia Cabrita que escreveu uma das crônicas mais bonitas que já li sobre o assunto, veja aqui. Aprendi o valor da palavra superação das suas mais variadas formas, principalmente no âmbito pessoal.

Precisamos acreditar mais em nós mesmos e no nosso potencial. Às vezes, é preciso uma doença, um desequilíbrio emocional (ou psicológico) para que possamos fazer esse exercício de olhar para dentro de nós mesmos. O que eu estou sentindo? Será que estou no caminho certo? Quem são os meus amigos de verdade? Aos poucos, quando você se permite encontrar essas respostas, percebe que é capaz de se amar e saber que com a ajuda do “Cara Lá De Cima” tudo pode melhorar.

Fazendo o link com todo esse momento de fé, elevação e de reflexão que a entrevista do Gianecchini me despertou, também estou em oração para a mãe de uma amiga muito querida que está se recuperando de uma trambose. São nesses momentos em que uma palavra amiga ou apenas um ouvido pode ser uma ajuda e tanto para que possamos dar voz a nossa emoção e juntos formarmos uma corrente do bem.

Ao escrever esse post, até pensei em escrever mais detalhes sobre o tratamento do Gianecchini. No entanto, resolvi propor outro tipo de debate e falarmos também sobre algo que é tão importante nesse momento de tratamento, de superação: a fé.

A fé é algo tão maravilhoso que não depende de religião, de dogmas ou crenças. Depende do seu próprio entendimento, da sua conexão com Deus ou qualquer outra manifestação do Divino. Nesse sentindo, a fé é um instrumento importante para a saúde. Não conheço o Gianecchini pessoalmente, mas desejo não só a ele, mas a todas as pessoas que estão passando por esse momento de superação muita LUZ. Que Deus lhe proteja sempre, pois Ele está contigo: acredite! Saúde e PAZ!



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Jornalista

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