sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Primavera Brasileira está acontecendo por meio das Greves



Tem gente que acha que o brasileiro é acomodado e não sabe se mobilizar quando o assunto é sério e interfere diretamente na sociedade. Eu já penso ao contrário. Nós não cruzamos os braços quando o tema vale a pena. Vamos à luta! O problema é saber o que vale a pena, mas enfim...rs. Do outro lado da mesa, tem gente que quer acreditamos nisso: que somos acomodados por natureza. E você, acredita em que? 
Claro, não estamos numa revolução de grandes proporções como a Primavera Árabe, mas a Primavera Brasileira já está se desenhando por meio das Greves, da contestação, mesmo que o preço seja a falta de união entre todos os setores.

Essa semana vimos greves dos professores na rede pública estadual em Minas Gerais; greve dos Correios e greve dos bancários. Já presenciamos – em um tempo não tão distante, greve dos rodoviários, dos metroviários, dos médicos, dos funcionários públicos, etc. GREVE. Só falta ter greve dos jornalistas que se recusam a cobrir a greve. Imagina um dia sem notícias?

Não está bom, vamos entrar de greve. Fazer pressão política, partidária e midiática para que a sociedade compre essa reivindicação que se faz tão necessária, para não dizer urgente. Greve! Queria mesmo é entrar de Greve das Greves, sabe. Mas, será que entrar de greve resolve?

Não tiro a razão dos professores mineiros – e quiçá do Brasil, que tem um salário de fome e uma péssima estrutura de trabalho. Mas também, sobretudo, olho o lado dos alunos que tiveram o ano letivo comprometido. Do ponto de vista filosófico, é interessante questionar educadores promovendo a não-educação para ter um salário que lhes dê dignidade. Do ponto de vista político, me incomoda ter visto as nossas autoridades tratarem a reivindicação com indiferença, a ponto de deixar que chegassem ao ponto de mais de 110 dias de greve.

Nunca gostei de greve. Por mais que seja um ato legítimo, ela não atrapalha o empresariado, nem o governo, mas sim o cidadão comum que paga um preço muito alto quando não recebe as suas correspondências (ou encomendas em casa), quando vai trabalhar e não tem ônibus, nem metrô, e nem como deixar o filho na escola para ele poder ir sossegado para o emprego.

Nessas horas, quando tudo está em greve, a engrenagem da roda vida pára. Os movimentos sindicalistas já pararam para pensar nisso? Ah, mas então o que você sugere? Não sei. Só sei que a greve – principalmente dos professores que teve um impacto significativo, contribui para que a educação – que o maior patrimônio do ser humano, mais uma vez, esteja comprometida.

O brasileiro está cansado do descaso generalizado que se instalou na República Federativa. Chega de esculhambação na política, no empresariado. Da politicagem desonesta dos acordos políticos ou da sonegação de impostos descarada. CHEGA!!! Ninguém aguenta mais esse “jornalismo declarativo” onde os Comunicados Oficiais mentem descaradamente e o cidadão que fala a verdade (ou a sua verdade) é condenado por um crime inafiançável ou o limbo social.

Por mais confuso e contraditório que isso possa parecer, a resposta de tudo isso que o país vive está na GREVE. Espero que um dia, a greve vire passeata, marcha, campanha e leva toda a sociedade para as ruas. Estamos precisando de mobilização, e não de mais uma greve. Se a Primavera Brasileira já dá sinais claro do seu início, isso é notório. O povo já aprendeu a cruzar os braços, a lutar pelos seus direitos. Agora só falta a aprender a se articular. E a votar, o que é o mais importante. Ano que vem tem eleições municipais. Muita coisa pode mudar a partir do voto. Não somos acomodados!







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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Jornal Metro – Novo tablóide chega a Belo Horizonte focando em público mais elitizado



Depois de meses de preparativos, a capital mineira ganha a sua versão local do Jornal Metro, nesta quarta-feira (28/09), conforme antecipou o blog na semana passada. Pela manhã, funcionários uniformizados de verde, estavam espalhados pelos principais pontos do centro de Belo Horizonte para distribuir a publicação, que é gratuita. Para ler o jornal online, clique aqui.


O lançamento do informativo faz parte de um novo posicionamento do Grupo Bandeirantes em Minas Gerais que quer consolidar ainda mais a marca no jornalismo, onde já atua na TV Band Minas e na Rádio Band News FM BH. Para comemorar a estreia do Jornal Metro em BH, o Grupo Bandeirantes recebe convidados, nesta quarta-feira (28/09), para um evento no Palácio das Artes, a partir das 20h. Clique aqui e confira a entrevista EXCLUSIVA com o novo apresentador da TV Band Minas, Marcos Maracanã.

Presente em 22 países – como Chile, Equador, Estados Unidos, México, Canadá, Portugal, França, Itália, entre outros; o Jornal Metro já circula em São Paulo, Rio de Janeiro, Santos, Campinas e Curitiba além da região do ABC (Santo André, São Bernardo e São Caetano). A tiragem inicial do Metro Belo Horizonte será de 40 mil exemplares por dia, elevando a circulação total do jornal no Brasil para exatos 400 mil exemplares diários. Belo Horizonte é a 129ª cidade a receber o jornal em todo o mundo e a 7º município brasileiro a ter a sua versão local.
Edição zero do Jornal Metro BH distribuído internamente na TV Band Minas.

Em Belo Horizonte, a redação do Jornal Metro conta com jornalistas experientes, sob a batuta de Ivana Moreira – que já passou por jornais como o Valor Econômico e O Estado de São Paulo. Ivana é a editora-executiva do jornal, acumulando a função com a chefia de redação da Rádio Band News FM BH. Fernando Zuba, que trabalhou nos jornais Hoje em Dia e O Tempo, é o subeditor.

“Em todas as cidades brasileiras onde circula, o Metro se destaca por apresentar um jornalismo moderno, dinâmico e de qualidade. Essa trajetória de sucesso só faz aumentar a nossa responsabilidade, mas tenho certeza de que o Metro Belo Horizonte vai corresponder às expectativas mais otimistas e conquistará rapidamente os exigentes leitores da capital mineira”, afirma o jornalista Teodomiro Braga, diretor de Jornalismo do Grupo Band Minas.

Diferente dos outros dois tablóides que circulam na capital mineira – o Super Notícia e o Aqui, o Jornal Metro foi planejado para atrair um público mais elitizado e, pelo menos na primeira edição de BH, fugiu completamente da linha esporte-violência-e-mulher-pelada na Capa. Por ser gratuito, ter apenas 16 páginas e ser relativamente curto, a publicação já nasce vitoriosa por mostrar que o jornalismo local não se resume apenas no plantão policial da cidade.

O informativo estreou com bons anunciantes, mas – para variar, não trouxe nenhum anúncio institucional para mostrar ao leitor desavisado que gosta de foliar o jornal antes de ler que se trata de uma publicação do Grupo Bandeirantes em Minas Gerais. Outra coisa que me chamou atenção é o fato Jornal Metro poder ser lido pela internet – não só de BH, mas de vários países do mundo, mesmo que o jornal possua tantos endereços diferentes que poderiam ser convertidos em um portal mais organizado para o internauta.
O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, confere o Jornal Metro,
em visita à TV Band Minas. Fotos: Júnia Garrido / Band Divulgação.

Na semana passada, o Café com Notícias teve acesso a edição zero do Jornal Metro e pôde comprovar a qualidade gráfica e editorial do informativo. A edição zero foi rodada apenas para testar cores e posicionamento gráfico, mas já impressionava por ser um jornal mais dinâmico e disposto a cobrir o dia-dia da cidade nas mais diferentes editorias.

Na edição de estreia, o Jornal Metro trouxe duas boas reportagens que ganharam merecido destaque na capa. A primeira sobre o projeto polêmico da Prefeitura de BH de se construir garagens [estacionamentos] subterrâneos na área central da cidade, com o intuito de dar um alento aos motoristas que sofrem nas mãos dos flanelinhas ou dos preços abusivos das garagens particulares. De acordo com a reportagem, a Savassi será a região que terá mais vagas, num total de 1059. O projeto prevê garagens subterrâneas na Praça Sete, Área Hospitalar, Shopping Oiapoque, Assembleia Legislativa, Barro Preto e Praça Afonso Arinos.

Já a outra reportagem de destaque, sob o título “Marginalidade ofusca glamour da Afonso Pena”, fala do contraste entre uma área nobre da cidade e um ponto de prostituição e tráfico de drogas. No alto da avenida, próximo ao Bairro Mangabeira e Anchieta, a matéria denuncia o “conhecido” ponto de travestis que se vendem por R$ 20 a R$ 200, além de comercializarem entorpecentes dos mais variados tipos “para agüentar a rotina da vida”. Mais do que apontar o dedo na ferida, cabe o Jornal Metro agora cobrar um posicionamento das nossas autoridades em torno do tema que, até hoje, por mais que já se tenha sido mostrado à exaustão, nada foi feito para reverter o quadro. Esta aí, sem dúvida, uma boa sequência de reportagens.





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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Café Entrevista – Marcos Maracanã, do Brasil Urgente Minas, responde perguntas dos internautas



O apresentador do Brasil Urgente Minas, Marcos Maracanã, conversou com EXCLUSIVIDADE com o Café com Notícias. Clique aqui para ver a primeira parte da entrevista. Hoje, nesta segunda parte desse bate-papo, ele responde algumas perguntas enviadas pelos leitores do blog. Acompanhe:


1)  Renato Ribeiro / Profissional de Comunicação e Marketing / Nova Lima

A violência tem que ser combatida pelas nossas autoridades, mas cada cidadão também é co-responsável na luta contra o crime. O senhor acha que existe essa consciência por parte das pessoas? De que maneira cada cidadão pode agir como um agente da lei?

Olha Renato, infelizmente a violência está de forma avassaladora no nosso país. A violência deveria ser combatida, em todos os aspectos, principalmente na conjuntura das nossas leis que possuem uma série de brechas. E por conta dessas brechas é que está acontecendo esse desacreditar das leis. O que as pessoas podem e devem fazer? É continuar se protegendo e lutar pelos seus direitos. Acaba que a gente fica se cercando, colocando cerca elétrica nos muros, num processo de não facilitar a ação do marginal, de forma ativa e preventiva para se proteger da criminalidade, tomando uma série de precauções como não estacionar em lugar muito afastado e escuro; não se deixar ser observado quando está saindo e entrando de um local, ou seja, são cuidados básicos que, infelizmente, esse mundo capitalista nos exige.

2) Cláudia Martins / Cerrado Eventos / Sidney do Cerrado

Bom dia...somos amigos pessoais do Marcos Maracanã e admiramos sua história de vida e sua luta pra chegar onde está, uma cara focado e competente no que faz....queria então perguntar : O que ele está sentindo mais falta aí em BH nesta fase de adaptação...?! qual é o grande incentivo pra continuar nesta jornada vencedora?! Aproveitamos pra mandar um abraço grande pra ele, pois merecidamente ele venceu mais uma etapa na vida. Abraços a todos da redação.

Oi Claudia! Que bom ler uma pergunta de gente conhecida e que está nos prestigiando aqui na Band Minas, em Belo Horizonte. Olha, o que estou sentindo mais falta é da minha família. Ela é uma mola propulsora para que a gente possa exercer o nosso trabalho com mais clareza, com mais acolhimento e carinho. Mas eu estou suprindo isso, de certa forma, com os meus colegas do Grupo Bandeirantes que tem me recebido de uma forma tão amistosa. Me surpreendeu o carinho! Já trabalhei em muitas emissoras e nunca vi um ambiente tão bacana de se trabalhar, e isso é raro e me acalentou um pouco. Eu tive o prazer de ter pessoas na minha equipe em que eu me associei muito, me familiarizei de forma muito tranqüila. É óbvio que a gente sente falta da casa, da família, e estar longe deles nesse momento tão especial da minha carreira me “entristece” entre aspas. Mas é lógico que estou feliz com esse momento único, de trabalhar na capital mineira, e poder mostrar para as pessoas que a Bandeirantes é uma marca de credibilidade no Jornalismo e o grupo que resgatar isso em Minas...e é esse desafio que me empolga. Mas ano que vem a minha família vem para cá, estou pensando em montar uma residência aqui. Claro, propor a mudança para todos da família não vai ser fácil eu nem quis fazer isso com eles agora, ainda mais no final do ano, por conta da escola, dos amigos e das nossas raízes. Mas mudança faz parte da vida, não é mesmo!

3) Luciana Silveira / auxiliar administrativo / Belo Horizonte

Os programas policiais geralmente tem a mesma proposta e um prazo de vida relativamente curto. Qual é o diferencial do programa em relação aos outros? Você teme comparação com o Mauro Tramonte, da Record Minas?

Oi Luciana! A sua pergunta é muito boa por sinal e vai nos servir para tirar o estigma dos programas policiais. O Brasil Urgente Minas não é apenas um programa policial, é uma revista eletrônica, um programa que cabe de tudo. Eu, como apresentador exerço um lado mais leve, mais também pego pesado na crítica quando se faz necessário. A nossa proposta é entrar na casa do telespectador de uma maneira respeitosa. Então, não é um programa policial. As pessoas tem essa mania de fixar programa policial de uma forma pejorativa. Nós até temos no mercado outros programas policiais que focam só na questão do sangue, da tragédia, mas aqui no Brasil Urgente Minas nós não temos só isso. Nós vamos galgar audiência de uma maneira diferente. No que diz respeito a comparação com o meu companheiro Mauro Tramonte – que foi meu companheiro de Televisão, de Balanço Geral, de maneira alguma é preciso ter comparação. Cada um tem a sua maneira de trabalhar dentro da sua especificação. O Mauro é um cara que também chegou aqui da mesma maneira que eu cheguei e foi conquistando o seu espaço....e existe mercado para todos, o sol nasceu para todos. Que bom que façam comparações, porque daí vão lembrar dele e vão lembrar de mim também...(risos).

4)  Bruno Marcondes Viana / estudante de publicidade / Contagem

Como foi o convite para apresentar a versão mineira do Brasil Urgente? Porque a Band Minas fez uma divulgação tão pequena? Eu mesmo só descobri o programa quando estava trocando de canal à tarde....acho que se tivesse mais divulgação e um trabalho para fazer com que o público da Grande BH soubesse da sua história o programa bombaria muito mais. No mais, desejo sucesso a toda equipe. O programa fala a linguagem do povo sem esculachar. Abraço a todos.

Essa é a proposta. O Bruno entendeu muito bem a proposta do Brasil Urgente Minas. Obrigado pelo carinho, Bruno! É isso mesmo: a nossa proposta é fazer um programa sem esculachar as pessoas e respeitar o telespectador. Pode até ter um momento em que eu vá me exceder, por isso eu peço ao telespectador, ao internauta, que interaja comigo, com a produção do programa. Estou aqui para isso, para ser criticado, para ser elogiado, e aceitar todas as críticas construtivas – respeitando o meu trabalho e aminha pessoa, para fazer um programa cada dia melhor para quem está nos assistindo aí em casa. Sou um operário da comunicação. Quanto a divulgação Bruno, você tem toda razão: ela está sendo feita de forma gradativa. Eu também achei que foi muito pouca a divulgação, e ela está sendo feita aos poucos, seja em jornal, seja algumas emissoras de rádio. Também estou dando entrevista para alguns veículos de BH, como aqui no Café com Notícias, que está me entrevistando em primeira mão. A partir dessa semana vai ter outdoor, busdoor, publicidade nos pontos de ônibus, e a própria emissora está preparando chamadas que vão entrar dentro da programação. Mas isso tudo está sendo feito aos poucos. Estamos na primeira semana de programa, ainda tem muito o que ser feito e ser melhorado. O mais gostoso é que começamos do zero, literalmente, e estamos conseguindo bons resultados. Quero deixar aqui um recado para o Bruno: não importa se estamos em primeiro, segundo, terceiro, quarto ou qualquer outra posição no Ibope, vamos continuar fazendo um programa que respeite o público de maneira saudável.

5) Fernando Carvalho dos Santos / estudante de jornalismo / Belo Horizonte

Pergunta para o Maracanã se ele ficou assustado de comandar um programa que fala de assuntos do cotidiano de BH? Por ele ser de outra cidade, ele está sentindo dificuldade de conhecer as particularidades da capital mineira?

Não, não, Fernando. De forma alguma. Inclusive eu até pensei que ficaria nervoso na estreia e me surpreendi, foi muito tranqüilo. Quando a gente está cercado de bons profissionais, de gente competente, a gente fica muito mais tranqüilo, sabe. Eu espero que essa tranquilidade me dê embasamento para fazer um programa a cada dia. Ao contrário do que as pessoas pensem desse tipo de programa, a gente não faz nada de forma intempestiva, tudo é estudado antes, e existe um trabalho árduo de produção e edição final. Cada profissional aqui tem a sua função, a sua responsabilidade.As pessoas me diziam aqui Band: você passou pela estreia sem ficar nervoso, vai tirar [os outros programas] de letra. Nem tanto. Cada dia é um novo começo.

6) Simone Campos / lojista / Betim

Gostei do programa do Maracanã desde o primeiro dia, acho ele muito divertido e engraçado. Por isso, parabenizo o blog Café com Notícias por nos dar a oportunidade de fazer perguntas e conhecer um pouco mais desse apresentador. A minha pergunta é o seguinte: ano que vem teremos eleições municipais. Será que ele tem coragem de fazer uma matéria apontando os pontos fortes e fracos das cidades da Grande BH? Seria uma boa para ajudar o povo a escolher melhor os seus candidatos.

Oi Simone! Você está antenada mesmo com o programa, que legal. Quando mudei para cá montei um projeto pensando sim nas eleições municipais de 2012, com uma quadro dentro do programa que vai apontar quais foram as obras que foram cumpridas e quais ficaram na promessa. A nossa idéia desse quadro é também respeitar o político que cumpriu e que fez valer o voto em que nele foi depositado. Já aquele que usar a maquina pública para benefício próprio vai ganhar cacetada aqui....(risos). As obras que foram cumpridas a gente vai levar o político lá junto a comunidade e vai dar um carimbo do Brasil Urgente, atestando que aquilo não foi apenas uma promessa para ganhar voto. Simone, então a minha resposta é sim: nós vamos fazer esse tipo de matéria. Continue nos assistindo e não deixe de participar!






Fotos: Júnia Garrido / Band Divulgação.




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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Café Entrevista – Marcos Maracanã, do Brasil Urgente Minas, abre o jogo e afirma que o novo programa quer respeitar o público



“Você não me conhece, mas vai me conhecer! Me chama que eu vou!”
. Esse é o bordão do novo apresentador da @band_minas, Marcos Maracanã, que estreou a versão local do Brasil Urgente, na última segunda-feira (19/09). A fala de dele foi um convite para que o @cafecnoticias pudesse desvendar para o público quem é este apresentador. De onde ele veio? Para responder essa e outras perguntas, Maracanã topou conversar com o blog. Clique aqui e veja o post sobre as estreias da Band Minas na semana passada.

Muito solícito, o apresentador me recebeu na redação da TV Band Minas, nessa sexta-feira (23/09), para um bate-papo EXCLUSIVO e falou sobre a expectativa desse novo programa na tela da Band. “Aqui no @brasilurgentemg a gente está querendo propor um jornalismo diferente. Um jornalismo com um sorriso na cara e não muito sisudo. Sou um operário da comunicação e estou preparado para as críticas construtivas! O programa tem ainda uma série de quadros que vão estrear e que, com o tempo, nós vamos divulgar com exclusividade aqui no Café com Notícias, pois o blog foi o primeiro a me abrir espaço para uma entrevista na internet”, comenta Maracanã.

Corinthiano e nascido em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, Marcos Maracanã é formado em Rádio e TV pelo Centro Universitário do Triângulo (Unitri), em 1992. O comunicador já trabalhou em rádio e outras emissoras de Televisão e agora encara o desafio de comandar um programa ao vivo, todos os dias, num horário em que nenhuma outra emissora local tem programa sendo exibido. "O nosso compromisso aqui é com o telespectador. Não queremos a audiência a qualquer custo. Fui abençoado porque o Brasil Urgente Minas é feito por equipe maravilhosa, não é só eu. O que o público vê na TV é o resultado de um dia inteiro de trabalho da galera que está aqui nos bastidores", revela.

Abaixo, confira a ENTREVISTA EXCLUSIVA que foi dividida em duas partes. A primeira, com perguntas para que o público possa conhecer um pouco mais o apresentador. Já a segunda feita apenas com perguntas enviadas pelos leitores do Café com Notícias, que será publicada nesta terça-feira (27/09), clique aqui. Então, vamos a PRIMEIRA PARTE DA ENTREVISTA. Acompanhe:
O apresentador Marcos Maracanã na redação da Band Minas.

Você fala no programa que as pessoas não te conhecem. Então, nada melhor do que se apresentar: quem é o Marcos Maracanã? Em quais emissoras você já passou?

Tenho 40 anos de idade, sou Radialista, trabalhei em várias emissoras de Rádio e Televisão no Brasil. Trabalhei mais em Goiânia e depois fui para o Triângulo Mineiro. Já trabalhei no SBT e na Record. No SBT eu fiz um programa que se chamava Chumbo Grosso, era um programa que durante oito anos eu vencia no Ibope a Globo, era uma das maiores audiências do Brasil do SBT. Depois, fui convidado para trabalhar na Record, no Triângulo Mineiro, onde fiz o Balanço Geral por dois anos.

O Balanço Geral do Triângulo passa do meio dia à uma e meia da tarde. A recepção do público do Balanço de lá era maravilhosa. Para você ter uma idéia faltava de dois a três pontos, quase todos os dias, para bater a Globo...que até então era imbatível nesse horário. A Globo sempre reinou absoluta por lá e nós fomos chegando de vagarinho e conquistamos o nosso espaço.

De onde surgiu o bordão “Me chama que eu vou”?

Engraçado, eu nunca usei esse bordão na minha cidade. Resolvi usar aqui e nasceu de forma natural, como uma forma de afrontar – de maneira salutar e com muito respeito, o telespectador, para que eu realmente possa ir onde ele está, aonde a notícia está. O “Me chama que eu vou” é uma forma de conhecer as pessoas, de apertar a mão das pessoas na ruas e me apresentar. Eu até brinco durante o programa que as pessoas ainda “não me conhecem, mas vão me conhecer”. O bordão é uma forma de aproximação com o público e que foi absorvido de uma maneira tão carinhosa. Sinceramente, estou muito feliz com tudo que está acontecendo e da resposta acolhedora do público. Somos o único programa local ao vivo nesse horário, falando das coisas da cidade e querendo propor o diálogo com o público, seja pela internet, ou pelo telefone. Aconteceu alguma coisa aí onde você mora? Me chama que eu vou.

Você é mineiro ou adotou Minas com o tempo?

Sou de Ituiutaba, no interior de Minas...sou mineiro da gema. Adoro Minas Gerais! Para vir para cá foi um desafio maravilhoso. Já trabalhei em várias capitais como Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás. Daí Belo Horizonte é uma cidade aonde eu não tinha trabalhado. Estar aqui está sendo um desafio maravilhoso na minha vida. Sou casado, tenho dois filhos. Minha família não veio ainda para Belo Horizonte, deve vir no ano que vem.

E esse seu lado engraçado: você é assim no dia-dia?

Sou e muito. Bom humor é tudo na vida. Uma coisa que ainda não contei para nenhum outro colega da imprensa: tenho formação de circo. Fui palhaço muito tempo, de forma profissional. O circo é uma grande escola e te ensina muito sobre improvisação. Pode pesquisar na internet, eu era o Palhaço Gelatina. Eu sou assim mesmo, gosto do humor, de fazer as outras pessoas rirem, sou bem humorado assim no meu dia-dia, não é só no programa de TV. Tenho até que me controlar de vez em quando....(risos).
Equipe da produção do Brasil Urgente Minas

trabalhando na redação da Band Minas.

Como foi o processo de adaptação?

A adaptação não foi muito difícil porque eu fiz uma coisa maluca. Eu dispensei carro e resolvi andar pela cidade de táxi, a pé, de bicicleta, para poder conhecer. Eu passei 38 dias aqui, conversando com as pessoas na rua, para poder entender o que elas pensam e quais são os problemas e belezas dessa cidade. E isso tudo me serviu de base, principalmente, para que eu pudesse saber do que eu ia falar no dia da minha estreia e nos dias que consequentemente virão por aí.  Fiz para conhecer a forma, como é o cidadão de Belo Horizonte. Eu venho de uma região do Triângulo Mineiro completamente diferente em termos de comportamento, de cultura, do que o povo daqui da Capital. O Triângulo tem uma concepção bem Paulista e aqui não: a impressão que tenho que o mineiro da gema está aqui em Belo Horizonte. A cidade tem uma cultura, um jeito de ser muito próprio. O engraçado é que quando eu vou para o Triângulo, sinto saudade de Belo Horizonte. É uma cidade que eu já me acostumei e me familiarizei muito bem.

Você me disse que ficou 38 dias em BH para conhecer a cidade e entender melhor como é o hábito e as particularidades da capital mineira. Nessas suas andanças, quais foram os pontos que lhe chamaram atenção de forma positiva?

O que me chamou a atenção em Belo Horizonte, dos pontos mais positivos, é que a cidade é mito arborizada, tem muitas árvores, coisa que não tem no Triângulo – em Uberlândia, especificamente, é cidade que tem mais de 700 mil habitantes, é uma cidade que cuida da questão ambiental de forma muito grande. O Trânsito ainda é muito positivo. As pessoas reclamam tanto do trânsito de Belo Horizonte, mas elas não conhecem o de São Paulo. Apesar dos pesares, o trânsito aqui funciona e tem uma logística. Há uma necessidade, é claro de melhorias. Belo Horizonte não pode mais esperar da questão de caminhões no perímetro urbano. Outros pontos positivos são as atividades culturais. A cidade tem uma vida cultural muito intensa, e isso precisa ser melhor divulgado. E no Brasil Urgente Minas a gente pretende abrir espaço para isso, principalmente para atividades culturais gratuitas. Nós vamos fazer um quadro onde iremos mostrar, dar dicas de pontos na cidade onde as pessoas podem ir se divertir. Às vezes as pessoas pensam que divulgar as coisas da cidade, a área cultural não dá audiência, independente ou não de dar audiência, a gente vai divulgar. As pessoas tem direito de ter acesso a esse tipo de informação e se divertir. E Belo Horizonte, conhecida como a capital dos bares, também merece que o seu povo possa saber mais da atividade cultural do lugar de onde moram.


E por falar em "capital dos bares", você já saiu e conheceu os bares da cidade?

Eu adoro os bares de BH, gosto de ir curtir com os amigos. E estou me sentindo muito em casa pela forma carinhosa que as pessoas tem me acolhido. Já fiz bons amigos em BH. Nas minhas andanças pela cidade já conheci porteiros, taxistas, motoristas, pessoas que estavam andando na rua indo para algum lugar, para o trabalho, para escola, lojistas do Mercado Central,  enfim, gente que faz parte do cotidiano dessa cidade que agora é a minha também. São essas pessoas que vão me ajudar a dar embasamento para o jornalismo que acredito, que o jornalismo que estamos fazendo aqui na Band Minas. As minhas “musas inspiradoras” serão as pessoas de BH, elas que vão me ajudar, a cada dia, a pautar o programa e a fazer uma atração que respeite quem está do outro lado da tela nos assistindo.

E pontos negativos ou que precisam ser melhorados na cidade?

Um ponto negativo, um ponto que precisa ser melhorado em BH, daí eu vou retomar a questão do trânsito. É primordial, é fundamental, para que os problemas do trânsito se resolvam, que as pessoas tenham algum nível de inteligência no que diz respeito dessa logística da questão de veículos. A cidade chegou num ponto que não tem estacionamento. E isso atrapalha todo mundo e gera vários problemas, tanto para quem está de carro ou a pé. A cidade recebeu agora do governo federal grandes investimentos do metrô, mas eu espero também que se faça investimentos em estacionamentos em pontos estratégicos para aliviar alguns problemas do trânsito. Outro ponto que achei negativo é aquele cidadão que joga papel no chão. E isso é um contraste que me chamou muito atenção, se levarmos em conta o quanto BH é arborizada. O cidadão precisa tomar consciência de que o lugar do lixo é no lixo. Infelizmente, o cidadão joga muito lixo na rua. 
O Prefeito de BH, Márcio Lacerda, é um dos entrevistados do programa
de estreia do Brasil Urgente Minas.

Na estréia do Brasil Urgente Minas, o prefeito de BH, Márcio Lacerda, falou do projeto de construção de estacionamentos subterrâneos. O que você acha disso? É viável? 

A idéia do prefeito Marcio Lacerda de criar estacionamentos subterrâneos é um alternativa sim, mas não pode ser a única medida. A largura de muitas ruas da cidade são as mesmas a dezenas de anos...e todo dia nós temos um aumento de mais e mais carros nas ruas, com isso nós temos um estrangulamento de carros. Por conta disso começa a especulação de coisas ilícitas como o flanelinha que não é legalizado, do cara que tem um terreno maior e resolva fazer um estacionamento sem segurança e cobra um absurdo para estacionar. Daí você fica meio sem opção e refém desse serviço.

Da questão da violência urbana: você já percebeu uma distinção entre cobrir polícia aqui e lá no Triângulo ou das cidades que você já passou?

Percebi sim. O que é triste e é um reflexo das grandes capitais – e Belo Horizonte não foge a regra, é a questão do crime organizado. Infelizmente, o nosso crime aqui é organizado. Por ineficiência das nossas autoridades e por negligencia em que as leis são colocadas, o crime é muito mais organizado aqui do que nas cidades do interior. O crime violento aqui, o crime hediondo, é algo assustador. Morre-se muito todo dia na Região Metroplitana – não só daqui, mas de várias capitais do Brasil, e que infelizmente BH não foge a regra. Nos temos aqui em BH, que eu pude constatar, furtos, roubos, seqüestros relâmpagos. Mas nós temos máfias também, do cartel de drogas, de produtos importados, do transporte de vãs , que são muito perigosas, mas que ainda bem existe o Ministério Público por trás para que, conseqüentemente, esteja investigando isso. Agora, nós profissionais que lidamos com essa área, nós também temos que tomar um certo cuidado, até porque o crime está banal, e não podemos deixar que nos calemos diante disso.
De mala e cuia, Marcos Maracanã se mudou para
BH para apresentar o Brasil Urgente Minas.

Agora, mudando um pouco de assunto, uma pergunta que recebi de alguns internautas é a respeito da formação acadêmica para o Jornalista exercer a sua profissão. Você é contra ou a favor do diploma? Tem opinião formada sobre esse assunto?

Nós temos um debate muito grande sobre isso, atualmente. Eu tenho certeza absoluta de uma coisa que é de extrema importância para um profissional que é ele ter a sua formação acadêmica. Por que aí ele vai ter um senso crítico diferente e uma sensibilidade maior da rotina do jornalismo e da comunicação, de um modo geral. Principalmente por que ele vai ter a responsabilidade do jornalismo, a poesia, a literatura, o dia-dia do jornalismo. Nós somos profissionais que lidamos com centenas, milhares de pessoas e isso que está sendo colocado em discussão, que o Congresso não aprovou a necessidade do diploma, é muito importante. As empresas de comunicação e o próprio mercado são bem seletos nessa situação, contratando profissionais com formação acadêmica, com diploma. Existe uma máxima que é o seguinte: “quem não tem qualificação, não se prolifera por muito tempo”. O profissional aventureiro não se prolifera no mercado, não tem sustentação para se manter. É óbvio que o diploma não é garantia de competência, mas já é um filtro, de forma que baliza o profissional que, tecnicamente, está apto para exercer o Jornalismo. E essa arte da comunicação o que cara tem que gostar. Fazer por fazer também não leva a nada!

E você, é formado em Jornalismo?

Sou formado em Rádio e TV, pela UniTri, lá no Triângulo Mineiro, em 1992. 

Qual é a sua avaliação dessa primeira semana de Brasil Urgente Minas e dos investimentos do Grupo Bandeirantes em Minas?

Essa primeira semana foi sensacional. Só tenho a agradecer as pessoas que acreditam no programa e nos dá esse retorno de forma tão carinhosa. O Grupo Bandeirantes está com muitos investimentos em Minas. Vem aí, na próxima semana, o Jornal O Metro, a partir do dia 28, ele circula de forma gratuita na Grande BH, estou te falando isso em primeira mão para o Café com Notícias, ninguém ainda sabe disso. Vai ter uma festa de lançamento do Jornal no Palácio das Artes para convidados e autoridades. O Metro é um jornal maravilho, com uma proposta informativa e diferenciada, focando no público da classe A e AB, não tem nada a ver com o Super, e tenho certeza que vai ser um projeto de sucesso. Nosso prédio aqui está passando para uma leve reforma para abrigar todas essas mudanças. Então, a avaliação que faço é muito positiva. O programa estreou super bem e hoje está com uma média de quatro, cinco pontos, mais do que o dobro que a emissora dava no horário. E o mais bacana de tudo: é a liberdade que a Band Minas nos dá, e posso falar isso em nome de toda equipe, não temos cobrança excessiva por audiência. É claro, se o programa for bem, ótimo. É sinal de que estamos agradando, que estamos no caminho certo.  Se não for tão bem, por exemplo, se der 1 ponto ou se dar 10, vamos fazer com o mesmo empenho e carinho. O nosso compromisso aqui é com o telespectador. Não queremos a audiência a qualquer custo. Fui abençoado porque o Brasil Urgente Minas é feito por equipe maravilhosa, não é só eu. O que o público vê é o resultado de um dia inteiro de trabalho da galera que está aqui nos bastidores. Temos uma equipe de 12 pessoas, se não me engano, entre produtores, editores, repórteres, pessoal da parte técnica, enfim, televisão é equipe. E posso agradecer a Deus por ter uma equipe tão boa, atenta e que me acolheu tão bem.
Teodomiro Braga, diretor de jornalismo; Eduardo Mineiro, diretor comercial e o 
diretor geral da Band Minas, José Saad Duailibi, na estreia do Brasil Urgente MG.

Existe uma “quebra” dentro do programa, entre a edição vespertina do Brasil Urgente Minas e a noturna. A minha pergunta é se existe uma preocupação de prender o público ou segurar o público do Datena?

Na verdade, existe o seguinte: trata-se de uma regra da rede. Porque existe isso? O Datena estava na Record e agora voltou para a Band. De repente nós tivemos que adaptar essa realidade para o projeto Brasil Urgente que teria uma edição local em cada Praça. Sem o Datena na Band o programa seria das 17h às 19h20, com uma edição inteira de Minas Gerais. E isso não foi totalmente descartado, quem sabe, com o tempo pode até vir a acontecer. Mas, a priori, é uma determinação da rede do Datena aparecer de forma nacional. Mas o que estamos tentando propor ao telespectador, durante essa "quebra", é a participação via internet, por Twitter, entramos ao vivo pela Twitcam para conversar com os internautas, aproveitamos o espaço para abrir o telefone e ler a mensagens enviadas por SMS ou e-mail. E isso tem sido uma resposta muito bacana por que estamos buscando em outras ferramentas, no caso da internet, a continuação do programa para evitar essa “quebra”. No mais, eu achei de grande valia esse agregar do Datena no meio do programa, a gente está percebendo que as pessoas tem tido uma boa aceitação, o Datena é um fenômeno de audiência e é muito querido pelo público. 



» Clique aqui e confira a segunda parte da entrevista só com perguntas feita por leitores do blog. 






Fotos: Wander Veroni e Júnia Garrido / Band Divulgação.






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Jornalista

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sábado, 24 de setembro de 2011

Ponto de Vista – Cordel Encantado chega ao final com saldo positivo, apesar da barriga na história



Mostrar que a roda da vida não pára. Foi com essa mensagem que as autoras de Cordel Encantado, Duca Rachid e Thelma Guedes, encerraram a novela das seis, da Rede Globo, nesta sexta-feira (23/09). “Apesar do mal sempre pairar sobre a Terra, o bem sempre prevalecerá”, como bem lembrou o Profeta Miguézinho no último capítulo, Cordel quis mostrar para o público a importância da união do povo para fazer a diferença na sociedade, mesmo que isso renda mais uma outra batalha contra o mal.


O final da novela mostrou também a união do casal protagonista, Jesuíno e Açucena; a reconstrução da Vila da Cruz depois do incêndio provocado por Timóteo e a redenção [da morte] da Duquesa Úrsula nos braços do Capitão Herculano. Além disso, mesmo de modo irreverente, fez um alerta importante sobre as eleições municipais do próximo ano com a eleição do Príncipe Felipe como o novo prefeito de Brogodó. E, para mostrar que a vida continua, um novo coronézinho chega à fazenda, com o mesmo ar de arrogância e despeito do vilão da novela, Timóteo Cabral, que morreu incendiado na igreja de Vila da Cruz.

Cordel chega ao capítulo final com um saldo bastante positivo, apesar da baixíssima repercussão nas redes sociais devido ao início do Rock in Rio e da barriga monstruosa nos últimos meses. Na sexta-feira (23/09), o folhetim marcou 29 pontos de média e pico de 34, segundo a prévia do Ibope na Grande São Paulo. No total, a novela teve uma média de 26 pontos, o mesmo que Escrito nas Estrelas, e dois a mais que a problemática Araguaia que a antecedeu.

A novela da dupla Duca Rachid e Thelma Guedes entre para a história da teledramaturgia da Globo por ousar na linguagem cinematográfica e mostrar que é possível fazer um novela misturando histórias tão distintas de épocas diferentes. Com impressionantes cinco meses no ar – a novela estreou dia 11 de abril, Cordel Encantado se despede com a impressão de ter ficado muito mais tempo no ar, devido a total afinidade que o público teve com a trama.

Como apreciador de um bom texto, tenho que tirar o chapéu para as autoras pela qualidade da história e dos diálogos, principalmente no primeiro mês de novela. A impressão que tive é que o capítulo final, na verdade, seria a união do de quinta (22) e sexta-feira (23). Duca Rachid e Thelma Guedes foram muito felizes de fechar a história de modo “fantástico”, assim como o início, mostrando que a história do “amor aparentemente impossível” entre Açucena e Jesuíno rende um bom Cordel, cantado em verso e prosa pelo sertão.

Durante um tempo, como telespectador, fiquei afastado de Cordel por conta da barriga na história que me irritava. As autoras me deixaram mal acostumado com o ritmo frenético da novela no início. Cada semana era uma virada na história. E de repente, aquilo tudo deu uma pausa. O fato de Timóteo nunca morrer e sempre sair fortalecido de suas presepadas me decepcionou. Por mais clichê que esse recurso possa ser, esperava ansioso por um “quem matou” básico.

O casal protagonista, Jesuíno e Açucena, pelo menos para mim, sempre me passaram verdade. O amor deles era algo tão maior que enchia a tela e nos fazia torcer para que os dois conseguissem o tão sonhado “e foram felizes para sempre”. Cordel teve vários destaques e difícil pensar em quem não merece um elogio. Todo o elenco estava afiado. Bruno Gagliasso, mais uma vez, mostrou para todos que é mais que um rostinho bonito na TV, mas sim um ator de verdade que consegue dar um ar diferente a todos os seus personagens. Timóteo Cabral sai de cena, mas entra para a história da teledramaturgia, assim como Ternurinha, Patássio Peixoto, Dona Neusa, Nidinho, Rainha-mãe Efigênia, Capitão Herculano, Doralice/Fubá, Miguézinho, entre outros. Cordel Encantado termina mostrando que assim como a vida, as histórias continuam. Um fim sempre pode render um novo começo. 



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*Observação: Este artigo faz parte da minha participação na seção Ponto de Vista, do site do Cena Aberta, onde três jornalistas publicam um artigo mostrando pontos diferenciados sobre o mesmo assunto. Todo sábado você vai encontrar artigo escritos por Endrigo Annyston, Emanuelle Najjar e Wander Veroni.




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Wander Veroni

Jornalista

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Café Rapidinhas – Dilma na ONU, Kajuru, mudanças no Facebook, biografia de Assange, Feira do Guia do Estudante e Hotel Ramada


Vamos dar um giro nas principais notícias do dia e outras que você só vê com exclusividade aqui no @cafecnoticias? Topa? Então, escolha o seu café preferido e fique bem informado:


Café com a Presidenta: Não deu outra. Esta semana foi da presidente Dilma Rousseff. Capa da Revista Newsweek, a presidenta do Brasil foi a primeira primeira “voz feminina” a inaugurar os debates da 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos. Em um evento que reuniu mais de 190 líderes mundiais, Dilma falou da abertura das mulheres no mundo contemporâneo, da crise econômica que atinge principalmente os países da Europa e os Estados Unidos e defendeu o Estado Palestino na ONU. 


"Tenho certeza que esse século será o das mulheres. Na língua portuguesa, palavras como vida, alma e esperança pertencem ao gênero feminino. Junto minha voz às vozes das mulheres que ousaram lutar, que ousaram participar da vida política e da vida profissional e conquistaram o espaço de poder que me permite estar aqui hoje. O Brasil está pronto a assumir suas responsabilidades como membro permanente do Conselho. Vivemos em paz com nossos vizinhos há mais de 140 anos. Temos promovido com eles bem-sucedidos processos de integração e de cooperação", disse Dilma. Parabéns, presiden-TA! Abaixo, confira o discurso de Dilma na íntegra:


Café Televisivo: Sempre polêmico, o jornalista esportivo Jorge Kajuru voltou a ser notícia esta semana. Tudo por conta de uma entrevista exclusiva que ele gravou, em dezembro do ano passado, com o ex-goleiro Bruno, do Flamengo, que é um dos suspeitos do desaparecimento da paranaense Elisa Samúdio. O material exclusivo estava na mira da TV Esporte Interativo e do SBT, emissoras que Kajuru possui contrato, mas não há cláusula que o obriga dar exclusividade do material captado. Porém, o jornalista resolveu ceder a cerca de 1h30 de entrevista para o seu amigo Datena, que apresenta o policialesco Brasil Urgente, na Band. Confira abaixo, na íntegra, o que Kajuru escreveu no Twitter sobre o episódio:

“Estou recebendo todo tipo de proposta... mais saibam que o meu contrato é com a TV ESPORTE INTERATIVO. Ela quem exibirá em primeira mão. Depois dela...A única informação 100% correta é: Assim que os advogados se acertarem, a minha entrevista com o goleiro Bruno será dada gratuitamente ao meu irmão, Datena. Eu não quero 1 centavo dessa entrevista, porém a primazia será do Datena. Espero que todos entendam que o Datena não é meu irmão; ele é meu pai! Agradeço o empenho do diretor nacional de jornalismo do SBT, Alberto Villas, que vem falando comigo e querendo a entrevista no programa SBT Repórter. Conclusão: estamos próximos de um acordo. Assim sendo, a entrevista poderá ou não ir pro ar a qualquer momento. Ocorre que, tenho além da palavra, um compromisso documentado em cartório, onde só posso colocar a entrevista no ar, se pagar R$ 200 mil p/ o ex-advogado de Bruno. E aí, veio a mudança: Bruno mudou de advogado. Hoje, o advogado de Bruno é o Dr. Cláudio, do Paraná. Fiquei esse tempo todo sem falar no assunto, porque sou um homem de palavra, e como envolve pagamento de cachê pela entrevista, fiquei todo esse período esperando por uma negociação que até hoje não foi concretizada. Até porque, a mesma foi feita no final do ano passado, quando o seu advogado era o Dr. Quaresma, de BH. Devo esclarecer: já é bem velha a notícia que eu tenho uma entrevista exclusiva com o goleiro Bruno.”, postou Kajuru no Twitter.

Café Esportivo: O site Globoesporte.com, ligado ao Portal Globo.Com, lançou o Camisomatic, trata-se de um aplicativo que permite aos internautas criar camisas de time de futebol, seja para a equipe do coração ou para provocar os rivais. A ferramenta oferece 18 modelos, com opção de escolha entre três tipos de gola, 42 estampas e uma paleta de cores completa. O usuário também pode optar entre usar o escudo da Seleção Brasileira ou os de outros 28 times que passaram recentemente pela Série A do Brasileirão. Além disso, uma frase pode ser inserida na camisa ou na moldura. Depois de criado, o manto pode ser compartilhado no Twitter e Facebook ou salvo no computador. No Facebook, o aplicativo cria automaticamente um ambiente com todas as camisas criadas e publicadas por seus amigos. Vale a pena conferir!

Café na Rede: Considerada uma rede social em ascensão no Brasil, o Facebook lançou essa semana uma série de mudanças, numa tentativa de frear o crescimento do Google Plus, que agora não precisa mais de convite para se cadastrar. De acordo com a Revista INFO, a maior parte dos internautas desaprovou o novo modelo do Facebook. As principais transformações da rede social de Mark Zuckerberg envolvem uma avalanche de informações, unificação com diversas outras redes soviais, joguinhos e aplicativos; sem contar na alteração no feed de notícias, e na transformação dos grupos em listas. Para deixar o internauta mais confuso, foram propostos novos mecanismos para a publicação de foto ou vídeo, além do novo Facebook Timeline, que incentiva os usuários a exporem a sua vida pessoal ao máximo, em uma linha do tempo, como se fosse um dossiê aberto na internet. Ainda, segundo a INFO, o "Facebook removeu todas as pequenas notificações, como publicações curtidas e início de amizades, do feed principal e as transferiu para uma pequena caixa, localizada à direita da página, acima da janela de bate papo. Chamada de News Ticker, essa caixa é atualizada em tempo real, com todas as atividades de seus contatos. Porém, acompanhá-la é um exercício de atenção e paciência, já que, além de espremer as mensagens, seu fluxo é rápido e constante – assim como no Twitter". E você, gostou das mudanças?

Café Literário: Estratégia de marketing ou clichê? Nesta quinta-feira (22/09), a editora Canongate Books lançou a “autobiografia não autorizada", do jornalista e fundador do site Wikileaks, Julian Assange. A polêmica começou depois que Assange mudou de idéia e desistiu de lançar o livro por achar que o lançamento da obra o prejudicaria na conclusão dos seus muitos processos. "Decidimos honrar o contrato e publicar o livro, uma vez que o adiantamento [500 mil Libras] já foi pago. Vamos honrar o contrato e pagar os royalties do Julian", comunicou a editora. Em resposta, Assange soltou um comunicado à imprensa e qualificou a editora como 'antiquada e oportunista'. "Cannongate agiu em quebra de contrato, quebra de confiança, quebra dos meus direitos criativos e quebra de minhas garantias pessoais. Este livro deveria ser sobre a luta de minha vida por justiça por meio do acesso ao conhecimento, mas tornou-se outra coisa", disse o jornalista. Inicialmente, a idéia do livro era uma forma de contar a visão do próprio autor a respeito do Wikileaks, cujo dinheiro da vendagem o ajudaria a manter o projeto. Será que isso é uma estratégia de marketing para vender mais livros? Se for, com certeza, a editora pode se orgulhar de ter gerado mídia espontânea em vários blogs e sites ao redor do planeta.

Café Investigativo: Inspirados nos debates e palestras do 6º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, os acadêmicos de jornalismo Maycon Corazza e Pedro Sarolli criaram o blog Ponto de Observação, que se dedica a cobrir a realidade da cidade de Cascavel (PR) usando dados públicos como ponto de partida. Corazza diz que, depois do congresso da Abraji, ficou "fascinado pela transparência pública e envolvido na causa de lei de acesso a informações públicas". Ao notar a falta, na cidade, de um canal independente que tivesse foco nesses temas, ele e o colega Sarolli iniciaram o blog, cujas publicações começaram no início de setembro. Os blogueiros usam dados locais, disponibilizados pela Câmara Municipal, pela prefeitura e pela Assembleia Legislativa do Paraná.

Café Universitário: E por falar em estudantes, acontece em Belo Horizonte, de 07 e 08 de outubro de 2011, das 9h às 19h, no ExpoMinas, a Feira Guia do Estudante. Pela primeira vez na capital mineira, o evento tem como objetivo auxiliar os jovens de Minas Gerais em suas futuras escolhas profissionais.  A programação contará com a presença de profissionais consagrados e especialistas capazes de inspirar e esclarecer as principais dúvidas dos visitantes, que também podem participar de atividades especiais, entre elas, testes profissionais, simulados, oficinas de redação, jogos e debates. Também haverá stands das  instituições de ensino como UniBH, FUMEC, UNA, UNIFENAS, FELUMA, Metodista, PUC Minas, UFOP, UFLA e IBMEC. De acordo com Fábio Volpe, diretor de redação do GUIA DO ESTUDANTE, "a ideia é oferecer a cada vez mais alunos do Ensino Médio e pré-universitários a oportunidade de participar deste evento que tem como missão levar informação, ajudando-os a encontrar a direção certa para a futura carreira profissional". O evento é gratuito. Para fazer a inscrição, clique aqui.

Café na Moda: Nessa quarta-feira (22/09), a convite dos organizadores, participei de um coquetel no Hotel Lagoa Santa Ramada Airport, que comemorou o lançamento do Lagoa Santa Fashion Week, uma iniciativa da Associação Comercial de Lagoa Santa, sob a curadoria do produtor Lucas Machado. Oficialmente, o evento vai do dia 29 de setembro a 02 de outubro e ainda será sede do concurso Miss e Mister Lagoa Santa 2012. Durante o coquetel, que aconteceu na área da piscina do Hotel, os lojistas e autoridades locais puderam conferir uma vista privilegiada para a lagoa da cidade, além de um desfile com as principais peças da estilista Eliane Queiroz e jóias de Luciana Paixão, da Paixão Jóias. Famoso nos Estados Unidos, a bandeira Ramada, do grupo Verth Hoteis, escolheu Lagoa Santa para ser a primeira cidade brasileira a ter um hotel do grupo. O diferencial do Hotel Ramada é que ele fica a 9km do aeroporto de Confins e foi todo projetado para receber eventos de negócio de pequeno a grande porte.





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