quarta-feira, 29 de junho de 2011

Prainha Paulista, Pão de Açucar Carrefour e a pseudo-morte de Amim Khader


O bom de estar de férias, principalmente para quem é jornalista, é a possibilidade de poder se desligar das notícias do dia. Isso é muito bom porque chega um momento na vida que o "HD mental enche". E são as férias o melhor momento para esvaziar a mente e renovar as energias. Ontem (28/06), assim como nos outros dias da semana em que estou de férias, me desliguei quase que totalmente do mundo das notícias. 

Depois de um dia agradável de passeio por São Paulo, onde pude conhecer a querida blogueira @rosana, chego em casa e, sem querer me deparo com duas notícias que estavam no ápice das discussões nas redes sociais: a fusão entre o Pão de Açucar e o Carrefour e a pseudo-morte do promoter Amim Khader, que é contratado da Record como humorista e repórter de variedades.

Mesmo com um vontade de louca de pesquisar sobre os dois assuntos, dei uma segurada porque lembrei que estou de férias....preciso desse tempo para descansar a mente, passear pela cidade e ecrever no meu blog....me senti um paciente em reabilitação: "mais 24 horas". Consegui não me abitolar...rs. Me contentei com o noticiário da TV, assim como qualquer outro telespectador. No entanto, fiquei pensando: Carrefour e Pão de Açucar juntos me cheira monopólio e dos grandes, hein....isso ainda vai render muita pauta.

Ah, e outro assunto, apesar de fútil, não poderia passar em branco: como é que  todos os portais de notícias compram essa história de "pseudo-morte" do Amim Khader, baseando-se num tweet do David Brasil. Ninguém liga para a família do Amim? Ninguém conversa com o médico legista que, provavelmente, teria dado o laudo do óbito? Gente, será que todo mundo esqueceu como é que se apura uma notícia e eu virei um E.T? 

Sem brincadeira, me assusta muito essa preguiça do jornalismo atual. Só porque o portal de notícias X publicou uma nota isso é verdade absoluta? O mundo está perdido....por outro lado, o Datena ontem deve ter bombado em audiência ao colocar o Amim ao vivo, direto do calçadão no Rio de Janeiro, para falar que não morreu......depois tem gente que ainda se escandaliza com a TV aberta...rs. O Brasil tornou-se o país da piada pronta! Só Jesus...rs.

Agora, mudando de assunto, e voltando a falar das Férias em SP. foi uma delícia conhecer a turma de pós-graduação dos amigos @letíciacastro e @muraldoantena....o encontro da turma de amigos aconteceu numa região de bares que tem um nome muito pitoresco: "prainha paulista". Achei um barato o nome, pois em BH também há a brincadeira "já que Minas não tem mar, eu vou para o bar". E os paulistas, assim como os belo-horizontinos, adoram bar e uma boa rodada de conversa entre os amigos.

Adorei conhecer pessoalmente o Antenor, que escreve o blog Mural do Antena, que eu já leio há algum tempo. Sempre conversamos online e, dessa vez, pude conhecê-lo pessoalmente. Também adorei conhecer a turma toda, que me recebeu de braços abertos. Também conheci o jovem Daniel, nos seus 20 e poucos anos, que está fazendo pós para se aperfeiçoar no jornalismo e, desse modo, buscar uma colocação no mercado.

Me identifiquei com Daniel porque vi muito dele em mim. Quando sai da faculdade de jornalismo estava deslumbrado com tudo e achava que poderia mudar o mundo. Ledo engano....não se muda o mundo sozinho. Mas, no meio das minhas experiências profissionais, tive alegrias e tristezas, como qualquer outro colega, e percebi que podemos sim fazer o jornalismo que acreditamos, mesmo que seja de modo independente no blog ou em atitudes profissionais no dia-dia de trabalho. 

Hoje, mais maduro, já sei o que quero e o que não quero profissionalmente falando, e isso já é um passo importante. Ao conversar com Daniel, ele me confessou que deseja abrir um blog com outros amigos e, desse jeito, dar visibilidade ao trabalho dele. Trocamos figurinhas, dei alguns conselhos e ele também me fez voltar a crer na importância de acreditar que ainda podemos mudar o mundo, mesmo que seja um trabalho de formiguinha e secular. O importante é nunca deixar o sonho morrer!

Hoje a tarde (29), vou ao Museu da Língua Portuguesa e dar mais uns "perdidos" por Sampa....depois conto mais detalhes......fuuuuui.... :)





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Jornalista

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terça-feira, 28 de junho de 2011

O dia em que conheci pessoalmente a @rosana



Às vezes, é bom exercitar o nosso lado tiete, não é? Eu disse, "às vezes". Fazer isso toda hora é pedante. Não gosto. Quem me conhece pessoalmente sabe que não sou muito de fazer esse tipo de coisa. Sou fã de algumas celebridades, profissionais da imprensa e do meio artístico. Quem não é? No entanto, me considero fã no sentido de admirar o trabalho, não de querer devastar a vida pessoal. Acho isso péssimo! Ter admiração é saudável, eu acho. Você aplaudir o trabalho do outro, ter um norte para o seu ou simplesmente admirar faz bem. Elogiar alguém e ser elogiado também é muito bom. Faz parte da vida e aquece o coração. 

Hoje a tarde, à convite da @rosana, fui ao @portalR7. Conheci ela pessoalmente. Foi tão legal!!! Sou fã da Rosana Hermann, que escreve o blog Querido Leitor (QL), há 10 anos. No Twitter e na blogosfera, a Rosana é uma referência. Tenho admiração por ela. E isso não é rasgação de seda gratuita. Gosto dela, indico o blog dela para os meus amigos, retuíto os posts dela, sempre que posso comento no QL e puxo papo com a Rosana no Twitter.

Claro, nem sempre a @rosana responde. Já pensou ela dar atenção para todo mundo? Impossível, né. Não vou falar que somos amigos íntimos. Mas, toda vez que pergunto algo, seja pelo Twitter, email ou comentário no QL a Rosana me responde. Sempre foi atenciosa comigo. Fui ao R7, hoje (28) a tarde, porque comecei um papo com a Rosana há alguns meses no Twitter. Quando ela lançou o livro sobre Twitter, não conseguia achá-lo em BH....deixei os lojistas loucos querendo o livro. A cada livraria que ia, mandava um tweet para ela falando que não conseguia achar nas lojas.....foi uma loucura!

Podia comprar o livro pela internet ou simplesmente pedir para assessoria de imprensa da editora, mas não quis. Queria comprar o livro para prestigiar o trabalho da @rosana. Todos os meses, por conta da seção "Café Literário", recebo inúmeros releases de livros. Há quase dois anos não compro mais livros...sempre ganho, leio, sorteio ou resenho eles aqui no blog...ler, além de ser hábito que eu adoro, é também o meu trabalho por conta das resenhas, mas isso é um outro papo...vamos voltar a falar da Rosana, então....consegui achar o livro na Livraria Cultura aqui em Sampa. Era o último! E estava na parte de tecnologia escondinho atrás da estante.....ainda bem que consegui achar.

Na hora que comprei o livro, mandei um tweet e um email para o @rosana, pedindo ela para autografar o livro. Ela, uma gracinha, disponibilizou alguns minutos do tempo dela para me atender. Fiquei em êxtase! É tão bom conhecer alguém que se admira pessoalmente e não só pelo Twitter. Estou em estado de graça até agora...é mole?

Na verdade, meu encontro com a @rosana se deu para que ela autografasse o livro "Um passarinho me contou". Ela fez uma dedicatória linda....fiquei emocionado com a atenção e com o carinho, de verdade. A Rosana foi uma querida blogueira para um querido leitor - também blogueiro e fã. Em breve, posto a resenha do livro aqui no @cafecnoticias. Um post sobre esse encontro tão bacana não podia faltar aqui nessa série, não é verdade? Ah, essa viagem à São Paulo tem sido tão maravilhosa.....obrigado meu Deus por esses momentos lindos!





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Jornalista

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Perdidos em Sampa....


Certa vez, ouvi uma frase interessante: "para conhecer uma cidade é preciso se perder nela". E ontem eu me "perdi" por São Paulo, literalmente. Foi mto bom! Resolvi ir sozinho em alguns lugares da capital paulista, andei de metrô, a pé, conversei com as pessoas nas ruas e observei a cidade que está sempre em movimento. Comprei algumas coisas que precisava, passei na livraria, comprei um leitor óptico para a máquina fotográfica, vi uma jaqueta beje linda por menos da metade do preço e comprei...hauhauhau....tive um dia de contemplação por Sampa. 


Ah, também passei na gráfica para fazer os cartões de visita para distribuir no network do 6º Congresso de Jornalismo Investigativo da Abraji - que, assim como no ano passado, participarei. Não tem nada melhor para conhecer um lugar do que andar por ela sem compromisso e com o coração aberto para ver as coisas, analisar e pensar sobre a vida. 


Amo São Paulo!!! É uma cidade cosmopolita. Em cada canto, é possível ver uma cultura diferente, um idioma diferente, pessoas diferentes. Tudo é muito diferente. E ver essa diferença tão de perto é lindo! Aproveitei a caminhada e fiz várias fotos, acompanhe:













 










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Wander Veroni 
Jornalista


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segunda-feira, 27 de junho de 2011

New York, New York....em São Paulo


Vão falar de coisa boa? Quem gosta de programa cultural? Eeeuuuuuuuuuu...0/. Ontem à noite (26/06), minha amiga @leticiacastro e eu fomos assistir ao musical New York, New York, no Teatro Bradesco, em São Paulo. Trata-se de uma versão brasileira para o espetáculo da Broadway que também possui uma adaptação para o cinema, em 1977, realizado pelo diretor Martin Scorsese, com interpretação de Liza Minnelli e Robert De Niro. 

Sob a direção de José Possi Neto, New York, New York possui no elenco, nomes como Alessandra Maestrini, Juan Alba, Simone Gutierrez, Julianne Daud e mais 52 artistas, entre bailarinos, cantores e músicos que compõe a big band que sonoriza o espetáculo. Os preços dos ingressos variam entre R$ 50 a R$ 170 e podem ser adquiridos pelo telefone 4003-1212, pelo site ou na bilheteria. O musical fica em cartaz até o dia 03 de julho.

É uma peça linda, como pouco se vê no Brasil. Tudo bem que o preço dos ingressos é um pouco salgado, mas confesso que valeu cada centavo. O bacana é que a direção do musical optou por não traduzir as músicas do inglês para o português - e colocou uma placa, na parte de cima do palco, com a tradução das músicas para as pessoas que não entendem o idioma poderem compreender.

Na trilha sonora aparecem músicas clássicas de big band, como "Sing, Sing, Sing", "The Man I Love", "New York, New York", além de sucessos de Tommy Dorsey, Benny Goodman e Glenn Miller. O cenário da peça é uma versão de Nova York da década de 1940, e recompõe com maestria os figurinos.

Além das boas interpretações de todo elenco - principalmente as músicas executadas pelo casal protagonista, o que mais me chamou a atenção foram o corpo de baile. Os números de dança e sapateado são um show à parte! Eu saí encantado do musical, pois teve vários momentos que eu ficava sem saber se prestava atenção nos diálogos dos protagonistas ou nos números de dança de tão bom! 


No final, a sensação é de ter visto algo único e de muito capricho. O elenco foi aplaudido de pé por mais de 10 minutos...foi lindo, maravilhoso! Parabéns à direção, produção e elenco pelo capricho das cenas, canto e apresentações de dança. Um dos melhores musicais que já vi! Vale a pena conferir!





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Wander Veroni 
Jornalista

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Ponto de Vista – SBT abre o baú em Festival comemorativo de 30 anos



Em três décadas, muita coisa foi feita: sonhos, emoções, vontade de fazer uma programação diferente e popular. Mas o sonho ainda não acabou. Está apenas escrevendo um novo começo. Em agosto, o SBT comemora os seus 30 anos. No entanto, para antecipar as comemorações, está sendo levado ao ar o programa Festival SBT 30 anos, apresentado nas noites de sábado pela filha do dono da emissora, Patrícia Abravanel. A escolha de Patrícia como apresentadora casou bem, tanto pelo fato dela ser herdeira, quanto por mostrar ao público uma nova apresentadora, que está trilhando de forma segura os caminhos do pai.


Impossível não abrir o baú nestas três décadas de vida. O SBT marcou a vida de milhares de pessoas, assim como marcou a minha. Fez grandes acertos no decorrer dos anos, como também fez muita meleca. Quando era criança, isso na década de 1990, a programação infantil do SBT – ao lado da TV Cultura / Rede Minas, era a melhor. Desenhos diversos e apresentadores que entravam na onda de falar para a criança com uma linguagem própria, onde cada programa era uma festa, uma alegria. Lembro com carinho dos programas de Sérgio Mallandro, Mara Maravilha, Angélica e Eliana. 


Hoje em dia, a programação infantil na TV aberta se resume a uma seção de desenhos violentos, o que é uma pena. Mas, atenta a isso, o SBT atual já vem criando alternativas, como Patati e Patatá, e o próprio Bom dia e Cia, onde os apresentadores fazem o máximo para interagir com o público infantil via telefone. 

Outro grande ápice do SBT foi a feliz idéia de trazer ao público brasileiro as novelas mexicanas. Quem não se lembra de Carrossel, Maria do Bairro, A Usurpadora, Rubi, Rebeldes, A Feia Mais Bela, só para citar alguns exemplos mais famosos da Televisa. Nas produções próprias, o SBT arrasou em Éramos Seis e se dedicou, durante um bom tempo, aos remakes de textos mexicanos.


Mas, voltando ao Festival SBT 30 anos, a idéia não poderia vir em melhor hora. E acredito que o formato tem tudo para se transformar numa revista eletrônica sobre o próprio SBT, falando não só do passado, mas das produções atuais. O Festival vasculha atrações que marcaram a história do SBT, em 17 programas especiais. Fatos importantes do jornalismo, trechos inesquecíveis dos programas humorísticos, os programas de auditório e os reality shows são alguns dos temas relembrados. 

"É um programa que vai recordar os melhores momentos de tudo o que foi produzido no SBT ao longo desses 30 anos. Estamos garimpando centenas de fitas para separar o melhor do melhor de cada produto para fazer o telespectador viajar na história da emissora", afirmou o diretor do Festival 30 anos, Ariel Jacobowitz, na época de lançamento do programa.


Com um acervo bastante rico, entre os temas, foram abordados os seguintes assuntos: Infantis, Bozo, Novelas, Ronald Golias, Jornalismo, Chaves, Ratinho e Portiolli, Hebe e Gugu, reality shows, Casa dos Artistas, Programa Livre, Teleton e Silvio Santos. Segundo Ariel Jacobowitz, para o último programa, um especial de duas horas de duração com imagens de todos os programa de Silvio Santos, que até hoje alegra os brasileiros. 

Ao rever o baú, temos a impressão que os programas antigos do SBT eram melhor do que os atuais. Além disso, muita coisa ainda precisa ser ajustada no SBT – isso não há dúvida, e rende um artigo à parte quando o SBT completar seus 30 anos mesmo. No mais, se relembrar é viver, pelo menos nesse quesito, o SBT foi muito feliz! O programa é um grande acerto.




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*Observação: Este artigo faz parte da minha participação na seção Ponto de Vista, do site do Cena Aberta, onde três jornalistas publicam um artigo mostrando pontos diferenciados sobre o mesmo assunto. Todo sábado você vai encontrar artigo escritos por Endrigo Annyston, Emanuelle Najjar e Wander Veroni.







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Wander Veroni
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domingo, 26 de junho de 2011

Impressões da paulicéia desvairada...



Como bom mineiro, um dos meus esportes favoritos é "janelar". Janelar é olhar a cidade pela janela, sem a pretensão de procurar algo, cronometrar o tempo ou marcar um horário para fazê-lo. Simplesmente, quando dever vontade, abro a janela e olho. Olho a cidade que "nunca dorme"....agitada e multifacetada. É assim que vejo São Paulo.


Ao olhar pela janela, percebo que São Paulo não tem montanhas salientes como BH, onde cada pedaço de morro "é um flash". A capital paulista, pode não ter montanha, mas tem prédios e antenas a perder de vista, literalmente. E isso é um charme, ainda mais quando a neblina deixa a cidade mais intimista: uma verdadeira pintura a céu aberto.

Como turista, percebo que São Paulo sem prédios não seria São Paulo. Seria outra coisa. É uma cidade tão urbana, tão cosmopolita, que os enormes arranha-céus, ajudam fazer o traço perfeito para compor o desenho da "paulicéia desvairada", como no livro de Mário de Andrade.

Ontem no final da tarde, ao caminhar pelas ruas da área central de São Paulo, percebi como a cidade é tão latente nesta questão de diversidade cultural e étnica: é possível ver asiáticos, muçulmanos, judeus, europeus, nordestinos e poucos negros - muito diferente de BH onde se é possível observar muito mais pardos e negros. Só para citar um dado, no último Censo 2010 do IBGE, em Minas Gerais, o número total de negros ultrapassou o de brancos, com um crescimento de 28,8% na última década. 

Ainda, segundo a pesquisa, 10,4 milhões dos mineiros se declararam negros, ante 8,8 milhões de brancos, o que resulta uma diferença de 17,8%. Os dados revelam que 53,4% da população do Estado se considera negra - ou seja, mais da metade. Em 2000, o número de negros em Minas foi de 8,1 milhões, e o de brancos, 9,5 milhões.

Coloquei essa pesquisa do IBGE apenas para ilustrar essa diferença que me chamou atenção, enquanto caminhava nas ruas. Onde estão os negros de São Paulo? Apenas na zona norte? Fiquei pensando nisso. Não que isso seja bom ou ruim. Nada disso! Não sinto xenofobia, racismo ou qualquer tipo de segmentação étnica (agressiva) em SP, muito pelo contrário. 


É uma mistura deliciosa ver tanta gente diferente e com sotaques tão distintos pelas ruas. Eu amo a diversidade! Trata-se apenas de uma observação de um turista na paulicéia "vida loka, meu. Tá ligado?". A impressão que tive é que existem muito mais asiáticos do que negros, por exemplo. Particularidades de Sampa....

Mas, mudando totalmente de assunto, ontem fui ao cinema aqui em São Paulo, na rede @cinemarkbr_. Assim como em BH, o Cinemark possui um outro padrão de salas, muito mais confortável e uma sonorização perfeita. Assisti "Meia Noite em Paris", do diretor Woody Allen. Leia a crítica, aqui. É um filme lindo, cheio de referências artísticas e históricas, colocando a capital francesa como um importante personagem no desenrolar da trama. 

Aliás, essa é uma característica de Allen que tanto admiro: as cidades dos filmes dele são mais que um cenário, uma obra de arte viva, latente e transformadora. Assim como o diretor, tenho a mesma impressão sobre as cidades: gosto de observar a arquitetura, as pessoas, a cultura, o idioma e a história que existe em cada canto. O filme traz um mensagem linda, mostrando para o espectador que a "época de ouro" é o presente. Abaixo, assista o trailer:






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P.S.: Sei que pelo novo acordo ortográfico, "paulicéia" não teria acento agudo no final. Mas, como o livro de Mário de Andrade é de 1922, e nessa época nem se falava no bendito acordo, resolvi manter a grafia original em homenagem ao escritor.








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sábado, 25 de junho de 2011

À noite na Padaria Bella Paulista


Imagina um lugar com pães, doces, bolos, tortas, salgados, pizza, sorvete e caldos maravilhosos? Imaginou? Pois bem, esse lugar existe. Não é sonho. Aqui em São Paulo tem uma padaria assim. Ela se chama Bella Paulista

É um lugar incrível. A padaria fica aberta 24h e funciona como uma espécie lanchonete/restaurante. Com um atendimento sempre cordial dos funcionários, a Bella Paulista se tornou um point quando venho à Sampa. É ida obrigatória! Essa é a minha segundo vez em São Paulo. E, portanto, a minha segundo visita à esta padaria.

Se você leitor mora em São Paulo ou um dia vier a conhecer a cidade, essa padaria é uma visita obrigatória. Nem vem com essa: estou de regime. Ah, vá...regime nas férias? Que sem graça.... :( Claro, não é para sair comendo de tudo na padaria, igual uma draga...rs....mas dá para experimentar algumas coisas e comer até se sentir satisfeito. 

As delícias são muitas....e acho que cada vez que se vai à Bella Paulista é uma sensação gastronômica diferente. Eu amo comer bem, ainda mais nesse clima de inverno, não tem nada melhor do que sair bem acompanhado e comer em um bom lugar. O papo ontem foi tão bom.....e a comida melhor ainda!!! 

Então anota aí: Bella Paulista é o que há!!! E detalhe, só para constar: isso não é um post pago....kkkkkk....é só o depoimento de uma pessoa que foi a um lugar e comeu muitíssimo bem.



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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Cheguei em São Paulo...



Toda vez que vou viajar de avião lembro da música de Tom Jobim, cantada por Milton Nascimento, "Samba do Avião". Acho essa música linda! Tudo bem que vou para São Paulo, e não para o Rio de Janeiro, como diz a letra da canção. Mas acho essa música um hino à qualquer viagem de avião...é tão brasileira, tão nossa, sabe. Na minha cabeça se tornou referência! Salve, Milton Nascimento!!! Mas, voltando ao assunto, hoje acordei cedo e me arrumei para ir para o aeroporto. A viagem mesmo era na parte da tarde, por volta das 15h. 


No entanto, quis me arrumar mais cedo para poder mexer no blog, divulgar o post nas redes sociais, e também poder curtir a minha família antes de viajar. Tomamos um café da manhã super gostoso, conversei com meus irmãos e meus pais. Depois do almoço, fui para o Conexão Aeroporto e de lá pude tweetar toda a minha trajetória até ao aerporto de Confins. Lá no aerporto, encontrei a minha amiga jornalista @KellenDiaz

Fazia tempos que não nos viámos, desde a época da faculdade. Foi um papo tão bacana, tão gostoso....rever os amigos quando a gente está menos esperando é sempre muito bom. Kellen infelizmente não está atuando como jornalista, mas está buscando o seu lugar ao sol....vai começar uma pós em breve e se mudar para BH. É tão bom ter planos, de encontrar amigos que querem fazer dos planos uma realidade. Desejo do fundo do coração que a Kellen consiga realizar os seus sonhos. 

Infelizmente, dentro do avião não deu para tweetar. Mas foi até bom porque pude descansar um pouco....dá uma desconectada. Viajei pela @TAMAirlines. Primeira vez pela essa cia. Gostei muito, confesso. Lugares largos, televisão passando um programa de turismo e os bastidores do show do @jotaquest. A TAM tem uma revista própria excelente que é dada aos passageiros. Também serviram um lanche: refrigerante e um saquinho de amendoin. Menos de uma hora depois do voo, cheguei em São Paulo! Ufa!!! Estou na cidade que "nunca dorme" na casa da minha amiga jornalista @leticiacastro. Vou ficar aqui até o início de julho. No decorrer da semana, continuo o meu diário de bordo por Sampa. Abaixo, seguem algumas fotos:









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Café Convidado - A herança econômica e política do Brasil


Na seção Café Convidado de hoje, o estudante de jornalismo, Lucas Catta Prêta, analisa de uma forma crítica e embasada o cenário político brasileiro oriundo dos últimos três presidentes: Fernando Henrique Cardoso (FHC), Luis Inácio Lula da Silva e Dilma Roussef. No texto, é possível observar que o brasileiro passou por um período economicamente muito difícil no início da década de 1990 na área econômica. Com a chegada do Plano Real no bolso do brasileiro muita coisa mudou, tanto na área econômica, como na social. No artigo, Lucas analisa essa mudança de cenário a partir do "maior posto da República Federativa do Brasil, a Presidência". Acompanhe:


O “querido presidente” da “herança maldita”


Por Lucas Catta Prêta*


Algumas considerações sobre as últimas três pessoas que tiveram a chance de ocupar o maior posto da República Federativa do Brasil, a Presidência. Começo seguindo ordem cronológica, portanto, com Fernando Henrique Cardoso.

Primeiro presidente eleito democraticamente desde Juscelino Kubitschek, aquele que ficou conhecido pelo acrônimo FHC assumiu um país cuja população começava a reencontrar o caminho da confiança. Afinal de contas, aquele 1º de janeiro de 1995, quando Fernando Henrique recebeu de Itamar Franco a faixa presidencial, o Brasil vivia meros seis meses de calmaria econômica, graças ao Plano Real.

Aqueles que verdadeiramente puderam sentir o dia a dia daquele momento, – eu tinha 4 anos – contam que era “como magia” não ter que conviver com o problema crônico da inflação. Quantas e quantas moedas, quantos ministros, quantos “fiscais do Sarney” já haviam acendido e rapidamente apagado a confiança do povo na economia? Para aqueles do “não era bem assim”: 15 anos antes da implantação do Real, tivemos uma inflação de mais de 13 trilhões por cento. Em números exatos: 13.342.346.717.617,70%.

Provavelmente, nem mesmo eu, com aqueles tenros 4 anos que tinha em janeiro de 1995, deveria ter ficado de fora dessa onda “mágica”, mesmo que minha noção de vida àquela época se resumisse a Nescau, Chambinho, brinquedos e desenhos animados.

Ao longo de seu primeiro mandato, principalmente, Fernando Henrique Cardoso teve a sabedoria de manter a conquista daquilo que por mais de década e meia se buscavaneste país: bases econômicas, financeiras e cambiais sólidas. Por isso, mais uma vez para a turma do “não era bem assim”: sim, foi com Itamar que o Plano Real foi arquitetado, mas foi FHC, então ministro daquele que foi seu antecessor na presidência, quem aprofundou as mudanças que o Brasil necessitava à época.

O caminho sólido na economia construído entre 1995 e 1998, ocasião do primeiro termo de FHC, permitiu que outras questões também intrínsecas à realidade brasileira fossem discutidas. Já em 2001, quando estava no penúltimo ano de seu segundo mandato (sim, após a controversa emenda da reeleição), o governo, entre outros temas, se dedicou aos programas sociais.

O primeiro passo foi o Bolsa Escola, vinculado ao Ministério da Educação. Na sequência, vieram outros auxílios, como o Vale-Gás e o Bolsa Alimentação. Nisso, o ano já era 2002, e o Brasil começava a voltar os olhos para a escolha de um novo presidente.

Fernando Henrique Cardoso se preparava para deixar o poder, já desgastado, é verdade, por uma situação conjuntural: o “apagão”, a desvalorização do real (boa parte dela graças aos temores do mercado internacional por conta da provável eleição de Lula), e várias crises econômicas que perpassaram os oito anos de mandato. No entanto, no cômputo final, pode-se creditar a Fernando Henrique Cardoso, os méritos da estabilidade financeiro-monetária, e a germinar aquele que hoje é conhecido como Bolsa Família.

Sucedendo FHC, Lula, após três derrotas para a Presidência, chega ao poder em 2003. Antes, porém, divulgou aos mercados, nacionais e estrangeiros, e à população, a Carta ao Povo Brasileiro. Nela, o então candidato Lula reforçou que manteria as bases econômicas anteriores, como a busca pelo superávit e o controle da inflação. Ao contrário do que muitos dizem, acredito, começou nessa mesma carta a despontar o Lula ignorante e pretensioso que acompanhamos durante seus oito anos. Uma leitura da carta, na íntegra, mostra isso.

Com Lula já no poder, uma de suas primeiras – e acertadas – iniciativas foi a unificação de todos os programas sociais em um só, o Bolsa Família. Graças à máquina da propaganda – algo que faltou aos tucanos – o “novo” benefício do governo petista correu o Brasil e o mundo como o “salvador da pátria”.

De fato, é mérito de Lula a ampliação e a melhoria do programa, o que não é demérito para os adversários concordarem. O que se espera de um país que busca ser civilizado é justamente isso: ao suceder um outro governo, que se mantenha e aperfeiçoe aquilo de bom que foi feito.

O contrário também deveria ser válido: aqueles no poder não poderiam renegar tudo que de positivo que foi deixado. No entanto, foi exatamente isso que fez o então presidente Lula, num sinal claro de mesquinharia e arrogância.

À medida que os anos iam passando, e surfando numa onda nunca antes vista de bonança na economia mundial, Lula conseguiu, com méritos, aumentar o número de empregos, da renda e do crescimento da economia. Ao mesmo tempo, batia em seu antecessor, aquele mesmo que deixou boa parte dos fundamentos já prontos, em todas as oportunidades que tinha. O mantra era: “Eu recebi uma herança maldita”. Os motivos para tanto rancor? Talvez só mesmo perguntando ao ex-presidente, que deixou o Planalto, em 2010, com índices recordes de popularidade, e com a sucessora feita: Dilma Rousseff. Em sua conta, Lula pode se orgulhar de um país mais rico, com menos disparidades, e de imagem renovada perante o mundo.

Dilma Rousseff assume em 2011 e, com certeza, tem um Brasil completamente diferente daquele de 1995, quando FHC chegou ao mesmo Palácio do Planalto. Um país melhor graças ao conjunto de ações feitas por Fernando Henrique e Lula, ao contrário do que foi dito durante a campanha presidencial do ano passado. Na ocasião, o antecessor de Dilma buscou vender a ideia de que o Brasil foi descoberto em 1º de janeiro de 2003, justamente no início do mandato lulista.

Felizmente, numa comprovação daquilo que comentei sobre “evolução”, percebi que a Dilma candidata, aquela que ficava ao lado de Lula rindo, aplaudindo e demonizando o governo pré-PT, ficou em 2010.

Prova disso foi a feliz carta que pude ler, escrita pela presidente Dilma Rousseff em razão dos 80 anos de Fernando Henrique Cardoso, comemorados no sábado. Segue alguns trechos:

“Em seus 80 anos há muitas características do Senhor Presidente Fernando Henrique Cardoso a homenagear.

O acadêmico inovador, o político habilidoso, o ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação e o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica.

Não escondo que nos últimos anos tivemos e mantemos opiniões diferentes, mas, justamente por isso, maior é minha admiração por sua abertura ao confronto franco e respeitoso de ideias.

Querido Presidente, meus parabéns e um afetuoso abraço!”

Poderia escrever mais mil caracteres sobre a relação FHC-Lula-Dilma. Para meu alívio, a presidente, que tem mais autoridade do que eu, já disse muito.

No mais, parabéns Presidente Fernando Henrique Cardoso.

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*Perfil: Lucas Catta Prêta, 21 anos, é estudante de jornalismo, mas jura que não liga pra essa de “jornalista diplomado”. Com passagens pela TV UniBH e Rádio Itatiaia, está hoje na Globo Minas / Globoesporte.com. Apesar de ter defendido FHC neste artigo, declara abertamente o voto na última eleição presidencial: Dilma Rousseff.





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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Café Rapidinhas – Prêmio, credibilidade da imprensa e jornalismo investigativo


Vamos dar um giro nas principais notícias do dia e outras que você só vê com exclusividade aqui no @cafecnoticias? Topa? Então, escolha o seu café preferido e fique bem informado:


Café Premiado: Até o dia 30 de junho, estão abertas as inscrições para o I Prêmio Estácio de Jornalismo, da Faculdade Estácio, que vai escolher os melhores trabalhos jornalísticos do país que tenham o Ensino Superior como tema central. Poderão participar reportagens de TV, rádio, jornal, revista e internet, veiculados pela primeira vez entre 1º de julho de 2010 e 31 de maio de 2011. As premiações variam de R$ 7 mil a R$ 10 mil para as reportagens vencedoras. Todas as informações sobre o prêmio, como o regulamento completo e ficha de inscrição, estão disponíveis neste site.

Café Credível: Um instituto de pesquisa alemão publicou um estudo apontando que a credibilidade de jornalistas é maior no Brasil do que no exterior. Segundo a pesquisa, os jornalistas detêm a confiança de 79% dos entrevistados e ocupam a 7ª posição em um ranking de 20 profissões e organizações. Outros profissionais brasileiros que aparecem na lista de credibilidade são os bombeiros – que lideram o ranking, seguido por publicitários, carteiros, professores, médicos e os profissionais do Exército. Em último lugar, tanto no Brasil, quanto no exterior, aparecem os políticos. Porque será, hein?

Café Investigativo: Com o intuito de contribuir ainda mais para que haja transparência política por meio do jornalismo, a brasileira Agência Pública fechou parceria com o WikiLeaks para a repercussão de documentos inéditos em forma de reportagem. Criada pelas jornalistas Marina Amaral, Natalia Viana e Tatiana Merlino que, juntas, têm seis prêmios Vladimir Herzog de Direitos Humanos, um prêmio Andifes de Jornalismo e um Prêmio Troféu Mulher Imprensa, a Pública trabalha de maneira independente e é voltada para produção de reportagens investigativas. “A partir da semana que vem, a @agencia_publica vai publicar reportagens exclusivas baseadas em documentos diplomáticos ainda inéditos obtidos pelo WikiLeaks”, explica Natalia. Confira mais detalhes no vídeo:


Café Policial: E por falar em investigação, um encontro entre jornalistas, acadêmicos e especialistas no 8° Fórum de Austin sobre Jornalismo nas Américas, realizado na Universidade do Texas (EUA), em setembro de 2010, resultou no livro "Cobertura do Tráfico de Drogas e do Crime Organizado na América Latina e no Caribe". A obra conta o clima de violência diária enfrentado pelos jornalistas, e traz reflexões sobre autocensura e questionamentos sobre como melhorar a cobertura do crime organizado. O livro pode ser baixado gratuitamente, em formato PDF, na biblioteca digital do Centro Knight, clique aqui.

Café Realidade: Nesta semana, o blog Desilusões Perdidas, do jornalista @duda_rangel, publicou um vídeo com o título: “Existem razões acreditar”. A ideia, inspirada em um comercial da Coca-Cola, foi mostrar as disparidades existem na profissão de jornalismo, desde salários monstruosos, falta de reconhecimento profissional e pouco tempo para a vida pessoal. Apesar do tom humorístico, o vídeo retrata um problema sério que o jornalismo brasileiro contemporâneo está vivendo: falta de identidade editorial, desrespeito e desvalorização profissional. Abaixo, assista o vídeo:








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