terça-feira, 31 de maio de 2011

Pop Porn Festival – Evento debate arte e cultura na indústria pornográfica

Prazer, sensualidade, erotização e muito, mas muito debate. De 26 de maio a 02 de junho, acontece em São Paulo a primeira edição do Pop Porn Festival. Trata-se de um evento inspirado no Porn Film Festival Berlin, que existe a seis anos na capital alemã. “Aqui no Brasil o evento surgiu de uma ação coletiva que envolve profissionais do mundo das artes, cultura e da comunicação”, explica Suzy Capó, uma das idealizadoras do festival brasileiro. Clique aqui para conferir a programação completa.


A proposta do festival é provocar o público, subvertendo a indústria da pornografia ao mostrar o quanto ela consegue transitar entre as fronteiras da indústria do sexo, cultura pop e arte. Segundo a organização do evento, o Pop Porn Festival é "uma plataforma para apresentar, discutir e fomentar a produção de pornografia para além da indústria do consumo massivo, que geralmente fortalecem discursos hegemônicos e estruturas de poder".

No evento, o público irá conferir uma seleta programação de filmes, fotografias, performances, publicações, acervos, conversas, festas e um workshop de produção audiovisual. Os eventos se concentrarão na Matilha Cultural, na Galeria Vermelho, no Cine D. José, no Espaço Unibanco de Cinema e no Gorila Café.

Filmes

Na parte cinematográfica, a curadoria do festival buscou filmes que tenham o sexo como linguagem, como recurso cinematográfico ou que tenham a sexualidade como tema principal. Na seleção figuram clássicos como “Último Tango em Paris” (1972), de Bernardo Bertolucci, que tem no elenco Marlon Brando e Maria Schneider. A curadoria também selecionou novíssimas produções como o filme português “10 dias (Sem Bater)” (2011).

Além das histórias ficcionais, o público poderá conferir o documentário “Dia-a-dia do Pornô”, dirigido em 2008 por Jens Hoffman. No filme, ele faz um retrato fiel dos profissionais que trabalham com entretenimento adulto. Outro destaque é o curta “Férias Finalmente” (2010), de Jan Soldat, vencedor da mostra competitiva da edição 2010 do Pornfilmfestival Berlin, na categoria curta-metragem.
Exposições

Além dos filmes, a Matilha Cultural será sede de uma instalação artística de Fábio Gurjão e também vai expor objetos de um acervo pornográfico organizado por Renata Bruggemann e Pedro Paulo de Souza, com objetos encontrados numa mala deixada por um morador num depósito em São Paulo.

O mezanino do Gorila Café abrigará a mostra Conteúdo Explícito que será aberta no dia 01 de junho, com curadoria de Denis Rodriguez e Renato De Cara. O espaço será tomado por fotografias do coletivo 3d4, Carolina Krieger, Daniel Malva, Denis Rodriguez & Leonardo Remor, além dos desenhos de Francisco Hurtz.

No espaço Tijuana, da Galeria Vermelho, Amílcar Packer preparou uma instalação com uma pequena coleção de publicações disponíveis ao público, o início de uma pesquisa sobre projetos impressos que pensam e recontextualizam a pornografia, a nudez e o sexo.

Ficou com vontade de conferir? O Pop Porn Festival acontece em vários lugares na capital paulista. Confira e programa-se:
  • Matilha Cultural - Rua Rêgo Freitas, 542.
  • Espaço Unibanco de Cinema - R. Augusta, 1.470 e 1.471.
  • Cine D. José - Rua Dom José de Barros, 306.
  • Galeria Vermelho - Rua Minas Gerais, 350.
  • Gorila Café - Rua Doutor Melo Alves, 74.





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Jornalista

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segunda-feira, 30 de maio de 2011

SBT Brasil reestreia frio e sem o tão falado jornalismo opinativo


Um “cardápio” de pautas frias. Um telejornal paginado de forma equivocada e, como disse o amigo @cenaaberta, com cheiro de mofo. Quiseram inovar, mas o tiro saiu pela culatra. O que se viu foi uma cópia mal feita do Jornal Hoje, da Rede Globo, famoso por priorizar amenidades ao invés do factual. Essas e outras gafes foram observadas na reestréia do #SBTBrasil, às 19h30, sob o comando dos jornalistas Joseval Peixoto e Rachel Sheherazade.


Se a idéia era fazer um jornalismo mais próximo do telespectador e mais opinativo, a promessa não foi cumprida. Ficou muito a desejar....o jornal ficou devendo e muito para a era Ana Paula Padrão e Carlos Nascimento. Mesmo com tantas frivolidades, houve gente que gostou. Graças a Deus....isso mostra o quanto o mundo é plural. De acordo com dados ainda não consolidados pelo Ibope, o #SBTBrasil conquistou pico de 8,8 pontos e uma média de 6 pontos. Por ora, a mesma audiência da gestão anterior de Carlos Nascimento e Karyn Bravo.

É besteira avaliar o jornal apenas como bom ou ruim, afinal gosto é gosto e ninguém se discute. A intenção deste post não é essa, mas sim apontar, do ponto de vista editorial, o que precisa ser melhorado e alguns itens que precisam ser priorizados numa estréia de um telejornal. Desde já, reafirmo a minha admiração pessoal por Rachel Sheherazade e pela carreira consolidada no rádio de Joseval Peixoto. O que está em questão aqui é a avaliação editorial do telejornal, e não uma opinião (pessoal) movida pelo senso comum. Vamos aos fatos:

  • O #SBTBrasil foi todo paginado de forma equivocada: colocaram as amenidades no início, o factual no meio e terminaram com mais amenidades. Faltou uma boa reportagem investigativa que levantasse a bola para que Rachel Sheherazade tecesse os seus famosos comentários, sempre muito lúcidos e que a fizeram famosa em todo Brasil. Não houve nada disso, o que é uma pena! Que fique bem claro: Sheherazade é um grande talento do telejornalismo do SBT. Talvez, o único acerto da nova roupagem do telejornal.

  • O #SBTBrasil, na noite de estréia, não mostrou a que veio. Para se ter uma idéia, o 1º bloco foi todo de "matéria de gaveta" - aquelas reportagens que podem ser usadas a qualquer dia para tampar buraco. O noticiário, ao invés de abrir com uma grande reportagem factual, optou por exibir uma matéria, logo no início, sobre tipos de chefe e, em seguida, outra de comportamento sobre as novidades da comida de rua em Nova York, onde os ambulantes utilizam as redes sociais para chamar a atenção dos fregueses. Foram VTs jogados fora....deu a impressão de que não aconteceu nada de relevante no Brasil e no mundo. Cadê a informação e opinião tão prometida?

  • Um detalhe que me chamou atenção: no dia em que criador do Chaves entra no Twitter e provoca um grande alvoroço nas redes sociais e nos portais de notícia, o principal telejornal do SBT não dá nem uma notinha...e olha que o Chaves é a principal audiência do SBT desde que me entendo por gente. A impressão é que o mundo parou....e jornalismo do SBT só pôde usar as pautas que estavam na gaveta!

  • Daí você me pergunta: as matérias do #SBTBrasil são ruins? Não. São ótimas! Mas estavam no lugar errado na hora errada. São matérias para colocar no último bloco, para terminar o jornal para cima e dar uma notícia mais amena para o público que acompanhou o factual do dia. Ver Rachel Sheherazade fazendo um editorial sobre internet, logo depois de passar uma matéria sobre uma família que vive conectada o dia inteiro nas redes foi triste. Triste não pelas idéias em si, mas por sabermos da capacidade da jornalista que precisa ser melhor aproveitada.

  • O público quer vê-la falando sobre outras coisas mais quentes como, por exemplo, a articulação política do PT na primeira crise do governo Dilma (Caso Palocci), fazendo um histórico de outros escândalos que o ministro já esteve envolvido. Isso renderia uma boa reportagem e um editorial, não? Confesso que até agora não entendi essa decisão de fazer um jornal frio, mas enfim....ainda dá tempo da equipe do #SBTBrasil rever as suas prioridades editoriais. Fica a dica para equipe de produção assistir o filme Uma Manhã Gloriosa e ver que um telejornal, para acontecer de verdade, precisa mostrar um diferencial. Senão vai ser mais um na multidão...

  • Antes da estréia do #SBTBrasil escrevi no Twitter e no Facebook a minha felicidade de ver alguém saindo de uma TV local para a bancada do principal telejornal de uma emissora, em rede nacional. Só quem já trabalhou numa emissora menor sabe o quanto é gratificante ver um colega em ascensão profissional. Porém, o que eu temia aconteceu: infelizmente, o SBT não tem “DNA jornalístico”. A emissora de Silvio Santos promove mudanças equivocadas que não trazem novidades, muito pelo contrário, acentuam problemas que já existem desde a gestão anterior do outro diretor de jornalismo. Reitero: Rachel Sheherazade é uma moça de talento, carismática e uma âncora segura. Mas é muita responsabilidade depositar nas costas dela a missão de se fazer um telejornal acontecer e que dê audiência. Telejornalismo é equipe, e não uma pessoa só. Quando será que o SBT vai acordar?




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Jornalista

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Liberdade ainda que tardia, antes que seja tarde demais

"Eu amo a liberdade. Por isso eu deixo as coisas que eu amo livres. Se elas voltarem é porque eu conquistei. Se elas não voltarem, é porque nunca foram minhas". (Margareth Boury - texto da novela Rebelde).


Desde os primórdios da história da humanidade sempre lutamos por liberdade. Liberdade sexual, de idéias, de opções, de pensamento, de atitude. Ainda lutamos por liberdade nas mais variadas esferas....liberdade de expressão, principalmente. Quem não gosta de liberdade? Creio que é o bem mais precioso do ser humano. Somos 100% escolha. E não há escolha sem liberdade. Mas, será que somos realmente livres? Temos liberdade? Até quando? Você já se questionou sobre isso?

Então, reflita: nem todas as pessoas no mundo gozam da mesma liberdade que você. Em pleno século XXI, a liberdade ainda é motivo de guerra, de discussões, de violência, de intenso debate. Mulheres são descriminadas e não tem direito a educação ou a liberdade sexual. Pessoas são excluídas por causa da sua etnia (cor da pele) ou condição econômico-social. Povos travam séculos de luta em nome da liberdade (religiosa) de poder ser considerados uma nação. Pessoas são condenadas moralmente (e politicamente) por promoverem o amor entre iguais. Exemplos não faltam!

Será que somos livres mesmo? Tenho as minhas dúvidas...a grosso modo, o que podemos perceber da liberdade é que ela está muito ligada às questões políticas e sociais. Também podemos perceber discussões sobre liberdade na cultura, na fé/religião, no grupo social que estamos inseridos e, principalmente, nos valores morais ao longo da vida. Acredito que ser livre é também um ato de responsabilidade, de justiça social, de amor próprio e, acima de tudo, de amor ao próximo. Saber que o direito do outro termina quando começa o seu é um ato de liberdade e também de respeito.

Ser livre é ter educação. Ter a “cabeça aberta” para saber que o mundo é diverso e que existe uma corrente de idéias iguais ou contrárias as suas. Confundir liberdade com o preconceito, agressão ou ofensa, não é liberdade. É oportunismo, má interpretação e crueldade. Infelizmente, o mundo está cheio de pessoas que ainda temem a liberdade porque ela tira as amarras da ignorância. Mas também está cheio de pessoas que acreditam na paz, no amor e na justiça. Fazem revolução por meio da mobilização social. Ainda bem!

A liberdade é um bem tão precioso que a Constituição brasileira assegura isso por meio da lei. No artigo 5º, da Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, é possível verificar que “todos somos iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. Para reforçar ainda mais essa prerrogativa, o parágrafo IX, reforça que "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença".

Mesmo estando aparada pela lei e por meios tecnológicos para a produção de conteúdo e informação, a liberdade ainda é ouro, uma pedra preciosa que nem todos podem ter. É uma corrida árdua, às vezes com luta, outras com libertinagem. Mas, o importante é não desistir. Promover a reflexão, mas não esquecer da ação. Ter liberdade para viver sem medo. Ser livre para sonhar e fazer acontecer! Liberdade para pensar, falar, ouvir, votar e garantir uma sociedade mais justa e menos desigual. Liberdade ainda que tardia, antes que seja tarde demais.






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Wander Veroni
Jornalista

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sábado, 28 de maio de 2011

Ponto de Vista – Um ano de seção e muitas histórias



Hoje é um dia de festa! A seção Ponto de Vista está completando 1 ANO! HeHehEheHeee!!! A ideia nasceu a partir do convite do amigo e jornalista Endrigo Annyston, do Cena Aberta, que convidou a também jornalista Emanuelle Najjar, do Limão e Limonada, e eu (Wander Veroni) – do Café com Notícias, para escrevermos semanalmente sobre o nosso ponto de vista sobre algo que marcou a TV ou os noticiários. Logo de início, aceitei. Leio o Cena Aberta há muitos anos e sempre fui fã do espaço.

O Cena é o único blog de TV em que os comentários dos internautas rendem posts e debates informativos. O Ponto de Vista tinha tudo para dar certo, pensei! Aliás, não só deu como fez um ano de sucesso ininterrupto! Acredito no projeto, principalmente por ser uma janela importante para discutirmos assuntos variados a partir de análises diferentes. Todo mundo ganha quando há troca de idéias! Apesar das férias de cada um, sempre fizemos um esforço para publicar semanalmente e, acima de tudo, feito com vontade, amor e carinho.

Semana passada, pelo Twitter, o Endrigo me disse que completamos um ano de seção e não havíamos comemorado com um registro textual. Como assim, Bial? Às vezes, ficamos tão empolgados com a pauta da semana que esquecemos desse fato tão importante! Um ano passou tão depressa que nem vimos....mas ainda dá tempo de comemorar! Traz bolo, guaraná, balões, docinhos e salgadinhos...temos que cantar esse parabéns junto com toda família de leitores. E o primeiro pedaço do bolo vai para você leitor que comprou o projeto e está sempre comentando e enriquecendo ainda mais o debate.

O Ponto de Vista é o nosso filhote! Uma idéia ousada que possui dois pais e uma mãe...kkkk...já nasceu com cara de século XXI. Brincadeira. Para mim, é uma grande satisfação fazer parte do projeto. Me divirto muito com as nossas reuniões de pautas e conversas online durante a semana para definirmos a pauta de sábado. 

Em um dos episódios, chegamos a trocar mais de 20 emails no mesmo dia, num período que aconteceu vários acontecimentos bombantes. Pautas já caíram, já entraram na nossa “gaveta” de idéias e outras são decididas em consenso em última hora. Mas isso que é o gostoso! O desafio e a liberdade de poder expor a sua opinião e propor o debate aos leitores não tem preço. No mais, que venha mais e mais aniversários do Ponto de Vista! Parabéns a todos nós – produtores e leitores, que acreditam no projeto! Afinal, viva o debate! Uh-ruuuu!!!





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*Observação: Este artigo faz parte da minha participação na seção Ponto de Vista, do site do Cena Aberta, onde três jornalistas publicam um artigo mostrando pontos diferenciados sobre o mesmo assunto. Todo sábado você vai encontrar artigo escritos por Endrigo Annyston, Emanuelle Najjar e Wander Veroni.





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Wander Veroni
Jornalista

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Café Rapidinhas – Palocci, SBT Brasil, Mata Atlântica, Paz e Conexão Vivo


Vamos dar um giro nas principais notícias do dia e outras que você só vê com exclusividade aqui no @cafecnoticias? Topa? Então, escolha o seu café preferido e fique bem informado:


Café Milagreiro: Parece que o milagre da multiplicação não ficou apenas na história bíblica. Há um pouco mais de uma semana, os repórteres Andreza Matais e José Ernesto Credendio, da Folha de S. Paulo, trouxeram com exclusividade a denúncia de que ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, multiplicou por 20 o seu patrimônio nos últimos quatro anos. Segundo a reportagem, entre 2006 e 2010, o patrimônio de Palocci passou de R$ 375 mil para cerca de R$ 7,5 milhões. 
Parece que a presidenta Dilma não tem dado muita sorte com seus ministros e já se pronunciou sobre o ocorrido. Depois de Ana Holanda aprovar um blog milionário para Maria Bethânia, agora Palocci que – possui um histórico comprometedor, ressurge em um escândalo maculando a lua de mel entre Dilma, imprensa e opinião pública. Mesmo negando qualquer ato ilícito, difícil acreditar no atual ministro que tem preferido o silêncio, principalmente no auge do escândalo. Será que o PT aguenta mais esse rojão?

Café News: E por falar em rojão, o telejornalismo do SBT vai iniciar uma nova fase a partir do dia 30 de maio, depois de inúmeras indefinições dessa estreia. É que o SBT Brasil, principal noticiário da emissora, passa a ser apresentado por Rachel Sheherazade e Joseval Peixoto, de segunda a sexta-feira, a partir das 19h30, apostando numa proposta editorial mais opinativa e análitica. A pergunta que não quer calar: será que o SBT não está trocando seis por meia-dúzia? Até onde se sabe, as mudanças causaram mal estar nos bastidores. Carlos Nascimento e Karyn Bravo foram afastados do telejornal e transferidos para outros projetos na emissora. Nascimento, ao lado de Cynthia Benini, ficará no Jornal do SBT Noite, à 00h30. Já Karyn Bravo apresentará a previsão do tempo no novo SBT Brasil. Além disso, para dar suporte ao novo telejornal foram contratadas as jornalistas Cláudia Liz e Débora Alaguera, ambas ex-Record. Claudia assumiu a Chefia de Redação do núcleo, enquanto Débora será produtora-executiva de todo o departamento.
Rachel Sheherazade e Joseval Peixoto apresentam o novo SBT Brasil.

Café Acadêmico: Os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda do Uni-BH tiveram três projetos em destaque no Expocom Sudeste 2011. Os vencedores foram anunciados em São Paulo, neste mês de maio, e já estão classificados para a etapa nacional, em Pernambuco. O evento é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) e consiste na exposição de diversos trabalhos desenvolvidos na área. No Jornalismo foram consagrados a cobertura em tempo real do Campeonato Future Champions 2010, na categoria Jornalismo Digital; e o programa Boca da Moda, na categoria Programa Laboratorial de Telejornalismo. Representando o curso de Publicidade e Propaganda venceu com o Projeto Cabine Berenice, na modalidade Mídia alternativa. O Expocom Sudeste 2011 registrou mais de 1600 inscritos e, destes, apenas 360 trabalhos foram classificados, distribuídos em 5 categorias e 71 modalidades.

Café Verde: No dia 27 de maio é comemorado o Dia Nacional da Mata Atlântica. Uma data que serve como reflexão e estimulo para que a sociedade repense os seus atos em relação a preservação do ecossistema, principalmente na faixa litorânea brasileira. Segundo dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, colhido pela Fundação SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), nos e 16 dos 17 estados que possuem esse tipo de vegetação, no período de 2008 a 2010, apontam desflorestamentos de 31.195 hectares (ha), ou 311,95 Km2. Destes, 30.944 ha correspondem a desflorestamentos, 234 ha a supressão de vegetação de restinga e 17 ha a supressão de vegetação de mangue. 

A pesquisa mostra também que a supressão da floresta nativa é continuo e servem de alerta para o estabelecimento de políticas públicas que incentivem a conservação e a restauração do bioma.  “Dependemos dos recursos naturais e dos serviços ambientais da Mata Atlântica que são essenciais para a sobrevivência dos 112 milhões de habitantes no domínio do Bioma”, enfatiza Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento e coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atlântica. “A aprovação na Câmara dos Deputados da proposta de alterações no Código Florestal só piora a situação já dramática da Mata Atlântica”, reforça Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação.

Café Paz e Amor: Pesquisa divulgada pelo Global Peace Index (Índice Global da Paz) 2011 mostra que o mundo está menos pacífico pelo terceiro ano consecutivo. Segundo o estudo, ameaça de ataques terroristas e a possibilidade de demonstrações violentas foram dois dos principais fatores que fizeram com que o mundo fosse menos pacífico em 2011.Este é o terceiro ano consecutivo que o GPI, produzido pelo Institute for Economics and Peace (IEP - Instituto de Economia e Paz), mostra uma queda no nível da paz mundial. 

O impacto disso para a economia global foi de $8,12 trilhões no ano passado."A queda do Índice deste ano está fortemente ligada aos conflitos entre cidadãos e governos, e as nações precisam encontrar novas maneiras de trazer estabilidade sem usar a força militar. Apesar de uma década gasta na guerra contra o terrorismo, o potencial de atos terroristas aumentou este ano, apagando o pequeno progresso alcançado nos anos anteriores", disse Steve Killelea, fundador e chairman executivo do Institute for Economics and Peace (IEP - Instituto de Economia e Paz).

Café Musical: Já sabe o que fazer neste final de semana? Não? A dica é conferir as atrações musicais do festival Conexão Vivo, no Parque Municipal Américo Renê Giannetti, na av. Afonso Pensa, s/n, no centro de Belo Horizonte. A programação inclui mais de 50 artistas mineiros e de outros Estados, dos mais diversos estilos. Também acontece, de forma paralela, apresentações na Sala Juvenal Dias, no Palácio das Artes, ao lado do Parque. A programação completa havia sido disponibilizada inicialmente apenas em aparelhos celulares e, só no início de maio, foi liberada. Os ingressos serão vendidos a R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20 (inteira) para os shows entre os dias 25, 28 de maio. Já no dia 29, domingo, a entrada é franca.







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quinta-feira, 26 de maio de 2011

A TV aberta está de olho na nova Classe C



Isso não é de hoje. Para falar a verdade, acredito que foi acontecendo aos poucos e explica muita coisa que vem acontecendo na parte editorial e de produção de conteúdo na televisão. Há cerca de uns seis anos atrás, o telespectador pôde sentir uma mudança brusca na programação da TV aberta, especialmente na Rede Globo e na Rede Record. 


Concorrentes diretas, porém com linha editorial distinta, ambas estão encabeçando um movimento que já está refletindo na audiência: o investimento na nova Classe C. Trata-se de telespectadores que, somados a Classe D e E, formam 80% do público que gastam tempo na frente do televisor e, acima de tudo, são formadores de opinião e estão dispostos a consumir. 


No final da década de 1990 e início da década de 2000, as TVs ensaiavam abraçar a Classe C, colocando algumas faixas de programas mais populares, mas não se esqueciam da Classe AB, mais elitizada e também formadora de opinião. Com o crescimento da banda larga (internet) no país e a variedade de canais da TV Paga, a Classe AB se distanciou um pouco da TV aberta, mas não totalmente. Cientes desse período de transição, os executivos de televisão encomendaram pesquisas para saber qual público passa mais tempo na frente do televisor e o que esse telespectador quer ver. A resposta foi uma só: a Classe C quer se ver retratada na TV.

Isso explica também a virada que a Rede Record deu no seu projeto de “caminho da liderança”. Atenta a esse emergente e essencial público, a emissora entrou de cabeça na onda da popularização - principalmente, no jornalismo e na programação local, deixando de ser um espelho do Padrão Globo de Qualidade para criar um padrão próprio focado no jornalismo policial, investigativo e que abre espaço para dar voz aos anseios da comunidade. Há quem diga que esse padrão “mais sensacionalista” tem o seu preço, mas o fato é que a Record, por caminhos tortuosos, encontrou o seu padrão.

Por ser pesquisador e entusiasta da cobertura televisiva (e das demais mídias eletrônicas), a minha ficha caiu em relação a importância da Classe C para a TV aberta na entrevista em que o jornalista e blogueiro @mauriciostycer fez com o diretor geral da Rede Globo, Octávio Florisbal, para o UOL. Sincero, Florisbal foi taxativo sobre a importância de fazer pesquisas para melhor atender a Classe C na TV aberta. “São pesquisas para nossa reflexão interna, para orientar a área de criação e de jornalismo (...). Estes 80% das classes C, D e E têm uma vida própria, com características próprias. Nós precisamos atendê-los”, afirma Florisbal. Para ler a entrevista completa, clique aqui.
O diretor geral da Rede Globo, Octávio Florisbal, em entrevista para o UOL,
deixa claro que a TV aberta está de olho na Classe C. Foto: TV Globo/Divulgação.

O executivo da TV Globo ainda fala à Maurício Stycer sobre esse novo foco na área de produção de conteúdo. "No passado, você não tinha que se preocupar tanto. ‘Estou fazendo uma televisão para todos, mas com foco em classe média’. Hoje, não. Atenção. Eu tenho que fazer para todos. Aquela divisão de que 80% do público é das classes C, D e E continua, mas eles têm mais presença, mais opinião. Eles ascenderam. Têm um jeito próprio de ser. Você tem que atendê-los melhor. Eles têm que estar mais bem representados e identificados na dramaturgia, no jornalismo. Antes, você fazia uma coisa mais geral. Hoje, não. A gente tem que ir, principalmente nos telejornais locais, ao encontro deles. Eles têm que ver a sua realidade retratada nos telejornais. Eles querem ter uma linguagem mais simples, para entender melhor".

Florisbal também comenta sobre o poder da internet como mídia. "Entendo que a TV aberta num arco de tempo de dez anos vai continuar como líder. A nossa aposta é que a internet será a segunda maior mídia, em participação, daqui a dez anos. Ela vem crescendo de maneira exponencial. Hoje ela representa 5%. Já passou cinema, outdoor, rádio. Está se aproximando muito de revistas, que é 7%. Jornal aqui é 13%. Com o plano brasileiro de banda larga, com mais renda para as pessoas, a internet tem realmente uma expectativa de crescimento exponencial, como tem tido. Vai ser muito bom para todos. Quem é que vai prevalecer? Em cada meio, vão prevalecer aqueles que oferecerem melhor conteúdo".

E, para finalizar, na segunda parte da entrevista, Florisbal fala sobre o futebol na TV aberta. "Nós temos uma parceria, ou tínhamos, lamentavelmente, com o Clube dos 13 de muitos anos. Nós conseguimos ao longo do tempo, com muito sacrifício, montar uma grade de futebol que, acho, não tem em nenhum outro país. Vamos pegar o Brasileiro. De cada dez jogos da rodada, a TV aberta tem direito a três jogos. Reclamam que a gente não passa determinado jogo. Mas a gente só tem direito a três jogos. Um a gente faz para São Paulo, outro para o Rio e o terceiro a gente faz rodízio – uma semana para Porto Alegre, uma semana para Belo Horizonte, outra semana para Curitiba... A TV paga, o SporTV, faz dois jogos, em outros dias. E o pay-per-view faz os dez jogos", explica.





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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Café Convidado - A polêmica compra do Skype pela Microsoft



Na seção Café Convidado de hoje, Roberto Carlos Mayer vai falar sobre a polêmica compra do Skype pela Microsoft, que gerou um enorme burburinho nas redes sociais. Considerado a maior empresa de de serviço de chamadas de voz e vídeo na internet, o Skype possui versões de seu serviço de telefonia para computadores, notebooks, tablet e celulares. Segundo a a Reuters, essa foi a maior aquisição da Microsoft em seus 36 anos de história.



A Microsoft comprou o Skype não só em busca de usuários


Por Roberto Carlos Mayer*


No início de maio foi anunciada a compra da operadora de telefonia de internet, Skype, pela gigante Microsoft por nada mais nada menos que US$ 8,5 bilhões. Mas até onde vai esse investimento, essa aposta da Microsoft?

A grande disputa no mercado de tecnologia deixou de ser apenas por dinheiro. Hoje, a briga é por audiência. O Skype é a maior operadora de telefonia pela internet. A base de usuários da empresa deriva de 700 milhões de downloads do aplicativo. O programa conecta dezenas de milhões de usuários conectados Simultaneamente e espalhados pelo mundo todo.

Ou seja, basta olhar esses números para enxergar o mar de oportunidades que a Microsoft passa a ter. Além de alcançar essa vasta gama de usuários, a empresa criada por Bill Gates também sai na frente de outros gigantes, como Facebook e Google, no mercado de telefonia via internet.

De forma maquiavélica, muitos já especulam que a Microsoft irá limitar o Skype apenas aos seus interesses. Plataformas Windows, Windows Phone, Xbox-Live, entre outras da marca irão contar com o programa, enquanto iPhone, iPads, MacBooks, Androids, e diversas outros sistemas ficariam órfãos do aplicativo.

Mas se levarmos em conta o histórico da Microsoft, quando ela é detentora de uma tecnologia, utiliza-a como um diferencial, embarcando os produtos junto às mais diversas plataformas. A reação mais provável não seria a descontinuidade da oferta do Skype para plataformas concorrentes da Microsoft, mas sim a de oferecer uma versão superior para quem utilize os produtos da marca.

Exemplificando: o Skype continuará tendo suporte no iPhone, mas a versão para Windows Phone será melhor, ou mais integrada com as demais funcionalidades do sistema operacional. Na medida em que a Microsoft agregue o Skype à sua plataforma mobile, ela cria um diferencial para sua plataforma, uma forma de atrair mais usuários e gerar maior competitividade a sua plataforma para smartphones, em relação à concorrência com as ofertas do Google (Android) e Apple.

Além de agregar um novo produto, oferecer um diferencial e englobar milhões de usuários com a compra do Skype, a Microsoft ainda passa a ter a oportunidade de alavancar uma área na qual anteriormente não havia obtido sucesso: o setor de Telecom. Com a aquisição da operadora de telefonia via internet, a Microsoft passa a gerar novas receitas, com perfil recorrente, modificando o perfil do fluxo de caixa da empresa.

Em resumo, a Microsoft não desembolsou US$ 8,5 bilhões por apenas um software. Ela investiu num conjunto de oportunidades, além do acesso a mais pessoas: audiência e usuários.



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*Perfil: Roberto Carlos Mayer é diretor da MBI, vice-presidente de Relações Públicas da Assespro Nacional e representante do Brasil junto à ALETI (Federação Ibero-Americana das Entidades de TI). É também  Empreendedor, palestrante, professor, empresário, idealista e exímio “networker”. Mayer é autor de diversos livros e artigos. E-mail: rocmayer@mbi.com.br 








  • Para participar da seção Café Convidado, do Café com Notícias, basta enviar para o e-mail wander.veroni@gmail.com com um material de sua autoria. Pode ser uma reportagem (texto, áudio ou vídeo), artigo, crônica, fotografias, peças publicitárias, documentário, VT publicitário, spot, jingle, videocast ou podcast. Mas, atenção: pode participar estudantes de Comunicação Social (qualquer habilitação: jornalismo, publicidade, relações públicas, marketing, Rádio e TV, Cinema, Produção Editorial e Design Gráfico), profissionais recém-formados ou profissionais mais experientes. Participe e seja meu convidado para tomarmos um Café!OBSERVAÇÃO: Por ser editor responsável pelo Café com Notícias, o material enviado está sujeito a sofrer edição final para adequação da linha editorial abordada neste espaço.





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terça-feira, 24 de maio de 2011

JR News - Novo telejornal de Heródoto Barbeiro tem proposta interessante, mas ainda precisa se encontrar



Um timaço de colunistas e uma proposta inovadora de se transmitir um telejornal ao vivo, tanto pela TV, quanto pela internet. Foi assim que nasceu o Jornal da Record News (JR News), exibido às 21h, na Record News. Apresentado pelo experiente jornalista Heródoto Barbeiro e a bela Thalita Oliveira, o primeiro noticiário transmídia da TV aberta brasileira estreou em meio a um nítido nervosismo do seu âncora principal em uma espontaneidade carismática da sua co-apresentadora.

Nas redes sociais, o novo noticiário do canal de notícias da Rede Record teve uma repercussão gigantesca, principalmente no Twitter e no Facebook. No Twitter, a hashtag Heródoto Barbeiro ficou entre os dez assuntos mais comentados, durante toda exibição do #JRNews. Já no Facebook, pela página de fãs do telejornal, foi possível acompanhar inúmeras manifestações de elogio e crítica dos internautas. Segundo dados consolidados do Ibope, o JR News alcançou 0,6 pontos com pico de 1 ponto - ou seja, não alterou a audiência do canal que ainda patina na 7ª colocação geral na TV aberta.  

Sou fã do trabalho do Heródoto há anos. Acompanho os livros, os artigos e gostava de ouvi-lo como âncora na Rádio CBN. Nesta segunda-feira (23/05), ao acompanhar a estreia dele na Record News e comentar o noticiário em tempo real pelo Twitter pude perceber o quanto amo o telejornalismo, e o quanto estava sentido falta dessa vertente da profissão de jornalismo – apesar de atualmente também estar envolvido em um projeto transmídia. Mas, o telejornal hardnews tem outro sabor, que vez ou outra ainda me toca, apesar de também amar trabalhar com o jornalismo online.

Respeito demais o trabalho do Heródoto e dos demais profissionais envolvidos. E torço, sinceramente, que o telejornal ganhe prumo e vire referência na TV aberta. Por isso, as impressões que seguem abaixo, no decorrer desse post não são de ataque pessoal, nem frustração. São apontamentos de um profissional que ama telejornalismo e que ficou surpreso com o potencial que a Record News tem nas mãos para fazer o @JornalRecNews acontecer. Então, vamos aos trabalhos:

• Já falei isso aqui no @cafecnoticias e vez ou outra repito nas redes sociais. Sou contra ao modelo atual de TV Paga no Brasil que OBRIGA o telespectador/consumidor a comprar pacotes de canais que ele jamais terá tempo de conferir em um único dia. O ideal seria dar a opção de escolha de quais e quantos canais quer assistir. Mas tudo bem! Enquanto isso não chega, acho louvável a Rede Record denunciar esse boicote à Record News feita pela NET e SKY. Se o público está pagando por um serviço ele também não deveria ter o direito de escolher o que quer assistir?

• O JR News foi anunciado ao público e imprensa da seguinte maneira: vai ao ar de segunda a sexta, das 21h às 22h e terá transmissão direta no R7, onde vai durar meia hora mais: começa 15 minutos antes, às 20h45, e termina 15 minutos depois, às 22h15, com os bastidores da notícia. Por conta da estreia, isso não aconteceu. Aliás, aconteceu mas esse tempo foi suprimido um pouco. Faltando cinco minutos para o noticiário entrar no ar pela TV é que foi divulgado o link onde se poderia assistir o noticiário online. Outro equívoco editorial foi o próprio @portalR7 não colocar um destaque na home do portal falando da transmissão do noticiário, algo que ao meu ver era inédito no telejornalismo brasileiro e renderia um destaque amplo na home. Infelizmente não foi feito nada disso! O internauta que não procurasse o site da Record News ou as redes sociais ficaria sem ver a estreia do jornal.


• O primeiro bloco do JR News foi muito grande e cansativo. Logo na estreia, eles optaram por colocar VTs (vídeo das matérias/reportagens) institucionais falando da atração. Particularmente, optaria por colocar essa “parte institucional” – que fala de como nasceu o noticiário no fim do bloco e, em seguida, entraria os comerciais. Porque faria isso? O JR News já foi apresentado à exaustão. Quem está ali já sabe o que é o jornal. O VT institucional seria mais para homenagear a equipe e agradecer o público que está acompanhando. Algo simples e sutil!

• Heródoto Barbeiro estava bem "travadão" no primeiro JR News. Claro, era uma estreia! Pressão e vontade de dar certo! Até aí tudo bem....mas parecia outro Heródoto, isso parecia. Torço para que ele saia desse tom formal e cisudo e volte a ser aquele Heródoto mais leve da CBN. Teve hora que achei ele bem preso ao script, outras ele queria passar informalidade mudando a ordem das pautas, o que atrapalhou (e deve ter desesperado) toda equipe. Até brinquei no Twitter que ia fazer uma campanha: #SeJogaHeródoto. Mas ele “vai se jogar” com o tempo...o próprio admitiu isso durante o noticiário. Tempo ao tempo....

• Enquanto Heródoto estava travadão, Thalita Oliveira deu um show de segurança e desenvoltura. Falou com naturalidade, segurança e carisma. Muito acertado a escolha dessa moça! Inclusive, sugiro que a Thalita faça a previsão do tempo no JR News. Creio que ela tem desenvoltura suficiente para acumular mais essa função, o que também poderia ajudar na busca da informalidade que tanto anseia o jornal.

• Por ser um jornal de análise e mais leve, seria bom também apostar em alguns takes com os apresentadores de pé, seja conversando com os correspondentes ou comentando as notas ou VTs.


• O roteiro/script final do telejornal precisa ser mais amarrado, informal e conversado. Ou seja, costurar os assuntos e mesclar a participação dos colunistas de uma forma mais sutil e, principalmente, com gancho daquilo que foi exibido anteriormente. Caso não dê, avise ao público que vai mudar de assunto...mas é importante é sempre deixar tudo costurado e com ganchos para que uma participação ou atração fique deslocada com o contexto geral do noticiário como aconteceu no final, com a participação do músico.


• Isso não é exclusividade do JR News e acontece com freqüência em outros inúmeros noticiários que se dizem “nacionais”. Há um excesso de pautas apenas de São Paulo! A impressão que fica é que Brasil está apenas na avenida Paulista. O Brasil é grande, uai! Existem outros lugares e outras notícias! No caso do JR News, porque não aproveitar nem que seja uma matéria das principais praças da Rede Record? Que tal valorizar a programação local?

• No mais é isso: torço, do fundo do coração, que o JR News dê certo e seja um marco na TV aberta. O projeto tem tudo para acontecer!




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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Café Musical – A Banda Mais Bonita da Cidade encanta internautas em Oração


O que fazer quando uma música fica grudada na cabeça como chiclete, quase que um mantra? Canta, uai. Porque não? Canta alto, assiste trocentas vezes o clipe no YouTube, twíta para os seus seguidores e curte muito no Facebook. Foi isso que aconteceu com o clipe “Oração”, de A Banda Mais Bonita da Cidade. Formada em 2009 por Uyara Torrente (vocal), Vinicius Nisi (teclados), Rodrigo Lemos (guitarra), Diego Plaça (baixo) e Luis Boursheidt (bateria), o grupo é considerado o novo hype da internet, queridinho dos internautas.

O vídeo da música “Oração” – que foi postada no YouTube no dia 17 de maio, foi a mola propulsora para elevar o grupo de Curitiba aos corações de todo o país. Bastou apenas um final de semana para que o clipe simples – mas com um acabamento muito bem executado, entrasse para os mais assistidos do site de compartilhamento de vídeo da Google, com mais de 1 milhão de acessos. Veja abaixo o clip:

Para quem é cinéfilo de carteirinha ou gosta do mundo audiovisual, não tem como não se apaixonar pela simplicidade e desprendimento desse grupo de amigos que se reúne para tocar e festejar, em um vídeo feito totalmente em plano-sequência. A música, que fica grudada na cabeça como um mantra, é considerado por muitos internautas como “fofa” e um hino à amizade e ao amor.

Em entrevista a Revista Marie Claire, o integrante da banda Vinícius Nisi, comenta o sucesso do clipe nas redes sociais. "Estamos todos muito felizes por termos feito um trabalho que tocam outras pessoas. Fiquei pensando: a maioria das coisas que se torna um “viral” hoje em dia na internet é piada, tiração de sarro. Foi tão bom sentir que fizemos um “viral” de uma coisa bonita. Tudo ainda está muito à flor da pele. É muito louco fazer parte de uma coisa assim, que ‘bombou’ na hora em que eu fui almoçar (risos). Não sei o que é a fama em si. A gente sabe o que são pessoas desconhecidas gostarem do que a gente fez. Isso é muito gratificante!". Leia a entrevista completa, aqui.

Com uma linha zen e altruísta - inspirada livremente na alegria dos Novos Baianos e no estilo sonoro do Beirut, a @abandamaisbonita tem um frescor inocente, poético e lírico que há muito tempo não se via na música popular brasileira. Mas, como explicar esse sucesso? O crítico da Folha de S. Paulo, Marcus Preto, tem uma opinião bastante interessante.

"É fácil imaginar a razão desse sucesso. O vídeo filmado em plano-sequência tem todos os ingredientes básicos do ‘ame ou odeie’. Começa com um rapaz, cabisbaixo e melancólico, cantando uma letra de amor na janela. Termina em uma catártica festa hippie, cheio de amigos e amigas bonitinhos, de bermudas, vestidinhos floridos e margaridas nas mãos. A música sobe e todos dançam na sala”, afirma Preto ao site Os Paparazzi. Eu curti, e você?






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