quinta-feira, 31 de março de 2011

Café Convidado - Reportagem especial mostra os bastidores do Globocop




Na seção Café Convidado de hoje, o estudante de jornalismo Lucas Conrado Silva nos traz uma reportagem sobre os bastidores do Globocop, mais precisamente de como é feita a reportagem aérea que faz parte dos noticiários televisivos. Acompanhe, abaixo, a reportagem na íntegra:


A reportagem aérea por trás das câmeras e dos rotores


Por Lucas Conrado Silva*


Diariamente, vemos diversas reportagens feitas a partir de helicópteros nos principais jornais do país. Mas como é a preparação? Conheça de perto os bastidores do Globocop, a aeronave mais conhecida do Jornalismo Brasileiro






Quarta-feira, 25 de novembro de 2010. Uma coalizão das Polícias Civil, Militar e Federal com a Marinha do Brasil, invadiram a Vila Cruzeiro, na Zona norte do Rio de Janeiro. A ação era uma resposta ao ataque de criminosos na capital e Baixada Fluminense. Havia mais de uma semana que bandidos praticavam arrastões, queimando carros e ônibus em diversos pontos da cidade, forçando o Governo a tomar uma atitude drástica. No meio da tarde, a imagem de centenas de criminosos correndo pelo meio da mata chamou atenção de todo Brasil, levando o país para a frente da TV.

Quem explica melhor como foi aquele momento é Francisco de Assis, operador de câmera que estava a bordo do helicóptero de reportagem da Rede Globo, o Globocop: “Nós estávamos voando quando recebemos a informação de que havia uma troca de tiros entre traficantes e a Polícia Militar. Começamos a procurar com a câmera e verifiquei que havia traficantes atirando para baixo. Era uns 15 ou 20. O pessoal da televisão viu e ali que começou tudo. Quando fizemos a outra imagem, dos bandidos fugindo pela mata, carro e moto pegando traficante, eu falei ‘caramba, não existe isso!’ Eram muito mais de 100 traficantes. Em comparação com essas imagens, aquela outra que fiz dos 15, ou 20 não era nada”.

Não apenas em acontecimentos como a invasão da Vila Cruzeiro, mas também para noticiar o trânsito, acidentes e incidentes, partidas de futebol e até corridas de Formula 1, os helicópteros são uma importante ferramenta para as emissoras de televisão e rádio informarem o público de forma instantânea e mostrar um ângulo diferente tais fatos. Quando assiste ao noticiário, o público vê apenas o produto final, as matérias finalizadas. Mas o que acontece por trás das câmeras? Como é a preparação do helicóptero, tripulação e repórteres? Como é feita a reportagem aérea? Fomos à Central Globo de Jornalismo e ao hangar do Globocop, o helicóptero mais conhecido do televisão brasileira para desvendar essas e outras questões.

Globocops

Atualmente, existem três helicópteros equipados para reportagem à disposição da Rede Globo. Dois dele são o modelo mais conhecido do Globocop, o Eurocopter AS350-B2 Esquilo, ficando um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro. Além destes, existe ainda o Robinson R44, menor e utilizado quando o Esquilo está fora de operação. Ele também é usado em coberturas especiais, como as invasões ao Complexo do Alemão e Vila Cruzeiro em novembro e as enchentes de abril no Rio de Janeiro. Apesar de estar a serviço da Rede Globo, os helicópteros são operados por uma empresa terceirizada, a Helisul.


A função principal do Globocop é atuar na faixa Radar RJ, que, diariamente, mostra o trânsito na manhã do Rio de Janeiro. A faixa, que era independente, acabou anexada ao Bom Dia Rio, na reforma por qual o jornal passou recentemente. Além do Bom dia Rio, o helicóptero pode ser utilizado em outros programas, como os noticiários da Globo News, programas esportivos e até mesmo o Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga. Juarez Passos, chefe de Reportagem da Editoria Rio da TV Globo, explica: “Fora do factual, há todo um planejamento de matéria onde os produtores já solicitam com antecedência o helicóptero. Essa solicitação vem com um roteiro descrevendo as imagens que precisam e na hora da gravação, um produtor vai junto”.

Um dia comum no Globocop

Às 5h da manhã, faltando mais de duas horas para o começo Bom Dia Rio, a equipe de mecânicos do Aeroporto de Jacarepaguá trabalha no Globocop. O helicóptero passa por uma série de revisões para que, às 5h45 esteja na pista para decolar. O mecânico Sandro Henrique explica que a inspeção começa com a coleta de uma pequena amostra de combustível, para verificar se está livre de água e impurezas. Depois o motor é aberto e os mecânicos avaliam se não ocorre nenhum vazamento de óleo ou combustível e se todas as peças estão bem apertadas. Para facilitar a manutenção, o motor é dividido em diversos módulos, partes removíveis e substituíveis. “Se um desses módulos der problema, você o retira e envia para a fábrica, que empresta outro, para que o helicóptero não fique inutilizável”, explica Sandro. Após verificar os motores, os mecânicos verificam as hélices, procurando por deformações ou trincas que podem derrubar o aparelho. Essa operação leva entre 45 minutos e uma hora.

Enquanto o helicóptero é levado do hangar para o pátio do aeroporto, o repórter chega e sobe para uma pequena sala, onde se maquia e revisa no computador a pauta do dia. “O repórter que sobe no Globocop passa por um treinamento”, explica Juarez. “Ele sai uma semana no helicóptero treinando as funções que desempenhará no ar e se acostumando com a máquina. Muitos acabam não se acostumando, passam mal, têm medo. O treinamento do repórter é mais simples, o operador de câmera que treina mais”.

Isso porque cabe a ele operar as duas câmeras externas do helicóptero, a mais poderosa localizada no bico da aeronave e outra menor, perto do rotor de cauda. Apesar de o Esquilo ter capacidade para carregar até seis pessoas, o Globocop leva entre três e quatro. A tripulação normal é composta pelo piloto, operador de câmera e o repórter. Em ocasiões especiais, um entrevistado é convidado a voar com a equipe. Atualmente, existem diversos repórteres que se alternam na cobertura aérea da TV Globo, no Rio. No dia em que a matéria foi feita, Fernanda Grael estava escalada para o voo.

Fernanda Grael é repórter desde 2004. Após atuar como estagiária, foi efetivada como repórter pela Globo News. Ela ficou no canal por assinatura até o início de 2010, quando migrou para o RJTV. Fernanda começou a treinar no Globocop quando completou seis meses na TV Globo. “Dentro do helicóptero tem alguns botões para o repórter controlar a imagem, o som, ter acesso às imagens das câmeras do Globocop e aquelas que vão ao ar. Você controla isso, saí três dias para treinar”, explica. Mas, a maior dificuldade que Fernanda teve ao começar as matérias a bordo do helicóptero foi outra: “Por mais que você conheça o lugar, você perde algumas referências quando o vê de cima. Você demora a entender que aquela rua que você passa todo dia é assim vista de cima”.

Além disso, a repórter explica que diariamente o helicóptero passa por lugares que ela não conhece, o que a força a estudar muito o mapa da cidade. Mas nem tudo é dificuldade na cobertura aérea: “O mais legal é que é tudo dinâmico. Por exemplo, a gente está na Barra da Tijuca (Zona Oeste do Rio de Janeiro) e o rádio nos passa que houve um acidente na Linha Vermelha, perto da Ilha do Fundão (Zona Norte, a aproximadamente 25km da Barra da Tijuca), em cinco minutos a gente está lá ao vivo! Por isso que o Globocop faz tantos flagrantes, porque é muito rápido. O que é desafiador. As vezes você fala que o trânsito está lento em certa parte da cidade e, no tempo até chegarmos lá para mostrar a lentidão, ele já flui com facilidade. Isso exige uma atenção e um poder de improvisação”, conclui.


Para fazer essas imagens em tempo real e em alta definição, o Globocop recebeu uma série de equipamentos. Além das duas câmeras externas, existem mais quatro câmeras instaladas no interior do helicóptero, que podem filmar o repórter sozinho ou acompanhado do entrevistado. As imagens passam por um equipamento para gravação no próprio Globocop e também são transmitidas por micro-ondas para a Central Globo de Jornalismo, o bairro do Jardim Botânico, de onde são transmitidas para todo o Brasil. Além disso há controles de corte de imagens e sons para o repórter e o operador de câmera. Juarez explica que o Globocop tem uma dupla função. Além de transmitir as notícias que vão ao noticiário, as imagens em off (que não vão ao ar) servem inclusive para mostrar aos editores dos jornais a situação que estão cobrindo de um ponto de vista mais amplo, podendo, inclusive, interferir na cobertura dos repórteres em terra.

Segurança em primeiro lugar

O Globocop é uma importante ferramenta na cobertura jornalística, mas não deixa de ser um helicóptero, no sentido em que é regido pelas mesmas regras dos demais helicópteros da cidade. Por estar baseado no Aeroporto de Jacarepaguá, segue as mesmas regras das outras aeronaves dali. Em dias de tempo ruim, a decolagem é proibida. “Já aconteceu do helicóptero decolar, mas ter de voltar porque o tempo não ajudava”, explica Juarez.

O chefe de reportagem afirmou que em Jacarepaguá, os pilotos têm um mapa do Rio de Janeiro onde mostra os lugares por onde podem voar e onde é proibido. Em favelas ocupadas por traficantes, o perímetro onde estão expostos às balas dos fuzis é marcado nas cartas aéreas como um local fechado. Na cobertura das ações policiais na Vila Cruzeiro, em novembro de 2010, houve um cuidado especial como conta Assis: “Aquela área é perigosa, até porque a gente já tem uma passagem triste por ali, que foi a perda de um jornalista da TV Globo, o Tim Lopes”. Em 2002, enquanto fazia uma reportagem sobre a exploração de crianças e adolescentes em bailes funk, o jornalista foi descoberto, torturado e morto por traficantes locais. O acontecimento trouxe uma série de modificações na forma de se fazer reportagens, visando uma maior segurança dos repórteres.

Além das regras de segurança, o Globocop segue outras regras da ANAC. Em áreas residenciais, como o Jardim Botânico, onde está localizada a Central Globo de Jornalismo, helicópteros só podem decolar entre as 7 e as 22 horas, impossibilitando a decolagem a tempo de fazer o Bom Dia Rio. Por esse motivo, a base do Globocop fica no aeroporto. Ali, entre as 5 e 22 horas, existe uma equipe de plantão para decolar em até 10 minutos e fazer uma reportagem aérea. Fora desse horário, caso precisem fazer uma cobertura com o Globocop, um carro da emissora leva o repórter de plantão do Jardim Botânico para Jacarepaguá, onde o helicóptero o espera.

Mobilidade, velocidade são duas características importantíssimas da cobertura aérea, mas não são as únicas. Se fossem, o helicóptero, cuja manutenção é cara, perderia espaço para os flagrantes cada vez mais comuns registrados por câmeras digitais e celulares. “Essas imagens não servem para o factual porque, apesar de recebermos com rapidez, a qualidade geralmente é baixa e precisamos convertê-las para um formato que precisemos transmitir, o que leva tempo”, afirma Juarez. “Além disso, o cidadão está em terra. Nós filmamos de cima, num ângulo diferente e mais amplo”, completa. Como o voo é restrito a poucas pessoas, a função do Globocop e de outros helicópteros de reportagem estará assegurada por um bom tempo.



Fotos: Lucas Conrado Silva e TV Globo/Divulgação.



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*Perfil: Lucas Conrado Silva é mais um mineiro morando no Rio. Estuda Jornalismo na UFRJ e faz estagio no Canal Futura. É nerd, blogueiro, fotógrafo, faz tirinhas de humor e, quando dá, alguns desenhos. Ainda não sabe ao certo o que quer dentro do Jornalismo, mas gosta das áreas de internet, fotojornalismo e imprensa escrita (para revistas). Para conhecê-lo melhor:
- http://www.flickr.com/photos/lucasconrado



  • Para participar da seção Café Convidado, do Café com Notícias, basta enviar para o e-mail wander.veroni@gmail.com com um material de sua autoria. Pode ser uma reportagem (texto, áudio ou vídeo), artigo, crônica, fotografias, peças publicitárias, documentário, VT publicitário, spot, jingle, videocast ou podcast. Mas, atenção: pode participar estudantes de Comunicação Social (qualquer habilitação: jornalismo, publicidade, relações públicas, marketing, Rádio e TV, Cinema, Produção Editorial e Design Gráfico), profissionais recém-formados ou profissionais mais experientes. Participe e seja meu convidado para tomarmos um Café! OBSERVAÇÃO: Por ser editor responsável pelo Café com Notícias, o material enviado está sujeito a sofrer edição final para adequação da linha editorial abordada neste espaço.





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terça-feira, 29 de março de 2011

Obituário – Morre ex-vice presidente José Alencar

“Não tenho medo da morte, tenho medo da desonra”. José de Alencar (1931-2011)



O empresário e ex-vice-presidente do Brasil, José Alencar Gomes da Silva, morreu às 14h41, desta terça-feira (29/03), em São Paulo. Aos 79 anos, José Alencar estava internado no hospital Sírio-Libanês para o tratamento de um câncer, do qual ele lutava havia mais de 15 anos. Ele teve falência múltipla de órgãos e já tinha passado por 17 cirurgias e várias internações. Clique aqui para ler a biografia de José Alencar.

Segundo nota do hospital, Alencar foi internado ontem com quadro de suboclusão intestinal. Por volta das 10h da manhã, foi noticiado que o ex-vice-presidente estava internado em estado grave. No início da tarde foi confirmada a morte dele. No entanto, alguns portais de notícias e veículos de comunicação demoraram para noticiar a morte de José Alencar, o que gerou um certo estranhamento

O nome do político e empresário ficou o dia todo entre os assuntos mais comentados do Twitter. Autoridades, políticos, empresários, personalidades e internautas manifestaram admiração e uma última homenagem a esse mineiro de Muriaé, que foi um exemplo de empreendedorismo e dedicou os últimos momentos à vida pública.

Veja também:



Mais do que homem público, José de Alencar foi um exemplo de determinação e luta contra o câncer. Suas frases e declarações sobre os mais diversos assuntos ainda repercutem e nos fazem pensar sobre o que queremos da vida enquanto cidadão. Particularmente, uma das entrevistas que mais gostei, foi a que José de Alencar concedeu ao jornalista Paulo Henrique Amorim, da TV Record, há um ano, para o Domingo Espetacular. Assista, abaixo:





O Café com Notícias lamenta a morte de José Alencar e se solidariza com a dor de familiares e amigos. Descanse em paz!





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Bastidores da notícia - Dilma anuncia Rede Cegonha em BH




Certa vez, ainda quando estava na faculdade de jornalismo, ouvi de um renomado jornalista a expressão: “Onde um presidente chega, o dinheiro chega também”. Na manhã desta segunda-feira (28/03), me lembrei desta frase. Hoje, já como jornalista profissional, pela primeira vez, fui cobrir a visita de um presidente da república em Belo Horizonte. Presidente, não. PRE-SI-DEN-TA, sim senhor. Primeira mulher presiden-TA do Brasil. UH-Ruuuu!!!

A presidenta Dilma Rousseff veio à capital mineira lançar o Rede Cegonha. Trata-se de um programa que pretende ampliar e melhorar as condições para que as mulheres possam engravidar e cuidar de seus bebês com atendimento adequado, seguro e humanizado, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Clique aqui para ler na íntegra a matéria que produzi para o Portal Minas Saúde, do Canal Minas Saúde.


Adoro fazer reportagem na rua, apesar de chegar em casa todo "quebrado"...rs. Me fascina muito a ideia de ser repórter de hard news um dia, seja para impresso e/ou internet. Quem sabe ainda chego lá! Atualmente, sou repórter e redator especializado em saúde. Ah, só a título de curiosidade: o transito de BH parou com a chegada de Dilma. Há relatos de pessoas que ficaram horas presas em engarrafamentos. Eu mesmo ganhei um “chá de cadeira” imenso, sentado por mais de uma hora e meia no ônibus que rastejava, mas não andava. Com muito custo cheguei ao Palácio das Artes para o lançamento do programa Rede Cegonha. Ainda bem que deu tempo!

Já no evento, fiquei várias horas em pé andando de um lado para o outro. Não gosto de ficar sentado porque você sempre perde um lance importante. Andando de um lado para o outro e conversando com as pessoas, a gente sempre descobre algo interessante, faz contatos e fideliza uma fonte, afinal não se sabe do dia de amanhã. Já algum tempo também sou fotógrafo e tiro as fotos das minhas matérias. Nos eventos, geralmente, transito entre os repórteres e fotógrafos. Ainda não tenho uma câmera fotográfica profissional, mas com a que tenho faço boas imagens. Literalmente, me viro nos 30.


O bom de eventos grandes como esse é que tenho a oportunidade de rever amigos e colegas de profissão que não vejo há muito tempo. Por conta da correria só cumprimentei alguns que eu gostaria de ter pegado de papo pelo menos uns dez minutos para matar a saudade. Mas foi tudo tão rápido que não deu tempo, infelizmente. Já outros consegui ver pessoalmente e trocar uma ideia, como foi o caso do querido amigo Rodrigo Freitas que está saindo do jornal O Tempo para ir para rádio Band News FM. É a última semana do Rodrigo na reportagem política no jornal. A partir de abril, vamos voltar a ouvi-lo no rádio, veículo do qual ele se destacou na imprensa mineira e que ele ama de paixão.

Mas, voltando ao assunto, a presidenta Dilma me surpreendeu. Ela é muito simpática e gentil. Estava de bom humor. Um dos seguranças dela me contou que Dilma é muito simples e que gosta de decidir as coisas na hora, sem rodeios. Ele fez esse comentário depois que perguntei se a presidenta iria falar com os jornalistas. Infelizmente, ela não falou com a imprensa no final do lançamento da Rede Cegonha. Nem ela, nem o governador. Uma pena!


Mas, mesmo assim, posso afirmar que já tenho outra imagem da nossa presidenta. Prova disso foi a forma carinhosa que a platéia a recebeu. Manifestações de carinho e uma faixa especial feita por alunos do Estadual Central saudando-a. Achei isso bonito! Já do outro lado, Anastasia chegou a ser vaiado por algumas pessoas mais exaltadas.

Uma colega da imprensa comentou comigo: “Isso que é democracia! Tem governos no mundo que se as pessoas se manifestassem desse jeito seriam presas ou mortas. A ditadura no Brasil foi assim!”. Concordei com ela e ainda continuei a prosa comentando a diversidade de políticos de partidos diferentes (e teoricamente rivais) que estavam juntos no palco para o lançamento do programa Rede Cegonha. Sim, o Brasil está mudando. Ou melhor, já mudou e muito. Só precisa melhorar mais um bocado para ficar ideal. Sou otimista, fazer o que...rs.





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segunda-feira, 28 de março de 2011

Café Literário – Livro conta história de superação de ex-atleta e sorteio para os leitores



O que fazer quando o destino nos coloca diante de um novo caminho? A resposta está no livro “Igual mas diferente”, escrito pelo empresário e bacharel em turismo, Saulo Teixeira Dasmaceno, 41 anos, nascido no Rio de Janeiro, mas que mora em Belo Horizonte desde os três anos de idade. Em tom de diário de bordo – mas sem ter a premissa de ser auto-biográfico, o livro conta de uma forma intimista toda mudança que Saulo passou depois de sofrer um acidente e se tornar tetraplégico.

Aos 18 anos, Saulo praticava triatlon e tinha uma vida típica de qualquer adolescente da sua idade: namorava, estudava e se dedicava ao esporte. De uma hora para a outra, enquanto treinava, pedalando de bicicleta na estrada, ele foi atropelado por um caminhão na BR-040. A partir daí, Saulo teve uma nova e dura realidade pela frente: aprender a viver com as limitações físicas que o acidente lhe causou.

No livro, Saulo relata que ficou um ano deitado na cama, dependendo das pessoas. Só após acompanhamento médico e fisioterapêutico, que Saulo conseguiu recuperar os movimentos e a se relacionar sociamente com o mundo externo. Graças ao amor e o companheirismo da família, amigos e Sandra – na época namorada de Saulo e hoje esposa dele, é que o ex-atleta não desanimou e conseguiu encontrar apoio para seguir em frente sem desanimar.

Foi assim que Saulo formou-se em turismo, casou-se e montou a própria agência de turismo. No entanto, a conclusão do livro foi feita em etapas. Em 1990, quando começou a utilizar o adaptador para segurar a caneta, iniciou os textos. Depois disso, ficou três anos parado e, então, colocou outras memórias no papel.

Somente em 2007, Saulo decidiu publicar o livro e começou a se dedicar integralmente ao projeto. Para isso, contou com o auxílio da amiga Mara Dinis que fez a organização e revisão da obra. “No livro, mostro que levo uma vida feliz e normal, mesmo tendo algumas limitações. Na época do acidente, a medicina não era como hoje, e mesmo assim, estou ótimo. Recuperei movimentos dos dois braços, que me possibilitam escrever, atender ao telefone, usar o computador”, explica Saulo.

O mais bacana do livro “Igual mais diferente” é que em nenhum momento Saulo entrou em depressão ou se achou incapaz. Ele foi à luta para encontrar uma melhor maneira de viver igual, mas diferente. O livro é uma lição de vida e de entusiasmo para não deixarmos os problemas se tornarem maior que a nossa vida. Aliás, os problemas são apenas estímulos para encontrarmos os novos caminhos para a felicidade. Ao terminarmos a leitura, parece que ganhamos mais um novo amigo, pois nos tornamos cúmplices da trajetória de Saulo. Vale a pena conferir!

Presente: Saulo autografa o livro especialmente para mim.

Promoção


Ficou interessado no livro “Igual mas diferente”? O @cafecnoticias vai sortear um exemplar para o leitor que comentar neste post. Para participar, basta seguir as regras abaixo. O resultado será divulgado aqui na seção de comentários na sexta-feira (15/04), na parte da manhã, na folha de comentários. Os participantes terão de hoje (28/03) até a meia-noite de quinta-feira (14/04) para se inscrever. Participe! 


Observação: o sorteio do livro foi adiado para dar mais chance para outros leitores participarem!


Regras:


1) Escreva no comentário deste post: "EU QUERO GANHAR O LIVRO IGUAL MAS DIFERENTE". O seu comentário já é um pré-ingresso para a participação da promoção, pois será um sorteio.

2) Ainda, na parte de comentários, não esqueça de deixar o nome, sobrenome, idade, email, cidade/estado onde mora. Caso o participante não queira deixar esses dados expostos na parte de comentários, pode enviá-los para o email: wander.veroni@gmail.com . Mas, em todo caso, ele deve publicar pelo menos nome e sobrenome para evitar de ter dois participantes com o mesmo nome.

3) OPCIONAL: para ajudar a replicar a promoção pelas redes sociais, publique no Twitter, Facebook ou Orkut, a seguinte frase:


O @cafecnoticias está sorteando o livro “Igual mas diferente”. Participe: http://bit.ly/fv4GCF

4) O vencedor da promoção tem até dois dias úteis para reclamar o prêmio senão haverá outro sorteio. Boa sorte!

5) A entrega do livro será via Correio e o ganhador deverá enviar o endereço completo com CEP em até dois dias úteis.

6) Quem não seguir todas as regras do sorteio será desclassificado.

7) Boa sorte!






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sábado, 26 de março de 2011

Ponto de Vista – Esquenta mostra que o popular também é cultura




"Os meus parangolés podem ser mais facilmente apreendidos num contexto como a quadra da Escola de Samba da Mangueira do que numa galeria de arte. (...) Dentro desse contexto existem exceções. (...) O difícil é ser total. Mas é preciso [isso] para ser criador: ser total. Ser aberto!".



Foi com uma parte do texto de Hélio Oiticica, chamado Marginália, que Regina Casé, em seu programa Esquenta!, exibido aos domingos à tarde, pela Rede Globo, me ganhou de vez. Parecia que a Regina estava lendo a descrição do programa para o público. Foi lindo! Que mistura boa ver no palco Maria Bethânia, Juliana Paes, Arlindo Cruz, Luiz Miranda, Revelação e Estação Primeira da Mangueira. Confira, abaixo, um trecho do programa:







O Esquenta! é um mexidão cultural, uma delícia um abre-alas de Carnaval. Vem com tudo outra vez, Regina! O Esquenta! é a voz da comunidade na TV com dignidade e alegria. É uma prova que é possível valorizar o melhor do popular e da cultura (e música) brasileira sem ser vulgar. Nossa, ainda bem que dei um chance ao programa e venci um pré-conceito pessoal. 


Confesso que não assisti todos os programas dessa temporada do Esquenta!. Não porque o programa é ruim ou coisa do tipo. Simplesmente, o programa não havia me tocado. E quando tocou bateu lá no fundo do meu peito. Vibrei por ver que a TV aberta ainda tem salvação, ainda mais no domingo à tarde que é tão carente.


Resolvi assistir pelo fato do amigo jornalista Endrigo Annyston propor o programa como pauta da nossa coluna semanal. Não tinha nada contra, nem a favor. Como estou numa fase meio que distante da programação televisiva – ainda mais no domingo, não tinha prestado atenção no Esquenta!


Me arrependi. A atração é melhor do que eu imaginava. É um tapa na cara dos programas de auditório dominicais que apelam para a mesmice, avacalhação e para o sensacionalismo. O Esquenta! é uma mistura boa e o Brasil é uma grande mistura. E é dessa mistura que encontramos a síntese do programa de Regina Casé.

Trata-se de um programa aberto à diversidade da cultura brasileira. Que valoriza os mais humildes e que coloca o negro de uma forma alegre, viva e positiva. A impressão que tive é que o Esquenta! é como se fosse uma reunião de família, de amigos. De artistas que se amam e, acima de tudo, respeitam, conhecem e tem a consciência que estão ajudando a escrever as páginas da cultura brasileira contemporânea. 


Regina Casé recebe os convidados da atração como se tivesse em casa e como se tudo fosse uma grande festa. É uma coisa tão intimista que contagia. A escolha dos convidados foi perfeita! Tanta gente boa...é muito bom assistir um programa que traz informação e entretenimento de qualidade. O Esquenta! faz a diferença no domingo. Parabéns à produção da atração pela criatividade e originalidade.

Claro que conheço o trabalho da Regina Casé e sou fã do trabalho dela pelo resgate e de valorização da cultura popular. O Esquenta! tarimba outros trabalhos como o Vem com Tudo! e o Central da Periferia, mostrando o quanto é importante mostrar um outro lado dos mais humildes. Só agora pude entender o porquê da crítica e de vários telespectadores falarem tão bem sobre o Esquenta!


A pressão positiva para que o programa continue na grade é tanta que a Globo já confirmou uma segunda temporada, ainda para esse ano, sobre festa junina, conforme adiantou a jornalista Patrícia Kogut, em seu blog do O Globo. Não é para menos: Regina Casé é vida inteligente nas tardes de domingo. Um achado!



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*Observação: Este artigo faz parte da minha participação na seção Ponto de Vista, do site do Cena Aberta, onde três jornalistas publicam um artigo mostrando pontos diferenciados sobre o mesmo assunto. Todo sábado você vai encontrar artigo escritos por Endrigo Annyston, Emanuelle Najjar e Wander Veroni.








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Wander Veroni
Jornalista

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quinta-feira, 24 de março de 2011

STF joga um balde de água fria na Lei da Ficha Limpa


A Justiça é Injusta. A frase que faz parte da sabedoria popular foi mais uma vez exemplificada, nesta quarta-feira (23/03), pelo alto escalão do Judiciário do nosso país. É que o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a validade da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2010. Trata-se de um verdadeiro “balde de água fria” em mais de 1 milhão de assinaturas e uma mobilização social sem igual para tornar a política mais transparente no Brasil.

Sob a alegação de que a decisão fere a Constituição, o Judiciário permitiu que políticos corruptos continuassem "mamando nas tetas" do dinheiro público e outras séries de atrocidades (e propinas) que estamos acostumados a ver nos noticiários. Para que resolver isso agora? Em nome da Constituição vamos esperar só mais um pouquinho para tirar os corruptos da política? Contraditório isso, não. Foi essa a impressão que o STF deu a sociedade.

Que Justiça é essa que usa a Constituição para “tentar” nos convencer que a Lei da Ficha Limpa é inconstitucional? Que país é esse? O povo não é palhaço. Essa decisão é revoltante, nojenta e amoral! Não tem desculpa. Mais uma vez o temido “jeitinho brasileiro” encontrou uma saída para fazer com que a impunidade se sobressaia. Como diria o outro: é uma vergonha! Abaixo, confira mais detalhes na reportagem:





Apesar do discurso bonito, o recém-empossado ministro Luiz Fux deu o voto decisivo para liberar os candidatos “ficha suja” que tinham sido barrados na eleição do ano passado para assumir seus mandatos. Seguindo a mesma linha de pensamento, os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso acompanharam o voto de Fux. Enquanto os ministros Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto, Ricardo Lewandowski, Carmen Lúcia e Ellen Gracie defenderam que a lei deveria ser aplicada desde a eleição do ano passado.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, "a lei provavelmente valerá a partir das eleições de 2012, mas os ministros ainda irão analisar recursos que questionam se a lei é constitucional. Os ministros precisam avaliar, por exemplo, se é legal a determinação que torna inelegível candidatos cassados pela Justiça Eleitoral, com condenações por improbidade administrativa ou por um colegiado, mesmo que caiba recurso da decisão".

A Lei da Ficha Limpa foi sancionada em junho do ano passado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pelo menos, a lei não caiu. Ela só não foi válida paras as últimas eleições, segundo o STF. Mas, a partir do ano que vem, já nas eleições municipais, ela já começa a valer. Ainda bem...assim esperamos! Chega de impunidade!!!





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quarta-feira, 23 de março de 2011

Café Convidado - Acordar não apenas do sono, mas para a vida

Na seção Café Convidado de hoje, o publicitário Cristiano Rodrigues, nos apresenta um artigo muito interessante sobre o significado de acordar. Você já teve um insight para alguma ideia? Já teve medo de mudar? Então está na hora de você acordar não apenas do sono, mas também para a vida. Abaixo, confira o artigo na íntegra:


Acordar

Por Cristiano Rodrigues*

Um estado interessante ou poderia dizer um hábito natural de querer viver mais um dia. Despertar de um padrão aparentemente inerte, que nos coloca na posição passiva, mas não permanente, pois em determinado momento somos impulsionados a reagir, se manifestar ou tão somente, acordar.

Mas por trás dessa palavra existem conceitos e ações, aplicações e mecanismos diferentes entre todos nós. Uns acordam e mesmo de pé continuam dormindo, outros se movem como que impetuosamente à vida, há aqueles que relutam a dádiva da passagem entre o continuar a favor da força da gravidade e lutar pelo seu oposto. Bem, há tantas variações, que poderíamos escrever por horas, tamanho é a complexa maneira como encaramos o primeiro dia de nossas vidas a cada manhã.

Tão interessante quanto acordar é a maneira como nos posicionamos ao fato, pois nos conhecemos melhor, determinamos o início de uma nova experiência, de sentimentos e pensamentos inéditos que ocorrerão durante o dia, e saber como dirigir esse grande espetáculo e participar efetivamente como ator principal é o que nos motiva a despertar não apenas do sono, mas também de um estado de passividade em relação a nossa ética e moral, do que realmente queremos e não pelo que nos é imposto pelas mídias em geral, de que podemos realizar muito mais do que imaginamos se tão somente nos dispormos a fazer.

É necessário acordar para uma nova forma de reflexão e despertar para uma avalanche de pensamentos, pois somos capazes de criar, inovar e desenvolver novos hábitos que contribuem para nosso bem estar e para o bem estar de toda a humanidade.

Você tem todas as habilidades e capacidades para fazer algo melhor, pode parar de fumar se assim o desejar, e isso fará bem a sua saúde, pode se desprender das preocupações que o aprisionam mesmo dormindo, ou até mesmo extraindo a qualidade de seu descanso, culminando em um “acordar” em pleno estado de sono, pode parar de chorar, se são as lágrimas que o afogam em meio ao vasto oxigênio reservado à você, que inundam sua mente e seu coração como que um maremoto que tem o único objetivo de limitar o gigante que reside dentro de você.

Tudo isso e muito mais é possível se você simplesmente desejar e condicionar sua mente para esse novo despertar em sua vida. Então, todo dia de manhã, nessa novo empreendimento da vida, na nova página que será escrita, ao abrir os seus olhos faça algo extraordinário: Acorde.



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*Perfil: Cristiano Rodrigues é publicitário, palestrante e escritor. Atualmente é autor do blog Treinamento de Sucesso e atua com treinamentos corporativos com foco em vendas e atendimento.




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segunda-feira, 21 de março de 2011

Visita de Obama ao Brasil quer fortalecer laços econômicos



Durante todo fim de semana não se falou de outra coisa, a não ser a visita de Barack Obama e família ao Brasil. Num trajeto que passou por Brasília-DF e Rio de Janeiro, Obama trouxe um novo discurso e afirmou várias vezes que estava falando de igual para igual com os brasileiros. Será que o afago foi sincero? Entre os analistas existe uma unanimidade: a visita teve um tom extremamente comercial, sem deixar de lado o caráter diplomático do encontro.

A visita de Obama ao Brasil fez parte de uma agenda corrida que premiará mais dois países na América Latina: nesta segunda-feira (21/03), Obama foi para o Chile e, posteriormente, passará, por El Salvador. Com uma agenda muito bem roteirizada pela comitiva, Obama chegou ao Brasil de olho em grandes oportunidades de negócio. Ele sinalizou investimentos em setores como energia e infra-estrutura impulsionados pelo pré-sal, além de uma expectativa comercial em torno da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

Do ponto de vista prático, a visita não trouxe grandes anúncios. Além de um engarrafamento quilométrico que o carioca sofreu durante a passagem do presidente norte-americano pela cidade, Obama manifestou seu "apreço" à aspiração brasileira de conquistar uma vaga permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Também foram fechados dez acordos bilaterais – entre eles um Tratado de Cooperação Econômica e Comercial, que estabelece processos para a negociação de questões comerciais. No videocast abaixo, confira a opinião de alguns jornalistas a respeito da visita de Obama ao Brasil:



Clique aqui para ver um videocast onde jornalistas anasalisam a passagem de Obama no Brasil.


Em terras brasileiras, Obama fez o papel de mercador às avessas, numa tentativa de melhorar a economia norte-americana. Do ponto de vista econômico, a visita é emblemática, uma vez que a China é uma grande parceira econômica da América Latina e um mercado em franco crescimento. Todo mundo quer vender para a China. Olha um tapete sendo puxado aí, gente. Será? Hoje, quem não faz negócio com os chineses corre sério risco de perder dinheiro, pois os americanos não são mais os únicos que podem dar as cartas do jogo.

Apesar de todo significado simbólico entre o encontro do primeiro presidente negro dos Estados Unidos e a primeira presidente mulher do Brasil, a visita de Obama às terras brasileiras se deu num processo conturbado: desastre nuclear (e natural) no Japão, revoltas no Oriente Médio e no norte da África, como bem pontuou vários órgãos da imprensa internacional. O processo de “abafamento” do intrometimento dos Estados Unidos nestes assuntos não deu muito certo, pois o “silêncio” do presidente a temas tão importantes aumentou ainda mais a carga negativa da política internacional norte-americana.

Em um período que a economia dos Estados Unidos não vai muito bem, uma parceria comercial com o Brasil não seria nada mal. Somos uma economia estável, com moeda forte e que tem um regime político consolidado. Aos poucos, estamos organizando a Casa e o Brasil é bem visto lá fora. Mas, será que o Obama sai com o bolso mais cheio para o seu país? Ainda é cedo para afirmar quanto, mas é inegável que a presença do homem nº 1 dos Estados Unidos nos faz crer que o líder político é mais pop do que imaginávamos: uma mistura de carisma, simpatia, poder e admiração.

Segundo a Folha de S. Paulo, “o apoio [de Obama à cadeira na ONU] foi menos enfático do que o oferecido à Índia em visita no ano passado, mas foi a manifestação mais forte sobre o tema feita até o momento. A viagem de Obama ao Brasil vem cercada de significado simbólico. Depois de dois anos de um certo distanciamento no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, por conta de posições divergentes sobre temas como o programa nuclear do Irã, a visita marca uma nova fase nas relações bilaterais”. Quem diria que iríamos ver um Estados Unidos tão depende da política externa comercial? Sim Obama, nós também podemos.





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domingo, 20 de março de 2011

Ponto de Vista – Estreia de Hebe na RedeTV!



Linda, loira, cravejada de brilhantes e, para variar, esbanjando simpatia e muito bom humor. Foi assim que nessa terça-feira (15/03), Hebe Camargo iniciou uma nova etapa na sua vida profissional na RedeTV!. Para um programa de estréia, a produção de Hebe tentou montar uma super produção e uma festa de gala. Tentou, mas não conseguiu.

De cá, do outro lado da telinha, o programa, como produto final, ficou muito a desejar. Prova disso, foi a audiência da loira. Segundo dados prévios do Ibope na Grande São Paulo, a RedeTV! ficou em 4º lugar com uma média de 4,5 pontos com pico de 6 e share de 6,9%. No horário, a Globo alcançou o primeiro lugar com 23, a Record em segundo com 11 e o SBT em terceiro com 6 pontos. Pelo fato da RedeTV! ainda não ter transmissão em todas as cidades brasileiras via TV aberta, é bastante interessante a ideia da emissora transmitir a programação ao vivo pela internet em seu site oficial, o que merece aplauso.

Agora, voltando a falar da estreia, com um cenário escuro e com luzes lilás – que mais lembra aqueles bingos do pessoal da terceira idade, Hebe entrou no palco sob um elevador em forma de jaula que a levou até o palco. Por mais que o elevador tenha um caráter inovador, a ideia soou cafona e de possível risco, pois estamos falando de uma senhora de idade. Seria interessante outro cenário, mais claro e clean, que não incomodasse tanto às vistas do telespectador e que fosse seguro para a apresentadora. Particularmente, torço por essa mudança.

A impressão que tínhamos é que a platéia da Hebe tinha figuras muito mais interessantes do que os convidados que subiram ao palco. Nada contra ao Daniel Boa Ventura, Paula Fernandes e cia limitada, mas são convidados para um programa “normal”, que já está consolidado no ar, e não para uma estréia. A produção deveria ter optado por nomes de mais impacto e pelo menos um convidado que representasse (e valorizasse) o casting da RedeTV!.

Além disso, soou “falta de educação” a maneira como Hebe brincou com Paula Fernandes sobre Roberto Carlos. Se fosse combinado, poderia arrancar muito mais risadas da platéia e seria mais elegante. Do jeito que foi apresentado foi constrangedor. No entanto, em comparação com a Hebe da RedeTV! com a do SBT vimos um programa mais ágil, o que já é um ganho importante.

Outro ponto que precisa ser revisto pela produção da Hebe é a edição final do programa, que ainda não está boa. Precisa melhorar e tem tempo para isso. Faltam vinhetas e “fade in” nos quadros que entraram gravados, o que poderia dar um acabamento mais bonito à atração, como se é esperado. Hebe, no programa de estréia, mostrou que o seu ponto forte são as entrevistas externas, coisa que a apresentadora mandou muito bem, tanto na entrevista com a Dilma, quanto na cobertura do carnaval carioca. Outra grata surpresa foi a entrevista com o Paulo Coelho via holograma. A ideia é interessante e pode ser o grande diferencial desta temporada.

Como telespectador e fã de Hebe, esperava um programa bem editado e bem acabado como o da Oprah. Aliás, pela repercussão que o programa de estréia teve uma semana antes, sinceramente, esperava algo do tipo, mas ainda está longe do padrão de qualidade que Hebe merece. Não se trata de comparar os estilos das apresentadoras, mas sim na questão de acabamento final, pois Hebe merece algo bem feito e a RedeTV! deve investir nisso. Afinal, ela merece..tan-nan-nan...rs.




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*Observação: Este artigo faz parte da minha participação na seção Ponto de Vista, do site do Cena Aberta, onde três jornalistas publicam um artigo mostrando pontos diferenciados sobre o mesmo assunto. Todo sábado você vai encontrar artigo escritos por Endrigo Annyston, Emanuelle Najjar e Wander Veroni.







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Wander Veroni
Jornalista

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