segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Oscar 2011 – Filmes com temática parecida marcam presença


Não teve para ninguém. "O Discurso do Rei" e "A Origem" foram os grandes vencedores da 83ª edição do Oscar 2011, com quatro estatuetas cada um. O primeiro falando sobre superação e amizade. Já o outro sobre sonhos, conquistas e o poder da mente. Em ambas as histórias, a força de vontade é o principal trunfo dos protagonistas em busca do êxito para cumprirem aquilo que o destino lhes reserva. A apresentação do #Oscar2011 ficou por conta da talentosíssima Anne Hathaway e o ator canastrão James Franco, que deram um tom mais dinâmico a cerimônia, mas foi de longe uma das piores já exibidas. Na TV aberta, a Rede Globo exibiu a cerimônia depois do #BBB11, ou seja, bem tarde, muito tarde mesmo, por volta da meia-noite.

Claro, salvo as devidas proporções, cada história tem as suas nuances. Mas, não há como negar, que para esse ano, a Academia parece que seguiu a mesma linha de raciocínio para os demais concorrentes – que, ao meu ver, tem a mesma carga dramática que “O Vencedor” e “Cisne Negro”, duas grandes produções que também ganharam algumas estatuetas douradas pela “carta na manga” da superação e emoção. Já “Lixo Extraordinário”, grande promessa brasileira para o Oscar, infelizmente não levou a estatueta de “Melhor filme estrangeiro”, apesar da proposta estar condizente ao que academia parecia estar interessada esse ano, além de ser um filme altruísta e que mostra que é possível fazer arte em um lugar onde tudo é desprezado pela sociedade.

Vale destacar, o merecidíssimo prêmio à Natalie Portman, que rouba a cena vivendo a bailarina de talento único em "Cisne Negro", que se vê insegura e começa a viver uma batalha mental consigo mesma. Não vi o filme ainda, mas só pelo trailer e pelos comentários dos amigos que já assistiram parece que não me equivoquei quanto filme: deve ser um baita roteiro! Já o melhor ator foi para Colin Firth, que interpreta um rei que precisa vencer a gagueira para discursar diante de seu povo.

Para melhor ator coadjuvante, o prêmio não poderia ter sido melhor: Melissa Leo e Christian Bale, ambos de "O Vencedor" são os destaques do filme que ora impressiona pela realidade que deram às interpretações, ora pela segurança dramática de prender a atenção do público. Christian Bale – protagonista de “Batmam Begins”, teve a sua redenção artística nesse Oscar, pois no ano passado, de longe o ator falecido Heath Ledger, que fez o vilão Coringa, lhe rouba o protagonismo do filme, numa versão que vai marcar para sempre a história dos filmes inspirados em HQs.

Veja também:



Outra categoria que sempre me cativa é a de roteiro. Esse ano, o “Melhor roteiro original” foi para o "O Discurso do Rei". Já o de “Melhor roteiro adaptado” foi para a "A Rede Social". Mesmo sendo um apaixonado por internet, achei o roteiro de "A Rede Social" fraco e cheio de barrigas dramáticas. Confesso que me decepcionei com o filme. Torci por “127 horas”, mesmo ainda não tê-lo assistido, por conta da história em si do homem que fica com o braço preso numa rocha e tem que decidir amputar o membro para poder sobreviver. Já roteiro original apostava em “O Vencedor” ou em “Cisne Negro” – que, infelizmente, também ainda não vi nas telonas e que soube que nem foi indicado para essa categoria.

A lista dos indicados possui filmes que conseguiram elevar o roteiro para um debate muito mais amplo entre os personagens e o público, convocando um exercício reflexivo como há anos não se via numa listagem de indicados ao Oscar. Trata-se de filmes que falam sobre como nos cobramos de forma excessiva para chegar ao êxito, superando os próprios limites. Se já vimos a academia premiar blockbusters pelas cenas de ação, trilogias, efeitos especiais e críticas sútis ao american way life, esse ano parece que há um consenso geral: a emoção e a superação.

"O Discurso do Rei" levou os três principais prêmios da noite: melhor roteiro original, melhor filme, diretor (Tom Hooper) e ator (Colin Firth). Já "A Origem", considerado um azarão pela crítica especializada, conquistou prêmios técnicos: melhor fotografia, melhor mixagem de som, melhor efeito visual e melhor edição de som. Já "A Rede Social" ganhou em apenas três categorias e era um dos grandes favorito da premiação, ao lado de “Bravura Indômita” que, infelizmente, não levou nenhum prêmio.

"O Vencedor" recebeu os outros dois prêmios artísticos, igualando-se em número de troféus a "Alice no País das Maravilhas" e "Toy Story 3". “Alice” mereceu os prêmios de “Melhor direção de arte” e “Melhor figurino”, pelo universo mágico esplendoroso criado por Tim Burton, mas que não conseguiu emergir para um roteiro com a densidade de reflexões que a história original propõe. Já "Toy Story 3” que levou os prêmios de “Melhor filme de animação” e “Melhor canção original (We Belong Together)” mostra o quanto há um cuidado ainda maior com o roteiro quando o assunto é trilogias de filmes voltados para o público infanto-juvenil. Sem dúvida alguma, o Oscar 2011 reuniu uma lista de vencedores e indicados com bastante qualidade, como há muito tempo não se via. Se você não viu os filmes ainda, vale a pena conferir!

Confira abaixo, a lista completa dos vencedores do Oscar 2011:

Melhor filme
"O Discurso do Rei"

Melhor diretor
Tom Hooper ("O Discurso do Rei")

Melhor Ator
Colin Firth ("O Discurso do Rei")

Melhor atriz
Natalie Portman ("Cisne Negro")

Melhor ator coadjuvante
Christian Bale ("O Vencedor")

Melhor atriz coadjuvante
Melissa Leo ("O Vencedor")

Melhor roteiro original
"O Discurso do Rei"

Melhor roteiro adaptado
"A Rede Social"

Melhor filme de animação
"Toy Story 3"

Melhor filme estrangeiro
"Em um Mundo Melhor" (Dinamarca)

Melhor fotografia
"A Origem"

Melhor edição
"A Rede Social"

Melhor direção de arte
"Alice no País das Maravilhas"

Melhor figurino
"Alice no País das Maravilhas"

Melhor maquiagem
"O Lobisomem"

Melhor trilha musical
"A Rede Social"

Melhor canção original
"We Belong Together" ("Toy Story 3")

Melhor mixagem de som
"A Origem"

Melhor edição de som
"A Origem"

Melhores efeitos visuais
"A Origem"

Melhor documentário
"Trabalho Interno"

Melhor documentário de curta
"Strangers No More"

Melhor curta de animação
"The Lost Thing"

Melhor curta de ficção
"God of Love"






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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ponto de Vista – Brasileirão gera guerra entre as TVs e times de futebol



O futebol, um dos esportes mais lucrativos em termos de retorno publicitário, tem sido alvo disputa entre as principais emissoras de TV aberta do Brasil. Tudo começou quando o famoso Clube dos 13 (C13) – entidade que organiza a venda dos direitos de transmissão, abriu uma licitação para escolher a emissora que teria os direitos do Campeonato Brasileiro, mais conhecido como Brasileirão, de 2012 a 2014. Rapidamente, Globo, Record, Band e RedeTV! também manifestaram interesse pelo campeonato.

A Rede Globo, que exibe o torneio há anos com exclusividade, também apresentou a sua proposta. Alguns dizem que até o SBT esboçou interesse, mas logo desistiu devido o alto valor que estava em jogo. RedeTV! e Band, apesar de também estarem no meio do furacão, são as mais humildes na disputa e topam compartilhar a exibição, independente de quem ganhar a exclusividade. Além da Globo, ESPN, Oi e Telefônica mostraram interesse no cabo e no pay-per-view do Campeonato Brasileiro. Já os portais GloboEsporte.com, Terra, iG, Oi e UOL pleiteiam os direitos do Brasileirão para a internet.

Mas o que tem chamado a atenção dos clubes, dos críticos de TV e, principalmente, do público, é a agressividade da Record em se posicionar diante do campeonato. Colocou na mesa um valor muito mais alto do que o do mercado e ainda ofereceu espaço midiático para os clubes nos veículos que compõe a sua rede. Há quem diga que até um programa na Record News. Coisa que a Globo já oferece, mas em proporções não tão megalomaníaca.

Mesmo diante de uma proposta tentadora, o C13 se viu em um racha. Botafogo, Corinthians, Coritiba, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama abandonaram a entidade e disse que vão negociar os seus direitos de imagem diretamente com as emissoras de TV interessadas ou via Confederação Brasileira de Futebol (CBF). E a lista tende a aumentar: Santos, Palmeiras, Portuguesa e Cruzeiro devem abandonar o C13 em breve.

Segundo a reportagem de Eduardo Ohata e Martín Fernandez, publicada no jornal Folha de São Paulo, “a debandada se deu no mesmo dia em que o C13 preparou o edital que nortearia a negociação do próximo contrato de transmissão do Brasileiro, no triênio 2012-2014. O Campeonato Brasileiro deste ano não muda: será transmitido por Globo, Band e Sportv. Para o ano que vem, os dissidentes acenam com a criação de uma liga, sem os clubes do C13. A ideia tem a simpatia da CBF, que desde o ano passado é inimiga do Clube dos 13, mas ainda é embrionária”.

Mesmo sendo a favor da pluraridade da informação, o jornalista Juka Kfouri, em sua coluna na Folha de S. Paulo e na Rádio CBN, criticou o fato da Record usar o dinheiro "dos fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd)" para engrossar a oferta pelo Brasileirão e, desse modo, provocar um racha no Clube dos 13, fazendo que alguns times “não quererem saber de mudanças e preferirem ficar na Globo".

No meio desse fogo cruzado, o telespectador-torcedor sofre e fica refém do monopólio. Quantas vezes, a Globo não exibiu um jogo para uma determinada praça por conta de um horário mais cedo ou que o horário coincide com as partidas “mais importantes”? Alguns podem dizer que a TV Paga seria a solução, mas além de ter que pagar a assinatura para uma operadora é também exigido que o cliente compre o
pay-per-view de determinadas partidas. Ou seja, o público paga duas vezes por um serviço que em tese ele teria numa única tacada. É algo a se pensar...




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*Observação: Este artigo faz parte da minha participação na seção Ponto de Vista, do site do Cena Aberta, onde três jornalistas publicam um artigo mostrando pontos diferenciados sobre o mesmo assunto. Todo sábado você vai encontrar artigo escritos por Endrigo Annyston, Emanuelle Najjar e Wander Veroni.






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Wander Veroni
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Bem Estar – Estréia tem boa audiência e mostra a saúde de um jeito diferenciado



Por anos, a editoria saúde foi tratada nos principais veículos de comunicação brasileiros com uma carga bastante negativa. Em síntese, era isso: “cobrir” saúde era falar das doenças das temporadas, dos hábitos ruins, da falta de hospitais ou de pessoas na fila de espera por atendimento médico, dos convênios que não atendem bem os clientes/pacientes, dos erros de diagnóstico que modificaram o rumo de um tratamento.

E isso está errado? Não. Mas, a cobertura jornalística de saúde não se resume apenas isso. Há alguns anos, várias entidades encabeçadas por uma nova filosofia do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Ministério da Saúde, resolveram dar uma nova abordagem à saúde: falar de tratamento, de qualidade de vida, de profilaxia, divulgar informações que possam ajudar o público a entender o porque de algumas doenças, além de promover campanhas de conscientização e mostrar que a saúde não é sinônimo de doença, mas sim de bem estar.

Atento a isso, a TV Globo lançou um novo programa nas manhãs de segunda a sexta-feira, o Bem Estar, que custou dois anos de pesquisa e desenvolvimento de formato à Central Globo de Jornalismo. Nos bastidores, comenta-se que o sonho é desenvolver o programa à nivel regional, como já acontece no Hoje em Dia, da Record, onde as principais praças ancoram uma parte do programa. Com 40 minutos de duração e exibido após ao Mais Você, o programa é apresentado por @marianaferrao e @fernandoroch, dois repórteres experientes e carismáticos que estão encarando o desafio de sair um pouco da rotina da reportagem factual da rua para comandar uma atração diária em estúdio.

O Bem Estar é uma revista eletrônica informativa sobre saúde e comportamento, mostrando para o público leigo o quanto hábitos saudáveis podem ajudar no enfrentamento de várias doenças, mas sem criar alarde do “disso não pode”. A ideia é dar oportunidade para que especialistas conversem com o telespectador sobre saúde, seja tirando dúvidas ou debatendo os mais variados temas, partindo do princípio de que bons hábitos podem trazer muito mais saúde para as pessoas. Entre o excelente time de consultores do programa, particularmente, senti falta de um bom médico psiquiatra que possa falar sobre saúde mental, desvio de personalidade, aceitação pessoal e auto-estima.

Como jornalista e telespectador, fico contente de ver uma emissora de TV aberta apostando em um novo produto jornalístico focado na cobertura da saúde, beleza e comportamento, sem ir pelo caminho mais fácil do sensacionalismo barato. Apesar da excelente idéia, a atração tem todo o perfil dos programas segmentados da TV Paga, como o GNT ou Viva, ou ainda das atrações por temporada, modelo do qual a TV Globo já vem fazendo uso há algum tempo.

Outra idéia interessante - além de estender o conteúdo do programa para a internet, foi colocar o Globo Notícia dentro do Bem Estar, o que abre ainda mais espaço para as notícias, fisgando o público carente de conteúdo jornalístico de qualidade. Há quem diga que dentro da emissora carioca o alerta vermelho da produção do Mais Você, de Ana Maria Braga, já está ligado. Com a audiência em queda e, às vezes amargando o terceiro lugar no Ibope, a estréia do Bem Estar pode ser um sinal de que a Globo já está fazendo um teste para uma possível mudança na grade matutina. Só o tempo dirá...

Mas, voltando ao assunto, a estréia do @g1bemestar tocou em dois assuntos interessantes: bons hábitos que interferem no tempo de vida e a necessidade de fazer uso de alimentos coloridos no seu cardápio diário. De acordo com dados prévios do Ibope na Grande São Paulo, o programa registrou 9 pontos de média e pico de 10, contra 6 do SBT e da Record, obtendo 29% de participação de share. Abaixo, confira a vinheta de abertura e o programa de estréia na íntegra:









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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Café Musical – CD e DVD Multishow Ao Vivo Ivete Sangalo no Madison Square Garden



Brasilidade, carisma e muita, mas muita alegria, além de uma energia contagiante no palco. É isso que o público poderá esperar do novo CD e DVD da cantora baiana Ivete Sangalo, gravado no Madison Square Garden, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Gravado em 04 de setembro de 2010, o novo trabalho de @ivetesangalo chegou ao mercado dia 07 de dezembro já com 300 mil cópias vendidas e ao final de 2010 alcançou o número de 500 mil, apenas no Brasil e Portugal. O lançamento na América Latina e Estados Unidos será apenas em março deste ano.

Produzido pela Caco de Telha Entretenimento em parceria com a Metropolitan Talent Presentes e com selo Universal, Caco Music e Multishow, o CD e DVD Multishow Ao Vivo – Ivete Sangalo no Madison Square possui músicas inéditas, releituras de grandes sucessos que marcaram a carreira de Ivete ao longo dos mais de 15 anos nos palcos e performances musicais vibrantes de grandes sucessos que embalam o carnaval, além de uma nítida preocupação com o figurino e cenário que deram um charme todo especial ao show gravado no DVD. Veja abaixo um trailer deste novo trabalho de Ivete:



Para quem não conhece, o Madison Square Garden (MSG) é um importante ginásio norte-americano, com quatro arenas esportivas e capacidade para mais de 20 mil pessoas. Inaugurado em 12 de fevereiro de 1879, o local tradicionalmente recebe jogos de hóquei no gelo e basquetebol. O MSG já recebeu shows internacionais como Cyndi Lauper, Mariah Carey, Madonna, Christina Aguilera, RBD, Beyoncé, Lady Gaga, U2, Bob Marley, Britney Spears, Michael Jackson, entre outros, além do cantor brasileiro Roberto Carlos.

Neste novo trabalho, @ivetesangalo recebeu convidados especiais como Juanes, Seu Jorge, Diego Torres, Dave Mathews e Nely Furtado, que trouxeram ao projeto à preocupação de também abraçar o público latino que fala espanhol. As músicas “Ahora Ya Se” e “Darte” tem tudo para ser um dos hits principais deste CD e DVD na América Latina, pela simplicidade da melodia e o embalo das interpretações que foram muito bem conduzidas. Outro destaque é a participação de Seu Jorge, na canção “Pensando em nós Dois”, além da música “Brasileiro”, que abre o DVD, fazendo uma verdadeira homenagem à brasilidade que a cantora representa.

Mesmo sendo um CD e DVD que, seguramente, vai fazer um enorme sucesso no Brasil, Portugal, Angola, Espanha, e os demais países onde será lançado, o projeto ainda é muito regionalizado. Isso é ruim? Depende do ponto de vista. Não há dúvidas que @ivetesangalo foi corajosa ao mostrar o Brasil para mundo por meio da música, mas mesmo assim o CD e DVD Multishow Ao Vivo Ivete Sangalo no Madison Square, dificilmente vai ser encarado pela mídia estrangeira como um projeto de uma carreira internacional. Uma prova disso é a crítica que o jornal The New York Times e a agência de notícias Associated Press (AP) fizeram na época do show.

Segundo o jornal norte-americano, “a artista não possui performances de uma cantora internacional, como Madonna, Beyoncé e Shakira, por causa das limitações da língua portuguesa e o ritmo puxado para o axé, que só brasileiros conseguem acompanhar”. Já a Associated Press, por outro lado, enfatizou "que a apresentação serviu apenas para a gravação de um DVD e de um especial televisivo" e contestou as informações de que Ivete conseguiu lotar o Madison Square Garden, apesar do público composto, em maioria, por brasileiros.

Mesmo com a severidade das críticas, creio que @ivetesangalo ainda pode surpreender com este trabalho atual e, quem sabe, em um futuro não tão distante, arriscar o lançamento de trabalhos integralmente em inglês e em espanhol para arrebanhar de uma vez por toda o público internacional, pois Ivete mostra uma versatilidade única entre as cantoras brasileiras de transitar nos mais variados tipos de som, sem deixar de lado o axé music que a consagrou. Arrasa aí, Ivete! Acelara aêêê...ligeiro, ligeiro, ligeirooo!!! :D

Abaixo, confira um #momentotiete quando, no domingo (20/02), a cantora baiana respondeu um tuíte meu e a repercussão que isso deu no Twitter:




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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Ponto de Vista - Ronaldo Fenômeno tira o time do campo e entra para a história





Uma lenda viva do esporte brasileiro. Goste ou não, ele é um nome que deixa um legado de superação, vitórias, polêmicas, títulos e uma legião de fãs espelhados pelo planeta. Esse é um breve resumo da carreira de Ronaldo Luís Nazário de Lima, 34 anos, mais conhecido como Ronaldo Fenômeno ou, simplesmente, Ronaldinho, que anunciou esta semana a aposentadoria como atleta profissional. É a pauta da semana e o assunto em vários programas de televisão e nos noticiários. O cara é o Cara!

"Estou encerrando hoje minha carreira como jogador profissional. Esse carreira foi linda, maravilhosa, emocionante, com derrotas e vitórias. Fiz muitos amigos, não lembro de ter feito nenhum inimigo. (...) Há quatro anos, no Milan, eu descobri que sofria de um distúrbio que se chama hipotiroidismo. Isso desacelera meu metabolismo e que para ser controlado é preciso tomar hormônios não permitidos no futebol, seria um doping. Muitos devem estar arrependidos de terem feito tantas chacotas do meu peso. Só queria explicar isso no último dia da minha carreira, não guardo mágoa", disse o Ronaldo em entrevista coletiva exibida ao vivo na televisão e repercutida em vários veículos de comunicação pelo mundo.

Eu também não guardo mágoa, confesso. Aliás, nem o público, nem a mídia. Ronaldo enalteceu os atletas gordinhos por um bom tempo. Foi um marco! Ele é notícia, vende jornal, traz audiência. Não há como não ligar a imagem de Ronaldinho à polêmica. Recentemente, assumiu um filho fora do casamento e foi fotografado fumando; já se envolveu com travestis e prostitutas; foi acusado por um médico de tomar anabolizantes no inicio da carreira; ainda é um mistério aquele fatídico jogo contra a França onde ele passou mal e o Brasil perdeu; se envolveu em namoros tumultuados com modelos e um casamento glamoroso, porém relâmpago num castelo da França. É uma vida que daria um livro, preferencialmente uma biografia oficial e uma não autoriza para aumentar ainda mais o interesse do público. O Fenômeno é marketing puro! A melhor junção entre talento, mídia e apelo popular.

No meu primeiro tuite como ex-jogador, quero agradecer a todos vcs que me seguem e tb a todo mundo q mandou mensagem de apoioless than a minute ago via Echofon





Mais do que um atleta, o Fenômeno é uma marca ambulante. A volta dele aos gramados brasileiros foi uma prova viva disso: Ronaldo possui patrocinadores pessoais, trouxe outros ao Corinthians, além de uma visibilidade internacional para o clube que possui uma das torcidas mais fanáticas do Brasil. Não é a toa que os noticiários esportivos supostamente nacionais exibem 90% do seu conteúdo sobre o time paulista. Sim, antes de ser jogador, Ronaldo é uma marca. Nem mesmo os escândalos pessoais ao longo da carreira dele fizerem com que os fãs deixassem de segui-lo, os patrocinadores de apoiá-lo e a imprensa de noticiá-lo. Uma relação de amor e ódio regada a mais paixão do que ódio, essa que é a verdade.

O anuncio da aposentadoria de Ronaldo é uma prova de que ele está ciente do quanto ele é mais marca do que atleta. Não estou falando que Ronaldo não é um bom jogador de futebol, nem que nunca amou o esporte. Pelo contrário: na entrevista coletiva era visível no rosto dele o amor que ele sente pelos gramados. Ronaldo tem carisma e sabe usar esse dom a ser favor. Mas o Fenômeno foi vencido por ele mesmo. Sai do campo para entrar para a história. E que história....





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Wander Veroni
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Cine Café – Curta Eu Não Quero Voltar Sozinho



A adolescência é um período de descobertas. É, justamente, nessa fase que começamos a lidar com os nossos próprios sentimentos e a buscar o nosso papel no mundo à nossa volta. Baseado nessa premissa, o cineasta Daniel Ribeiro lançou em julho do ano passado o seu segundo curta-metragem: “Eu Não Quero Voltar Sozinho”. No elenco, os jovens atores Ghilherme Lobo, Tess Amorim, Fabio Audi dão um show de interpretação e sensibilidade ao mostrar os conflitos de um sentimento tão natural à idade, mas que ainda é visto como tabu.



O filme conta a história de Leonardo (Ghilherme Lobo), deficiente visual que como todo adolescente quer se adaptar ao mundo e descobrir o amor. Amigo inseparável de Giovana (Tess Amorim), a vida de Leo se transforma quando Gabriel (Fabio Audi) passa a estudar na mesma sala que o casal de amigos. Da amizade nasce a paixão entre os dois estudantes. Leo terá então que lidar com os sentimentos que sente por Gabriel e, ao mesmo tempo, contornar o ciúme da amiga Giovana. Confira abaixo uma entrevista com os atores:




O curta com duração de 17 minutos estreou em julho de 2010 no Festival Paulínia de Cinema, em São Paulo, onde recebeu três prêmios de melhor filme: Júri Oficial, Júri Popular e Crítica. Este ano o filme foi exibido durante a 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais, e foi ovacionado por todos que assistiram o curta durante o festival pela simplicidade da história e a maneira leve que o diretor conduziu toda a temática.



Para quem não conhece, o cineasta Daniel Ribeiro ficou conhecido nos festivais de curta-metragem ao lançar o curta “Café com Leite”, em 2007, que foi premiado com o Urso de Cristal no Festival de Berlim, em 2008, e que aborda a temática homossexual por meio de um conflito familiar.


Segundo informações do Jornal O Globo, Daniel (que dirigiu e escreveu o curta), pretende transformar "Eu Não Quero Voltar Sozinho" em longa-metragem. “O roteiro já está pronto, só falta alguém para financiar o projeto. Não tem mistério. A estrutura será parecida, só vamos estender a história”, explica. Assista abaixo o curta:











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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ponto de Vista – Vídeo Show se perdeu com tantas mudanças





Um programa que já foi referência por cobrir os bastidores da televisão, dos programas, shows e eventos com foco jornalístico, de forma bastante descontraída e que hoje se perdeu pela quantidade de apresentadores e perda da identidade editorial. Estamos falando do Vídeo Show, um programa que começou em março de 1983, de forma semanal e, atualmente, apesar de ser diário, se perdeu com tantas mudanças que valorizaram apenas a parte estética, se esquecendo do conteúdo.

Atualmente, o Vídeo Show é apresentado por Geovanna Tominaga, André Marques, Ana Furtado e Bruno de Lucca. O programa é uma tentativa de revista eletrônica, misturando entretenimento, novidades sobre o universo cultural, homenagens e perfis, mas sempre de forma superficial e rasa. Desde que Miguel Falabella deixou o comando da atração para se dedicar à carreira de ator e roteirista, o Vídeo Show não é mais o mesmo. Nessa atual fase, o programa apresenta um conteúdo fraco, não fala mais dos bastidores das atrações atuais e se limita a dar notícias de famosos e mostrar o arquivo de atrações produzidas pela emissora carioca, seja ele material jornalístico ou de entretenimento.

Além disso, a fala dos apresentadores, já é um sinal do quanto o roteiro da atração vespertina está ruim. Tentando mostrar um diálogo informal para chamar as matérias ou quadros, eles “pagam um verdadeiro mico” e subestimam a inteligência do público. O fato é que desde que o diretor Boninho assumiu a direção geral do Vídeo Show o programa passou por uma transformação que nada se lembra a fase áurea que dava maior ênfase aos bastidores da Globo, mas de forma informativa e alto astral.


Das muitas mudanças que Boninho trouxe a nova temporada do Vídeo Show, o único destaque positivo é Geovanna Tominaga, conhecida do grande público por ter trabalhado como assistente de palco de Angélica na época dos programas infantis e ter apresentado por anos a TV Globinho. Geovanna começou no Vídeo Show como repórter e logo se somou à trupe de apresentadores, por ser a única mostrar segurança, clareza, simpatia e presença de vídeo.

Mesmo tendo passado por uma saia justa horrorosa ao entrevistar Suzana Vieira em 2009, Geovanna deu a volta por cima com classe e entre os telespectadores do Vídeo Show há uma torcida para que ela assuma sozinha o comando da atração, pois não há necessidade um programa relativamente curto ter mais de dois apresentadores. Há tempos, o alerta vermelho já está ligado! Quando será que a Globo vai se dar conta disso?




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Wander Veroni
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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Reportagem especial – A revolução no Egito e a força das redes sociais



Um dia histórico para o mundo e, principalmente, para o Egito, país localizado no norte do continente africano. Depois de uma série de protestos que se intensificaram desde 25 de janeiro, o presidente egípcio Mohammed Hosni Mubarak renunciou ao cargo na tarde desta sexta-feira (11/02), após um governo ditadorial de quase 30 anos que era contestado por manifestações populares em todo o país. Clique aqui para entender o caso.

O anúncio foi feito pelo vice-presidente do país, Omar Suleiman, transmitido pela TV pública do Egito. "O presidente Mohammed Hosni Mubarak decidiu deixar o cargo de presidente da república e encarregou o Alto Conselho Militar de cuidar das questões de Estado", disse Suleiman. Após a declaração, os manifestantes reunidos na Praça Tahrir – espécie de símbolo para as manifestações por liberdade, comemoraram com bastante entusiasmo. Confira mais detalhes no vídeo abaixo:



Até o fechamento desta edição, ainda não se sabe, ao certo, como será a transição política egípcia para a democracia. No entanto, o que se tem de informação concreta por meio das autoridades do Egito é que Hosni Mubarak e a família deixaram o Cairo em direção ao resort de Charm el-Cheikh, no Mar Vermelho, a 250 quilômetros do Cairo, na manhã de sexta-feira (11/02).

Em Brasília, a Embaixada do Egito no Brasil informou que não prestará esclarecimentos sobre a renúncia de Mubarak, nem sobre como será o funcionamento do governo provisório. De acordo com a assessoria da representação diplomática, se houver algum tipo de manifestação, ela será feita por meio de comunicado enviado aos veículos de imprensa por e-mail.

Conectados

As manifestações que ganharam força na internet por meio do Twitter, SMS e Facebook, só conquistou adesão maciça da população após Hosni Mubarak proibir a internet no Egito. As manifestações começaram em 25 de janeiro, inspirados pela queda do presidente da Tunísia, e ganharam bastante adesão local e mundial graças às redes sociais, que culminou a queda do ditador. Ao todo, os protestos deixaram mais de 300 mortos e cinco mil feridos.

dA Revolução Jasmin floresce a primeira pétala, #EgitoLivre. O diálogo democrático deverá levar um presidente civil ao poderPovo.less than a minute ago via webArthur__Macedo



Em entrevista ao Jornal O Globo, o vice-coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da FGV/RJ, Carlos Affonso, que atua como pesquisador em mídias sociais, afirma que o Facebook e Twitter tiveram um papel fundamental no movimento que pôs abaixo uma ditadura de trinta anos. "As redes sociais desempenharam papel importantíssimo nos eventos que ocorreram no Egito, mas esse papel é mais complexo. Acredito que o episódio fundamental foi quando o governo de Mubarak tirou a internet do ar no país. Isso, em vez de desarticular os manifestantes, os insuflou ainda mais", explica o pesquisador que citou o termo "Revolução 2.0", onde as redes sociais foram um intrumento de mobilização de pessoas e informação.

Já o jornalista e produtor cultural Luiz Caversan, em artigo publicado pela Folha.Com, acredita que o exemplo do Egito é emblemático, pois conseguiu mobilizar o povo pelas redes sociais e, ao mesmo tempo, os militares que não exterminaram os manifestantes e ainda conseguiu mobilizar todo o planeta pela causa democrática. "A rapidez com que o inconformismo se organizou e tornou efetiva sua ação nas ruas deve-se basicamente à internet e suas redes sociais. Nunca a idéia de que informação é poder se materializou de maneira tão contundente e expressiva como agora, deixando o Estado e todos os seus aparatos de controle dos canais convencionais de comunicação à mercê da vontade coletiva, que se mobilizou, organizou, resistiu e venceu, portando como arma um celular ou um computador e usando como munição SMS, Twitter, Facebook. Trata-se de um acontecimento histórico, um marco", analisa.





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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Projeto Caminhar em Belo Horizonte





Para uma vida saudável a receita é simples: basta aliar alimentação saudável, com a prática de atividades físicas. Esse é o ponto de partida do Projeto Caminhar, que estimula o belo-horizontino a adotar exercícios simples e eficientes, como a caminhada. Em 2010, cerca de nove mil pessoas participaram, nos quatro fins de semana de atividades completamente gratuitas. De acordo com os organizadores, são esperadas 10 mil pessoas em quatro fins de semana.

Criado há nove anos, o Projeto Caminhar acontece sempre nos meses de janeiro e fevereiro na capital mineira. Com o intuito de oferecer orientações sobre o preparo correto para a atividade física, a programação começa na Praça da Liberdade, cartão-postal da capital mineira, nos dia 29 e 30 de janeiro, e tem continuidade em mais três espaços públicos da cidade: no Parque JK, nos dias 05 e 06 de fevereiro; na Praça Floriano Peixoto, nos dias 12 e 13 de fevereiro e, por último, no Marco Zero da Lagoa da Pampulha, nos dias 19 e 20 de fevereiro.

Nos locais selecionados, uma estrutura é especialmente montada para atender aos praticantes de caminhada, das 8h às 12h. Neste ano, profissionais especializados avaliarão a pressão arterial e o peso dos visitantes, ensinarão práticas simples de alongamentos, além de promover atividades lúdicas e a distribuição de materiais informativos. Minipalestras também serão ministradas ao público, com linguagem didática e duração máxima de meia-hora.

A caminhada é sugerida por ser uma atividade simples, que não exige equipamentos caros e pode ser praticada por qualquer pessoa. Caminhar, como outras atividades físicas, desperta sensação de bem-estar, o que auxilia no combate à ansiedade e à depressão e melhora a autoestima. A capacidade de relaxar e a qualidade do sono também melhoram. Além de ajudar o coração e os pulmões a funcionarem de forma eficiente, a caminhada ajuda a manter o peso saudável, os ossos fortes e os músculos em forma. Confira algumas dicas para a prática da caminhada e da corrida:

• Alongue-se antes e depois dos exercícios físicos, para evitar dores musculares e lesões futuras.

• Faça uma refeição leve antes de iniciar a atividade física, dando preferência para frutas e carboidratos. Evite praticar exercícios físicos em jejum e após a ingestão de alimentos gordurosos;

• Durante a caminhada ou corrida, hidrate-se, preferencialmente com soluções isotônicas, em intervalos regulares. Evite a ingestão de grandes volumes de água de uma só vez - isto poderá lhe trazer mal-estar;

• Abandone o hábito de fumar. O uso do cigarro limita a atividade física;

• Use calçado adequado e confortável e roupas leves e folgadas para caminhada;

• Evite os horários mais quentes e use protetor solar, com fator de proteção igual ou superior a 20, pelo menos 30 minutos antes da exposição solar, mesmo com tempo nublado;

• O ideal é um tempo de 30 a 60 minutos de caminhada no mínimo quatro dias por semana. Também funciona se você fizer 15 a 30 minutos duas vezes no mesmo dia.

• As informações corretas para iniciar a atividade física, tais como a duração, a intensidade e a atividade ideal para você devem ser perguntadas ao seu médico.



Colaborou: Harley Pinto / Foto: Gilberto Canaan.





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