domingo, 30 de maio de 2010

Ponto de Vista - Record muda Gugu com medo da concorrência



Lembro que quando o Gugu mudou do SBT para a Record foi aquele alvoroço. Muito se falou, naquela época, que o Bispo tinha comprado “seis por meia dúzia” – o que, até o momento, realmente, aconteceu. O “Domingo Legal”, no SBT, sob o comando de Gugu, já sofria de uma terrível crise de criatividade que foi exportada para o “Programa do Gugu” – atração que ele já comanda há alguns meses na emissora da Barra Funda.

Falou-se muito na mídia, em 2009, que o Gugu estava insatisfeito no SBT e que queria novos desafios. Pois bem, neste domingo (30/05), ele terá o maior deles: conseguir emplacar o programa em um novo horário, às 16h, batendo de frente com o futebol e pegando o embalo da Ana Hickman, que não tem feito feio, desde que substitui a Eliana no “Tudo é Possível”. Perde o público que consagrou o “Domingo Espetacular” em horário vespertino e que agora terá que assistir a revista eletrônica às 20h. Mais uma vez vemos a Record mudando tudo de horário, para variar...rs

Sinceramente, não sei se o Gugu à tarde foi a melhor solução. Antes fosse apenas o horário...mas o que a Record não quer admitir que Gugu ainda não mostrou a que veio: salário milionário, verba de produção de dar inveja a qualquer um e um programa sem nenhum tempero. Assim fica difícil, hein! O apresentador que já ficou famosos por bater de frente com o Faustão aos domingos, se acomodou. Qual é a novidade que o Gugu trouxe à Record? Nenhuma. Praticamente, continuou fazendo os mesmos quadros assistencialistas e mal editados que fazia no SBT.

Não é à toa que a audiência das noites de domingo da Record despencou. Se não houver um investimento em uma produção mais criativa, novos quadros e um programa que surpreenda o telespectador, não vai ser uma mudança de horário que irá salvá-lo da geladeira ou do limbo. O telespectador não é trouxa: se não agradar, é só mudar de canal, acessar a internet, jogar vídeo-game, ver um DVD ou passear com os amigos e/ou familiares. Opção é que não falta!

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*Observação: Este artigo faz parte da minha participação do projeto Ponto de Vista, do site do Cena Aberta, onde três jornalistas publicam um artigo mostrando pontos diferenciados sobre o mesmo assunto. Todo sábado você vai encontrar, no blog do Cena Aberta
, uma concha de retalhos dos principais pontos de cada artigo escritos por Endrigo Annyston, Emanuelle Najjar e Wander Veroni. E, no site, o texto individual de cada autor.





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Wander Veroni
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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Ponto de Vista – O telespectador quer ser surpreendidos nas telenovelas

Se tem uma coisa que o brasileiro gosta de discutir são as telenovelas. Essas atrações, por décadas, servem para levantar debates importantes na nossa sociedade. E, querendo ou não, é a obra que fala abertamente da cultura brasileira nas suas mais variadas formas. Vira e mexe, vemos um assunto de uma telenovela virar pauta nos noticiários – ou, até mesmo, o assunto mais comentado no Twitter.

E por falar em redes sociais, o telespectador de telenovelas encontrou nestes espaços um local onde se é possível debater, criticar e até mesmo trocar impressões sobre o andamento de uma determinada trama. Não por acaso, na semana passada, tivemos duas estréias bastante comentadas.

A primeira, na TV Globo, foi “Passione”, a nova novela das nove. Cansado da trama arrastada e pouco movimentada de “Viver a Vida”, o público apostou todas as suas fichas na novela de Silvio de Abreu e se decepcionou. E o resultado foi a audiência em queda da novela essa semana, o que tem preocupado os executivos da Vênus Platinada.

“Passione” estreou com um elenco de primeira, mas com uma história de quinta. Cheio de velhos clichês e apostando no dramalhão, a trama não emplacou. Não houve surpresa, nem novidade. O casal de vilões vividos por Mariana Ximenes e Reynaldo Gianecchini, lembra de longe a mesma dupla mal caráter de Márcio Garcia e Cláudia Abreu em “Celebridade”.

O público das nove quer ritmo, ação e, principalmente, ser surpreendido a cada capítulo. “Passione” nem parece uma trama escrita por Silvio de Abreu – autor que criou a grande vilã Bia falcão, em “Belíssima”. A novela ainda não mostrou a que veio, mas ainda dá tempo de consertar as arestas...vamos esperar!

Já a segunda estreia ocorreu na Rede Record, por volta das 22h20, com a novela “Ribeirão do Tempo”. Marcílio Moraes resgatou o realismo fantástico das tramas globais no início da década de 1990 e mostrou uma história com ritmo, ação e aventura. Tem tudo para ser um dos sucessos da nova safra de teledramaturgia produzida na emissora das Bispos, porém a falta de respeito com os horários ainda continua sendo o ponto forte da Record.

Com a estreia de “Ribeirão”, os capítulos finais de “Bela, a feia” e o reality show “Aprendiz Universitário” foram jogados para o início da madrugada. O que a Record acredita ser estratégico, os telespectadores veem como desrespeito (e desespero). Com isso, o horário nobre da Record é cada vez mais incerto.

Fica a impressão de que para a Record, pouco importa se o telespectador esteja acostumado ver um programa no horário X e, de uma hora para outra, passe para Y. São esses pequenos detalhes nada estratégicos que afastam o público que não consegue enxergar tradição no canal. Pelo menos, a título de compensação, o R7 – assim como a Globo Vídeos, na Globo.Com, tem colocado algumas atrações na íntegra na internet, o que é uma alternativa para que o telespectador consiga acompanhar os seus programas prediletos.

Mas, voltando ao assunto, o telespectador de novelas hoje quer ser surpreendido com histórias envolventes e que tenham identidade, principalmente. Hoje, por exemplo, das três novelas da TV Globo em horário nobre, a que possui a trama mais caprichada e bem feita é, justamente, a novela das seis, “Escrito nas Estrelas”. A emoção, o diálogo bem feito e o contexto espírita tem sido a tônica dessa novela que foi uma grata surpresa e, pelo menos na minha opinião, até o momento, a melhor telenovela de 2010.


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*Observação: Este artigo faz parte da minha participação na seção Ponto de Vista, do site do Cena Aberta, onde três jornalistas publicam um artigo mostrando pontos diferenciados sobre o mesmo assunto. Todo sábado você vai encontrar
artigo escritos por Endrigo Annyston, Emanuelle Najjar e Wander Veroni.





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Wander Veroni
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domingo, 23 de maio de 2010

Folha faz reforma editorial, gráfica e une impresso à web


Sou leitor da Folha de S. Paulo e da Folha Online. A partir de hoje, na internet, o nome agora é Folha.Com. A Folha é paulista, mas cobre bem o Brasil. Na falta de jornais nacionais, ela cumpre bem esse papel. Gosto do texto da Folha e da apuração dos profissionais. É um dos jornais que mais possuem colunistas no país e o espaço onde o jornalismo impresso mais se permitiu inovar nos últimos anos. De todos os portais noticiosos, talvez seja o que está mais ligado na importância de passar informação bem apurada, e não fracionada.

A inovação da Folha está também na web. Bom, sei que não sou tão velho assim, mas quando a Folha Online foi criada a ideia era reproduzir, praticamente, o conteúdo do impresso para a internet. Depois, não só a Folha, mas outros veículos também viram que isso não poderia ser possível. O web jornalismo tem outra “pegada”.

A agilidade da internet faz com que o leitor queira informação em tempo real. Daí, a Folha mais uma vez deu um passo a frente: criou uma redação só para o online, onde se tentava promover um diálogo com o impresso. Apesar da “boa intenção”, esse racha descaracterizou o jornal nos últimos quatro anos. A Folha perdeu identidade – ou ganhou outra, na visão dos mais céticos.

Neste domingo (23/05), a Folha foi mais além: apresentou um novo projeto gráfico e nova identidade editorial, tanto na web, quanto no impresso. E, o mais importante: uniu a redação novamente. Agora todos são produtores de conteúdo, independente se é para o papel ou para a tela do computador. A proposta da nova Folha é fazer um jornal mais sintético, analítico e interpretativo. Veja o documentário abaixo que conta os bastidores dessa reformulação:



Particularmente, achei confuso a nova página inicial da Folha.Com. O layout antigo era mais prático. A nova home peca pelo excesso de informação. O leitor se confunde com tantas manchetes e não sabe qual é a "notícia principal". Alguns cadernos e suplementos mudaram de nome e outros foram criados. As novidades não ficaram apenas na parte estética, mas também na editorial. Entretanto, como toda mudança ainda estamos em fase de adaptação - tanto quem produz, quanto quem lê. Temos que dar tempo ao tempo.

Se bem da verdade, por ser leitor da Folha posso afirmar – salvo as devidas proporções, que o jornal não é mais o mesmo. Se tornou mais popular, principalmente para competir e se manter vivo. Claro, a qualidade de algumas editorias caiu bruscamente. Outras, melhoraram. E isso afastou os leitores que migraram para outros portais de notícias e para os blogs.


Mas a Folha, não é boba. Aliás, nem o magnata Rupert Murdoch é. Todos sabem que o leitor mudou e o jornalismo, principalmente, está em fase adaptativa de novos formatos e linguagens. O jornalista não é mais o dono da narrativa, da informação, do recorte da realidade transcrito em forma noticiosa. Aliás, nunca foi. Quem é o dono do jornal sempre foi o público. E ele é hoje tão ou mais importante no decorrer da produção de conteúdo.

Pense bem: quando o jornalista sugere uma pauta, procura um personagem e entrevista um especialista, com quem ele lida? Com o público. E o que ele faz depois de estar com o público? Organiza aquilo que o próprio público disse como conteúdo informativo para o leitor/internauta/telespectador/ouvinte. Ou seja, lidamos com o público do início ao fim.

O jornalista é um organizador de conteúdo. Um catalizador. Alguém que propõe formas de como apresentar aquilo que aconteceu de mais importante no país e no mundo para o leitor. Tarefa difícil. Sim, muito. É preciso muita atenção e pensamento rápido.

O jornalismo nunca vai acabar. Enquanto houver sociedade, haverá conflito de ideias: portanto, sempre vai haver notícias (e jornalistas). Vai chegar a um ponto de não existir mais a tão falada mídia tradicional e as novas mídias. Tudo será uma coisa só. O leitor está na internet. Caminho natural de todos é estarem na web: pensamento convergente, sempre!





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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Ponto de Vista – A importância do novo jornalismo na TV



No senso comum, as pessoas têm uma visão muito glamurosa do jornalismo. Talvez, seja pela visibilidade que a profissão oferece para alguns profissionais. Eu disse, ALGUNS. Alguns mesmos. Do outro lado da bancada, existe um trabalho de produção árduo e que, geralmente, paga muito mal e não é tão valorizado quanto quem coloca a cara na frente das câmeras e/ou a voz no microfone.

O trabalho de produção é uma porta de entrada para muitos profissionais se lançarem no mercado – e uma escola importante, sem sombra de dúvidas. Produzir, apurar, redigir e editar exige um esforço criativo gigantesco e uma luta contra o tempo para encontrar boas histórias.


Na contramão do glamour, um programa que começou como quadro no Fantástico ganhou o seu espaço semanal no horário nobre do Plim-Plim, o Profissão Repórter. Nele, o veterano Caco Barcellos comanda um grupo de jornalistas iniciantes para a produção de programas especiais, a partir do olhar diferenciado de uma pauta central.

Nem precisa dizer que o programa é obrigatório para estudantes e profissionais da área. Elogiar o Profissão Repórter é tão rotineiro que não é nem “puxação de saco”: virou constatação. Já para o público, ele é tão ou mais importante, por ser um meio que mostra ao telespectador os bastidores da notícia, a ética e a criatividade que o repórter precisa ter para trazer à notícia a novidade e a informação bem apurada.

No lugar do glamour, entra o trabalho. Coisa que precisa ser reforçada no Jornalismo. Em um momento que se discute – infelizmente, a exigência do diploma (ou não) do jornalismo, o Profissão é uma prova viva que o jornalismo não é só técnica, mas também conhecimento científico e prática.


Outra grata surpresa das produções que estrearam nesta nova temporada da TV aberta foi o A Liga, da Band. Apesar do programa trabalhar com a linguagem de documentário – e não ser considerado, do ponto de vista técnico, como jornalístico, a atração disseca a informação e coloca os apresentadores para viverem a pauta de forma muito viceral, ao lado dos personagens.

O A Liga ainda mal começou a primeira temporada, mas já podemos ver que a Band acertou a mão ao comprar o formato e ao colocá-lo, de forma inteligente, no horário que antecede o Profissão Repórter, na Globo. Para quem gosta desse gás do novo do jornalismo, a noite de terça-feira – pelo menos na TV aberta, é uma “salvação” que se transformou em palco consolidado para a informação. Viva o novo jornalismo na TV!

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*Observação: Este artigo faz parte da minha participação do projeto Ponto de Vista, do site do Cena Aberta, onde três jornalistas publicam um artigo mostrando pontos diferenciados sobre o mesmo assunto. Todo sábado você vai encontrar, no blog do Cena Aberta
, uma concha de retalhos dos principais pontos de cada artigo escritos por Endrigo Annyston, Emanuelle Najjar e Wander Veroni. E, no site, o texto individual de cada autor.




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terça-feira, 18 de maio de 2010

Café com Notícias participa de material didático em São Paulo



Os blogs e redes sociais já fazem parte da vida de milhares de pessoas em todo o planeta. Ciente dessa nova proposta de comunicação, a Fundação Padre Anchieta (TV Cultura), em São Paulo, por meio da jornalista e pesquisadora Elisa Rojas, convidou o Café com Notícias para fazer parte do material didático dos alunos da 8ª série do ensino fundamental da rede pública paulista.

Na publicação, em particular, o Café com Notícias aparece em uma das seções do livro como um exemplo de blog jornalístico e de produção de conteúdo informativo independente, que não se prende a uma determinada visão editorial, propondo discussões em cima de um fato jornalístico.

Elisa me pediu autorização para publicar a imagem do Café com Notícias no material didático, em março deste ano. Ela, que trabalha como Pesquisadora Iconográfica do Núcleo de Educação, na elaboração de livros didáticos de reforço escolar para os alunos do ciclo I e II do Ensino Fundamental, me solicitou o uso de direitos autorais e licença de uso da imagem no Caderno de Português do 8º ano. De imediato, aceitei. Principalmente, pelo fato de saber que o Café está contribuindo para a educação de várias crianças – o que muito me entusiasma.

Essa semana, quase dois meses depois, a Fundação Padre Anchieta, me enviou, via Correio, dois exemplares do material didático para guardar no meu portifólio. Desde já, agradeço a Elisa Rojas, em nome de toda equipe da Fundação, pela escolha do Café com Notícias para participar deste projeto. Este reconhecimento, para mim, foi um verdadeiro presente!!!



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Wander Veroni
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sábado, 15 de maio de 2010

Bienal do Livro de Minas 2010 promove cultura, diversão e literatura




Uma opção de lazer para quem gosta de debate, cultura e muita, mas muita literatura. Entre os dias 14 e 23 de maio, Belo Horizonte será palco da Bienal do Livro de Minas 2010, localizada no Expominas, no bairro Gameleira. O evento é uma realização da Fagga Eventos em parceria com a Câmara Mineira do Livro. De fácil acesso, seja por metrô, carro ou ônibus, o público poderá conferir na Bienal, durante dez dias, 86 sessões culturais, entre debates, apresentações teatrais e contação de histórias, além da presença de mais de 90 autores e diversas editoras do país.

Para esta segunda edição do evento, a Bienal conta com a expansão de 50% na área ocupada no Expominas e uma expectativa de crescimento de público superior à 250 mil pessoas. Ainda, há algumas novidades bastante interessantes, como a criação da Goleada Literária, espaço voltado para a discussão da literatura esportiva, e da Arena Poética, na qual o visitante poderá ter o prazer de ouvir poetas contemporâneos lendo seus próprios poemas.

A expansão dos já tradicionais Café Literário e Arena Jovem, voltados para discussões literárias e contemporâneas, são espaços consolidados que chamam a atenção, principalmente, do público jovem que gosta de trocar ideia sobre os mais variados temas.

Segundo Andréia Repsold, vice-presidente da Fagga, a Bienal pretende proporcionar ao visitante uma programação para toda a família. “Queremos, com a criação de espaços tão diversos, contribuir para que as pessoas passem o maior tempo possível no evento e que tenham o conforto e contato com o autor. Existem várias programações culturais, além de uma enorme variedade de expositores. É uma opção de lazer para todas as idades”, diz. Confira abaixo a reportagem sobre o primeiro dia da Bienal:




Criançada

De olho no leitor de amanhã, a Bienal propôs vários eventos culturais, principalmente para o público infanto-juvenil. Para a edição 2010, há a participação de um maior número de autores nos espaços Café Literário e na Arena Jovem, além do crescimento das vagas destinadas à Visitação Escolar, que deve receber 42 mil alunos.

Segundo Tatiana Zaccaro, gerente geral da Bienal, um dos grandes destaques fica por conta das atividades infantis, promovidas pelo Circo das Letras, área destinada especialmente ao público infanto-juvenil. “O evento oferece uma série de atividades educativas e culturais voltadas especificamente para as crianças e jovens. Uma viagem ao mundo dos livros irá fazer da visita um programa inesquecível, com apresentações que irão estimular o prazer da leitura e a imaginação”, explica. Clique aqui e veja a programação completa.


Miniaturas

Imagine só: um livro que é menor que a unha do dedo mindinho ou do tamanho da palma da mão de uma criança? Como ler uma publicação tão pequenina? A resposta está na curiosidade que o artefanato assume e que, na maior parte das vezes, serve como uma lembrança ou presente. O gerente Elias Llacsahuanga, que representa a editora peruana Os menores Livros do Mundo aqui no Brasil, conta que a ideia surgiu na década de 1970 e logo ganhou o mundo.

Graças a uma mania do empresário Alberto Briceño de escrever anotações e pensamentos em espaços minúsculos, o passatempo se tornou um empreendimento de sucesso internacional. “Briceño tinha a mania de escrever anotações bem pequeninas para facilitar o manuseio, principalmente como método para que os filhos aprendessem a lição. A ideia foi ganhando bastante aceitação do público e, desde então, ele publica livros pequenos sobre os mais variados assuntos. A maior parte dos livros são os que já estão em domínio público”, explica.



BIENAL DE LIVRO DE MINAS 2010 - SERVIÇO

Data: 14 a 23 de maio de 2010
Horário: 14 de maio (sexta-feira): das 12 às 22h / Demais dias de semana: das 9h às 22h / Fins de semana: das 10h às 22h. Local do Evento: Expominas - Avenida Amazonas, 6.030 - Bairro Gameleira - Belo Horizonte, MG.


Ingressos
Dias úteis (segunda a sexta)
Entrada inteira – R$ 8,00
Meia-entrada – R$ 4,00
Final de semana (sábado e domingo)
Entrada inteira – R$ 10,00
Meia-entrada – R$ 5,00






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Wander Veroni
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terça-feira, 11 de maio de 2010

Café Literário - Livro conta a história do rádio mineiro

Co-autores reunidos no evento de lançamento do livro sobre a história do rádio em Minas Gerais.


Uma obra que reúne a história do rádio em Minas Gerais contada por profissionais que fazem (ou fizeram) parte desse importante veículo de comunicação. Este é o objetivo do livro “O Rádio entre as montanhas, histórias, teorias e afetos da radiofonia mineira”, organizado pela jornalista, professora-doutora e pesquisadora de rádio, Nair Prata, lançado nesta segunda-feira (10/05), no salão nobre da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

No evento, marcaram presença jornalistas, universitários, comunicadores, professores, políticos e interessados em rádio que prestigiaram o lançamento da obra que conta com artigos de 13 pesquisadores e profissionais de rádio. Os co-autores são: Ângela Moura, Eduardo Costa, Elias Santos, Graziella Mello Viana, Kátia Fraga, Marcelo Dolabala, Maria Cláudia Santos, Nair Prata, Sônia Pessoa, Valdir de Castro Oliveira, Vanessa Paiva, Waldiane Fialho e Wanir Campelo.

A jornalista e pesquisadora Nair Prata autografando o livro durante o evento.



O livro é um passeio histórico e cultural que nos ajuda a entender a relevância que o rádio tem na vida dos mineiros, além de mostrar o retrato de uma época e as particularidades da produção radiofônica em Minas. A pesquisa documental proposta neste livro é rara e muito bem conduzida, se tornando obrigatória para profissionais, pesquisadores ou para quem quer entender um pouco mais da história e dos bastidores de vários veículos que se tornaram referência para muitos formatos jornalísticos utilizados até hoje. Vale a pena conferir!!!

Veja as fotos do lançamento do livro “O Rádio entre as montanhas, histórias, teorias e afetos da radiofonia mineira”:

Capa do livro "O Rádio entre as montanhas, histórias, teorias e afetos da radiofonia mineira".

A jornalista e co-autora Wanir Campelo e eu. Uma das primeiras pessoas a acreditarem
no meu potencial como jornalista. Amiga e grande incetivadora!


A jornalista e co-autora Ângela Moura e eu. Minha amada orientadora na
época da graduação em Jornalismo e eterna amiga.

As co-autoras do livro Waldiane Fialho, Sônia Pessoa e eu. Elas foram
as minhas professoras na pós-graduação em Rádio e TV, no Uni-BH. Sônia, além de amiga querida,
é leitora assídua deste espaço e grande incetivadora deste meu trabalho.

A amiga e jornalista Maria Tereza Andrade e eu prestigiando o evento.

Eu e e a estudante de Jornalismo Priscila que é leitora do Café com Notícias.

Eu e o assessor parlamentar José Augusto Bicalho. Trabalhamos juntos na ALMG.

Eu e o jornalista Eduardo Costa, da Rádio Itatiaia, apresentador do programa "Chamada Geral". Ele foi meu professor durante a pós-graduação em Rádio e TV pelo Uni-BH.


Clique aqui para ver mais fotos do evento.



Promoção


O Café com Notícias vai dar de presente aos leitores dois exemplares do livro “O Rádio entre as montanhas, histórias, teorias e afetos da radiofonia mineira” com total exclusividade – uma vez que o livro foi distribuído gratuitamente no lançamento da ALMG.

Vão ser dois leitores contemplados – cada um com um livro, respectivamente. Se você não foi ao evento, essa é uma boa oportunidade! Afinal, esse livro é uma referência bibliográfica importante e única para jornalistas, universitários, pesquisadores e amantes do radiojornalismo. Participe!!!


Para participar da promoção você deve fazer o seguinte:

1. Publique no Twitter a seguinte frase:

O @cafecnoticias vai te dar um livro sobre a história do rádio mineiro. Quer ganhar? Então, participe: http://migre.me/E0sy


2. Assine a newsletter do blog localizada no link do final deste post ou na coluna lateral.


3. Na folha de comentários deste post, escreva: nome completo, idade, profissão, email, endereço no twitter (exemplo: @seunome) e cidade/estado onde mora;

4. Caso não queira expor esses dados publicamente, faça o seu comentário normalmente e envie os dados solicitados acima para o email: wander.veroni@gmail.com . O não envio dos dados do participante ocasiona em eliminação automática da promoção.

5. IMPORTANTE: na folha de comentários, no final deste post, responda a pergunta: o que o rádio representa para você?

6. Os dois autores da melhor resposta levam um livro, cada um, respectivamente.

7. Não é sorteio! O critério será a sua criatividade e originalidade no comentário, além de escrever de acordo com a norma culta da língua portuguesa.

8. O resultado da promoção será divulgado na folha de comentário deste post, na próxima quarta-feira (18/05). Boa sorte!




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Wander Veroni
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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Fernando Fernandes - Superação em um mundo sobre rodas



Sou viciado em notícia. Mania de jornalista. Leio de tudo. E o que não leio na íntegra, leio o lead [parágrafo inicial da matéria]. É uma procura intensa e um olhar atento à novas abordagens que ainda não foram exploradas. Creio que muita gente faz isso. Não é exclusividade da imprensa.

Mas nós, principalmente, que lidamos diariamente com a informação, entramos na internet, na maior parte das vezes, com esse intuito: propor discussão a partir de um assunto ou novidade. É assim que nascem a maior parte dos posts publicados aqui no Café com Notícias e, imagino, que aconteça o mesmo em outros veículos.

Domingo (09/05) à noite, ao entrar no Portal Globo.Com, entre as manchetes daquele momento, uma me chamou atenção: Fernando Fernandes é campeão sulamericano de Paracanoagem. Mas, quem é Fernando Fernandes? É aquele ex-BBB que ficou paraplégico em 2009. Calma, pessoal: sou fã do Big Brother Brasil
, porém esse post não é para falar sobre o reality, mas sim da história de superação de Fernando.

Não o conheço pessoalmente, nem sou fã dele. Gosto de histórias. E a dele me chamou atenção em meio a tantas outras – tão ou mais importantes quanto essa, que renderiam um post e, quem sabe, uma matéria.

Curioso, fui pesquisar sobre Fernando Fernandes no Google: vi que o rapaz, antes do acidente, trabalhava como modelo internacional, namorou algumas famosas e participava da Seleção Brasileira de Futebol de Artistas – que disputou um campeonato mundial, do qual nem fazia ideia que existia.

Daí, fiquei imaginando: se para qualquer pessoa [não-famosa] já é complicado passar por uma barra dessa – que querendo ou não, você tem que aprender a lidar com um mundo totalmente novo; imagina para quem trabalha com o corpo, com a vaidade e, principalmente, com a imagem? Sei que o que aconteceu com Fernando, acontece com várias pessoas ao redor do mundo. Ele não é o único, nem será o primeiro.

Mas, a história dele, querendo ou não, é de superação, assim como o da personagem Luciana, na novela Viver a Vida. Apurando alguns fatos na internet, vi que Fernando praticava esportes antes do acidente e era baladeiro. Teve alguns escândalos pessoais que lhe renderam a fama de bad boy.

Depois do acidente, Fernando mudou. Ou melhor, teve que mudar para poder seguir em frente. Ele descobriu no esporte uma janela quando o jogo da vida lhe fechou uma porta. Retomou a carreira como modelo, deu várias entrevistas sobre a importância do cadeirante ter uma vida "normal", do portador de necessidades especiais se descobrir sexualmente e da nova vida profissional como atleta e modelo cadeirante.

Lembrei, logo de cara, da matéria super bacana que a minha comadre e jornalista Letícia Castro reportou lá no Babel Ponto Com, de forma muito cativante, sobre o trabalho espetacular que a fotógrafa Kika de Castro faz com modelos portadores de necessidades especiais. Outro post sensacional sobre este assunto foi a entrevista que um o amigo e jornalista Endrigo Annyston fez com o também jornalista Piero Vergílio para o blog Coisas da Vida que me permitiu ter uma visão ainda mais ampla sobre o tema.

Confesso que não assisti o Big Brother Brasil em que Fernando Fernandes participou. Mas, como bom jornalista, gosto de histórias. E no mundo onde sempre as tragédias rendem manchete, em detrimento das notícias boas, a saga de Fernando Fernandes para superar as adversidades, merece ser destacada. Quem sabe, em 2011, o Boninho se anima e leva o ex-BBB para o programa novamente? Com certeza, seria uma baita repercussão, assim como foi esse ano com o lutador Marcelo Dourado.

A notícia em questão fala que Fernando Fernandes foi campeão sulamericano de paracanoagem, em uma disputa realizada em La Plata, na Argentina. Os paratletas são um exemplo de que não devemos nos acomodar e lutar para vencer qualquer tipo de limitação. Antes de se consagrar campeão, Fernando deu uma entrevista ao Globo Esporte falando sobre o sonho de se tornar um atleta paraolímpico. Assista o vídeo abaixo:



E como a novela das oito está em reta final – e tem uma personagem muito próxima dessa realidade mostrada neste post; creio que vale a pena o incentivo, pois há várias Lucianas e Fernandos por aí, que lutam, que sonham e que mostram para o mundo que é possível ser feliz numa cadeira de rodas. O negócio é viver a vida, como diria Manoel Carlos...rs. Vamos lutar pela nossa felicidade!





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Wander Veroni
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sábado, 8 de maio de 2010

Café com Notícias estreia coluna na Revista PQN



O Café com Notícias está chique no último! É que o blog estreou uma coluna na Revista PQN, na edição nº 15, no mês de abril. A blog-coluna chama-se Pão de Queijo com Café e tem a mesma proposta da seção Café Rapidinhas – já conhecida pelos leitores deste espaço, com notas curtas sob o título de várias opções de café. Desde já, agradeço ao Robhson Abreu, editor e idealizador da PQN, pelo convite e por acreditar no meu potencial: muito obrigado!

Para quem não conhece, a Revista PQN é uma publicação que existe há seis anos em Belo Horizonte (MG), derivada de uma newsletter lida e comentada por comunicadores de várias partes do Brasil. A revista é voltada para profissionais de comunicação e possui um time excelente de colunistas e colaboradores, da qual sinto muito orgulho de fazer parte.

Nesta edição, a Revista PQN trouxe uma entrevista exclusiva com a jornalista mineira e ex-BBB10 Ana Angélica - mais conhecida como Morango, onde ela declara ter tirado "férias do jornalismo", além de revelar que ganhava muito pouco como jornalista para apresentar e editar um programa de esportes diário na afiliada da Rede Record, no Triângulo Mineiro.

Outro destaque da publicação é uma matéria sobre a importância das redes sociais para o planejamento de comunicação e outra sobre a nova carteira profissional de jornalismo da FENAJ que, além de muito cara, reúne uma série de discussões entre os profissionais. Para a minha coluna de estreia me apresentei aos leitores da PQN e, em cada opção de café, dei algumas dicas de blogs e leituras sobre comunicação e jornalismo. Veja abaixo a reprodução da coluna:

Para comprar a Revista PQN, envie um email para pqn@pqn.com.br e a publicação pode chegar em sua casa com total conforto e comodidade para toda parte do Brasil via Correios. Se preferir, compre o seu exemplar em alguns postos de vendas. Fique atento aos locais:

-> Belo Horizonte:

- Pró-Terra Internet
Avenida Augusto de Lima, Edifício Araguaia, de frente do Edifício Maleta. BH/MG.

- Café Book: ao lado do jornal Hoje em Dia, Rua Padre Rolim, quase com Av.Brasil, em BH/MG.

- Livraria Manuscritos: Rua Gonçalves Dias, Centro, no Belas Artes Liberdade. BH/MG.

- Redação da Revista PQN: Rua da Bahia, 1345, sala 909. Esquina com Rua Timbiras. BH/MG.

-> Governador Valadares:

- Leste de Minas, na Leitura Megastore no Shopping do Vale, em Ipatinga; e no Shopping GV, em Governador Valadares.

-> São Paulo:

- Banca do Bruno, no Metrô Consolação, em São Paulo.

- Banca Gazeta, em frente ao prédio da Gazeta, onde funciona a Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo.

- FNAC, na avenida Paulista, em São Paulo.

-> Rio de Janeiro:

- Av. Ataulfo de Paiva, 1292, Loja C. Leblon – Rio de Janeiro – RJ.
Tel: (21) 2244-0031 / 2511-5085 – Fax: (21)2259-4861
leblon@letraseexpressoes.com.br

- Nova Barra Jornais e Revistas
Av. das Américas, 200 – Loja 31, Barra da Tijuca. Rio de Janeiro.
Tel: (21) 2439.1702





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Wander Veroni
Jornalista

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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Ponto de Vista: Incertezas na grade da TV aberta





No post da semana passada falamos sobre os 45 anos da Rede Globo. A emissora carioca é conhecida pelo público por ter horários fixos na sua grade de programação tradicional, como por exemplo as atrações do horário nobre. Mesmo que não se acompanhe nenhuma novela do “Plim-Plim”, você sabe que depois do Jornal Nacional passa a novela principal da “Vênus Platinada” há algumas décadas. TV é hábito. E não adianta fugir disso, porque o telespectador precisa se identificar – como já diziam Walter Clark e Boni quando implantaram o Padrão Globo de Qualidade, na década de 197o.

Não por acaso, é muito comum as pessoas se programarem – por mais incrível que pareça, a partir de um programa de TV. Tenho uma amiga que só sai de casa depois que a novela das oito acaba. E não adianta falar ou argumentar que ela se programa totalmente por causa da novela. Mas, porque eu voltei a falar da Globo?

É para, justamente, fazer essa comparação: nas outras emissoras é quase impossível assistir ou acompanhar um programa em um determinado horário. Quem não se lembra da grade voadora do SBT há uns tempos atrás? Depois de perceber o tamanho do erro, finalmente, hoje a emissora de Silvio Santos tenta, aos prantos e barrancos, manter uma grade estável.

E mesmo com toda essa experiência negativa no SBT – e o exemplo de sucesso da programação tradicional da Globo, as outras emissoras de TV ainda não aprenderam o básico: criar hábito no telespectador. Por favor, não me interprete errado: não estou falando que a programação da Globo é a melhor, mas sim o fato dela ser tradicional, e do público saber que pode seguir um programa em um determinado horário e que ela não vai passar o
Pica-Pau de uma hora para outra, só para dar mais audiência.

Nessa semana, vimos várias emissoras se orgulharem na mídia ao falar que mais uma vez vão mudar tudo de horário. O telespectador que se vire para assistir a novela infanto-juvenil que passava no horário nobre e que agora passa a ser exibida de manhã, ou do programa que era para passar às 23 horas e só começa por volta da meia-noite.

Não. Sinceramente, cansei. Simplesmente paro de assistir uma emissora quando ela muda um programa de horário ou acha mais fácil todo mundo colocar seriado às 21 horas só porque está dando audiência para B e C. Me poupe! Esse ano, por exemplo, parei de assistir “O Aprendiz” na TV aberta, e vejo o episódio anterior na íntegra pela internet. Desse modo, não passo raiva pela falta de tradição de horários da grade da emissora em que ele é veiculado.

A TV aberta está em crise. Todos os sucessos de audiência dessa década foram de formatos importados dos gringos. Aonde está a criatividade da TV aberta brasileira? Os nossos produtores não são capazes de criar novos formatos ou atrações? Será que a medição de audiência emburreceu a TV ao invés de incetivá-la a brigar por melhores posições na preferência do telespectador? A resposta está nas incertezas da grade da TV aberta e na falta de respeito ao telespectador. É aquela velha história: a pouca prática está fazendo escola...o que é uma pena.


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*Observação: Este artigo faz parte da minha participação do projeto Ponto de Vista, do site do Cena Aberta, onde três jornalistas publicam um artigo mostrando pontos diferenciados sobre o mesmo assunto. Todo sábado você vai encontrar, no blog do Cena Aberta, uma concha de retalhos dos principais pontos de cada artigo escritos por Endrigo Annyston, Emanuelle Najjar e Wander Veroni. E, no site, o texto individual de cada autor.





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Wander Veroni
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