Se tem uma coisa que o brasileiro gosta de discutir são as telenovelas. Essas atrações, por décadas, servem para levantar debates importantes na nossa sociedade. E, querendo ou não, é a obra que fala abertamente da cultura brasileira nas suas mais variadas formas. Vira e mexe, vemos um assunto de uma telenovela virar pauta nos noticiários – ou, até mesmo, o assunto mais comentado no Twitter.E por falar em redes sociais, o telespectador de telenovelas encontrou nestes espaços um local onde se é possível debater, criticar e até mesmo trocar impressões sobre o andamento de uma determinada trama. Não por acaso, na semana passada, tivemos duas estréias bastante comentadas.
A primeira, na TV Globo, foi “Passione”, a nova novela das nove. Cansado da trama arrastada e pouco movimentada de “Viver a Vida”, o público apostou todas as suas fichas na novela de Silvio de Abreu e se decepcionou. E o resultado foi a audiência em queda da novela essa semana, o que tem preocupado os executivos da Vênus Platinada.
“Passione” estreou com um elenco de primeira, mas com uma história de quinta. Cheio de velhos clichês e apostando no dramalhão, a trama não emplacou. Não houve surpresa, nem novidade. O casal de vilões vividos por Mariana Ximenes e Reynaldo Gianecchini, lembra de longe a mesma dupla mal caráter de Márcio Garcia e Cláudia Abreu em “Celebridade”.
“Passione” estreou com um elenco de primeira, mas com uma história de quinta. Cheio de velhos clichês e apostando no dramalhão, a trama não emplacou. Não houve surpresa, nem novidade. O casal de vilões vividos por Mariana Ximenes e Reynaldo Gianecchini, lembra de longe a mesma dupla mal caráter de Márcio Garcia e Cláudia Abreu em “Celebridade”. O público das nove quer ritmo, ação e, principalmente, ser surpreendido a cada capítulo. “Passione” nem parece uma trama escrita por Silvio de Abreu – autor que criou a grande vilã Bia falcão, em “Belíssima”. A novela ainda não mostrou a que veio, mas ainda dá tempo de consertar as arestas...vamos esperar!
Já a segunda estreia ocorreu na Rede Record, por volta das 22h20, com a novela “Ribeirão do Tempo”. Marcílio Moraes resgatou o realismo fantástico das tramas globais no início da década de 1990 e mostrou uma história com ritmo, ação e aventura. Tem tudo para ser um dos sucessos da nova safra de teledramaturgia produzida na emissora das Bispos, porém a falta de respeito com os horários ainda continua sendo o ponto forte da Record.
Com a estreia de “Ribeirão”, os capítulos finais de “Bela, a feia” e o reality show “Aprendiz Universitário” foram jogados para o início da madrugada. O que a Record acredita ser estratégico, os telespectadores veem como desrespeito (e desespero). Com isso, o horário nobre da Record é cada vez mais incerto.
Fica a impressão de que para a Record, pouco importa se o telespectador esteja acostumado ver um programa no horário X e, de uma hora para outra, passe para Y. São esses pequenos detalhes nada estratégicos que afastam o público que não consegue enxergar tradição no canal. Pelo menos, a título de compensação, o R7 – assim como a Globo Vídeos, na Globo.Com, tem colocado algumas atrações na íntegra na internet, o que é uma alternativa para que o telespectador consiga acompanhar os seus programas prediletos.
Mas, voltando ao assunto, o telespectador de novelas hoje quer ser surpreendido com histórias envolventes e que tenham identidade, principalmente. Hoje, por exemplo, das três novelas da TV Globo em horário nobre, a que possui a trama mais caprichada e bem feita é, justamente, a novela das seis, “Escrito nas Estrelas”. A emoção, o diálogo bem feito e o contexto espírita tem sido a tônica dessa novela que foi uma grata surpresa e, pelo menos na minha opinião, até o momento, a melhor telenovela de 2010.
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*Observação: Este artigo faz parte da minha participação na seção Ponto de Vista, do site do Cena Aberta, onde três jornalistas publicam um artigo mostrando pontos diferenciados sobre o mesmo assunto. Todo sábado você vai encontrar artigo escritos por Endrigo Annyston, Emanuelle Najjar e Wander Veroni.
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Wander Veroni
Jornalista
Já a segunda estreia ocorreu na Rede Record, por volta das 22h20, com a novela “Ribeirão do Tempo”. Marcílio Moraes resgatou o realismo fantástico das tramas globais no início da década de 1990 e mostrou uma história com ritmo, ação e aventura. Tem tudo para ser um dos sucessos da nova safra de teledramaturgia produzida na emissora das Bispos, porém a falta de respeito com os horários ainda continua sendo o ponto forte da Record.
Com a estreia de “Ribeirão”, os capítulos finais de “Bela, a feia” e o reality show “Aprendiz Universitário” foram jogados para o início da madrugada. O que a Record acredita ser estratégico, os telespectadores veem como desrespeito (e desespero). Com isso, o horário nobre da Record é cada vez mais incerto.
Fica a impressão de que para a Record, pouco importa se o telespectador esteja acostumado ver um programa no horário X e, de uma hora para outra, passe para Y. São esses pequenos detalhes nada estratégicos que afastam o público que não consegue enxergar tradição no canal. Pelo menos, a título de compensação, o R7 – assim como a Globo Vídeos, na Globo.Com, tem colocado algumas atrações na íntegra na internet, o que é uma alternativa para que o telespectador consiga acompanhar os seus programas prediletos.Mas, voltando ao assunto, o telespectador de novelas hoje quer ser surpreendido com histórias envolventes e que tenham identidade, principalmente. Hoje, por exemplo, das três novelas da TV Globo em horário nobre, a que possui a trama mais caprichada e bem feita é, justamente, a novela das seis, “Escrito nas Estrelas”. A emoção, o diálogo bem feito e o contexto espírita tem sido a tônica dessa novela que foi uma grata surpresa e, pelo menos na minha opinião, até o momento, a melhor telenovela de 2010.
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*Observação: Este artigo faz parte da minha participação na seção Ponto de Vista, do site do Cena Aberta, onde três jornalistas publicam um artigo mostrando pontos diferenciados sobre o mesmo assunto. Todo sábado você vai encontrar artigo escritos por Endrigo Annyston, Emanuelle Najjar e Wander Veroni.Gostou do Café com Notícias? Então, siga-me no Twitter, participe da comunidade no Orkut ou assine a newsletter.
Wander Veroni
Jornalista











7 comentários:
Ola Amigo
O seu texto trata com muita sutileza um assunto realmente sério, gostei...e também concordo com a qualidade e tema da novela das seis.
Abaços
Ótima reflexão!
Depois do tempo da graduação,onde estudava à noite,acabei perdendo o encanto por telenovelas e acompanho somente estes comentários,que circulam em rede sociais.
Reformulei meu olhar por aqui.
Abs!
Wander, concordo com esse pensamento.
A novela Passione não emplacou, pelo menos para mim.
Não existe nada que nos chame atenção, sequer os problemas sociais surgiram para mexer com a mídia.
Bem, esperemos.
Outra coisa: estive em BH e procurei na Lista Telefônica teu nome e não consegui saber como te ver. Paciência ..fica para próxima.
Beijos, Maria Marçal - Porto Alegre - RS
Oi Maria!
Também não gostei de "Passione". Ainda a novela não mostrou a que veio. Bom, para entrar em contato comigo é muito simples: era só vc me deixar um comentário aqui no Café ou me enviar um email.
Fica para a próxima, então. Espero que tenha gostado de BH.
Beijos :)
Gostei da postagem,acho sim,repetição todo dia sem algo que nos motive fica cansativo,precisamos histórias originais,temas relevantes,para nos prender.
Wander,
Concordo com você. A melhor telenovela é a das seis. Não assisto a outra emissora e pelo que você falou, faço bem, já que o desrespeito com os horários afasta qualquer um.
Beijocas
As telenovelas realmente tem sido uma grande cópia uma da outra, sempre com o memso enredo, provavelmente o autor tem medo de inovar ¬¬
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