domingo, 29 de novembro de 2009

Homenagem póstuma à blogosfera e ao jornalismo


“As pessoas boas não morrem, ficam encantadas”.
Frase do autor Guimarães Rosa.



Hoje (29/11) pela manhã duas notícias me pegaram de surpresa via Twitter. A primeira, enviada por RT pela médica psiquiatra e blogueira
@julianaDB, autora do Dicas Blogger, que recebeu um tweet da jornalista @anamagal, sobre o falecimento do companheiro de blogosfera Cícero Monthiel
, há exatos três meses. Ele era autor do Blog do Monthiel.

De imediato, tomei um susto porque o
@Monthiel era um blogueiro muito participativo, comentava aqui no @cafecnoticias e em vários blogs. Ele acreditava numa blogosfera de qualidade e, aparentemente, estava investindo para se tornar um problogger. Confesso que não tinha um contato muito próximo a ele, mas a notícia me pegou de surpresa.... :(

Até o fechamento deste post, não consegui entrar em contato com a namorada dele, a
@lilica1102, para saber de mais detalhes. Bem que estranhei o sumiço dele na blogosfera....apesar de não ter tido a curiosidade de perguntar para amigos em comum o que se passava.

Mas, assim que souber de outros detalhes, venho aqui neste mesmo post e atualizo as informações, ok. De qualquer maneira, creio que a homenagem é válida, pois quem freqüenta o diHiTT há algum tempo já se deparou com os textos ou comentários do @Monthiel.


(Atualizado às 16h55 - 29/11/2009)
Perfil no Orkut do Monthiel e da namorada dele que contém o aviso de falecimento
Comunidade no Orkut póstuma em homenagem ao Monthiel
Slide de homenagem ao Monthiel feito pela namorada dele


(Atualizado às 09h - 30/11/2009)
Blog "Profissão: Jornalista" conta o que causou a morte do Monthiel.
Homenagens na blogosfera ao Monthiel:
Blog do The Best
Blog Gigabyte
[In] Commum Séries
Blog Studio




A segunda e última notícia foi enviada pelos amigos e jornalistas @rfccomunica e @richardmineiro, que repercutiram o falecimento do jornalista mineiro e repórter de cultura do Jornal Hoje em Dia, Alécio Cunha.

Duas notícias de morte em um só domingo de manhã :(
Muito triste isso....

Cheguei a conversar com Alécio algumas vezes, por ser fã do trabalho dele como jornalista e por temos alguns amigos em comum. Na época da faculdade, momento em que eu caminhava no aprendizado da profissão, o Alécio era a minha inspiração de reportagens culturais e abordagens provocativas – e confesso que é até hoje.
Clique aqui para ler a matéria sobre a morte de Alécio publicada no Hoje em Dia.

Nas convicções religiosas que acredito, a morte não é o fim, mas sim o início. Final de jornada e o cumprimento de uma missão. Às vezes, pela correria do dia-dia, acaba que nos esquecemos de perguntar para o outro como vão as coisas, o que se passa na vida dele, o que podemos fazer para ajudar ou simplesmente estender uma mão amiga (ou um ouvido) para desabafar. A vida passa muito rápido diante dos nossos olhos. Pessoas que admiramos ou que nutrimos simpatia se vão e passam por nós pela roda da vida...

Tudo bem que a morte é algo que todos vamos passar um dia. Apesar dos dois companheiros citados neste post póstumo não serem pessoas próximas à mim, acredito que a homenagem é válida pelo legado que ambos deixaram na humanidade. Ambos viveram e, dentro das suas qualidades e defeitos, fizeram a diferença. E isso já é um motivo para uma salva de palmas onde é que eles estejam!
0// 0// 0//

Procurando na internet por homenagens póstumas, achei no blog
A Flor da Terra,
da jornalista e blogueira Anna Jailma, um texto lindo, que reflete bem esse momento de despedida no qual quero compartilhar uma breve passagem:

"A fé é como uma bússola que direciona os navios incertos para o mar da serenidade. Neste momento de despedida, é a fé que nos fortalece, para a continuidade de nosso cotidiano, entregando a Deus os nossos passos e tendo a certeza da existência da vida eterna, na Casa do Pai."





Meus pêsames aos familiares e amigos. Vida que segue...




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Wander Veroni
Jornalista


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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Marcelo Tas faz palestra no Uni-BH


"Existe uma gigantesca oportunidade na frente de vocês sobre a internet e sociedade". Marcelo Tas, em palestra no Uni-BH.



A internet revolucionou o modo como o homem se relaciona com o mundo. Hoje, todos nós somos produtores de conteúdo. A internet que, até bem pouco tempo atrás era usada apenas para produzir, agora está também sendo usada para dar ouvidos às vozes da sociedade.

Foi com essas explicações que o jornalista, blogueiro e apresentador do programa CQC, da TV Band, @marcelotas comandou, na noite da última quarta-feira (25/11), em Belo Horizonte (MG), no @unibh, uma palestra sobre internet e redes sociais. Logo em seguida, Tas fez o lançamento do livro "Nunca antes na história deste País", em evento aberto ao público com direito à noite de autógrafos.

Com intuito de mobilizar o público para a palestra do @marcelotas, o @unibh criou o hot site Tas No Uni-BH que sorteava convites para a palestra e convidava os internautas a utilizarem a hashtag #tasnouni nas conversas postadas no Twitter para formar uma comunidade em torno dos interessados no evento.

Além disso, o hot site disponibilizou um aplicativo gratuito no qual o twiteiro poderia colocar na sua foto de avatar um ícone que o identificava como apoiador da visita do Tas ao Uni-BH. Em breve, o blog @pimentasdoreino irá publicar uma entrevista exclusiva com @marcelotas. Aguarde! Clique aqui para conhecer o blog.

O @cafecnoticias agradece o convite ofertado pela jornalista e Coordenadora do curso de Jornalismo do Uni-BH, Lorena Tárcia, para assistir a palestra "Redes sociais: virtudes e efeitos colaterais da nova comunicação digital", exclusiva para alunos da instituição. Muito obrigado!


A Palestra


Com auditório lotado de universitários e profissionais de Comunicação, @marcelotas começou a palestra falando da sua experiência com a internet e a forma como a mesma vem se adaptando a cada ano. Tas é formado em engenharia, chegou a cursar Comunicação Social na USP, mas não conclui o curso. Começou a usar a internet em 1988, em uma universidade norte-americana, quando fazia o curso de Cinema e TV.

Ele contou que logo ficou interessado em um departamento de “mídias interativas” que estava começando a ser formado na faculdade e pediu autorização da faculdade para fazer extensão nesse setor. Foi lá que ele usou a internet e teve a sua experiência com o e-mail. Assim que retornou ao Brasil, ficou frustrado pela internet ainda não ter chegado ao país.

Tas conta uma passagem muito engraçada de um amigo dele bancário ter o convidado para um almoço com o chefe dele para falar de internet. O tal chefe não o deu ouvido e acreditou que ele falava de uma coisa completamente absurda e que não teria nenhuma serventia para uma empresa.

Hoje, é quase impossível pensar numa empresa – quiçá um escritório, sem computador e internet. Essa breve história que o @marcelotas contou nos serve de alerta, pois estamos numa década de revolução do uso das redes sociais, onde muitos não querem admitir a sua importância para os meios de comunicação.


Quantas vezes já ouvimos alguém dizer que fulano de tal perde horas mexendo com internet e que não ganha nada a curto prazo? A palestra de Tas confirmou algo que sempre acreditei: as pessoas e, principalmente, os jornalistas ou comunicadores, precisam parar de ter "medo" de usar a internet e experimentar mais as suas possibilidades, sem deixar de lado o bom senso.

De acordo com @marcelotas estamos com uma oportunidade de ouro de participar dessa revolução midiática e fazer parte dela de forma mais ativa, e não só como espectadores. Podemos conversar com várias pessoas ao redor do mundo em tempo real e criar uma rede de contatos única. Qual geração teve isso? A nossa. Pessoas mobilizam umas as outras e criam comunidades de troca de conteúdo. E a tendência é evoluir cada vez mais...

E o melhor: não dependemos mais do outro para receber informação, pois ela está a um clique do que queremos. Temos espaço para falar, ouvir e ser ouvido. O Jornalismo está mais perto do público e o jornalista não depende mais de um veículo de comunicação para produzir conteúdo. Tas ainda alfinetou as escolas de proibirem o uso da Wikipédia, ao invés de incentivar os alunos a criarem verbetes de compartilhamento de conteúdo autoral ou científico.

Tas citou o Twitter como uma rede atual onde se é possível obter respostas a partir da interação entre usuários em tempo real. Além disso, ele provou que nem todos os usuários tem humildade para aceitar críticas no microblog.

"O Twitter vai matar o jornalismo covarde", disse o jornalista ao citar o exemplo da indústria das placas de Curitiba em São Paulo. Tas contou que postou uma foto em seu blog de um carro da prefeitura da capital paulista que tinha sido placado em Curitiba.

Em resposta, a prefeitura soltou um nota em que não se explicava com detalhes, mas que não concordava com as informações do Blog do Tas. Assim que Tas publicou a nota no blog, vários leitores enviaram fotos de outros automóveis municipais também placados em Curitiba. Essa passagem serviu para alertar que na internet é muito fácil desmascarar uma mentira e que o internauta mais atento sabe o que tem ou não credibilidade.

Outra coisa importante que @marcelotas trouxe para reflexão na palestra é a oportunidade que as empresas e os produtores de conteúdo têm com a internet, pois o internauta quando gosta ou odeia um determinado assunto é capaz de produzir uma consultoria gratuita e que isso pode ser importante para direcionar o sucesso de um produto ou serviço. É nesse sentido que ele aponta que a internet entrou na geração do ouvir.

Um exemplo prático citado por Tas é emissora de TV que sabe se avaliar a partir do que o internauta crítica. Ao ao invés de acreditar que esse depoímento voluntário é um instrumento de retalhação ou ofensa, ela pode se fortalecer com o público de forma mais aberta e democrática, ouvindo e aceitando sugestões, quando necessário.

Tas contou o caso de um empresário que depois de assistir a palestra dele resolveu não processar um internauta que criou uma comunidade no Orkut criticando os serviços prestados por sua lanchonete. Ao invés do processo, o empresário resolveu entrar na comunidade e ouvir as críticas dos clientes e, dessa forma, melhorar o serviço do seu empreendimento.

Para encerrar a palestra, no melhor estilo Paulo Coelho - como Tas brincou com o auditório, ele falou do PRESENTE. Ele aconselhou a todos a investirem mais no hoje, trocar idéias com os amigos, executar projetos e a observar o que o mercado pede no momento. Somente agindo no “agora” é possível ter um futuro glorioso e um passado sem lamentações.



-> Fotos: Wander Veroni, Marcelo Tas e Joca Cruz.





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Wander Veroni
Jornalista

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Seleção de fotos e passeio na cidade mineira de Três Marias




Como é bom passear e recarregar as energias, não é mesmo? Neste último fim de semana, minha família e eu fomos visitar os meus tios que possuem a Pousada Vila Real [contato: (38) 3563 3076 / (31) 99877752] na cidade mineira de Três Marias, local em que há presença onipotente do rio São Francisco e a represa de energia elétrica da CEMIG.

Foram dois dias ótimos com muito sol, passeios, pescaria e banho de rio. À você, leitor do Café com Notícias, gostaria de compartilhar um pouco dessa passeio inesquecível do qual recomendo a todo mundo que gosta de estar em contato com a natureza em um local calmo, hospitaleiro e de muita área verde.

Ao chegar de viagem, vejo como devemos trabalhar um pouco menos e começar a desfrutar um pouco mais das belezas naturais do nosso país. Não conheço todo o meu Estado, mas quero muito fazer isso um dia e - quem sabe, também todo o Brasil.

Hoje, ao voltar para rotina de trabalho normal, mesmo com um monte de matérias e pautas para entregar, percebo o quanto esses dois dias de passeio valeram à pena. Trabalho é excelente: não reclamo, até porque sou workaholic de carteirinha...rs. Mas passear não tem preço! Vale a pena cada dedo de prosa e paisagens lindas que ficam marcadas para sempre na nossa memória. Agora, faço o convite para você conhecer Três Marias e acompanhar as fotos desse passeio comigo:







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Jornalista

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Helena – personagem da novela Viver a Vida e a cultura da submissão



Polêmico, o autor Manoel Carlos inovou ao escalar atriz Taís Araújo para protagonizar uma Helena negra, modelo, famosa e rica que vive no mundo da moda, na novela Viver a Vida, da TV Globo.

Mas, a crítica à trama feita pela mídia especializada é pontual: a novela conseguiu a façanha de criar uma “barriga” nos primeiros dois meses de estréia, enrolando na apresentação dos personagens e, principalmente, da história. 

A Helena criada por Maneco não levanta a bandeira da cultura negra e, por isso, foi criticada por interpretar “uma branca”. Esse tipo de afirmação me dá "nó na garganta" e só reforça o preconceito velado que existe em nossa sociedade. 

Afinal, os negros vivem, estudam, trabalham, namoram e se relacionamento da mesma forma que um branco, índio, amarelo, etc. Todos são seres humanos que vivem em sociedade.


Veja também:




Inicialmente, circulou na mídia que a Helena seria médica. Mas, logo depois foi confirmado que ela seria uma modelo. Assim que a trama começou a personagem não agradou.

Não pelo fato de ser uma protagonista negra, mas sim por ela ser chata, certinha, dá lição de moral em todo mundo, não ter conflito e, aparentemente, viver um "mar de rosa" no relacionamento amoroso e na vida profissional. Um bom personagem precisa ter altivez e, principalmente, de um conflito próprio para resolver. Helena só se envolve no conflito dos outros.

Confesso que era fã de Manoel Carlos por ser um dos poucos autores que consegue escrever bem sobre os acontecimentos do cotidiano e que possui sensibilidade única na construção dos diálogos dos personagens. Estou com nojo da cena de humilhação que vi no capítulo de ontem (17/11) na novela e peguei birra! Pode ser que volte a assisti-la, quem sabe.




Assim como outros tantos telespectadores, esperava uma Helena forte, determinada e que venceu tabus e preconceitos por conseguir fama e sucesso profissional sendo negra. Não se trata de defender a bandeira da negritude e do racismo velado na sociedade, mas de interagir com os outros personagens da trama com personalidade.

Ser negro não é só uma questão de levantar a bandeira do racismo, mas de mostrar orgulho de uma etnia que ajudou a construir esse país (e porque não dizer o mundo) com a sua cultura, culinária, religião e música que influenciou toda a humanidade. Infelizmente, a raça negra vive a sombra da escravidão e a submissão de um povo que esteve à margem da sociedade durante séculos.

Aos poucos, o negro consegue se ver na mídia brasileira – o que já é uma grande vitória. Por exemplo, produtos cosméticos já são feitos para esse grupo (do qual me incluo) que também querem se sentir parte da sociedade. Não se trata de discriminação ou de presunção, mas o mundo é diverso e existem vários padrões de beleza.




No capítulo da última terça-feira (17/11) da novela Viver a Vida, exibida na TV Globo, foi marcada por uma profunda humilhação, submissão e desvalorização do negro, afetando diretamente o orgulho desta etnia. Boa parte dos veículos de comunicação noticiou esse capítulo como a "Tereza vinga o sofrimento da filha", passando justamente essa ideia de culpa - o que é rídiculo.

Durante uma determinada cena, a personagem Helena (Taís Araújo) pede perdão à Tereza (Lilian Cabral) por causa do acidente de Luciana (Aline Moraes). Apesar do contexto “emocional” que uma novela normalmente costuma explorar, Helena assumiu uma culpa que não era sua. Querendo ou não, acidentes acontecem. Não há como fugir disso: faz parte da vida.

Claro, é normal ter compaixão por uma pessoa que acabou de ficar tetraplégica, mesmo que ela seja mimada e arrogante, mas culpa: isso não. Quando alguém assume uma culpa é porque ele se responsabiliza por algo – e não foi isso que aconteceu.

Qual é a culpa de Helena? Ela sabotou o carro? Armou um plano para deixar a filha do marido acidentada? Helena colocou Luciana no ônibus de propósito sabendo que iria acontecer o acidente? Não. Fico me perguntando se o contexto fosse outro: se a vítima fosse a personagem de Taís Araujo, será que a Luciana teria tanto remorso?




É normal que os pais fiquem ao lado de um filho, ainda mais quando ele sofre um acidente. Mas o que está acontecendo com a Helena é vergonhoso e, no mínimo, humilhante. Humilhação não só à personagem, mas a etnia negra que se vê mais uma vez submissa na TV. 

Esse artigo não tem a presunção de discutir se houve ou não racismo em Viver a Vida. Não é isso. É apenas questionar essa submissão e sentimento de culpa que caiu sobre a personagem de Taís Araújo.  

Seria a hora ideal para o Maneco colocar uma Helena firme, dona de si e determinada, assim como as Helenas que foram interpretadas por Vera Ficher e e Christiane Torloni. A Helena virou a "Geni" de Viver a Vida, assim como a música de Chico Buarque. Todo mundo agora quer jogar uma pedra. Assim não dá!

Apesar do tom de humor, o Casseta e Planeta foi sábio ao parodiar a novela e retratar de forma bem humorada que a Helena não é culpada por tudo de ruim que acontece no mundo. Todos somos. Afinal, somos responsáveis por nossas escolhas.




Fotos: TV Globo / Divulgação.






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Jornalista

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sábado, 14 de novembro de 2009

Café Literário – William Bonner revela o modo de fazer do Jornal Nacional



"Qual o segredo do nosso sucesso? Não há segredo nenhum. (...) Existe, na verdade, duas palavras que são muito forte para mim: respeito e compromisso". William Bonner ao ser entrevistado pela jornalista Marília Gabriela, na GNT.


Há quatro décadas, a TV Globo colocou no ar de forma pioneira o primeiro telejornal transmitido ao vivo para várias cidades brasileiras, o Jornal Nacional (JN). A ideia consiste até hoje de mostrar aquilo de mais importante aconteceu no Brasil e no mundo de forma isenta, plural, clara e correta.

Objeto de estudo acadêmico por entusiastas e profissionais de telejornalismo – inclusive por este jornalista que lhe escreve, o Jornal Nacional completou 40 anos em 2009 e trouxe para as suas comemorações o lançamento do livro JN – Modo de Fazer, escrito pelo jornalista e editor-chefe do noticiário William Bonner, também conhecido como tio @realwbonner, no Twitter.



Com uma linguagem simples e muito bem humorada, o livro serve para mostrar para a sociedade os bastidores de um telejornal que está há décadas no ar, imprimindo linguagem própria e servindo de referência editorial e estética para o telejornalismo brasileiro. Para universitários de comunicação e jornalistas, o livro é uma verdadeira aula e leitura obrigatória.

Antes de mais nada, o JN – Modo de Fazer pede para que jogamos fora todos os nossos preconceitos e nos tornemos livres para um aprendizado de uma “cultura televisiva” distinta e que investe constantemente em qualidade.

Feito isso, o livro abrirá portas e o fará repensar o modo como você assimila a produção noticiosa feita em TV. Para os estudantes de jornalismo ou jornalistas, o livro ajudará a compreender de perto o furo, a importância de exercitar a criatividade, a organização e planejamento de coberturas especiais ou como fazer a produção de notícias de um dia atípico no qual se pede para o JN abrir mais espaço para um determinado assunto.




Como escolher os fatos mais importantes do Brasil e do mundo sem ser prepotente? E o pior: como organizar essa “seleção” de notícias em meia hora? Essas são algumas dúvidas que o livro discute com o leitor e, ao mesmo tempo, assume a superficialidade que todo telejornal nacional deva ter, pois não dá para tratar de modo aprofundado todo os assuntos.

Bonner deixa claro no livro que a meta do JN é repercutir temas da sociedade, propor o debate e sugerir que o público busque esse aprofundamento na mídia impressa ou na internet. 

Claro que numa cobertura atípica como o dia 11 de setembro, a morte do Papa João Paulo II ou o apagão, por exemplo, o público sabe que encontrará no JN uma prioridade para esse tipo de pauta, pois televisão é tradição, qualidade, respeito, informação e um compromisso firmado com o público há 40 anos. Não é à toa que o JN é o telejornal de maior audiência no Brasil.


Palestra








Na última quinta-feira (12/11), fui assistir a palestra de William Bonner sobre o livro JN – Modo de Fazer, no auditório da reitoria da UFMG. Com a presença de vários universitários, jornalistas e profissionais de outras áreas, Bonner apresentou a publicação, além de debater com a platéia temas relacionado ao jornalismo, TV e o futuro da comunicação de forma bem humorada e simpática.

O jornalista Marcus Pena, autor do blog Cotidianidade, também repercutiu a palestra de William Bonner, na UFMG. Clique aqui para conferir os detalhes. Assista abaixo a reportagem feita pela TV UFMG que também contém uma entrevista exclusiva de Bonner:



Promoção


Quem me segue no Twitter viu que postei há quase um mês atrás que comprei o livro JN – Modo de Fazer. Pois então, na palestra ganhei mais um livro que gostaria de presentear o leitor do Café com Notícias. Isso mesmo: vai ter sorteio de livro...hehehe \0/


Para concorrer, basta fazer o seguinte:


1. Deixe um comentário no final deste post. Coloque as suas impressões e argumente à vontade;
2. Neste mesmo comentário deixe seu NOME COMPLETO, IDADE, CIDADE/ESTADO onde mora e endereço de E-MAIL;
3. Atendendo a pedidos, quem não quiser expor estes dados via comentário, deve envia-lo por DM (direct mensagem no Twitter) ou e-mail (wander.veroni@gmail.com);

4. Siga-me no Twitter: @wanderveroni e @cafeconoticias;
5. Publique a seguinte frase no Twitter:
#CCN O @cafecnoticias está sorteando o livro “JN – Modo de Fazer”. Participe e acesse: http://migre.me/bAiI


A promoção vai de hoje até a meia-noite do dia 19/11. O sorteio será realizado no dia 20/11 e publicado na parte da manhã na folha de comentários deste post. Participe! Estou torcendo por você, ok.


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Resultado


(Atualizado, às 12h15, do dia 20/11) 

Saiu o resultado do sorteio do livro "JN - Modo de Fazer".  Peço desculpa aos leitores pelo atraso na publicação, pois tive um pequeno problema de conexão com a internet. 

Mas, antes de mais nada, publiquei o resultado em primeira no Twitter, nesta manhã,  e acredito que o resultado já não é mistério para mais ninguém...rs. 

O vencedor, ou melhor, a vencedora foi a estudante de jornalismo Elisandra Amâncio (@elis_amancio). Para evitar qualquer "disse-me-disse" em relação ao concurso, gravei o vídeo do sorteio e pedi para minha irmã, totalmente avessa ao mundo dos blogs, para escolher um papelzinho que corresponde aos leitores inscritos na promoção. 

Desde já, agradeço a todos que participaram e ajudaram a divulgá-la. Em breve, outras promoções no Café com Notícias. Confira abaixo o vídeo do sorteio:









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Jornalista

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Café Rapidinhas – Apagão, incêndio institucional da Uniban, universitários e Twitter




As informações mudam a todo instante. A cada segundo um novo fato pode virar notícia. Desse modo, haja café para aguentar tudo isso, não é mesmo? E por falar na bebida que dá nome a este blog, foi preparado vários tipos para a sua escolha. Entre, leia e fique à vontade, ok. Vá na cozinha e sirva-se entre os mais variados tipos de cafés e algumas notícias. Qual é o seu café preferido? O quadro Café Rapidinhas está de volta, acompanhe!


* * *




Café Urgente: (atualizado às 10h30, do dia 11/11) Por volta das 22h desta  última terça-feira (10/11), um "apagão" tomou conta de 12 Estados brasileiros - incluindo o Paraguai, e trouxe uma verdadeira dor de cabeça para muita gente. O blackout (lê-se  blecaute) prejudicou o trânsito nas principais avenidas das grandes cidades, trouxe pânico nas ruas, paralisou trens e metrô. 

Por obra "divina", o meu bairro foi um dos únicos de BH que não teve queda de energia. Só fiquei sabendo do "apagão" por causa do boletim na TV do Jornal da Globo, no final da noite. Em contra-partida, o provedor de banda larga que assino ficou fora do ar. A internet só voltou ao normal no início da manhã. E, por conta disso, só pude atualizar recentemente o Café com Notícias com esta nota. 

Mas o "apagão" rendeu outras "pautas", principalmente no meio televisivo. Nesta manhã (11/11), duas repórteres - uma da Record e outra Globo, brigaram ao vivo, por uma entrevista com o o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman. Clique aqui para saber de todos os detalhes. Assista o vídeo do ocorrido e tire as suas próprias conclusões:



Café Quente: Pauta em todos os noticiários, o Caso Uniban abre espaço para vários debates, principalmente sobre como anda a qualidade do ensino superior e como "apagar um incêndio institucional" de uma Organização dentro de uma assessoria de imprensa. A expulsão da aluna Geisy Arruda, 20 anos - hostilizada após usar um vestido curto, trouxe uma repercussão negativa internacional para a faculdade. 

Em nota oficial distribuída à imprensa no início da noite desta segunda-feira (09/11), a Uniban voltou atrás e resolveu não mais expulsá-la. O  comunicado diz o seguinte: "O reitor da Universidade Bandeirante - Uniban Brasil, de acordo com o artigo 17, inciso IX e XI, de seu Regimento Interno, revoga a decisão do Conselho Universitário (CONSU) proferida no último dia 06/11 sobre o episódio do dia 22 de outubro, em seu campus em São Bernardo do Campo. Com isso, o reitor dará melhor encaminhamento à decisão."

 



Café Frio: Depois do linchamento virtual nas redes sociais e uma série de protestos da opinião pública, o bom senso parece ter voltado a quem é o responsável pela comunicação institucional da Uniban - se é que existia, até então. A repercussão negativa internacional da instituição de ensino superior é um exemplo vivo do que um erro de comunicação pode provocar em uma Organização. Só quero ver como eles apagarão este incêndio! 

Café Xpress: E por falar em Uniban, o jornalista e blogueiro Fausto Salvadori (@botecosujo), 31 anos, sofreu uma ameaça pela internet na última semana, conforme foi noticiado pela Folha Online. Fausto, que foi um dos primeiros a repercutir a agressão de Geysi Arruda na faculdade, contou que não teme represálias jurídicas, pois ele apurou a história e consultou fontes verídicas. Confira na íntegra o post do blog Boteco Sujo.





Café Universitário: A aluna do 7º período de Jornalismo do Uni-BH, Júnia Brasil, participou - ao lado de outros estudantes oriundos das cinco principais instituições de ensino superior de Belo Horizonte (MG), de um projeto experimental do jornal O Tempo On line. Eles criaram um blog exclusivo para cobrir um festival de música eletrônica, que aconteceu nos dias 05, 06 e 07 de novembro. 

O blog da Junia é o F5. A idéia consiste em que cada participante crie e veicule conteúdo original a partir de novas mídias. Ao final da cobertura, o autor do blog mais acessado e com maior número de votos, terá a chance de fazer um estágio remunerado no jornal no próximo semestre. O Café com Notícias parabeniza a iniciativa do O Tempo e deseja sorte a todos os participantes! 

Café Universitário 2: A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) promoverá no dia 26 de novembro, o 3º Congresso de Comunicação Empresarial, no Rio de Janeiro. O evento será realizado no Hotel Guanabara Palace. Para tal, a Aberje criou um concurso bastante interessante para a promoção do evento. As estudantes de Publicidade e Propaganda da Faculdade Estácio de Sá, campus Madureira, Joelma Valverde e Caroline Chaves, são finalistas do Concurso de Mídias Sociais da Aberje. O papel delas é cuidar de toda divulgação do Congresso em quatro mídias sociais: Orkut, Twitter, Facebook e blog. Sucesso aí, meninas!





Café no Twitter: O Twitter já virou febre aqui no Brasil. Clique aqui para saber como funciona esta rede social. E sabendo desse sucesso não só nas terras tupiniquins, mas no mundo, o microblogging está lançando uma série de novidades, como o Twitter List, as atualizações em tempo real na time line e, mais recentemente, anunciou um Trending Topics regional – ou melhor, por cidades. Mas isso levará um tempo: as primeiras cidades serão São Paulo, Londres, São Francisco, entre outras. Agora, ficará muito mais fácil saber o que cada região mais comenta! 

Café Twitteiro: Alguns leitores já sabem, mas não custa nada reforçar, não é mesmo? O Café com Notícias está no Twitter de duas formas: a primeira, você pode saber de todas as novidades pelo @cafecnoticias: últimos posts e curiosidades relacionadas ao blog. E a segunda – porque não dizer o último, no meu twitter pessoal pelo @wanderveroni, onde divulgo o Café com Notícias, além de compartilhar links, opiniões e dicas.






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Jornalista

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domingo, 8 de novembro de 2009

Uniban expulsa Geisy decretando sua total incompetência




O anúncio da expulsão da Geisy colocou na maior saia justa o pessoal da Uniban. Só que uma saia justa tão curtinha e provocante que acabou deixando também os fundilhos da universidade amostra. 

E cá entre nós, fundilho por fundilho, a Uniban perdeu feio para o da Geisy. Foi muito mais imoral e indecente. 

Só não a chamaremos de puta, como fizeram com a Geisy porque seria um grande elogio, convenhamos: a Uniban está longe de ser uma "puta" universidade.




Temos a estranha mania de apontar o dedo para o diferente. Quando não concordamos com algo, o nosso indicador em rife serve não só para direcionar um pensamento – às vezes limitado, como também abre espaço para o preconceito. 

É nesse sentido que vimos estampados em vários jornais, este comunicado machista e preconceituoso de uma instituição de ensino que deveria ser a primeira a oferecer o debate e, principalmente, a tal fomentada educação.

Neste comunicado, a Uniban passou um recibo de incapacidade educacional e de alta capacidade na disseminação do preconceito. Provavelmente, esta instituição de ensino não possui uma coordenação de comunicação institucional ou, no mínimo, uma assessoria de imprensa. 

Atenção entusiastas da comunicação coorporativa. Estamos diante de um caso real de linchamento virtual sob uma instituição, nunca antes visto na história desse país, como diria o presidente Lula. A Uniban está com o maior incêndio institucional já visto e, provavelmente, o mais difícil de ser apagado. 

Como brasileiros e como blogueiros também, viemos através deste post protestar em nome de um povo que tantas vezes foi representado adequadamente (e ainda é) por suas Instituições de Ensino, que hoje tem sua história sujada por esta barbarie. 

Acontecem coisas bem piores dentro de Universidades no Brasil e em todo mundo e estes fatos são resolvidos da forma mais sigilosa possível, pelo bem do estudante e da instituição, porém neste caso, a começar pelos próprios universitários, houve tumulto, xingamento e falta de respeito com aquela mulher. 

Por parte da Universidade, faltou um mínimo de informação, pois se para eles, aquele tipo de roupa não seguia o os padrões de ética da Escola, deveriam ter alertado a garota na entrada.




O vestido não era tão curto e estamos no Brasil, onde usar roupa curta é normal - afinal, aqui é muito quente. Nosso povo também é muito bonito (salvo algumas exceções) e o vestido nem era tão curto assim. 

A atitude da Universidade em expulsar a garota, agrava mais ainda a situação, pois mostra para todo mundo que a intenção da escola não é a de resolver o problema, mas sim apenas de tentar “apagar o fogo”. É uma vergonha a falta de respeito com o ser humano que nesse caso foi selado pela instituição de ensino.





“Caso Uniban”, temos tantos exemplos vergonhosos de exposições em nosso País que nunca foram punidos. Portanto, fica mais do que claro que no Brasil, o mais fraco sempre perde. E que a democracia, infelizmente, é algo subjetivo e de acordo com a 'cartilha' de cada um. Isso me leva a dúvidas quanto a nossa República Federativa: DEMOCRACIA OU ANARQUIA? 

Neste caso específico foi erro de estratégia ou ignorância dos donos? O fato da decisão de expulsar Geisy "em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos da dignidade acadêmica e à moralidade", não colou. 

E pior: queimou o filme da instituição, não da moça. Onde está o respeito? Quem foi que disse que o caráter de alguém está na roupa que ele veste? E ao conselho “superior” da universidade, parodiando o próprio comunicado de vocês, vai aí o nosso recado:

Vocês perderam a oportunidade de contribuir para um debate sério e educado sobre temas fundamentais como ética, juventude, universidade e VERGONHA NA CARA!



Últimas - atualizado dia 09/11 às 19h:
Após repercussão negativa, Uniban recua e não vai expulsar Geisy








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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Malhação ID e encontro de blogueiros promovido pela Rede Globo



Quem é você? Uma pergunta aparentemente banal, mas que todos nos deparamos uma vez na vida no nosso dia-dia, principalmente quando encontramos pessoas diferentes. Para uns, a resposta pode estar na ponta da língua. Já outros ainda a estão procurando dentro de si.


Não somos apenas números no RG ou no CPF. Temos identidade, personalidade e somos únicos. E essa identidade que começa a ser construída na adolescência serviu de ponta pé inicial para que o autor Ricardo Hofstteter criasse a 17ª temporada da telenovela “teen”, da TV Globo, que agora recebeu nome e sobrenome: trata-se de Malhação ID, que estréia nesta segunda-feira (09/11).



Com direção geral de Mário Márcio Bandarra e direção de Paola Poll, Malhação ID irá mostrar de uma maneira bem-humorada a conturbada busca pela identidade comum aos adolescentes desta geração.


Ambientada no colégio Primeira Opção, a novela terá pela primeira vez uma cidade cenográfica em um bairro - o que dará mais realismo à trama, e um CD com uma trilha sonora especial com bandas de hoje – como Fresno, Catch Side, Hevo 84, Hóri, entre outras; cantando versões de sucessos do pop rock nacional da década de 1980.



Além disso, será a estréia do músico Filipe Galvão, o Fiuk - filho do cantor Fábio Jr., e vocalista da banda Hóri, como ator. Ele interpreta a música "Quem Eu Sou" – tema de abertura composta especialmente para a novela e a canção “Só você”, regravação de um dos sucessos de se seu pai para a trilha desta temporada. Assista abaixo o clip de apresentação de Malhação ID:





Encontro




Com o intuito de promover a estréia de Malhação ID, a Rede Globo organizou, nesta sexta-feira (06/11), um encontro com blogueiros e membros de  comunidade do Orkut dos mais variados nichos para uma apresentação da nova temporada da novela. Clique aqui para conferir a lista de twiteiros presente neste evento.


O encontro faz parte do projeto Malhação On the Road. Em cada município o autor e um integrante do elenco da novela conversará com os principais blogueiros da região. As próximas cidades serão: Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Porto Alegre. Clique aqui e veja a matéria publicada na Globo.Com.



O encontro foi um bate-papo com o autor Ricardo Hofstteter e a atriz Carolinie Figueiredo (intérprete da personagem Domingas), no auditório de convenções da TV Globo Minas, onde todos puderam fazer perguntas e conversar com os convidados. Desde já, o Café com Notícias agradece a Rede Globo pelo convite e por acreditar neste blog como fonte de informação e relevância na blogosfera.



De acordo com o membro da equipe de Divisão de relações externas e mídias sociais da Rede Globo Alexandre Souza, é a primeira vez que a emissora reúne blogueiros para apresentar uma telenovela. “No ano passado tivemos uma experiência com a Glória Perez que reuniu blogueiros para compor o personagem Hyndra. Esse ano, como a proposta de Malhação ID é voltada para internet, resolvemos fazer este teste”, conta.




A atriz Carolinie Figueiredo lembra ainda que a personagem dela, a Domingas, e o Hyndra – de Caminhos das Índias, foram os primeiros personagens da emissora a terem essa temática dentro blogosfera.


“A Domingas é muito antenada e tivemos uma boa experiência com essa última temporada com o programete ‘Domingas às Quartas’, no Blog da Domingas, onde a personagem entrevistava o elenco ou mostrava curiosidades da história. Para Malhação ID, a Domingas tem essa responsabilidade de apresentar o novo site da novela e outras novidades que em breve vocês verão no ar”, diz.



O autor Ricardo Hofstteter quer trazer para essa temporada uma presença maior das redes sociais e uma interatividade com o telespectador a partir do Twitter da novela (@malhacaoid). 

“Criamos o Twitter de Malhação ID onde postarei em primeira mão as novidades dessa temporada e poderei ter um feedback direto com o público. Em breve, o novo site da novela vai entrar no ar cheio de novidades. Uma delas é que o internauta poderá escolher alguns aplicativos interativos para o Orkut, bem como a cor do site, por exemplo. Teremos também uma área com senha chamada ‘Escondidinho’, onde o telespectador/internauta terá que assistir o capítulo do dia para saber a senha e ter acesso ao conteúdo exclusivo”.



Hofstteter revela ainda que a direção geral da Rede Globo entendeu que é muito desgastante para o roteirista emendar uma temporada com a outra. A partir de agora cada temporada terá, no mínimo, de seis a oito meses - dependendo de como será a resposta da audiência, e que um outro roteirista assumirá o próximo ano da série ao lado de uma equipe totalmente nova.


Outra coisa que me chamou bastante atenção é a humildade da Rede Globo de reconhecer que ainda está aprendendo a lidar com as redes sociais e web 2.0 para obter feedback do público ou interagir com a audiência. Só posso dizer que o evento foi sensacional, principalmente por poder conhecer de perto os profissionais que trazem entretenimento e informação todos os dias às nossas casas, além de poder contribuir para uma iniciativa pioneira como essa.




Então, não perca: Malhação ID estréia nesta segunda-feira (09/11), na TV Globo, às 17h30.




Assista agora a chamada que a atriz Carolinie Figueiredo gravou com exclusividade para o Café com Notícias:





Clique aqui para ver as fotos do encontro entre blogueiros para a promoção da novela Malhação ID.









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Jornalista

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