quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Cine Café – This is it reverencia talento e perfeição de Michael Jackson



O que falar do Rei do Pop? Um artista que atravessou décadas com a sua música única e dança singular. Michael Jackson fez parte da minha infância - e, provavelmente, da sua.

Todos nós, pelo menos uma vez na vida, temos alguma música ou clip preferido dele embalando algum momento especial. Foi um artista inovador e que será referência de criatividade para várias gerações.


Como toda celebridade, tinha sim as suas esquisitices e capítulos polêmicos que o ajudaram criar a biografia desse mito mundial. Personagem ou fruto de uma obsessão doentia? Não, não. Michael Jackson era talento e perfeição. Talvez sejam esses os dois adjetivos que se encaixam neste artista aclamado pelo mundo.

E essas características ficam evidentes no documentário This is it, dirigido por Kenny Ortega, no qual fui assistir nesta última quarta-feira (28/10).

Trata-se de uma homenagem a toda equipe que teve presente na vida de Michael Jackson durante os ensaios da turnê; aos fãs que torciam pela volta dele aos palcos e, ao mesmo tempo, uma espécie de "cala-boca" aos críticos e pessimistas.





O documentário, que teve estreia mundial na quarta-feira (28/10), contou com mais de 15 pré-estreias simultâneas na terça-feira (27/10), em cidades como Nova York, São Paulo, Rio de Janeiro, Londres, Berlim e Seul.

O filme é resultado da edição de mais de cem horas de cenas de bastidores e de arquivo pessoal do astro pop, mostrando Michael Jackson ensaiando várias músicas que seriam incluídas nas apresentações.


Pode-se ver um artista que sentia prazer por estar no palco e que sabe como ninguém todos os detalhes da sua obra musical. Possivelmente, muitos acreditaram que o filme mostraria um Michael doente e se esforçando para ensaiar. Muito pelo contrário: a sensação que fica é que o mundo não teve a oportunidade de ver o melhor show dos últimos tempos.

This is it dá a oportunidade ao público de acompanhar os bastidores de um mega show, onde cada música de Michael Jackson era uma espécie de espetáculo musical envolvendo dança e efeitos especiais.

Kenny Ortega - diretor da turnê e do documentário, afirma durante o filme à equipe que está diante de um palco que mais parece um templo da música. Concordo. Vemos um Michael criativo e que sabe cada detalhe das suas músicas e coreografia - o que impressiona todos a sua volta.


O documentário começa com depoimentos de bailarinos, mostrando como foi a audição para a contratação deles. Todos diziam o orgulho de estar trabalhando ao lado de um ídolo, de um mostro sagrado do Pop.

This is it foi feito com carinho e uma dedicação extrema de Michael, que sempre ficava atento aos detalhes e queria surpreender os fãs com sua originalidade. Assista o trailer do documentário:





Para cada música havia uma coreografia ou um clip diferenciado. This is it seria um show alegre, vivo e grandioso e, sem falsa modéstia, o melhor espetáculo de todos os tempos. Uma equipe de músicos e de bailarinos da melhor qualidade que demonstram paixão por estar nos palcos. Em alguns momentos, a equipe olha para Michael com os olhos brilhando de emoção por estar diante de uma lenda viva - e, com certeza, estavam.

Michael Jackson - ou MJ, como a equipe o chamava, era muito perfeccionista e foi apelidado de Prince. Mesmo na hora de "puxar a orelha" de algum músico ou bailarino ele o fazia com o amor, respeito e a sabedoria de quem está há décadas nos palcos.

Apesar de toda fragilidade e doçura, MJ se mostrava firme quando precisava "dar uma dura", como foi no caso do pianista que queria inovar uma nota na música e Michael ordenou que a melodia deveria ser igual do álbum, pois o público irá ao show para ouvir os grandes sucessos e merece ser respeitado por isso.


Para Michael, o aplauso do público fazia parte do show como uma deixa importante para o espetáculo. Que seja a palma de cinco bailarinos esperando a sua hora para entrar no palco ou de 5 milhões de pessoas que certamente lotariam esta apresentação.

O Rei do Pop acreditava que todo aplauso era importante. Ele ensaiava como se fosse para valer e se punia por isso, pois na visão dele deveria guardar a voz para os fãs no dia do show de estreia.


A sensação de quem vai ao cinema é de que você está no backstage vendo um ensaio da turnê ou assistindo um DVD em casa.

Não dá para ficar parado! This is it é dançante e mostra toda a versatilidade de Michael Jackson como músico e bailarino que, com total certeza, ainda será aplaudido por mais e mais gerações. É isso...eu recomendo!




Fotos:
Divulgação - This is It Oficial.



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Jornalista

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Crônica - Briga entre vizinhos e a arte da convivência


Viver em sociedade não é uma tarefa fácil, pois exige paciência e muito jogo de cintura. Se a convivência diária entre familiares já exige ponderações, imagina com pessoas desconhecidas? Outro dia, li uma matéria de jornal que um corretor dizia que o mais difícil de se vender um imóvel - pelo menos aqui em BH, é quando o histórico de vizinhança não é bom.

Pode parecer um detalhe bobo, mas a vizinhança faz toda diferença na hora de comprar um imóvel. Claro, não se trata de uma investigação detalhada com um dossiê de cada família. Não é isso. Ninguém vai querer morar ao lado de um bar, uma igreja ou de vizinhos que põe o som na maior altura, por exemplo.

Pesquisando na internet descobri que no dia 23 de dezembro é comemorado o Dia do Vizinho, que nada mais é do que morador de casa/apartamento próxima àquela onde moramos. Acaba que muitos vizinhos se somam à nossa família pela amizade conquistada e por nos ajudar nas horas mais complicadas. Outros, já parecem ter vindo sob encomenda para atazanar a nossa vida.

Há mais de 20 anos minha família e eu moramos na mesma casa e, na medida do possível, cultivamos um bom relacionamento com os vizinhos. Mas um, em especial, sempre nos torrou a paciência por causa do muro dos fundos.

Não sei se é recalque ou frustração, mas durante muitos anos ele vinha aqui em casa ou nos chamava aos gritos pelo quintal para reclamar do muro. Foram inúmeras encheções de saco, literalmente. Ele foi um dos últimos a ocupar a quadra e quando construiu a casa dele o muro já estava pronto.

E por causa desse muro já estar pronto isso se tornou um problema danado. Para esse vizinho tudo era culpa do muro - que na visão dele não foi planejado adequadamente. Meu pai chegou a propor que ambos refizessem o muro e dividissem os custos. Ele era do contra - literalmente um chato. Na visão dele se fizemos o muro uma vez, deveríamos fazer de novo e, desse modo, resolver a questão.

Todo problema que acontecia na casa dele era por a culpa no muro. Uma hora era o excesso de chuva que fazia que água da enxurrada levasse um grande volume de água barrenta para dentro da casa dele. Bom, de certo modo, ele tinha razão. Belo Horizonte não é uma cidade plana e vários bairros possuem ladeiras e morros. Minha casa fica no lote de cima e a dele no debaixo.

Como a água precisa de saída, boa parte do volume de água da chuva descia para o quintal dele. Resolvemos o problema com a criação de uma caixa de esgotos - que de esgoto não têm nada, que nada mais é do que levar a água da chuva até o bueiro da rua debaixo.

Situação que teve que ser mediada pela associação de moradores e a regional da Prefeitura, para vocês terem uma ideia. Esse vizinho não sabe conversar e quer resolver tudo no grito, na discussão. Como detestamos brigas, vejo que esta foi a melhor solução.

Pensa que as reclamações acabaram? Depois, o problema foi a árvore do quintal que era muito frondosa, fazia sombra no quintal dele e os galhos poderiam cair no muro e quebrar uma parte. Outra hora era a bananeira que deu um cacho bem no lado do muro dele e ele não gostava de banana - e ainda, adivinha: poderia quebrar o muro. E para piorar a situação - na visão dele: o muro era muito baixo e quando estamos no 2º andar da casa tiramos a privacidade da família dele. Tenha dó, né?

Foi tanta chatice que meu pai acabou pedindo a Prefeitura para cortar a árvore do quintal - contra a minha vontade, mas graças a Deus a bananeira e outros pomares ficaram. De tempos em tempos, o vizinho vinha aqui em casa reclamar de algo relacionado ao muro. Até que um dia fechamos o portão na cara dele e o deixamos falando sozinho. Chega: paciência tem limite!

E foi assim que por milagre de Deus ou semancol o vizinho aumentou o muro sem falar com o pessoal daqui de casa. Na hora, meus pais ficaram bravos com a ousadia. Mas, logo os convenci que ganhamos um verdadeiro presente. O vizinho olhava para gente como se esperasse que brigássemos com ele, mas demos indiferença.

O muro cresceu meio metro e todos ganhamos privacidade e, principalmente, paz. Se soubesse que era só aumentar o muro, eu mesmo já tinha feito isso há tempos. Por que não tive essa ideia antes? Assim como as histórias da carochinha, não há final mais apropriado: "...e viveram felizes para sempre". Claro, cada um no seu quadrado - ou melhor, na sua casa.




Ilustrações: Daniel Paiva, Era um Kinder e Saber Partilhar.





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Wander Veroni
Jornalista

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O impacto de uma foto e o respeito com o público


Graças às novas tecnologias, nunca foi tão fácil enviar arquivos de áudio, foto e vídeo e espelhar esse conteúdo pela internet. Boa parte dos veículos de comunicação incentivam o leitor a enviar esse material para as redações como forma de ajudar o jornalismo a relatar as últimas notícias do momento.

Hoje (22/10) no final da tarde, por exemplo, aconteceu um grave acidente na avenida Nossa Senhora do Carmo, na zona sul de Belo Horizonte, envolvendo 19 veículos e deixando várias pessoas feridas.

As primeiras informações divulgadas pela Empresa de Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) e Corpo de Bombeiros Militar (Cobom), dão conta que um caminhão desgovernado bateu em vários carros na altura do cruzamento com a avenida Uruguai, no sentido Centro. De acordo com o Cobom, três ônibus, oito carros e alguns pedestres foram atingidos.

Foi por meio de imagens enviadas por internautas, que muitos jornais conseguiram algumas cenas inéditas do acidente. Mas, uma coisa é noticiar um acidente com a ajuda de uma foto e outra completamente diferente é expor a vítima e, consequentemente, o público a uma situação constrangedora com o intuito de chamar atenção, logo na primeira página.

Longe de fazer uma comparação - até porque cada caso é um caso, apenas a título ilustrativo, muitas pessoas acharam estranho o fato da Folha de São Paulo publicar uma foto de um homem morto dentro de um carrinho de supermercado, na edição de terça-feira (20/10), a respeito da guerra do tráfico no Rio de Janeiro, que acontece desde o último domingo (18/10).

Confesso que, como jornalista, às vezes temos que nos submeter a linha editorial de um determinado veículo, pois somos profissionais pagos para representá-lo. No entanto, me assustou ver a Folha, que possui um publicado mais elitizado, se submeter a essa atitude que lembra muitos os jornais popularescos que trazem notas sobre jornalismo policial, futebol e mulher pelada.

Claro, o que aconteceu no Rio, no último domingo (18/10), causa espanto e deixa bem claro para o mundo que estamos em guerra civil com os traficantes - principalmente, num momento em que comemoramos a sede de dois eventos esportivos: a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016.

Em matéria publicada no site Comunique-se, o ombudsman da Folha, Carlos Eduardo Lins e Silva, disse que às vezes é necessário publicar uma foto como aquela, para despertar reflexão nas pessoas. Ele não defende o uso frequente de imagens assim, mas em alguns momentos, por tratar de segurança pública, Lins e Silva acredita não ser uma decisão editorial condenável.

Particularmente, discordo. Não estamos falando só de uma foto, mas de uma pessoa que tem familiares, amigos e que teve o corpo exposto para todo o Brasil - independente se é criminoso ou vítima. Querendo ou não, esse tipo de "janela" é uma glamorização do crime. Acredito que o jornalismo precisa respeitar o público e, principalmente, o leitor que lhe confere credibilidade e fonte de informação noticiosa para a formação de opinião.

Detesto cobertura de velório ou enterro que o cinegrafista ou fotógrafo fazem imagem do corpo dentro do caixão, por exemplo. Isso chega a ser bizarro! Sempre fui contra porque acredito ser antiético. Jornalismo é, antes de tudo, compromisso e respeito com o público. E você, é contra ou a favor da exposição de mortos e feridos nos noticiários?




Fotos: Trama Fotografia, Folha de São Paulo e O Tempo.






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Wander Veroni

Jornalista


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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Marcelo Adnet - Humor e improviso da melhor qualidade




Sempre fui fã do humor inteligente. Daquele que consegue fazer rir por meio das coisas do dia-dia ou que nos faz refletir perante as notícias do momento. E foi nessa onda que tive uma grata satisfação ao descobrir o stand up comedy, que agora virou mania nacional e invadiu a TV.

Para quem não está muito familiarizado com o termo, o stand up comedy (comédia em pé ou de cara limpa), é um estilo do qual o humorista se apresenta sem figurinos, maquiagem ou acessórios.

Ele sobe ao palco sozinho, apenas com um microfone e um texto de sua própria autoria. Não se trata de contar piadas conhecidas do público. Mas sim de construir situações engraçadas a partir de observações do cotidiano e que respeita a inteligência de quem assiste.


Foi graças ao stand up comedy que foi revelado ao grande público uma nova geração de comediantes brasileiros como Márcio Ribeiro, Henrique Pantarotto, Fernando Ceylão, Bruno Motta, Marcelo Adnet, Dani Calabresa, Rafinha Bastos, Oscar Filho, Diogo Portugal, Marcela Leal, Marcelo Mansfield, Danilo Gentili, entre outros.

Em setembro, tive a oportunidade de fazer uma matéria sobre o assunto para Revista @vox_objetiva, publicação da qual trabalho como repórter, e pude ver de perto a safra de humoristas que está nascendo na capital mineira - principalmente da @comediadaliga, do meu amigo @otorresmo, onde assisti duas vezes o show no Butequim Santo Antônio, e do pessoal do @queijoecomedia, pioneiros em stand up comedy em BH, do qual a humorista [mais engraçada que ja vi] @palomadoss faz parte.

Confesso que fiquei fã do gênero a partir disso. E, logo no início do mês, a rádio @JovenPanBH fez uma promoção sensacional sorteando pares de ingresso para o show do Marcelo Adnet - do projeto @mercadodoriso, e mais dois chips de celular 3G da Claro, da qual tive a felicidade de ser sorteado. UHRRUUUUL! E foi assim que, no último domingo (18/10), meu irmão e eu fomos ver o show de humor e improviso de Adnet, no Teatro Topázio, do Minas Centro, na área central de BH.

O Mercado do Riso estreou em Belo Horizonte no mês de abril com show do humorista Rafinha Bastos. Na seqüência, trouxe Danilo Gentili, Fábio Rabim, Felipe Andreoli e a Cia Barbixas do Humor, colocando a capital mineira no circuito nacional de stand up comedy com os melhores atores da nova geração. E, neste último final de semana (18/10), trouxe o jornalista e humorista Marcelo Adnet, que ficou conhecido por apresentar os programas 15 minutos e Furfles, na MTV.


Veja também:

Blog Pimentas do Reino entrevista Marcelo Adnet
Assista a um episódio do programa 15 Minutos

Ouça o hit Furfles Feelings



Logo quando chegamos pegamos uma fila quilométrica para entrar no espetáculo que começou com uma hora de atraso, devido ao primeiro dia de Horário de Verão, segundo os organizadores. Sentei bem nas primeiras fileiras para não perder cada detalhe do show. Adnet fez piadas sobre os bairros de BH e a mineiridade, sem ser piegas ou preconceituoso.

Para a surpresa da platéia, Adnet chamou ao palco a também humorista Dani Calabresa (namorada dele) para dar um "canjinha" e explicar para o público como funciona um show de stand up comedy. Tirei algumas fotos, mas como a minha câmera é caseira (e o flash não possui longo alcance) a resolução ficou péssima no escuro :( [Veja as fotos no final do post].

Mas, para a nossa tristeza, a participação de Calabresa durou muito pouco. Ela, que é uma simpatia de pessoa, consegue prender a atenção da platéia e arrancar gargalhadas só de falar algumas palavras. Ainda não tive oportunidade de ver um show da Dani, mas imagino que deve ser, literalmente, uma comédia...rs. Quando ela vier ao Mercado do Riso farei questão de ir...hehehe.

Mas, voltando ao assunto, o show do Adnet foi tão bom que passou muito rápido. Eu chorei de rir quando ele criou de cabeça uma música de axé sobre o cinto de segurança no avião a partir de uma sugestão de alguém da platéia e fez um trailer (em inglês) muito engraçado sobre a vida do Isaac, um adolescente que estava sentado no auditório e interagiu com o humorista.

A única coisa que não gostei foram os organizadores proíbirem o Adnet de receber os fãs no final do show, alegando a realização da 2ª sessão que estava atrasada. Sei que o artista também é humano e, às vezes, não está em um dia bom.

Mas, se é a primeira vez que ele vem a uma cidade e lota um Teatro com capacidade 1.726 lugares, seria no mínimo cordial atender os fãs, que por sinal eram menos de 30 pessoas querendo apenas tirar uma foto. Faltou respeito, pois quem faz o sucesso de um artista são os fãs.

No mais, o show do Adnet é excelente! Realmente, ele é uma revelação do humor brasileiro. Quem não foi ainda, vale a pena conferir!



Veja algumas fotos do espetáculo:





Fotos: Wander Veroni, Rock Campinas, Caras e Audiência, TV Ibope.







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Wander Veroni
Jornalista

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sábado, 17 de outubro de 2009

Twitter - Garoto do balão e o poder de mobilização da web



Por um segundo pensei que havia feito confusão. Mas nada que uma boa apuração não resolvesse. Foi na tarde da última quinta-feira (15/10), que o #ballonboy virou um dos assuntos mais comentados no Twitter. Por coincidência, nessa mesma data a blogosfera mundial dedicou posts para o Blog Action Day 2009 e também para homenagear o dia dos professores.

Naquela mesma tarde estava escrevendo uma matéria para a revista em que trabalho [com o computador ligado]. Mesmo com a página do Twitter aberta, resolvi minimizá-la para não perder a concentração do que estava escrevendo. Assim que terminei fui revisar o texto e fiz uma pausa para o café.

Ao retomar as atividades do trabalho - até para aliviar um pouco a mente, resolvi abrir o Twitter. De repente, vejo vários usuários postando a respeito do garoto norte-americano supostamente viajando dentro de um balão em Denver, no Colorado (EUA).


Leia também:

Caso do garoto do balão ocupa Trending Topics do Twitter
Família de garoto do balão participou de programa de TV

Pai de menino do balão nega que história foi uma farsa

Tudo pela fama - Garoto do balão foi uma farsa


A primeira pessoa que vi comentando sem parar - e de forma sarcástica e sempre bem humorada, foi o @Cardoso. Até o @OCriador afirmou que o menino estava "voando de volta para os braços do Pai"...rs. Em seguida, vários outras pessoas replicaram piadas e informações sobre o caso.

De início, pensei que era mais uma piada da internet. Já tinha site vendendo camiseta, sem brincadeira. Na hora que ia sair do Twitter, o @RGottino escreve que o SP Record, jornalístico local que ele apresenta na TV Record, iria repercutir o caso do #ballonboy.


Puts! Então o negócio é sério mesmo. Entrei na Folha Online e logo me deparei com um link para o assunto. Em seguida, ligo a TV e vejo que a CNN está mais de duas horas cobrindo o voo do balão. Que isso? Parece coisa de filme!!!

Alguns vão achar sadismo, mas torci para o menino ter feito realmente essa viagem. Imagina viajar de balão sendo filmado ao vivo para todo o planeta. Coisa de louco, né! Ia ser o hit [aventureiro] do ano.
Veja o vídeo abaixo que explica toda história:



Minha frustração veio em seguida. Falcon, nome do garoto baloneiro de seis anos, não estava no balão. Na verdade, nunca esteve. Ficou escondido dentro da garagem o tempo todo. Virou celebridade - e não deixa de ser um hit. De certo modo, ele já era porque a família dele já havia participado de um reality show na TV norte-americana.

Mico do ano ou pegadinha? O fato é que a imprensa internacional e alguns críticos acusam Richard Heene, pai do garoto, de ter forjado um show. "De jeito nenhum, não foi um trote. O que eu ganharia com isso?", afirmou visivelmente irritado a um programa de TV da NBC.

Trote ou não, pelo menos o mundo riu um pouco, principalmente o jornalismo. Todo cuidado é pouco ao repercutir um assunto, independente se foi no Twitter ou na CNN. Como diria os jornalistas mais experientes: "independente do furo, apuração é fundamental."






Fotos: Correio Press, Portal Uai e Diário de Notícias.







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Wander Veroni
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Blog Action Day 2009 - Previsão do Tempo ganha destaque nos noticiários




Até bem pouco tempo, a previsão do tempo era tratada como uma editoria "menor" em boa parte dos noticiários. Coisa de menos de cinco anos atrás. Era muito comum apenas se noticiar a previsão do tempo do dia - ou no máximo do dia seguinte. Se acontecesse algo de mais importante no montante de notícias do dia, a previsão do tempo era a primeira a cair e não entrava no ar.

Hoje, vemos uma situação completamente diferente. Muitos veículos mantêm jornalistas apenas para cobrir fatos relativos ao tempo e temperatura no pais e no mundo. Além de render pauta constantemente, a editoria ouve especialistas e traduz termos técnicos importantes para que o público entenda o porque dos fenômenos meteorológicos interferirem no seu dia-dia.

Com as mudanças climáticas ocorridas em torno mundo e, principalmente, no Brasil, é muito comum ver no primeiro bloco de um telejornal ou na primeira página dos principais noticiários do país, alguma matéria relacionada com a previsão do tempo. O próprio Jornal Nacional - telejornal de maior audiência da TV Aberta, já dedicou quase um bloco para falar de Tsunamis, chuvas no norte e nordeste brasileiro, seca na região sul do Brasil ou enchentes na capital paulista.

Será que só porque um fato vira tragédia ele se torna noticiável? O debate é polêmico e rende pano pra manga. As mudanças climáticas acontecem há anos. A camada de ozônio pede socorro diariamente. Por ignorância, durante décadas nossos governantes acreditavam que o melhor para grandes cidades era jogar o esgoto nos rios e canalizá-los por debaixo das avenidas. Atualmente, pagamos o pato - ou melhor, insistimos em pagar.

Jogar lixo no lixo é algo tão simples, mas nem todo mundo faz. Burrice? Educação? Reciclagem? Não. Infelizmente ainda acreditamos que podemos levar vantagem em tudo. Grande erro. Um dia ganhamos, mas no outro perdemos. Faz parte da vida: não dá para ganhar sempre. O ano de 2009 ainda não acabou, mas dá para notar o quanto estamos perdendo.

Para você ter uma ideia, Belo Horizonte (MG) - que é uma cidade arborizada e tem feito trabalhos interessantes de Defesa Civil, reciclagem e conscientização ambiental, passa por uma verdadeira tragédia quando cai uma tempestadade. Dá para fazer um noticiário inteiro só por causa de uma chuva forte de 10 a 15 minutos.

Bairros ficam mais de 24 horas sem energia elétrica. Favelas e aglomerados são palco de tragédias. Avenidas são alagadas. Carros são levados pela correnteza. Pessoas ilhadas dentro de casa. Árvores velhas ou galhos são arrancados pela força da chuva inibindo a passagem de pessoas e automóveis pelas ruas. Fios elétricos de alta tensão arremessados pela intensidade dos ventos.

Culpa do Governo? De quem jogou lixo no lugar errado? De quem elegeu representantes que não se importam com os problemas da sociedade? Não, a culpa nossa. Nesse Blog Action Day 2009 é hora de pensar e refletir sobre o que queremos do mundo - principalmente para a próxima geração, pois as mudanças climáticas estão aí e causam vários estragos ao redor do mundo.




Fotos: Revista Click e Blog Do Mar.








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Wander Veroni
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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Blog Action Day 2009 discute problemas climáticos no mundo



Uma iniciativa pioneira e que tem conquistado milhares de pessoas por todo mundo. Trata-se do Blog Action Day, um evento criado pelos americanos Collis e Cyan Ta'eed, em 2007, cuja idéia é promover anualmente a união de blogueiros de todo o planeta para postarem artigos sobre o mesmo assunto em blogs, Twitter’s e sites. O objetivo, em síntese, é provocar uma discussão em torno de uma questão de importância global.

Na primeira edição do evento, os organizadores reuniram mais de 20 mil blogueiros que dedicaram um dia para blogar sobre os problemas do meio ambiente. Já em 2008, o Blog Action Day falou sobre as questões relativas à pobreza e os blogueiros compartilharam suas perspectivas pessoais e idéias para solucionar tais questões. Assista abaixo o vídeo sobre o Blog Action Day 2009:






Em 2009, o tema é como a mudança climática afeta o mundo, principalmente o meio ambiente, ao ameaçar a sociedade com inundações, guerra por reservas naturais, fome e fazer por ano mais de 150 milhões de refugiados. Devido à urgência das alterações climáticas e a aproximação das negociações internacionais sobre o clima em Copenhague, em dezembro, o Blog Action Day possibilitou que a blogosfera tenha oportunidade de mobilizar milhões de pessoas manifestando o seu apoio para encontrar uma solução sustentável para a crise climática.

Dentre os parceiros da edição 2009 estão a Global Voices, Google, TMZ, Greenpeace, Amnesty International, entre outros. Qualquer pessoa pode participar do Blog Action Day, no dia 15 de outubro. Basta ter um blog, micro-bloging, jornal online ou revista eletrônica na web. Não há limites para o número de posts, nem ao seu conteúdo, contanto que o tema seja as mudanças climáticas.

De acordo com Robin Beck, um dos organizadores e responsável pelo blog oficial do evento, o Blog Action Day 2009 será o maior evento da história de mudanças sociais na web. "Milhares de pessoas votaram e juntos traremos um novo fôlego à conversa global das mudanças climáticas enquanto nossos líderes se preparam para se encontrar em Copenhague, em Dezembro, em um esforço para chegar a um acordo com soluções duradouras para essa crise."

O instrutor de Informática e blogueiro Rodrigo Ribeiro Neto, de 36 anos, autor do blog Informação Virtual, participa do Blog Action Day 2009 desde o ano passado. Ele acredita que esta blogagem coletiva pode ajudar a sociedade a pensar sobre as mudanças climáticas ocorridas no nosso planeta. “Qualquer ação neste sentido é importante, mas ela não deve ficar limitada apenas a campanhas de conscientização via internet. Nós, blogueiros, damos uma pequena contribuição neste dia, mas é preciso que a população, os governos, as escolas, as empresas, todos, abram os olhos o quanto antes, pois o nosso tempo está acabando e temos que agir rapidamente”, afirma.



FOTOS: Mundo Educação e Blog Salvo Conduto.






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Wander Veroni
Jornalista

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Café Entrevista - Tutti Maravilha abre as portas do Bazar


Com óculos redondos, olhar atento e um bom humor fora de série. Essa é a primeira impressão que se tem ao ver o jornalista e apresentador Tutti Maravilha. Geralmente, o rádio exerce esse fascínio: como será a fisionomia por detrás da voz?

O que era impressão se confirmou ao longo da matéria, quando Tutti e a sua produção me receberam para fazer um raio-x do programa Bazar Maravilha, da Rádio Inconfidência FM 100,9 - Brasileiríssima, veiculado de segunda a sexta-feira, de 14h às 16h. A atração completou 22 anos no ar em julho e pode ser ouvido também via internert, pelo site da rádio.


Famoso produtor cultural da década de 1970, Ailton José Machado – mais conhecido como Tutti Maravilha, é um aquariano nascido no dia 13 de fevereiro de 1950 e que entrou para o rádio de forma inesperada, apadrinhado pelo ex-jogador de futebol Reinaldo, eterno ídolo do Atlético Mineiro.

A produção do Bazar Maravilha é composta pelo próprio Tutti Maravilha que faz questão de acompanhar todo o fechamento do programa como editor-responsável, do jornalista e produtor Flávio Henrique da Silva Silveira, de 32 anos, apelidado por Tutti de “Batuquinha” e do operador de áudio José Luiz da Silva, de 41 anos, mais conhecido como Zé Lu – que trabalha com Tutti como operador de áudio há 15 anos.

“O mais bacana do rádio é esse entrosamento que o locutor tem com o operador. Só de olhar pelo vidro do estúdio sei o que o Zé quer me dizer e o que quero que ele faça. Há uma cumplicidade. Por isso que considero que o operador faz parte da produção do programa”, diz.


E essa amizade entre o jornalista e o operador rendeu pauta para o Bazar. Considerado um sósia do presidente americano Barack Obama e, anteriormente, Zé ter feito para Tutti uma imitação de pingüim, Zé Lu foi rebatizado por Tutti e virou: Zé Obama Pingüim Lu.

“Esse apelido para mim é uma homenagem de Tutti.
Os ouvintes do programa se identificam com a brincadeira pelo fato de Tutti fazê-la no ar. Ele sempre pergunta se o Obama vem antes ou depois do Pingüim, no apelido, ao encerrar o programa. Para mim é um barato!", conta Zé.

Em julho, a cantora Preta Gil, depois de ser entrevistada por Tutti, ficou impressionada com a semelhança de Zé Lu com o Obama. Ela tirou foto com operador de áudio e enviou para os fãs que a acompanham pelo Twitter. Nas próximas linhas, conheça um pouco mais de Tutti Maravilha, um mineiro, natural de Belo Horizonte, do bairro Barro Preto, que encanta diriamente ouvintes de ouvido de fino trato na Rádio Inconfidência.



:: ENTREVISTA


1) Tutti, o Bazar Maravilha estreou cinco anos após a inauguração da Rádio Inconfidência FM (100,9), em 29 de julho de 1983. Como surgiu a ideia do programa?

RESPOSTA: Quem me deu o start para o nome de "Bazar", no rádio, foi o Fernando Brant que me disse uma vez que o programa que fazia na TV Alterosa, bem antes de entrar na Inconfidência, parecia um "bazar". Daí, quando o Claudinê Albertine veio montar a Brasileiríssima (slogam da Rádio Inconfidência por tocar somente MPB) na década de 1980, me convidou para ter uma atração vespertina. Como já tinha o nome, fui criando vários quadros que poderia usar em dias alternados, mas sem esquecer de falar de música e cultura brasileira, que é a pauta principal da Rádio Inconfidência.

2) O programa tem um tom intimista e uma audiência muito fiel. Você tem noção desse alcance todo? E por falar em intimidade, você já fez muitas entrevistas no seu programa. O que um entrevistador deve fazer para obter uma boa entrevista?

RESPOSTA: As pessoas me falam que o programa parece uma conversa íntima com o ouvinte, como se estivesse na cozinha de casa. Acho impressionante esse poder do rádio! Mas, um bom entrevistador precisa ser atento, paciente e "fazer o dever de casa" direitinho e perguntar para o entrevistado aquilo que o público gostaria de saber. E o bacana de uma boa entrevista é quando a gente consegue passar esse tom de conversa, sem ir para o lado do interrogatório.

3) O rádio tem uma certa magia por brincar com a imaginação do ouvinte. Você é um dos poucos radialistas que ainda usam elementos sonoros, porquê?

RESPOSTA: Sabe, o rádio é muito mágico. O Felipe Andreoli - do CQC, quando veio no Bazar me disse a mesma coisa sobre esses "elementos sonoros". Gosto de brincar com esses sons, pois isso, de certa forma, me aproxima do público. Todos os dias entro na casa das pessoas e elas devem me imaginar de um jeito - do mesmo jeito que as imagino também. O som de animais como o cachorro, gato, a vaca e o sininho de recepção de hotel – marca registrada quando inicia o programa, é uma forma de brincar e instigar a imaginação do ouvinte.

4) Você faz uma homenagem diária à cantora Elis Regina. Como surgiu a ideia desse quadro?

RESPOSTA: Esse momento acontece bem no meio do programa, por volta das 15h. É uma homenagem à saudosa "baixinha" – apelido carinhoso que dei à Elis Regina, conhecida no meio artístico por ter um gênio difícil...não é à toa que ela ficou conhecida como "pimentinha". Elis me chamou para viver com ela em São Paulo e tinhámos uma relação de amizade e viramos cumpadres. Anos mais tarde, quando estreei no rádio, ela me deu uma entrevista exclusiva que repercutiu nacionalmente. Por isso que esse quadro é uma homenagem muito pessoal, não só a nossa amizade, mas pelo trabalho dessa artista ímpar da música brasileira.

5) Uma última pergunta, Tutti: Você é contra ou a favor do diploma de jornalismo para exercer a profissão?

RESPOSTA: Nem contra, nem a favor - apesar de ter feito faculdade e me formado pela PUC-Minas. Mas temos que evoluir e respeitar os jornalistas de outras épocas que exercem a profissão com ética e dignidade. Ao mesmo tempo, não podemos desrespeitar quem opta por fazer a faculdade. Encontrar um meio termo seria o ideal. O fato que pega disso tudo é o desrespeito à educação de uma forma geral, pois isso tem um contexto mais amplo do que imaginamos e pode ser um risco a longo prazo para a sociedade.






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Wander Veroni
Jornalista







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sábado, 3 de outubro de 2009

Rio 2016 - Quando todos os olhos se voltam para o Brasil





Dia 02 de outubro de 2009: uma tarde histórica para o Brasil. Ao ligar a televisão se via uma torcida emocionada de políticos em Copenhagen e, do outro lado do mundo, uma festa da população brasileira para sediar a sua primeira Olimpíada.

Entre os países com cidades candidatas - Chicago, Madri e Tóquio, o Brasil era o único que ainda não havia recebido nenhuma Olimpíada. É a primeira vez que um país da América Latina será sede dos Jogos Olimpícos. Logo, os mais pessimistas aparecem para falar que o Brasil é um país pobre e que deveria usar o dinheiro para outras coisas como saúde e educação, por exemplo.

No Twitter, a blogueira @julianasardinha, do Dicas Blogger, disse uma coisa certa: "Não adianta a gente se iludir, pois o dinheiro que será gasto com as olimpíadas não iria mesmo nem pra saúde e nem pra educação". Isso é fato. O que temos a fazer é pensar que o esporte ganha muito com isso e, de quebra, a sociedade pela geração de empregos e movimento da economia local.

Ao mesmo tempo, me pergunto: será que não temos direito de ver de perto um acontecimento como esse? Claro que sim. Temos muitas coisas que precisam ser melhoradas e concertadas, mas nem por isso devemos inibir que o Brasil sedie um evento desse porte e que a população tenha acesso a essa festa - que é o mais importante. Se houver boa vontade política e empresarial, acredito que teremos a melhor Olimpíada de todos os tempos, pois o povo brasileiro sabe receber turistas como ninguém.


Qual geração que viu uma Copa do Mundo e uma Olimpíada no Brasil? A nossa. Portanto, temos que nos orgulhar de ter conseguido sediar essas festas. Não sou cego. Repito, Temos vários problemas. No entanto, vamos comemorar essa conquista que não é política, mas sim do povo brasileiro. O país terá um ganho gigantesco de visibilidade interncaional que marcará essa nova década que se inicia.

A vitória da candidatura olímpica da cidade do Rio de Janeiro para 2016, na eleição do COI (Comitê Olímpico Internacional) é um salto importante para uma série de investimentos esportivos que o Brasil precisa e, que até agora, nunca se preocupou em fazer. O esporte agradece e os atletas comemoram! Quem sabe nossos empresários não se animam em patrocinar outras modalidades esportivas e que dê mais dignidade para os nossos atletas que poderão converter essa "ajuda" em medalhas e visibilidade.


Investimento


O projeto Rio 2016 possui o custo de US$ 13,92 bilhões, dos quais 72% correspondem ao orçamento destinado às diversas obras de infraestrutura necessárias, incluindo as reformas do aeroporto e transporte público, principalmente o metrô. É como Joelmir Beting falou ontem no Jornal da Band, "Olimpíada não é gasto, mas sim investimento".

Estamos de olho! O Pan-Americano já teve as suas irregularidades e orçamento estourado. Para a Copa do Mundo e os Jogos Olimpícos, o Brasil não pode fazer feio - e nem deve. A Ministra Dilma já disse, em declarações à imprensa, que o Governo vai ficar mais esperto e fiscalizar de perto - assim esperamos. No mais, vamos aos números do orçamento operacional.

Serão US$ 2,82 bilhões financiado em parte pelo COI (31%), patrocinadores (20%) e a venda de entradas (14,4%) - que equivale a US$ 406 milhões, a menor renda de ingressos entre as quatro cidades candidatas. Pretende-se vender 7,1 milhões de entradas, com um preço previsto de aproximadamente US$ 35 por espetáculo.

Sei que muitos vão falar que o preço é salgado, mas estamos falando de um evento internacional e que movimentará restaurantes, hotéis, casas de espetáculos, ou seja, o turismo vai ser a grande vedete dessa festa e, consequentemente, aumentará a oferta de empregos diretos e indiretos. Todos vão sair ganhando com isso, quer queira, quer não.


Já na parte de infra-estrtura, o projeto Rio 2016 gastará US$ 11,1 bilhões, que correspondem a obras de transporte (50%), saneamento (12%), energia (8%), segurança (7%), instalações esportivas (4%), Vila Olímpica (4%), outras vilas (8%) e centro de imprensa (2%), entre outras. Sem contar no investimento que mais me chama atenção: a sociedade ficará com todo complexo esportivo! Isso, sem dúvida, é um investimento a longo prazo para o esporte.


Yes We Créu!



Das redes sociais do momento, o Twitter se supera pela capacidade de mobilização. Quem teve a oportunidade de acompanhar as principais discussões na tarde do dia 02 de outubro, viu uma rede ativa, muito bem humorada e que marca forte presença no site do "passarinho azul".

No Trending Topics - espaço que mostra as palavras mais tuítadas no mundo, duas palavras se destacaram e mostraram a capacidade do brasileiro de mobilização, mesmo que seja pelo humor. Primeiro foi "Janeiro", no qual o Twitter considerou, ao invés de "Rio de Janeiro". Num segundo momento, "Yes We Créu" (paródia da frase utilizada por Obama, "Sim, nós podemos!") figurou como um dos assuntos mais tuítados do planeta.

Muitos usuários de outros países não entenderam a brincadeira, pois a palavra Créu - que veio do funk, não possui uma tradição literal para outras línguas por ser uma gíria oriunda do funk de conotação sexual. Sem contar duas imagens, também retuítadas por vários usuários onde aparece o personagem Mussum na logo do #Rio 2016 e da paródia do anúncio à cidade do Rio com o nome "Ronaldo", em alusão ao bordão do Zina, integrante do Pânico na TV.


Telejornal


A cobertura da vitória do Rio 2016 agitou as principais emissoras de TV. Destaque para Pedro Bassan, repórter da TV Globo, que conseguiu uma entrevista exclusiva ao vivo com o presidente Lula - com um pouco mais de dez minutos de duração, e que logo em seguida várias outras emissoras sabiamente também colocaram o microfone para chupar a conversa.

Já para quem gosta de edição de imagem e de texto em telejornalismo, o Jornal da Band e Jornal Nacional deram um show de criatividade ao mudar um pouco a estética do telejornal para comemorar essa conquista brasileira de sediar uma Olimpíada. Na Band, Ricardo Boechat ancorou o noticiário direto de Copacabana. Já na Globo, destaque para os clip da candidatura do Rio 2016 que abrilhantou o telejornal depois da escalda e no final do jornal. Assista o video abaixo:





Eu vou!


E para finalizar, convido você, leitor do Café com Notícias, a acompanhar a cobertura da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas do Rio 2016, aqui no blog, com pautas e opiniões diferenciadas, mostrando vários lados desses eventos esportivos, assim como aconteceu em Pequim 2008! Rio de Janeiro: aí vou eu!







Fotos: O Globo, AF Press, Reuters e Terra.








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Wander Veroni
Jornalista





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