quarta-feira, 29 de julho de 2009

Cine Café – Filme De repente, Califórnia mostra que toda forma de amor vale a pena



O que é o amor? Para muitos, pode ser sexo, paixão, cumplicidade, respeito ou carinho entre duas pessoas que se amam. Apenas isso ou não. Será? No filme De repente, Califórnia (Shelter, 2007) amor significa abrigo, cuidado, sonho e liberdade. Escrito e dirigido pelo estreante Jonah Markowitz - que já havia trabalhado como assistente de arte nos filmes "Alpha Dog" (2006) e "Rocky Balboa" (2006), a trama mostra discussões em torno da nova família contemporânea e a descoberta da sexualidade, principalmente da dificuldade que muitos jovens homossexuais tem em se aceitar e não se anular por causa do preconceito social.

Antes de assistir ao filme (ou comentar este artigo) é preciso se livrar de qualquer tipo de preconceito, originado do senso comum. É preciso ter respeito e bom senso. O mundo mudou. E, com isso, novas formas de amor começam a surgir no nosso cotidiano. Quem não tem um amigo, membro da família ou conhecido homossexual, que atire a primeira pedra? O mundo é diverso e infelizmente o preconceito é um câncer social.


Será que ele (ou ela) não tem o direito de viver o seu amor e lutar pelos seus direitos? Afinal, somos seres humanos. Vivemos em sociedade. Se não houver respeito, sempre vamos achar que o "telhado do vizinho é de vidro". E o nosso? Pense nisso. Toda forma de amor vale a pena. "De repente, Califórnia" faz com que a gente se coloque no lugar dos personagens e deixe de lado preconceitos ou opiniões de senso comum para mostrar que é possível se amar para poder amar os outros, sem deixar de lado os nossos próprios sonhos.


Abrigo

Em inglês, "Shelter" significa abrigo. E, depois de assistir o filme, você logo percebe o motivo desse título que mostra o amor como uma forma de abrigo capaz de fazer uma revolução na sua própria vida. Infeliz tradução dos produtores brasileiros em estereotipar o filme apenas como uma trama de surfistas gays com um título banalizado - assim como aconteceu com o filme "O Segredo de Broken Back Mountain" (2005) - só que no caso são cowboys gays, onde a temática homossexual é apenas um pano de fundo para discussões bem mais profundas sobre sonho e concretização do amor entre iguais.

A trama começa contando a história de Zach (Trevor Wright), um jovem surfista e artista de rua que desiste de seus sonhos - como ir para uma faculdade de Belas Artes, para poder cuidar da família desestruturada. Depois que a mãe morreu, Zach se torna uma espécie de apoio familiar para o pai doente e a irmã problemática que não se aceita como mãe e possui um namorado violento.





Desse modo, ele divide seu tempo entre um medíocre emprego numa lanchonete, o surf, o skate e as manifestações de arte de rua pelo bairro de São Pedro - local do subúrbio onde mora, além de ser babá do sobrinho Cody, se tornando um referência paterna na vida do menino. No meio de tanto conflito, Zach está terminado com uma garota. Relacionamento este que ele tenta manter apenas para tentar fugir de si mesmo.

Ao reencontrar Shaun (Brad Rowe), irmão mais velho de seu melhor amigo Gabe (Ross Thomas) - que resolve retornar a cidade para esquecer seu antigo relacionamento e acabar de escrever um livro, Zach vê nesta amizade uma forma de esquecer seus problemas. O reencontro com o velho amigo faz com que um se torne uma espécie de abrigo do outro, mostrando que amar também é convivência e cumplicidade - e não só aquele lance de amor à primeira vista, como muitos filmes fazem questão de enfatizar. A aceitação de Zach em torno da sexualidade é o principal conflito entre os dois para a concretização do amor aparentemente impossível. Veja abaixo o trailer do filme:




Descoberta


Mas não é só o debate em torno da homossexualidade entre dois amigos de infância - já na fase adulta, que gira o filme. Com mensagens otimistas e de reflexão sobre família e sonhos - sem cair no famoso clichê de amor hollywoodiano, "De repente, Califórnia" coloca o espectador como cúmplice dos protagonistas, ao torcer para que Zach assuma a guarda do sobrinho Cody, ao lado do namorado Shaun. Fica sub-entendido no filme que a irmã dele pretende se livrar do filho de qualquer maneira para não perder o namorado que a convida a morar em outra cidade.


É desse ponto de discussão, onde um casal gay se torna única referência séria de família para uma criança de cinco anos, é que o filme cresce para o público e provoca reflexão. Ao mesmo tempo, o diretor mexe com a sociedade ao provocar que nem sempre um casal hétero é a melhor companhia para a educação de uma criança. O filme termina com um gancho para uma possível sequência da história, pois Zach é bem mais novo que Shaun e ambos resolvem ter uma relação estável para cuidar de Cody. Sem contar no fato da diferença de idade (e cultural) entre Zach e Shaun, pode ser um fator conflitante a ser desenvolvido numa possível sequência do longa.

A sensação que temos, no final do filme, é que a trama funcionaria melhor se fosse uma série de TV. Há uma forte linguagem televisiva durante boa parte da história, principalmente na apresentação dos personagens, logo no início. Em um primeiro momento, o espectador parece estar diante de uma série americana adolescente - típica da Warner, por exemplo, onde jovens surfistas transitam pelas praias da Califórnia.



Apenas da metade do filme em diante, onde clímax do roteiro se encontra, que se é possível apontar discussões mais maduras e reflexivas sobre o quanto é importante não se anular e lutar para realizar os seus sonhos. Talvez tenha sido essa intenção do diretor: ganhar o público jovem por meio de belas tomadas, uma fotografia bem conduzida e uma excelente trilha musical.

"De repente, Califórnia", na minha avaliação de zero a dez, tem nota oito, pois falta uma linguagem mais de cinema na condução de um roteiro objetivo e dinâmico. Ainda, o filme foi eleito o melhor filme pelo público no Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual 2007, além de colecionar prêmios de importantes festivais temáticos pelo mundo. Em Belo Horizonte (MG), o filme está em cartaz durante o mês de julho no Usina Belas Artes / Espaço Unibanco de Cinema, que fica na rua Aimorés, no bairro Lourdes, 2424. Informações pelo telefone: (31) 3337-5566. Ingressos: R$ 12 / meia-entrada: R$ 6.



Fotos: Here Films - Divulgação.





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Jornalista

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Novo Jornalismo propõe informação e notícia além do lead


Tudo na rua pode ser uma pauta. Mas, nem por isso, esse "tudo" pode virar uma notícia. Essa semana, após terminar a reunião de pauta da revista da qual trabalho, me ocorreu essa constatação. Numa série de coisas que acontecem no mundo, o que realmente é interessante, a ponto de poder repercutir como história para o público? Depende da linha editorial e do objetivo do veículo de comunicação em questão. Principalmente, dos assuntos que precisam ser investigados com mais profundidade na sociedade ou que ainda não foram tocados pelos outros colegas da imprensa. Atividade esta que não é nada simples e que exige ética, conhecimento científico em Comunicação, técnica jornalística, responsabilidade e compromisso com a verdade.

Desde pequeno gosto de ouvir boas histórias. Sou bom ouvinte e leio de tudo. Hoje, como jornalista e repórter, sempre que me deparo com uma fonte bem articulada ou que possui uma boa história para contar, tenho vontade de fazer uma matéria apenas com esse personagem. Já tive a oportunidade de fazer isso. Não se trata de um perfil, nem de promoção pessoal do entrevistado, nem de matéria paga. Nada disso.


O jornalismo tem como matéria-prima a vida real. E nessa realidade há várias histórias - outras boas e algumas tristes, mas que mereçam ser divididas com o público. Dois exemplos que me marcaram muito como repórter, nesse um ano de Revista Diário de Bordo, foram a matéria sobre Desaparecidos, na qual inclusive lancei o projeto aqui no blog, Café Cidadão, onde divulgava fotos de pessoas desaparecidas. Nesta matéria tive a oportunidade de contar a história da empresária de classe média alta Fabiana (nome fictício), que aos 36 anos, faz o caminho inverso de muitas pessoas que procuram entes queridos desaparecidos: ela procura os seus pais biológicos. Segundo consta nos autos da Polícia Civil de Minas Gerais, a mãe de criação dela teria supostamente roubado ela quando bebê e a criado como sua filha legítima.

Mesmo com o forte apelo que o caso poderia ter se ela procurasse um emissora de TV, por exemplo, Fabiana aceitou conversar comigo com exclusividade e dividir detalhes da sua intimidade familiar. A matéria chegou a ter uma boa repercussão na época. Mas, mesmo assim, Fabiana continuou firme e disse que não daria entrevista para mais ninguém, apenas para mim. Esta confiança que tenho com a fonte não tem preço e foi galgada com meses de entrevista. Não foi de um dia para o outro. Infelizmente, Fabiana ainda procura pelos pais biológicos.

Ainda não publiquei essa matéria no Café com Notícias, pois pretendo usá-la em agosto, para comemorar os dois anos do blog, pois tem muita história de bastidores dessa resportagem em si que quero dividir com você, que lê este espaço e que acompanha meu trabalho há algum tempo. Ah, além disso, em agosto estréia o novo layout do Café, mais moderno e clean: aguardem!


Pois bem, a outra matéria - que foi mais tranquila, mas no qual aprendi muito como ser humano, além de ter tido a oportunidade de fazer um amigo, foi a reportagem que fiz com o jornalista e radialista Humberto Araújo, que por ser um apaixonado por animais, deixou de lado a profissão, para ser adestrador e consultor de animais de estimação, aqui em Belo Horizonte (MG). Humberto, depois de anos, conseguiu realizar o seu sonho e trabalhar apenas com aquilo que gosta. O trabalho dele é muito parecido com o que faz o Dr. Pet, no programa "Domingo Espetacular", da Rede Record.

Sou uma pessoa apaixonada por animais. Além disso, gosto de boas histórias, como já disse. E Humberto é do tipo de pessoa que há troca de conhecimento constante no bate-papo e que agrega conhecimento. E, por ter uma história tão boa, não tive como não colocá-lo como foco principal da matéria. Em breve, para quem não teve a oportunidade de ler a última edição da Revista Diário de Bordo (maio/2009), poderá acompanhar, em agosto, esta reportagem na íntegra e também os bastidores, aqui no Especial de 2 ANOS do Café com Notícias.


Mas, esses meus dois exemplos de personagens que renderam boas reportagens, serviram de pano de fundo para falar do mestre mor do Novo Jornalismo e/ou Jornalismo Literário: o jornalista e escritor norte-americano Gay Talese, que sabe como ninguém explorar um personagem e mostrar que uma história não é só um lead, mas pode ser um aprendizado para a vida toda. Vasculhando na internet, achei duas entrevistas ótimas de Talese, que aos 77 anos, gosta de ter o tempo que for preciso para ir a fundo nas suas pautas e transformá-las em reportagens. Se você não o conhece, vale a pena ler e se deliciar com este aprendizado em forma de entrevista.

Nesse primeiro ano de vida da Revista Diário de Bordo, a veiculação dela era trimestral, apesar de ser uma revista de variedades e segmentada para o público A e B. Tinha aproximadamente dois meses para cumprir cada pauta. Com esse tempo, aproveitava para ir a fundo na reportagem e investir em apuração. Fiz trabalhos que me emocionaram - não só pelo resultado final, mas pela oportunidade de aprender muito sobre a realidade de cada personagem que entrevistei. Agora, a revista mudou de nome. A periodicidade, a partir do próximo mês, é mensal. Em breve, será anunciada este novo projeto pioneiro que fico feliz de poder fazer parte. Ainda não posso falar o novo nome da Revista, mas espero dividir com você todo esse momento de reestreia.

O ritmo de trabalho aumentou. E, com isso, a oportunidade de me dedicar a cada pauta ou personagem, diminuiu. Queria poder ter mais tempo para aprofundar. Mas, nem por isso, deixarei de trazer esse diferencial para o leitor, pois o bacana de ser repórter de revista é saber que é possivel ir além da notícia e mostrar que existe diálogo entre o texto e quem lê. O desafio de ser mensal me anima! Peço licença poética ao pegar para mim essa definição que Gay Talese deu à profissão de jornalista, em entrevista ao Estadão, que explica muito bem o ofício: "sou um historiador de pessoas que não têm história registrada em público".





Essa semana eu volto com mais Café com Notícias.






Wander Veroni
Jornalista

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Ocupação Dandara: Direito à terra ou risco de favelização?


O mundo está muito mudado. Os valores e o respeito ao próximo estão esquecidos. Não se trata de apontar o dedo para ninguém, mas é preciso ter bom senso. O velho "jeitinho brasileiro" de querer levar vantagem em tudo está acabando com a nossa sociedade. Isso acontece em todas as classes sociais, por incrível que pareça. Mas, se ficarmos calados, a inversão de valores e o mal-caratismo ainda vai continuar. Nâo adianta: temos que botar o dedo na ferida.

Mas, a pergunta que fica é a seguinte: será que é justo ganhar algo no grito? Numa verdadeira crise de ética, que beira entre a ajuda social e o conflito empresarial, desabrigados e militantes de movimentos sociais ocupam de forma irregular boa parte de um terreno de 315 mil metros quadrados, que fica entre o bairro Trevo e Céu Azul, na região da Pampulha, em Belo Horizonte (MG).

Aproximadamente mil famílias mantêm barracos de lona por todo terreno - que, segundo vários moradores de bairros próximos, fazia parte de uma antiga fazenda abandonada, há mais de 30 anos, cuja propriedade é da
Construtora Modelo. O acampamento é liderado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Brigadas Populares e Fórum de Moradia do Barreiro.


- Leia também:
MST e desabrigados invadem terreno em bairro de BH



A Ocupação Dandara, nome dado ao grupo de desabrigados que acampam no local, resolveu invadir todo o terreno, e não mais uma pequena parte localizada perto da garagem da empresa de ônibus Plena Transportes. Há praticamente duas semanas, várias famílias vindas da região do Barreiro e de outros lugares liderados pelo MST, resolveram instalar barracas por outros pontos do lote. De acordo com moradores do bairro Céu Azul, muitas pessoas estão pagando alguém para reservar uma barraca ou também resolveram aderir ao movimento, mesmo possuindo residência fixa e automóvel, com intuito de garantir um posterior espaço para construção no loteamento.

Além disso, os moradores temem que o terreno se transforme numa nova favela. Procurada, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) insiste que o caso é uma disputa judicial entre a Construtora e o Movimento Social em questão. O processo ainda corre no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (2ª Instância), que no último dia 13/04, suspendeu a liminar de reintegração de posse concedida à Construtora Modelo. Por ora, legalmente, os desabrigados ainda podem permanecer no local.

Na noite desta última quarta-feira (22/07) houve uma reunião entre moradores do entorno do terreno invadido com uma comissão da PBH e da Câmara de Vereadores da capital mineira. O objetivo foi esclarecer aos moradores da região em que pé está o tramite do processo na justiça e dar também uma satisfação do poder publico à população. Durante a reunião, os moradores do entorno da Ocupação Dandara deixaram bem claro que não apoiam a invasão e que querem que os invasores saiam do terreno de forma pacífica.


De acordo com um morador que esteve presente na reunião, mas não quer se identificar, estiveram presentes o secretário municipal Osmando Pereira, o vereador vice-presidente da Câmara de BH Silvinho Rezende, uma assessora da Vereadora Luzia Ferreira - Presidente da Câmara, e uma representante da Secretaria Municipal de Habitação e as lideranças das associações do bairro Trevo, Céu Azul, Garças, entre outras.

Da reunião surgiu uma comissão de moradores e um documento como uma lista de abaixo assinado, que vai ser entregue as autoridades, e que manifesta o repúdio da população à Ocupação Dandara. O documento vai ser elaborado e entregue à comissão para que se faça uma circular pelo bairro e colha as assinaturas, para que na próxima semana este seje entregue às autoridades judiciárias e ao Ministério Publico.

A pergunta que me faço é porque esse tipo de movimento insiste no processo de invasão para conseguir terrenos? Não seria mais fácil criar uma cooperativa de trabalho que tivesse o objetivo de comprar casas para pessoas desabrigadas? Posso parecer radical, mas sou contra esses projetos assistencialistas do Governo ou de ONGs que, ao invés de ajudar a pessoa a sair da linha da pobreza, a estimula continuar miserável e ignorante. É aquela velha história: ao invés de ensinar a pescar, prefere-se dar o peixe.

Dandara


Fazendo uma apuração rápida sobre o assunto, descobri que a invasão chama-se Dandara, em homenagem a companheira de Zumbi dos Palmares. Alguns moradores da região chegaram a apelidar a ocupação de "Novo Céu Azul" e, mais recentemente, de "Fazendinha", em alusão ao reality da Rede Record "A Fazenda". Eles até brincam que quem conseguir viver lá por muito tempo irá ganhar um lote como prêmio. Pode uma coisa dessas?



Além disso, a Ocupação Dandara mantém um blog com informações sobre a ocupação e que serve para abastecer sociedade e imprensa com informações oficiais do movimento. Além disso, eles contam com apoio jurídico da PUC Minas, MST, algumas lideranças católicas e políticas. Já o blog Invasão Dandara feito por um morador que reside próximo a região da ocupação, quer denunciar os abusos que esse tipo de movimento comete em nome do direito constitucional que todo brasileiro tem à terra.

Segundo o blog, vários gatos de luz e de água foram feitos, e militantes tem usado a causa social para conseguir um loteamento à base do grito. "Enquanto isso, o MST continua inchando a invasão. Ontem chegou mais um ônibus cheio de invasores. Desceram do mesmo e já foram entrando para o terreno. Vieram, parece-me que da região do Barreiro, de outro assentamento que também está em via de ser despejado", denuncia.



O fato é que nesses três meses, Belo Horizonte, praticamente, já ganhou uma nova favela. A omissão de alguns órgãos da imprensa que não querem dar suíte ao assunto (fazer uma matéria continuada do caso) ou de entidades públicas que enrolam para resolver o caso, mostram o claro desinteresse pelas pessoas que moram na periferia. Por mais que as lideranças da Ocupação Dandara insistem em que lá não irá virar uma nova favela, não é o que se vê.

A todo momento, novas pessoas chegam de carros, motos e caminhonetes para instalar novas tendas ou "render o turno" para alguém que mantém uma barraca no local. Claro, não duvido que tenham famílias realmente pobres e desabrigadas. Mas, não podemos nos calar diante de um descaso social e de gente querendo tirar vantagem em cima disso. Temos que ensiná-los a pescar, urgentemente.






Essa semana eu volto com mais Café com Notícias.





Wander Veroni
Jornalista

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domingo, 19 de julho de 2009

Agregador de Notícias: divulgue seu blog ou site no Linklândia


O Linklândia é um site em formato de agregador de notícias, dividido por categorias, lançado no dia 23/06/2009. Lá, editores online (blogueiros e webmasters) podem enviar o link de artigos, crônicas, matérias, imagens, podcast ou videocast que serão destaque na home. O intuito é dar visibilidade para trabalhos autorais de pessoas que querem divulgar suas idéias e projeto na web.

Com o crescente avanço da web 2.0, os internautas se transformaram em produtores de conteúdo, publicando trabalhos autorais ou repercutindo as principais notícias do Brasil e do mundo em sites, blogs, fotologs, audiologs e videologs. Com isso, surge a necessidade de sites agregadores de notícias que darão a possibilidade desses autores divulgarem os seus trabalhos e, dessa forma, trocar idéias com outros editores, numa nova espécie de rede social.

Dessa nova demanda, nasceu a ideia do Linklândia, que é um projeto criado e desenvolvido pelo webmaster Tico Esteves, de Belo Horizonte (MG), que atua também como editor online do blog Novo da Rede e Link e Tal. Atualmente, Tico conta com a ajuda da jornalista Letícia Castro (de São Paulo – editora do blog Babel Ponto Com e Master New Media) para ajudá-lo nessa empreitada, que tem como objetivo principal dar visibilidade à trabalhos de qualidade apresentados na web por editores online independentes.


Não faço parte da equipe de edição diária do site, mas o Linklândia é muito especial para mim, pois participei de diversas reuniões com os meus amigos Tico e Letícia para ajudá-los no processo de criação e estruturação do projeto. Acompanhei de perto o nascimento da Terra dos Links! Uma curiosidade que divido com vocês, é que o nome do site "Linklândia", é uma alusão à terra dos links, e também à Disneylândia - por ser um lugar alegre e divertido, cujo o nome foi sugerido por Letícia. Já a ideia dos balão, de plainar pela terra dos links, foi uma sugestão minha, que em parceria com os meus amigos, adaptamos até que o Tico criou a logo atual. Foram mais de três meses de pesquisa, dedicação e escolha do formato para lançar o (site) Linklândia, cuja proposta inicial é mostrar para o mundo que existe uma blogosfera preocupada em oferecer conteúdo de qualidade e valorizar o clique do leitor.

Terra dos Links


O Linklândia, só na primeira semana de lançamento, de acordo com Tico, recebeu 3.601 mil page views. Além disso, graças aos amigos e editores online que compraram a ideia do projeto, o site recebeu 156 links apontando para a página inicial e 178 links de qualidade, ou melhor 178 balões sobrevoando esse mais novo espaço da blogosfera. "Apenas para registro e, principalmente, para agradecer a força de todos, passamos pela primeira semana muito melhor que imaginávamos e com a sensação de ter acertado em cheio", diz Tico.

Particularmente, estou muito feliz de ver o projeto do meu amigo no ar e ver que a Linklândia cresce a cada dia. Demorei um pouco para postar esse artigo, porque Tico e Letícia já haviam postado em seus respectivos blogs sobre o nascimento do site. Então, para fazer uma divulgação continuada, optei por esperar um certo tempo, até para compartilharmos algumas conquistas e curiosidades. Comadre e compadre, o filhote nasceu e já está dando os primeiros passos: UHRRUUUL! Agora, quero convidar você, leitor do Café com Notícias - que está chegando pela primeira vez ao blog ou que já frequenta o espaço há algum tempo, para visitar a Linklândia e enviar links do seu blog ou site, ok! Venha soltar o seu balão e plainar por trabalhos geniais desenvolvidos na blogosfera: participe!



Ajude a divulgar o Linklândia. Basta copiar o selo abaixo e colar no seu blog ou site:




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Wander Veroni
Jornalista

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Seleção de Fotos: Férias em Congonhas - MG


Tem momentos na vida da gente que é preciso dar uma pausa para poder colocar as ideias no lugar e descansar a mente. Sem planejar muito, aceitei o convite para ir à chácara da minha tia e madrinha em Congonhas - Minas Gerais, localizada na zona rural deste município. O contato com a natureza e com a tranquilidade faz um bem danado e ajuda a repensar a vida, principalmente para quem possui um dia agitado ou dedica muitas horas ao trabalho - que é o meu caso.

Fiquei lá por cinco dias. Passiei, diverti e descansei. Fiquei completamente distante do jornalismo e da blogosfera. Voltei com várias ideias novas para o blog e refleti bastante sobre o que eu quero para a minha vida pessoal e profissional. Estou com as energias renovadas! Redescobri a leitura por prazer e o hábito de se conversar sobre bons livros, revistas, programas, filmes e documentários. Ouvi excelentes causos do interior contado por pessoas simples, sinceras e que tem muita sabedoria.

Cheguei a pegar 4ºC numa manhã fria de Congonhas, com direito a neblina, muito chocolate quente pela manhã, chá de ervas à tarde e caldos à noite, regado a muita prosa na varanda. Pude saborear a variedade da comida mineira que oferece um cardápio completo, que vai do café da manhã à ceia. Observei a natureza de perto e reverenciei o seu explendor. Tirei fotos de paisagens e lugares - uma outra paixão que tenho, e que faço questão de dividir com você que lê ou acompanha este espaço.

Quando voltei de viagem na segunda-feira (13/07), logo no dia seguinte, tive um problema de conexão com a Velox (internet de banda larga) que só foi resolvido no final da tarde desta quarta-feira (15/07), me deixando ainda mais alguns dias fora da blogosfera. Senti saudade deste espaço e de, ao mesmo tempo, poder interagir com os leitores e outros blogueiros. Agora estou de volta com os trabalhos do Café com Notícias a todo vapor...UHRRUUUUUL!

Aproveito para agradecer os comentários, scraps e e-mails sobre o post de tributo ao Michael Jackson. O blog vai completar dois anos em agosto e, ao olhar as estatísticas, vi que esse foi o artigo de maior audiência deste ano. Para você ter uma ideia, só em um dia este texto teve mais de 2200 visitas únicas. Para um blog jornalístico, que quer propor o debate e a informação, é um número que deixa bastante feliz, pois sinto que os internautas tem dado credibilidade e atenção ao Café: muito obrigado!


Ah, além disso, neste mês acaba a votação entre jornalistas, universitários e comunicadores mineiros que participam da newsletter da Revista PQN para o Prêmio PQN de Ouro 2009, no qual o Café com Notícias concorre, como semi-finalista, na categoria Melhor Blog de Comunicação. Então, se você quer ajudar o Café a levar este prêmio, envie um e-mail para pqn@pqn.com.br falando que vota neste blog. Clique aqui e veja os outros semi-finalistas do Prêmio PQN de Ouro 2009.

Não deixe de colocar neste e-mail o seu voto para o Café com Notícias, além do seu nome, profissão, local onde trabalha e formação acadêmica. Mas, atenção: só pode votar quem trabalha com Comunicação (jornalistas, publicitários, relações públicas, radialistas, editores, locutores e comunicadores) ou estudantes universitários dessa área profissional. Se vc não assina a newsletter da PQN, aproveite este mesmo e-mail e já se cadastra de uma vez porque nesse espaço sempre tem ótimas dicas de estágio, empregos e debates sobre tudo que acontece relativo à comunicação, não só para os profissionais mineiros, mas também de outros Estados.


Agora, fique com as fotos das minhas férias em Congonhas-MG. Espero que goste, ok:





Essa semana eu volto com mais Café com Notícias.






Wander Veroni
Jornalista

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terça-feira, 7 de julho de 2009

Michael Jackson: tributo e show além da vida


A emoção ainda fala mais alto do que qualquer outra coisa. Não se trata de uma tentativa de querer apagar ou enaltecer. É muito, mas muito além disso. Talvez, apenas quem está livre de qualquer preconceito consiga entender para poder aplaudir e reverenciar. Nesta última terça-feira (07/07), por volta de 14h30 - horário de Brasília, o mundo parou em frente a TV.

Houve quem disse que fizeram um circo. Outros, uma homenagem. Mas, qual é o artista que não quer ser lembrado pelo seu legado no palco? Em Los Angeles, no estádio Staples Center, o mundo parou para prestar a última homenagem ao rei do pop, o cantor Michael Jackson - que faleceu há um pouco mais de duas semanas, numa tarde de quinta-feira (25/06). Clique aqui para ler o artigo: Michael Jackson - ídolo ou mito?.

Várias emissoras transmitiram o Tributo, ao vivo, praticamente para todo o planeta, em tempo real. Sofremos uma verdadeira catequese de Michael Jackson. Mas, se olharmos por um lado bom, só assim esta geração - que não só eu, mas muitos outros que possuem os seus vinte e poucos anos fazem parte, puderam ver o quão magnífica foi a vida desse artista que fez sucesso dos seis aos cinquenta anos de idade.


Só assim percebemos o quanto Michael Jackson foi um artista ímpar e que unificou a música black com o pop e o rock. Que na década de 1990 levou o axé dos tambores do Olodum, da Bahia, do Brasil para o mundo. Michael se permitiu experimentar. Bebeu de várias fontes musicais e fez um som único. Além disso, se pararmos para pensar, foi um artista que deu imagem audiovisual a indústria fonográfica com vídeos clips pra lá de especiais com um toque de cinema, dança e musicalidade.

Lembro-me, quando garoto, ficava acordado até altas horas da noite para esperar a estréia dos clips de Michael Jackson no Fantástico, da TV Globo, para ver os clips de "Black or Withe" e "They Don't get about us", por exemplo. No período do Natal, por volta da década de 1990, sempre passava o filme "Moonwalker" (1988) e o clip "Ghost" (aquele de mais de trinta de minutos), no SBT.

Naquela época, para mim, não havia nada melhor do que poder ver o rei do pop em ação. Não cheguei ver a fase negra do jovem Michael no "The Jackson Five" ou ainda alçando voo solo em "Off the Wall" (1979) e "Thriller" (1982).

Vi depois, já na fase branca, na década de 1990. Eternizei na mente, assim como milhares de brasileiros, a música "Don´t Stop Until You Get Enough", como vinheta do Vídeo Show, da TV Globo. Acompanhei as polêmicas, as excentricidades pelos noticiários, os filmes biográficos e os documentários sobre a carreira do artista.

Michael viveu em um mundo mágico. Cresceu sem saber o que é ter uma vida "normal". E por falar em mágica, fazendo uma alusão rápida ao filme "O Grande Truque" (2006), que fala sobre o mundo dos mágicos, um dos personagens que é o protagonista da história, fala que o segredo de um grande artista é viver o seu personagem 24 horas por dia.

A ilusão está em fazer com que as pessoas acreditem que a artista e o personagem são a mesma pessoa. Então, fomos iludidos? Compramos essa história do homem que não se aceita do jeito que é e que foi negro, mas morreu branco. Será? Pode soar pretensão, mas Michael Jackson foi o artista que mais valorizou a música negra no mundo e ajudou a abrir portas para a entrada de afro-descendentes no show biz de forma que nunca se viu igual.


Era excêntrico, mas também filantropo. Foi condenado a ser adulto quando era criança. Quando ficou adulto se permitiu ser criança. Criou um mundo. Se transformou em um personagem que fez música como ninguém. Se reinventou durante três décadas consecutivas.

Ia voltar aos poucos com um show sensacional para fazer a sua despedida oficial. Michael, que pena você não estar vivo para saber o quanto é amado! Esse show tributo lavaria a sua alma e lhe daria energia suficiente para arrasar nesses próximos 50 shows. Mas, valeu! Ele fez história. É pretensão descrever com qualquer adjetivo o que foi o show tributo de adeus à Michal Jackson. A emoção ainda fala alto!

Respeitemos a dor da família que não perdeu o artista, mas um pai, um filho e um irmão. Respeitemos os fãs que, em quase quinze dias, mostraram para o mundo o quão querido Michael ainda é. O que se viu neste show de homenagem foi uma reverência a grandiosidade de um artista e um adeus aos fãs no palco. Palco este que o consagrou e que foi feita a despedida.

Creio que todo artista deveria ter esse tipo de homenagem ainda em vida, pois a sua obra merece ser sempre aplaudida. Michael Jackson merece muitas palmas! É eterno, pois sua música ainda vive. E viverá para sempre.

:: Acompanhe algumas fotos do Tributo à Michael Jackson:



» Créditos das Fotos: Mark J. Terrill; Monica Almeida e Carlos Osorio.
»
Clique aqui para ver mais foto do Tributo à Michal Jackson, feito em Los Angeles (EUA), no estádio Staples Center.






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Wander Veroni
Jornalista


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sábado, 4 de julho de 2009

Denúncia - Jornalistas mineiros são acusados de serem funcionários fantasmas


O Jornalismo vive um dos seus momentos mais críticos na sociedade, onde o STF (Supremo Tribunal Federal) coloca em xeque a atividade perante à imprensa e o público. Em linhas gerais, de acordo com a Justiça, qualquer profissional graduado pode ser Jornalista, numa atitude que desvaloriza completamente o ensino superior, o conhecimento científico produzido até então - ligado a Ciências da Comunicação, e a técnica jornalística. Ou seja, ao invés da sociedade evoluir, damos não só um, mas dois passos para trás.

Mesmo com essa decisão polêmica, muitas empresas de comunicação afirmam que continuarão buscando na academia os seus futuros talentos profissionais. Dúvido! Infelizmente, se isso fosse verdade, todos os veículos de comunicação se uniriam para impor mais profissionalismo à categoria e combater esse desrespeito a qualidade da informação repassada ao público - valorizando, principalmente, os profissionais graduados que exercem este ofício com respeito, conhecimento e dignidade. Querem desmoralizar o Jornalismo! Mas, antes que isso aconteça, o tapete das empresas de comunicação, aos poucos, começa a ser puxado.

Se os jornalistas não possuem uma categoria firme, unida e representativa, o que dirá dos salários que estão cada vez mais achatados - para não dizer humilhantes. A maior parte dos profissionais, mesmo sendo empregado em um lugar específico, acaba tendo que se aventurar em mais de um emprego ou em trabalhos freelancer para poder melhorar o seu orçamento no final do mês. Foi por causa de salários, que o debate entre o público e o privado tem sido alvo de discussões importantes na internet, que afloraram questões de ética, moral e dever como cidadão, nesta última semana.


Pois bem, o jornalista Fábio Pannunzio - que também atua como editor online do Blog do Pannunzio, trouxe a público uma séria de reportagens, em forma de denúncia, falando que alguns jornalistas de Minas Gerais atuam como "funcionários fantasmas" em gabinetes de políticos em Brasília.

A denúncia em questão trouxe à tona que boa parte dos jornalistas da Rádio Itatiaia estão ou estiveram lotados nos gabinentes dos senadores Hélio Costa (PMDB-MG, atual ministro das Comunicações), Wellington Salgado (PMDB-MG) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Inclusive, o diretor de jornalismo da emissora - Márcio Dotti, mantém a própria esposa lotada no gabinente de Wellington Salgado, desde 2003, sem ela nunca ter aparecido por lá.


- Repórter da Itatiaia não aceita rótulo de "fantasma"
- Mulher do diretor de jornalismo da Itatiaia está na folha do Senado


Ainda, nos comentários dessas postagens do Blog do Pannunzio, é possível ler denúncias (que ainda precisam ser apuradas) de como funciona esse esquema que é encarado com naturalidade por muitos colegas de imprensa. Ainda, pelo que se foi levantado, não são só os jornalistas da Rádio Itatiaia atuam como funcionários fantasmas. Há denúncias de que jornalistas de outros grandes veículos de comunicação mineiros também mantém essa prática não só em Brasília, mas em prefeituras, secretarias e Câmara de Vereadores da Grande BH e na Assembléia Legislativa de Minas Gerais.


Não que trabalhar em mais de um lugar seja desonesto. Muito pelo contrário, trabalhar não é vergonha para ninguém. Mas, o fato em questão, é que esses jornalistas citados serem "fantasmas", ou seja, nunca terem ido trabalhar nesses gabinetes e receber altos salários por isso. Claro, quando lemos notícias desse tipo na internet, a primeira coisa a se fazer é apurar e ver a procedência disso.

De acordo com alguns colegas da imprensa, que pediram para não se identificar com medo de alguma represália por parte das empresas de comunicação, essa prática é antiga, pois muitos diretores sugerem que o jornalista aceite tal função para ter um "adicional" no final do mês.

"Os jornais de Minas não vão repercutir isso nunca, porque todo mundo tem o rabo preso. Se um começar a denunciar, o outro vai atrás e no final das contas todos os grande veículos bebem da mesma água. Quem não gostaria de receber sem trabalhar?", afirma um editor de uma importante emissora de TV.

Para quem não conhece, Fábio Pannunzio é jornalista, repórter e escritor, graduado em Comunicação Social pela Faculdade Cásper Líbero de São Paulo. Atualmente, reside em Brasília e faz a cobertura política para a Rede Bandeirantes de Televisão, além de ser substituto de Bóris Casoy no "Jornal da Noite", exibido pela mesma emissora. Pannunzio foi o primeiro repórter de TV brasileiro a entrevistar as Farcs - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, em seus acampamentos, em plena selva colombiana. A experiência forneceu material para o livro "A Última Trincheira", lançado pela Editora Record, em 2001.


Só pelo currículo de Fábio Pannunzio, percebemos logo de cara que ele não colocaria no ar algo que não tivesse procedência e que não sofresse alguma apuração. Além disso, ao conversar com vários colegas da imprensa mineira - inclusive que atuam como funcionários públicos concursados, percebi outra denuncia: a prática de contratação de comissionários "fantasmas" por padrinhos políticos ou poderosos é mais comum do que imaginamos, não só na comunicação, mas em qualquer setor/ocupação do poder público.

Ser contratado, não ir trabalhar e receber por isso todo quinto dia útil do mês: isso é justo? Pode até não ser, mas para alguns políticos, isso é perfeitamente corriqueiro e legal. Será que alguém no Ministério Público ou Justiça toparia investigar esse escândalo dos funcionários fantasmas?

Ano que vem é tempo de eleição. Mas, antes de gritar fora fulano ou cicrano, pensemos muito bem em quem iremos eleger para nos representar. Se a política está podre, cheia de falta de ética e moralidade, a culpa é nossa que ainda não aprendemos a pesquisar antes de votar. Pense nisso! A mudança está nas suas mãos. Além disso, os blogs tomaram para si a prerrogativa de mídia independente e que denuncia atos de irresponsabilidade - coisa que a mídia tradicional geralmente se cala pelo fato de ter o "rabo preso".

Por isso, a blogosfera ou as redes sociais são vistas atualmente como "coisas menores" pelas mídias tradicionais (TV, Rádio e impresso) para confundir o público, porque a revolução, o debate e o pensamento crítico são terrenos férteis neste espaço. Então, seja contra ao monopólio da informação. Leia mais de um jornal ou revista, ouça várias emissoras de rádio, acesse vários blogs e sites e troque de canal de TV mais vezes para não ficar refém de uma única forma de pensamento. Isso sim que é liberdade de expressão!





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