quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ponto de Vista – O jovem precisa se ver mais na TV



Divertir, propor debate, informar e desenvolver uma linguagem que fale diretamente para o público jovem. Se pararmos para pensar, hoje em dia, são raros – para não dizer poucos, os programas voltados para o público adolescente na TV aberta. Aos poucos, essas atrações estão desaparecendo ou migrando de vez para a TV Paga. Nem a MTV, que já foi referência neste assunto, conseguiu segurar a onda e tem desandado feio nos últimos tempos. Nesta primeira década do século XXI, a TV aberta ousou poucas vezes investir em formatos voltados exclusivamente para o público jovem, de uma maneira mais transparente, direta e sem canastrice.

Até porque, inclusive o público tem dificuldade de se ver nessas atrações e criar uma identificação. Antigamente, culpavam o horário. Hoje, falo sem pestenejar que é a falta de conteúdo que afasta o telespectador. O que adianta alta tecnologia e a interação com as redes sociais se não há conteúdo? Se horário significasse alguma coisa, o Altas Horas não seria a referência que é. Sem falsa modéstia, o melhor programa de auditório voltado para o público jovem.

Da outra ponta da discussão – não que seja um modelo a ser seguido, mas a novela Malhação é um dos poucos programas que, ao longo dos anos, se manteve firme e fortes na grade da televisão falando para o jovem na faixa vespertina. Errou, sim. Inclusive a temporada atual é um fiasco, infelizmente. Mas, querendo ou não, teve algumas temporadas vitoriosas e que, de alguma forma, contribuíram para importantes discussões sobre os temas que repercutem nessa fase tão cheia de dúvidas da nossa vida.

Há algumas semanas atrás, a Band estreou o programa PopCorn. Houve quem disse, antes da estreia, que a atração seria uma espécie de Programa Livre. Ledo engano. É mais um tapa buraco sem conteúdo da grade vespertina. Por causa desse auê, confesso que fiquei esperançoso sobre uma possível volta dos programas de auditório vespertino, voltado para o público jovem. Serginho Groisman e Luciano Huck, hoje na Rede Globo, fizeram história no final da década de 1990, com programas que eram voltados para o público teen.

Quem não se lembra do “Fala, garatooo!” ao som de bate-papos livres e descontraídos entre convidado e platéia do Serginho Groisman, hein? Ou ainda, as musas Tiazinha e Feiticeira que invadiram a fantasia sexual dos marmanjos de plantão? Sim, esses programas fazem falta. Prova disso é que o telespectador está cada vez mais saudosista. Mesmo cada um tendo formato e proposta completamente diferente, Huck e Groisman lideraram um movimento de programas de auditório para adolescente por quase uma década. Hoje, a TV aberta ficou pobre. Parou de produzir entretenimento e conteúdo autoral. Todos têm medo de errar. Querem o êxito imediato. Ninguém quer inovar. A maioria dos formatos atuais são comprados de produtoras e adaptados.

Tá, você pode dizer que o CQC e Pânico na TV são programas jovens também. Mas, nem tanto. A responsabilidade deles ainda está mais para o humor e para o escracho. Ah, ainda tem as séries americanas que utilizaram ao máximo as desventuras que todos os jovens passam no ensino médio até a entrada para universidade. Sim, nem tudo está perdido. No próximo semestre, até a Rede Record vai investir novamente neste filão ao apresentar o remake da telenovela “Rebeldes”.

O que me pergunto é se realmente o jovem de hoje se sente bem representado na TV. E os ídolos atuais possuem algum quê de originalidade? Não que espere algo revolucionário aconteça. Não é isso. Claro, gosto cada um tem o seu. Isso não está em discussão. O que debato é a qualidade daquilo que é ofertado como conteúdo ou entretenimento. O jovem precisa se ver mais na TV e procurar atrações que realmente falem do universo que ele vive, sem aquele tom professoral ou de arrogância. Chega de imbecilidade!






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Wander Veroni
Jornalista


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segunda-feira, 26 de julho de 2010

E-books e E-Readers reaquecem o mercado editorial




O e-book é um livro em formato digital ou eletrônico que pode ser lido em computadores, netbooks, smatphones, celulares, tablets, PDAs ou qualquer outro equipamento que suporta este recurso. A principal vantagem do livro digital é a sua portabilidade. Eles são facilmente transportados em CDs, pen-drives, bluetooth e cartões de memória, além de ser distribuído facilmente pela internet. Os formatos mais comuns são o ePub, .pdf, .txt, .doc, mobi – da Amazon Kindle, entre outros.

Além disso, uma das maiores vantagens do e-book é o preço. Pelo baixo custo de produção e distribuição, muitos autores podem se lançar de forma independente no mundo editorial vendendo as suas obras em sites como o Mercado Livre ou o Pag Seguro. Entretanto, assim como no livro impresso, o e-book também é protegido pelas leis de direitos autorais. A grosso modo, isso significa que autor tem o direito assegurado pela sua obra, não podendo ter partes alteradas, plagiadas e, muito menos, ser distribuída ou comercializada sem a autorização do autor.

Por conta dessa nova modalidade de negócios, os e-readers estão ganhando cada vez mais espaço no mercado e, aos poucos, estão chegando no Brasil. Em agosto, a Positivo – uma das empresas pioneiras na popularização de computadores do Brasil, irá lançar um tablet 100% nacional que irá concorrer com o iPad, Kindle, Nook, Mix e Libre – e-Readers que já estão presente no mercado mundial. O Alfa possui uma tela sensível ao toque de seis polegadas e com 16 tons de cinza. Assista abaixo um vídeo sobre esse lançamento:



O primeiro modelo só terá conectividade pela USB, mas um modelo wifi está previsto até o final do ano. O aparelho possui um slot para cartões de memória e conta com 2GB internos, o que dá para armazenar aproximadamente 1500 livros no formato ePub, PDF ou txt. Além disso, o Alfa é aberto e suporta os formatos dos ebooks vendidos pelas editoras Saraiva e Cultura. A meta da Positivo é sacudir o mercado editorial brasileiro e deslanchar a venda de livros e revistas para esse formato no país.

Lançamento

Na segunda quinzena de julho, o amigo William Douglas G. de Castro - idealizador do portal Pub Web TV e pesquisador de assuntos ligados a internet e mídia social, lançou o e-book “Redes Sociais – Segmentando O Nicho Das Empresas”, cuja ideia é explicar de forma bastante intuitiva o modo com que as empresas devem se comportar nas redes sociais e como elas poderão tirar proveito da web 2.0 e as redes sociais. Clique aqui para saber mais sobre a obra ou aqui para adquiri-la no Mercado Livre.







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Wander Veroni
Jornalista


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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Tiradentes prova que o ouro mineiro está no turismo



Em meio às construções datadas do século XVIII, trilhas ecológicas e um interessante fomento cultural, a cidade mineira de Tiradentes é uma opção turística bastante procurada para quem gosta do clima aconchegante do inverno. Localizada a quase 200 quilômetros de Belo Horizonte (MG), o município encanta turistas de várias partes do Brasil e do mundo por causa da boa conservação dos monumentos históricos em estilo barroco e pelos festivais que unem cultura e gastronomia.

Mas, por detrás da beleza dos casarões da cidade, se esconde um passado próspero, oriundo do ciclo áureo. Na época da colônia, Tiradentes foi o local que mais teve ouro de superfície no Brasil. Graças a essa fartura, em 1718 o arraial se desenvolveu e foi elevado a Vila de São José Del Rey, ganhando a configuração arquitetônica que permanece até hoje. Entretanto, somente no período da República Velha, é que o nome atual da cidade foi alterado para homenagear Joaquim José da Silva Xavier, mais conhecido como Tiradentes – minerador, alferes e mascate que exercia atividades farmacêuticas como dentista-prático, e é considerado um dos heróis da Inconfidência Mineira, período em que a Coroa Portuguesa insistia em aumentar os impostos do ouro.

Das riquezas deixadas pela história, Tiradentes viu no turismo o seu maior tesouro. Desde o final século XX, quando a cidade foi proclamada patrimônio histórico nacional, com boa parte do conjunto arquitetônico recuperado, o município tem apostado no turismo e nas atividades culturais como impulsionador econômico, conforme explica o secretário municipal de cultura de Tiradentes, Felipe Wagner Gomes Barbosa. “Eventos como o Festival Gastronômico e a Mostra de Cinema tem atraído público de várias partes do Brasil. Com isso, a rede hoteleira da cidade e o setor de serviços têm gerado muitos empregos, inclusive nas regiões próxima a Tiradentes”.


Gastronomia


Bons pratos e um roteiro cultural requintado. De 20 a 29 de agosto, acontece o 13º Festival Internacional de Cultura e Gastronomia de Tiradentes. Criado há 12 anos, o evento faz parte do Circuito Brasileiro de Cultura e Gastronomia e é considerado um dos maiores encontros gastronômicos do país. Em 2009, cerca de 30 mil pessoas passaram por Tiradentes durante os nove dias de festival. Para esse ano, a programação inclui uma série de atividades, como tour gastronômico, cursos, palestras, degustações, shows e apresentações de teatro e dança. Mas, para os amantes da boa comida, o ponto alto do circuito são os festins. Trata-se de jantares especiais para em média 120 pessoas, preparados nos mais belos lugares de Tiradentes por chefes nacionais e internacionais, cujo ingresso deve ser comprado com antecedência.

Segundo os organizadores, o tema do evento este ano será as mulheres. Desde os primórdios, as mulheres estiveram envolvidas com as atividades culinárias, porém o papel de “chef” foi instituído primeiramente aos homens, cozinheiros dos reis. “O tema do festival tem como objetivo resgatar o valor dado às cozinhas domésticas e caseiras, fundamentais para o aprofundamento técnico necessário para se chegar à cozinha dos banquetes. A memória gustativa da cozinha doméstica e maternal é fonte de inspiração para o desenvolvimento de novos trabalhos e novos olhares para a gastronomia”, explica Rodrigo Ferraz, um dos organizadores do festival.





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Wander Veroni
Jornalista

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

2ª edição da coluna do Café com Notícias na Revista PQN



Desde abril deste o ano, o Café com Notícias ganhou uma filial muito bacana na Revista PQN, a blog-coluna Pão de Queijo com Café, que está na sua segunda edição. A PQN existe há seis anos em Belo Horizonte (MG), derivada de uma newsletter lida e comentada por comunicadores de várias partes do Brasil. A revista é voltada para profissionais de comunicação e possui um time excelente de colunistas e colaboradores, da qual sinto muito orgulho de fazer parte.

À convite do amigo e jornalista Robhson Abreu – editor e idealizador da PQN, a blog-coluna tem a mesma proposta da seção Café Rapidinhas – já conhecida pelos leitores deste espaço, com notas curtas sob o título de várias opções de café. Caso você queira enviar alguma sugestão, crítica ou reclamação, escreva para o email wander.veroni@gmail.com.

Na edição nº 15, do mês de junho, o leitor vai conferir também uma entrevista exclusiva com o jornalista Marcelo Cordeiro que assumiu recentemente a função de editor-responsável do jornal Hoje em Dia, que existe há mais de 20 anos em Minas Gerais, com a missão de dar uma repaginada no veículo. Na reportagem de capa, uma matéria sobre a nova onda do stand up comedy que tem levado muitos profissionais da comunicação para os palcos.

Para comprar a Revista PQN, envie um email para pqn@pqn.com.br e a publicação chegará na sua casa com total comodidade para qualquer parte do Brasil, via Correios. Se preferir, compre o seu exemplar em alguns postos de vendas. Fique atento aos locais:

» Belo Horizonte:

- Pró-Terra Internet
Avenida Augusto de Lima, Edifício Araguaia, de frente do Edifício Maleta. BH/MG.

- Café Book: ao lado do jornal Hoje em Dia, Rua Padre Rolim, quase com Av.Brasil, em BH/MG.

- Livraria Manuscritos: Rua Gonçalves Dias, Centro, no Belas Artes Liberdade. BH/MG.

- Redação da Revista PQN: Rua da Bahia, 1345, sala 909. Esquina com Rua Timbiras. BH/MG.

» Governador Valadares:

- Leste de Minas, na Leitura Megastore no Shopping do Vale, em Ipatinga; e no Shopping GV, em Governador Valadares.

» São Paulo:

- Banca do Bruno, no Metrô Consolação, em São Paulo.

- Banca Gazeta, em frente ao prédio da Gazeta, onde funciona a Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo.

- FNAC, na avenida Paulista, em São Paulo.

» Rio de Janeiro:

- Av. Ataulfo de Paiva, 1292, Loja C. Leblon – Rio de Janeiro – RJ.
Tel: (21) 2244-0031 / 2511-5085 – Fax: (21)2259-4861
leblon@letraseexpressoes.com.br

- Nova Barra Jornais e Revistas
Av. das Américas, 200 – Loja 31, Barra da Tijuca. Rio de Janeiro.
Tel: (21) 2439.1702



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Wander Veroni
Jornalista


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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ti Ti Ti – Remake alfineta com humor o mundo da moda




Confusões e aventuras que vão render muito pano pra manga no mundo da moda. Estreia nesta segunda-feira (19/07), o remake da telenovela Ti Ti Ti, às 19h, na Rede Globo. A trama escrita originalmente por Cassiano Gabus Mendes e foi exibida com grande sucesso em 1985. A história da novela foi levemente inspirada em Denner e Clodovil, dois grandes nomes da alta-costura brasileira, na época, que viviam brigando por reconhecimento.

Agora, na versão atual, a jornalista e dramaturga portuguesa Maria Adelaide Amaral, radicada no Brasil há mais de 40 anos e autora de minisséries de sucesso como Dalva e Heliberto, A Muralha, A Casa das Sete Mulheres, Queridos Amigos, entre outros, tem a missão de reescrever a história com elementos contemporâneos, cujo os primeiros capítulos foram gravados em Belo Horizonte (MG).

No entanto, para versão 2010, foi feito um mashup de outras tramas e personagens de Cassiano Gabus Mendes com o intuito de dar um novo colorido à nova novela, como a mistura de alguns elementos de Plumas e Paetês (1980); a entrada do detetive atrapalhado Mário Fofoca, de Elas por Elas (1982), de Luis Gustavo, e a volta de Kiki Blanche, de Maria Zilda, em Locomotivas (1977), como cliente de Leclair.

Ti Ti Ti chega à telinha com a difícil missão de recuperar o telespectador que se afastou do horário das 7 depois do fiasco de Tempos Modernos. Investindo no humor, o folhetim vai contar a história da rivalidade dos estilistas e inimigos de infância Jacques Leclair e Victor Valentim, interpretados Alexandre Borges e Murilo Benício. Só pelas primeiras cenas, a trama já promete um mix de humor, emoção e romance. Veja abaixo cenas exclusivas do primeiro capítulo da novela:




Transmídia


Atualmente, a Rede Globo já começa a navegar por outros caminhos e experimentando a produção de conteúdo transmídia. Trata-se de um novo conceito multimídia – muito comum nas séries americanas e nos filmes holywoodianos, onde um produto audiovisual possui desdobramentos em várias plataformas, como internet, celular, livros, rádio, blogs, jogos, DVD, quadrinhos e conteúdo em mídia impressa.

Para o lançamento de Ti Ti Ti, no site da novela o internauta tem acesso a vários materiais exclusivos que já o ajudam a entrar no universo da trama. Também foram criados alguns ambientes que vão além da novela, como o Salão Ti Ti Ti, onde o internauta pode mudar o seu visual, de uma forma bastante animada, a partir de uma foto ou web cam.

Já no aplicativo Capa Moda Brasil, o internauta pode ter um dia de celebridade e colocar a própria foto na capa da Revista Moda Brasil, uma publicação fictícia que será palco de muitas tramas em Ti Ti Ti. Para isso, basta selecione uma foto tirada pela webcam ou do próprio computador e, pronto: você vai se tornar a mais nova celebridade do momento!

Além disso, foram criados o site da Revista Moda Brasil, o blog do personagem Adriano Novaes – jornalista especializado em tudo que acontece no mundo fashion; além do site do protagonista Jacques Leclair, onde é exibido o portifólio do estilista. Sem contar no convite feito ao internauta para seguir o Twitter oficial da novela e outros espaços na rede.





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Wander Veroni
Jornalista

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domingo, 18 de julho de 2010

Ponto de Vista – Fim do JB e demissões na TV Cultura




Um debate muito comum entre o meio acadêmico e os jornalistas profissionais é sobre o possível fim do jornalismo impresso. Há quem diga que NÃO. O jornal impresso vai continuar. Deve, porque não? Tem espaço para todos. De acordo com os estudiosos de comunicação, o que vai mudar será a abordagem e o surgimento de novos modelos. O próprio iPad, no início do ano, deu uma animada na mídia impressa, nesse sentido. O impresso ganhou um novo gás com os tablets e leitores digitais.

Porém, essa semana, uma notícia pegou todo mundo de surpresa: O Jornal do Brasil, mais conhecido como JB, um dos jornais mais antigos do Brasil, vai por fim na versão impressa, em setembro. O JB será apenas um jornal online e terá um modelo compatível ao iPad, Kindle, Nook, Mix e Libre, além de uma versão em e-paper, adaptável à tela do computador.


Veja também:

» Serra ordena demissões na TV Cultura?
» JB passa a ser 100% digital em setembro
» A morte do Jornal do Brasil



Isso é uma boa notícia? Vai dar certo? Só o tempo vai dizer. O fato é que essa “novidade” do JB é resultado de dívidas antigas do jornal, e não, necessariamente, um investimento. É mais uma tentativa de não acabar – totalmente, com o veículo. Além disso, outro fantasma assusta a redação do JB: as demissões. Com a redação da equipe focada no online e o fim da versão impressa, muita gente vai ser mandada embora. E quando jornalistas são demitidos, mais vozes que tem a missão de informar a sociedade são caladas.

E por falar em “cala-boca”, existem algumas pessoas que ainda acreditam que demitir jornalistas é o meio mais eficaz de “tampar o sol com a peneira”. Na TV Cultura, Heródoto Barbeiro e Gabriel Priolli foram demitidos por fazerem o jornalismo cidadão, crítico e que prestam serviço à sociedade. O fato é que não é demitindo jornalistas que os problemas sociais vão desaparecer. Isso é um engano. Eles continuam ali à espera de uma solução.

Do outro lado do iceberg, a internet esta aí, livre e empreendedora. Graças à web, os jornalistas pensam e podem sair da mordaça criada pela publicidade e pela política. O jornalismo plural está apenas na internet, atualmente. O que é uma pena! Ainda bem que existe as eleições. E por mais utópico que isso possa parecer, é com o voto que podemos dar o primeiro passo para mudarmos algumas coisas. Pense nisso: não se deixe calar!



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*Observação: Este artigo faz parte da minha participação na seção Ponto de Vista, do site do Cena Aberta, onde três jornalistas publicam um artigo mostrando pontos diferenciados sobre o mesmo assunto. Todo sábado você vai encontrar
artigo escritos por Endrigo Annyston, Emanuelle Najjar e Wander Veroni.





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Wander Veroni
Jornalista

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Facebook cresce entre os internautas brasileiros




Foi-se o tempo em que o Orkut reinava sozinho entre as redes sociais mais acessadas no Brasil. Agora, a nova onda do momento atende pelo nome de Facebook. Trata-se de um site de relacionamento, criado em 2004, por Mark Zuckerberg, um ex-estudante da Universidade de Harvard. Apesar de contar com menos usuários brasileiros do que o Orkut, o Facebook vem crescendo timidamente.

Hoje em dia, o site divide as atenções ao lado do Twitter e do Youtube, em um país em que 38 milhões de pessoas acessam a internet por mês, seja de casa ou do trabalho, com o intuito de ficar pelo menos quatro horas online nas redes sociais.Esses números tão expressivos fazem parte dos dados da empresa Ibope Nielsen Online. Segundo a empresa, de maio de 2009 a abril deste ano, o percentual de usuários brasileiros do Facebook cresceu quase quatro vezes, de 7,9% para 26%. Nesse período, o Orkut se manteve estável, em torno dos 70% de usuários.

Enquanto isso, lá fora o Facebook está em primeiro lugar na lista dos mil sites mais acessados no mundo. No Brasil, o Facebook tem apresentado um crescimento diferente da Europa e dos Estados Unidos, onde é a rede social mais acessada. O Facebook teve 540 mil visitas únicas, o que representa um alcance global de 35,2%, e 570 bilhões de acessos em abril, mas tem mantido um crescimento mensal constante entre 10% e 15%.

De acordo com o site Alexa.com, que mede a audiência de sites pelo mundo, o Facebook está em 17º lugar em audiência no Brasil, duas posições à frente do Twitter. Ainda, segundo o Alexa, no Top 20 de sites mais acessados, a página de pesquisa da Google Brasil aparece em primeiro lugar, seguido do Orkut. Já em terceiro lugar vem o Google em inglês, seguido do portal Uol, Windows Live, YouTube, Globo.com, MSN, Blogger, Yahoo, Terra, iG e Mercado Livre. Ainda no top 20 estão 4shared, Wikipedia, Doubleclick e o site da Abril.com.

Para a gestora de criação da agência DigiPronto, Marina Frederico, que trabalha como analista de mídias sociais, o Facebook traz para o internauta uma possibilidade de interação muito mais amigável, relevante e inteligente. Ela aponta ainda algumas diferenças entre Facebook e Orkut. “O nome Facebook remete ao livro que os estudantes americanos fazem com fotos de seus amigos no final de cada ano letivo, o que já propõe um ambiente diferenciado em relação ao Orkut. A discrepância entre os sites de Zuckerberg e da Google já diminuiu bastante, mas a verdade é que o Facebook continua mais clean e fácil de navegar. Usando basicamente as cores branco, azul e tons de cinza, é muito fácil encontrar o que você quer nele”, avalia Marina Frederico.

Já a estudante de nutrição Nayara Simões, 32 anos, vai mais além. Ela acredita que o Facebook tem ganhado adeptos brasileiros porque o público adulto sentia falta de um espaço onde pudesse trocar idéias, fazer contatos entre os amigos e integrar serviços de outras redes sociais, como o Twitter. “Pelo menos no meu caso, até bem pouco tempo atrás, achava que o Facebook só era útil para passar o tempo naqueles joguinhos, como o Farmville. Mas, de um tempo para cá, comecei a interagir no site e fiquei apaixonada com as possibilidades, principalmente porque o Facebook não é evasivo como o Orkut e possui um público mais adulto, se compararmos com o Orkut. Além disso, o internauta pode twitar pelo Facebook e anexar as fotos do Flickr numa boa. Até a parte de publicidade foi bem pensada, pois os anúncios são relevantes ao gosto do internauta”, diz.





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Wander Veroni
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terça-feira, 13 de julho de 2010

Ponto de Vista – A pouca prática invadiu o jornalismo




Tem hora que cansa, sabe. Mas, não posso (nem podemos) desistir. Ainda há esperança por dias melhores. Uma luz no final do túnel? Quem sabe. Parece que tudo aquilo que o jornalista aprende durante quatro anos na faculdade existe apenas nos livros, nos artigos e na teoria. Não que o mundo acadêmico esteja errado, mas o mercado – de um modo geral, resolveu seguir outro caminho. Uma trajetória que está jogando no lixo a ética, o respeito e, principalmente, os critérios de noticiabilidade.

Entretanto, isso não é necessariamente culpa somente dos jornalistas. Claro, poderíamos ser uma classe mais unida e dar o grito como uma categoria que representa a sociedade, antes de tudo. Mas, infelizmente, a maior parte da culpa dos veículos de comunicação perderem “certas referências” é por colocar pessoas sem a capacidade adequada de gerenciamento, se travestindo de jornalista ou de profissionais de comunicação. Quando falo isso, não estou levantando apenas a eterna polêmica da necessidade ou não do diploma, mas sim da ausência de capacidade e criatividade deste profissional.

Muitos donos de veículos de comunicação ou alguns dos seus principais diretores nem sempre são jornalistas ou profissionais com experiência e renome. E isso atrapalha o “meio de campo”, pois o jornalismo acaba servindo de “moeda de troca” para fins comerciais e políticos. Com isso, a premissa de informar as notícias mais importantes do dia do Brasil e do mundo de forma isenta, plural e coesa, acabando ficando de lado – para não falar que já está entrando em extinção.

Às vezes, tenho medo do que pode acontecer com o jornalismo local, principalmente. Hoje, boa parte dos noticiários investem pesado na cobertura policial, como se na cidade não houvesse outras pautas ou assuntos que mereçam ser informados. E o pior é que isso não é jornalismo policial: é uma extensão dos boletins de ocorrência gritada de forma acalorada, inflamada e repetitiva. Não adianta culpar a audiência e falar que o público quer isso. Não aceito!

Com a democratização da informação que há na internet é inaceitável acreditar que uma matéria jornalística ou programa tenha apenas aquela visibilidade dada pelos números de audiência daquele instante. Um material jornalístico ou de entretenimento vira um registro histórico importante para uma sociedade – que poderá estar acessível a qualquer momento pela internet e replicado nos blogs e redes sociais. Provavelmente, se ainda continuarmos com essa “pouca prática”, o jornalismo e a mídia está perdida: não é à toa que a web tem revelados tantos talentos. Falta semancol na mídia tradicional!



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*Observação: Este artigo faz parte da minha participação na seção Ponto de Vista, do site do Cena Aberta, onde três jornalistas publicam um artigo mostrando pontos diferenciados sobre o mesmo assunto. Todo sábado você vai encontrar
artigo escritos por Endrigo Annyston, Emanuelle Najjar e Wander Veroni.





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Wander Veroni
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domingo, 11 de julho de 2010

Café na Copa 2010 – Espanha vence o Mundial na África do Sul







Um dia que vai ficar marcado para sempre na memória dos torcedores espanhóis. Após um jogo bastante violento e cheio de faltas, a Espanha venceu a Holanda, por 1 a zero, neste domingo (11/07). O resultado da disputa se deu ao 2º tempo da prorrogação, no estádio Soccer City, em Johannesburgo, na África do Sul, no jogo final da #CopaDoMundo2010.

Veja também:

Fotos da festa de encerramento da Copa
Torcedor invade campo e coloca gorro na taça
Casillas beija repórter ao vivo



Agora, “La Furia Roja” – apelido como é conhecido o time espanhol, entra na lista dos países que já foram campeões mundiais, assim como o Brasil (cinco vitórias); Itália (quatro vitórias); Alemanha (três vitórias) Argentina e Uruguai (duas vitórias) e Inglaterra e França, com uma vitória cada. Parabéns, Espanha!


Impressões



O mundial na África do Sul deste ano teve muitas surpresas e particularidades. A bola Jabulani e a “corneta” Vuvuzela foram os grandes destaques da Copa. Já o mascote Zakumi passou desapercebido, para não dizer esquecido. Outra curiosidade é que desta vez a jornalista Fátima Bernardes, da TV Globo, não foi a “musa” da seleção brasileira e nem pode fazer um trabalho diferenciado como fez no mundial da Alemanha.

Tudo porque Dunga cortou a “exclusividade” da Globo e deu um cartão vermelho à imprensa, dificultando o trabalho dos jornalistas. Acabou que todos esses treinos fechados não adiantaram em nada: saímos do mundial sem a taça. O Twitter roubou a cena do mundial e foi o lugar onde internautas puderam fazer uma ampla mesa redonda sobre os jogos. Além disso, foi no microblog que o Brasil transformou em hit a hashtag #CALABOCAGALVAO em sucesso mundial.

Em todo caso, o fato da TV Band também transmitir a Copa do Mundo foi um diferencial importante, pois a emissora do Morumbi reverteu boa parte da sua programação para o mundial. O público que não tem TV Paga ou que não pode acompanhar pela internet, encontrou na Band uma dedicação extremada para mostrar vários momentos da Copa, seja nas coletivas de imprensa ou nos momentos que antecedem o jogo. Entretanto, Luciano do Valle não é mais o mesmo. Se não fosse o comentarista Neto para ajudá-lo, dando vários toques no decorrer das transmissões, não sei não...

Há quem diga que o grande nome na cobertura desta Copa foi o jornalista Tiago Leifert, ao lado de Caio Castro, no Central da Copa, da Globo. Mas, remando contra a maré – e mesmo correndo o risco de ser vaiado, não vejo os dois como destaque na TV aberta. Falta segurança e sobra irreverência. A impressão que fica é que o Central é uma tentativa desesperada da Globo de chamar atenção do público jovem, principalmente.

E quando falo que não houve destaque não é por simplesmente “não gostar”, mas sim por notar que a onda dos achismos, hipóteses e dos comentários inflamados invadiu a cobertura esportiva. Jornalismo, será que o público viu isso? Em alguns raros momentos. Na verdade, o público da TV aberta “ficou a pé” nesta Copa. Foi um feijão com arroz sem tempero.

Outro jornalista da Globo, Alex Sobar, virou notícia após um momento de ira de Dunga que interpretou de maneira equivocada a atitude do jornalista dentro da sala de imprensa. Dunga – com sua arrogância e dificuldade para dar ouvidos aos outros, virou editorial do jornalismo da Globo. Houve farpas, mas poucos espinhos. E, na despedida do Brasil no mundial, o ex-treinador disse que não comandaria mais a seleção. Quem será o novo técnico? Agora, o sonho do hexa será só em 2014!


Popularidade


Mas, para quem achou que esse ano não houve uma musa, está bastante enganado. Todos os holofotes da #WordCup foram para a modelo paraguaia Larissa Riquelme. Por conta da sua beleza e seios fartos, ela ganhou destaque nos noticiários pelo entusiasmo que torcia para seleção do Paraguai e, principalmente, por prometer correr nua, caso o país dela levasse o título.

Porém, a título de incentivo aos jogadores e a torcida – e porque não dizer 99% de promoção pessoal, Larissa resolveu correr nua pelas ruas de Assunção, neste domingo (11/07). Não demora muito para ela estampar revistas masculinas, participar de programas de auditório e, quem sabe, estrelar um reality show. Quer apostar?

Mas, de todos os personagens pitorescos da Copa da África do Sul, com toda certeza, Paul – o Polvo Profeta, virou a "sensação do momento" em várias partes do planeta. Trata-se de um molusco que vive no aquário da cidade alemã de Oberhausen e acertou todos os resultados dos jogos realizados no mundial.

O processo de adivinhação era o seguinte: os funcionários do aquário colocavam duas caixas com comida representando os dois países que jogaram no dia em questão. Em cada recipiente havia a mesma quantidade de comida, onde cada cubo representaria a bandeira dos países que se enfrentariam no jogo em questão na Copa. Assim, o polvo escolhia a caixa que comeria e, desse modo, definia o país vencedor. Curioso isso, hein? Se ele acertasse o placar renderia um "Globo Repórter"...rs. Já pensou? #ironia #PiadaSemGraça.


Agradecimento


O @CafeCNoticias agradece aos leitores que acompanharam a cobertura do blog durante a Copa do Mundo na África do Sul e participaram ativamente deste espaço com sugestões, elogios, críticas e, principalmente, comentários. Apesar do foco do Café não ser o futebol, encarei o desafio de cobrir o evento de uma forma descontraída, mas ao mesmo tempo informativa. Aprendi muito como jornalista e ser humano. Apesar dos pesares, a África do Sul fez um belo mundial que – com toda certeza, entrará para a história do campeonato.


Agora, rumo à 2014, aqui no Brasil. E, de preferência, torcer para que a abertura da Copa do Mundo seja em Belo Horizonte. Além disso, temos que fiscalizar e cobrar dos nossos governantes ações que ofereçam aos visitantes a infra-estrutura necessária para um evento deste porte. Afinal, sonhar não custa nada e a capital mineira merece este reconhecimento: vamos que vamos!





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Wander Veroni
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