quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Marchinha “Na Coxinha da Madrasta” escancara problemas na Câmara de BH

Polêmica das coxinhas em BH. Foto: Site Minhas Receitas Maille.


Me senti um ET agora, sério. Mas ainda bem que existem os amigos e as redes sociais para nos atualizar. Graças a amiga jornalista @AdriValadares me inteirei do último bapho do momento em Belo Horizonte (BH): a Marchinha de Carnaval “Na Coxinha da Madrasta”. Clique aqui para escutar o hit do #CarnavalBH2012 e aqui é possível saber de outra marchinha que ainda vai dar muito que falar. Gostou? Ajude a subir no Trending Topics do Twitter a hashtag #NaCoxinhaDaMadrasta.

A música, que é um desabafo do povo de BH em relação às atitudes dos representantes eleitos da Câmara Municipal, mostra o quanto a população está revoltada com o posicionamento dos nossos “nobres” vereadores que queriam propor um aumento salarial completamente descabido e que, por pressão popular, principalmente nas redes sociais, foi abafado pelo prefeito Márcio Lacerda, como você pode ler aqui.

A polêmica da coxinha começou quando a imprensa mineira noticiou que o vereador Léo Burguês teria gasto R$ 62 mil de verba indenizatória, desde 2009, em lanches e refeições comprados no Berenice Guimarães Buffet, pertencente à madrasta dele. Ao denunciar o abuso - que se tornou alvo de ação do Ministério Público em Minas, o jornal O Tempo fez uma estimativa do número de coxinhas que daria para comprar todos os meses: cerca de três mil. Dá para entender uma coisa dessas?
Paródia feita com capa de revista. Foto: Blog Histórias para Boi Contar.

A denúncia, que é uma informação amplamente noticiada, serviu de inspiração para que Flávio Henrique criasse a marchinha #NaCoxinhaDaMadrasta para participar do Concurso de Marchinhas Mestre Jonas, no #CarnavalBH2012. A música virou hit nas redes sociais e está sendo amplamente divulgada em portais e blogs.

Mesmo inspirado em fatos reais, o advogado de Léo Burguês acionou “de forma amistosa” o compositor para a retirada da música do site. "Fazer marchinha brincando com a política é uma tradição do carnaval brasileiro. A coisa foi feita para brincar, não para arranjar briga. Quando o advogado ligou para dizer que o vereador tinha se sentido ofendido, tirei do ar. Mas já tinha perdido totalmente o controle da situação", disse Flávio Henrique em matéria publicada no portal Pernambuco.Com.

O que podemos ver nas entrelinhas? Que expressar uma visão, mesmo amparado por diversas notícias amplamente divulgadas pela imprensa, pode render um possível processo. Ou seja, falar a verdade hoje é perigoso. E há quem acredite que a ditadura acabou...será que também vou receber “uma ligação amistosa”? Brincadeira.

O fato é que o Café com Notícias é um blog plural e abre o espaço, desde já, para que o vereador Léo Burguês, caso queira se manifestar também, possa acionar o seu direito de resposta. A intenção deste post – e acredito que os demais colegas da imprensa, é alertar a população, ainda mais em um ano de eleição municipal, o quanto é importante o seu voto. Está mais do que na hora de uma renovação!
Presidente da Câmara Municipal, o vereador Léo Burguês (PSDB), é acusado
pelo Ministério Público por ter gasto de forma indevida a verba
indenizatória. Foto: Cristiano Couto / Hoje em Dia.

Em entrevista a uma rádio da capital mineira, Burguês disse que não processou o compositor, mas admitiu a intimidação. “Não entrei com processo algum contra o compositor. Me mostre o processo. Me mostre a ação. Muitas pessoas vão às redes sociais e não sabem o que falam. Uma mentira falada mil vezes vira verdade. O que aconteceu é que eu estava nos Estados Unidos e meu advogado entrou em contato com ele, afirmando que se eu me sentisse caluniado pela marchinha, poderia entrar com um processo. Ele mesmo afirmou que houve uma conversa amistosa”,  disse o vereador. A matéria completa pode ser lida aqui.

Mais babado

Não contente em se ver na crista da onda junto com os outros pares do legislativo municipal, Léo Burguês, nesta quarta-feira (01), soltou outra pérola, ao afirmar que jornalistas ganham mais do que vereadores. Veja aqui. Aonde? Será que ele sabe quanto é o salário de um jornalista em Belo Horizonte?

Rapidamente, Burguês tentou consertar o que disse, como pode ser visto no vídeo, mas os jornalistas não perdoaram o deslize. O vereador tentou mudar de assunto, afirmando que um secretário municipal ganha mais que um vereador – o que de acordo com o legislador, justificaria a intenção de aumento salarial na próxima legislatura. Atualmente, o salário dos vereadores de BH é de R$ 9,2 mil, enquanto o piso salarial de um jornalista é de R$ 1.708 para uma jornada de trabalho de cinco horas, de acordo com o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais.



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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A guerra virtual já começou. E você, vai se posicionar?


A internet é um espaço muito bacana. Livre, democrático e plural. Somos aquilo que clicamos. Por uma palavra-chave em um site de buscas temos acesso a mais de um milhão de links e informações relevantes - ou não. Há quase cinco anos sou um jornalista que trabalha na plataforma web. E a internet já mudou muito nesse tempo. Não é loucura, e nem sou tão velho assim. Tivemos o boom da blogosfera, das redes sociais, dos virais, dos memes, do compartilhamento de arquivos e informações, que é a nossa cara atual da internet.

Na internet, tudo que se cria, se compartilha. É uma máxima não só dos internautas, mas dos desenvolvedores e programadores. Com a internet somos capazes de aprender de tudo. Basta fuçar. E essa liberdade toda nunca foi vista com bons olhos. Antigamente – coisa de bem pouco tempo atrás, a TV pautava a internet. Hoje a internet pauta a TV. Sucessos da web vão parar na TV e a mídia tradicional custou a aceitar que a web é mais do que uma plataforma, é uma janela social, uma forma de democratizar a informação.

E a internet por ser livre incomoda. Incomoda porque ainda é um espaço que está se desenvolvendo, que está criando caminhos mais sustentáveis de gerar publicidade e retorno financeiro. A internet deslumbra porque dá holofote a quem estava anônimo. Mas também ela ajuda a trazer brilho para pessoas que, de forma consciente, sabem que no dicionário trabalho vem antes de sucesso. Ser um viral, um meme, é muito bom. É engraçado e também pode gerar outros frutos, novas possibilidades, e quem sabe uma boa receita financeira.

Mas não é dos memes que quero falar. Quero chamar a sua atenção para uma guerra virtual que está sendo desencadeada ali no seu monitor e que quase ninguém vê. Quase. Há uma guerra virtual rolando lá fora. E se você está na internet, se você usa a internet, você também faz parte deste processo, da revolução. Não sou utópico, mas acredito que essa guerra começou quando os governos e as empresas descobriram a palavra MONITORAMENTO. Toda instituição quer monitorar a web ao seu favor, não sejamos hipócritas. Até mesmo você, simples internauta, acaba fazendo monitoramento de assuntos, de como os outros falam de você e dos seus artistas, filmes, programas preferidos, por exemplo.


Veja também:


Mas, assim como qualquer tipo de excesso, o MONITORAMENTO que era para ser usado como métrica ou uma forma de estreitar laços, causou divergências. Estamos em guerra. O mundo muda a todo momento. Mas a indústria do entretenimento, principalmente, se reluta a mudar. Quer manter o mesmo padrão e modelo de negócio dos anos 1990 e se nega a perder a fatia do bolo para a internet. Não querem descobrir se esse novo modelo da web baseado no livre compartilhamento é interessante. Querem apenas a sua fatia do bolo! E enquanto isso, a corrupção e a sonegação rolam solta. Internet também é entretenimento, mas também deve ser reflexão.

No meio disso tudo, o internauta comum fica perdido nas suas ações. Se perde no conceito de pirataria e de compartilhamento. A imprensa tradicional que, por razões editoriais, se faz de desentendida com os assuntos relacionados à web, faz vistas grossas. Polariza a guerra virtual. Coloca hackers, crackers e ciberativistas tudo no mesmo balaio. Quem é contra o sistema não presta. O contraditório é coisa de vilão. Será que seremos inibidos de argumentar, de mostrar o outro lado da moeda?

Será que para poder garantir o respeito, a liberdade e a democracia teremos que ser anônimos? Por que não podemos dar à cara a tapa? Porque essa guerra não tem rosto? Não adianta empurrar uma indigesta SOPA goela abaixo, nem empinar uma PIPA que paira sobre um céu cinzento, muito menos criar um ACTA. Depois de anos de liberdade criativa, é inadmissível deixar que a história se repita e sermos colonizados por quem não entende e não quer entender nada desta nova cultura, a cibercultura. A web não é uma terra de ninguém. Ela tem dono. É uma terra que é sua, que é minha, é nossa, é de todos nós. É hora de se posicionar!



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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

15ª Mostra de Cinema de Tiradentes valoriza a produção do cinema nacional

Exibição do longa-metragem "O Mineiro e o Queijo" durante a 15ª Mostra
de Cinema de Tiradentes. Foto: Leo Lara / Universo Produção.


Incentivar o fomento do cinema, além de ser um espaço para que o público possa conhecer e debater o que há de mais interessante na atual safra cinematográfica nacional. De 20 a 28 de janeiro, a cidade mineira de Tiradentes foi palco da 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Durante os nove dias de programação intensa e gratuita, mais de 35 mil pessoas passaram pela cidade.

Com a realização da Mostra, cerca de 1.500 empregos diretos e indiretos foram gerados, fortalecendo a economia e a vocação turística. A equipe dos bastidores do evento foi composta de 138 pessoas e mais de 150 empresas foram contratadas para a montagem da estrutura do evento e prestação de serviços. As 12 oficinas culturais oferecidas gratuitamente certificaram 310 alunos durante o período.

Ao todo, a Mostra teve a apresentação de 116 filmes – sendo 31 longas, um média e 84 curtas, além da realização de 19 encontros com a crítica, o diretor e o público. O festival também contou com sete debates temáticos abertos ao público e convidados. Cerca de 500 convidados, entre cineastas, produtores, jornalistas e críticos prestigiaram esta edição comemorativa. 
Gravação da Blue Drop Jazz Quartet em um tablet.
Foto: Leo Lara / Universo Produção.

“Toda a movimentação do cinema gera profundas modificações na estrutura de Tiradentes. O evento contribui muito para o desenvolvimento da atividade turística na cidade”, afirma Maria do Carmo, presidente da Associação Empresarial de Tiradentes (Asset).

O Secretário Municipal de Cultura e Turismo de Tiradentes, Felipe Barbosa, acrescenta que o anúncio da sala de cinema no Centro Cultural Yves Alves, uma das grandes novidades desta 15ª edição, é motivo de comemoração para a população da cidade.

Temática

O tema da 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes foi “O Ator em Expansão”. A proposta foi justamente debater a função dos preparadores de elenco e a utilização de não-atores foram questões que não se restringiram às mesas propostas para o tema e foram assunto em debates dos filmes e rodas de discussão.

Marat Descartes, um dos protagonistas do longa Corpo Presente, concorrente da Mostra Aurora, disse que a preparação de elenco pode ser importante para um filme, mas que deve ser utilizada de maneira menos indiscriminada. “O problema é a padronização do método de se preparar os atores, que pode levar à padronização da atuação no cinema brasileiro, algo que já temos que combater em função do padrão estabelecido pela TV”, afirmou Marat.
O ator Selton Mello durante coletiva de imprensa da Mostra de Cinema
de Tiradentes. Foto: Leo Lara / Universo Produção.

Homenageado desta edição, Selton Mello concorda com o diagnóstico. “Dá pra contar nos dedos da mão os diretores que sabem trabalhar com o ator, daí a demanda por produtores de elenco”, disse Selton. Já o cineasta Eduardo Valente ponderou a questão: “Já utilizei preparadores de elenco e nem por isso deixei de dirigir meus atores. Creio que isso é apenas mais uma ferramenta para o diretor que, logicamente, se for mal utilizada, pode ser prejudicial ao filme, como qualquer outra ferramenta”.

A relação entre crítica e realização também foi um dos principais, e mais controversos, temas das conversas na segunda metade de Tiradentes, a partir da realização das duas mesas do Panorama Crítico da Crítica. A discussão foi além daquelas pessoas presentes na Mostra e repercutiu pelas redes sociais, a partir da transmissão ao vivo dos dois eventos pela Internet.

“Quando escrevemos sobre cinema brasileiro, isso demanda outro nível de responsabilidade e isenção, por mais que isso devesse ser o padrão, pois falamos a partir e para um meio do qual fazemos parte. Não tenho nenhuma ilusão de que o que penso sobre um filme é puro e imaculado em relação ao que lhe é externo”, afirmou o crítico Fábio Andrade no primeiro debate.
Cauã Reymond, Grazi Massafera, Vânia Catani, Raquel Hallak e José Eduardo
Belmonte. Foto: Leo Lara / Universo Produção.

No segundo encontro, alguns realizadores demandaram um maior cuidado por parte dos críticos para com o cinema brasileiro. “Não se trata de dourar a pílula ou passar a mão na cabeça dos realizadores, mas partir para um corpo a corpo com os filmes e criar um pensamento crítico em torno de nossa produção, quer se goste dos filmes ou não”, explicou Rodrigo de Oliveira, diretor de As Horas Vulgares, que participa da Mostra Aurora.

Premiação

Na noite deste sábado (28), foram anunciados os filmes premiados na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Pelo quinto ano consecutivo, o Júri Jovem e o Júri da Crítica escolheram cada um seu Melhor Filme entre os longas apresentadas dentro da Mostra Aurora, seção dedicada a diretores em início de filmografia. Como Melhor Filme, foi eleito pelos cinco membro do Júri da Crítica o longa do Distrito Federal, A Cidade é Uma Só, de Adirley Queirós. Já o Júri Jovem elegeu, como Melhor Filme da Mostra Aurora, o documentário carioca HU, de Pedro Urano e Joana Traub Cseko.
A Coordenadora de Produção da Quimera, Denise Flores, estava representando 
o cineasta Helvécio Ratton, do longa "O Mineiro e o Queijo", que recebeu o Troféu Barroco
das mãos de José Eduardo, da Petrobras. Foto: Leo Lara / Universo Produção.

Já os vencedores do Júri Popular foram escolhidos a partir da votação do público após as sessões da Mostra. Entre os curtas-metragens, o vencedor do Troféu Barroco do Júri Popular foi L, de Thais Fujinaga, agraciado assim com o prêmio Aquisição Canal Brasil, que contempla o valor de R$ 15 mil e a exibição do filme na grade de programação. Entre os longas, foi escolhido pelo público da Mostra de Tiradentes como Melhor Longa o documentário O Mineiro e o Queijo, de Helvécio Ratton. “Dedico o prêmio a todos os produtores de queijo de Minas Gerais”, disse Denise Flores, que representou o diretor durante a premiação.

Abaixo todos os premiados da Mostra de Tiradentes:

Júri da Crítica
Prêmio Aurora de Melhor Filme – A Cidade é Uma Só?, de Adirley Queirós (DF)
Prêmio Aurora de Melhor Curta – Quando Morremos à Noite, de Eduardo Morotó (RJ)

Júri Jovem
Prêmio Aurora de Melhor Filme – HU, de Pedro Urano e Joana Traub Cseko (RJ)

Júri Popular
Melhor Curta – L, de Thais Fujinaga (SP)
Melhor Longa – O Mineiro e o Queijo, de Helvécio Ratton (MG)

Prêmio Aquisição Canal Brasil
L, de Thais Fujinaga (SP)



______________________________
* Colaborou: Ariane Lemos / Universo Produção.




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domingo, 29 de janeiro de 2012

Cena Repórter – Estreia da FOX Sports Brasil na TV Paga movimenta bastidores



Jogos exclusivos e a promessa de querer fazer a diferença nas transmissões esportivas na TV Paga. Será? Marcado para o dia 05 de fevereiro, o canal FOX Sports estreia no Brasil com uma programação 100% nacional e um investimento médio de US$ 200 milhões de dólares – apesar de não se saber ao certo em qual operadora entrará. Concorrente direta do ESPN, TV Esporte Interativo e do SPORTV – canal esportivo da Globosat, o FOX Sports já chega no país brigando diretamente com as Organizações Globo para poder entrar no pacote básico das duas principais operadoras de TV Paga no país, a NET e a SKY.

De propriedade do FOX International Channels (FIC), uma empresa internacional multimídia da News Corporation (NASDAQ: NWS) que desenvolve, produz e distribui mais de 300 canais de entretenimento, factual, esportes e lifestyle em toda América Latina, Europa, Ásia e África, em 35 idiomas, o FOX Sports é a rede televisiva de esportes líder na TV por assinatura na América Latina, chegando a mais de 33 milhões de residências em 19 países na região e, no Brasil, com a missão de querer bater de frente com o monopólio de transmissões esportivas das Organizações Globo na TV Paga.

Contando com cerca de 200 profissionais, fazem parte do time de apresentadores da FOX Sports Brasil Anita Paschkes, Eduardo Elias, Erich Pelitz, José Ilan, Renata Cordeiro e Tammy Di Calafiori. Os narradores Éder Reis, Hamilton Rodrigues, João Guilherme e Marco de Vargas. Já os repórteres serão André Cavalcante, Fernando Caetano, Flávio Winick, Juliana Rios e Victorino Chermont. Os comentaristas serão Carlos Simon e Paulo Julio Clement.
Narradores, jornalistas e apresentadores da FOX Sports Brasil.
Foto: Ricardo Reis.
 

Até o fechamento desta edição a entrada do FOX Sports Brasil ainda é incertano live up das TVs Pagas e as negociações com outras operadoras como Oi TV, Via Embratel, TVA também seguem a todo vapor, apesar do aparente risco da emissora estrear sem ter um lugar certo na TV Paga. Por ora, o canal esportivo do Grupo FOX, possui os direitos de exibição da Copa Santander Libertadores da América 2012, da Copa Bridgestone Sul–Americana 2012 e, para o segundo semestre, da Lega Nazionale Professionisti Serie A (liga italiana) e da Premier Barclays League (campeonato inglês), além do campeonato de tênis Brasil Open.

"Estamos entusiasmados por ter assegurado os direitos para uma das ligas de futebol de maior prestígio no mundo. Enquanto nos preparamos para lançar o Fox Sports no Brasil, com direitos exclusivos para TV por assinatura da Copa Santander Libertadores, no segundo semestre do ano teremos uma grade ainda mais forte, somando a Serie A italiana, a Copa Bridgestone Sul-Americana e a Barclays Premier League (Campeonato Inglês)", disse Carlos Martinez, presidente da Fox International Channels América Latina.

"A Serie A italiana é um dos ativos mais valiosos da MP & Silva, e estamos muito orgulhosos da parceria com a Fox para levá-lo para o público brasileiro e da América Latina", disse Carlo Pozzali, CEO Americas  da MP & Silva. "Como os clubes de futebol italianos são o lar de muitos jogadores brasileiros e argentinos de sucesso, tenho a certeza de que os fãs terão prazer em poder assistir a seus ídolos no período dos preparativos para a Copa do Mundo que acontece no Brasil em 2014 ". Abaixo, assita o vídeo promocional de lançamento do canal:



Uma tentativa de driblar esta situação é o anúncio da possível compra do canal Band Sports, do Grupo Bandeirantes que, além de já ter acertado a sua transmissão com diversas operadoras de TV Paga e ter o sinal aberto para antena parabólica, a emissora possui os direitos de vários eventos esportivos como a próxima Copa do Mundo e Olimpíadas. Consultada, tanto a assessoria da Band, quanto da Fox, negam a compra do canal. Nos bastidores, fala-se de um projeto de parceria. Entre os colegas da imprensa a venda já é dada como certa.

Dona dos direitos de exibição da temporada 2012 da Libertadores, o FOX Sports Brasil teve uma avant-première para os assinantes da TV Paga nesta quinta-feira (26) bastante desastrosa. Marcada por falha técnicas, a primeira transmissão da Fox Sports na Copa Libertadores se deu no jogo em que o Internacional venceu o Once Caldas por 1 a 0. Para cobrir o jogo, a FOX usou o espaço dos canais FX e Speed e, curiosamente, exibiu o mesmo jogo nos dois, ao invés de colocar no outro um outro jogo de time brasileiro que acontecia no mesmo horário, privando os telespectadores de assistir Real Potosí 2 x 1 Flamengo. A confusão irritou os telespectadores e foi alvo de críticas no Twitter.

Mesmo com essa pré-estreia um tanto conturbada e focada muito mais no show esportivo do que propriamente no jornalismo, a vinda da FOX Sports para o Brasil mostra que o país está se tornando um mercado em expansão para os gringos. Quem sabe, o grupo não anima de lançar em breve a FOX News brasileira? Para os telespectadores da TV Paga que curtem a transmissão de eventos esportivos, a entrada de mais um canal é uma janela importante para que o público possa conhecer novos modelos de transmissão e, desse modo, não ficar refém, de uma única visão.

Além disso, a entrada de um novo canal abre uma oportunidade para que outros profissionais de diversas áreas em TV possam entrar no mercado de trabalho. No mais, a estreia da FOX Sports Brasil nos motra o quanto o nosso modelo de TV Paga está falido, uma vez que é as operadoras que decidem o canal que vai entrar em cada pacote, e não o público. Se pagamos por um serviço não deveriámos ter o poder de escolha de um número mínimo de canais por pacote e cada emissora lutar para conquistar para si mais assinantes? Fica a dica.


_________________________________
Observação: Este artigo faz parte da seção Cena Repórter, do site Cena Aberta, onde todo sábado um tema de destaque da última semana, principalmente sobre bastidores de TV, é debatido, analisado e esmiuçado. No dia posterior, o texto é publicado aqui no Café com Notícias.






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sábado, 28 de janeiro de 2012

Estreia do Cena Repórter e fim do Ponto de Vista


Bem amigos, como diria o ditado: tudo na vida tem começo, meio e fim. E em 2012 chegamos ao fim da seção Ponto de Vista, do site Cena Aberta. Infelizmente não teremos a 3ª temporada da coluna – que também era publicada aqui no Café com Notícias, conforme explica este post.

Lá no Cena Aberta, o Ponto de Vista (PV) era um tema que virava três artigos na visão do Endrigo Annyston, da Emanuelle Najjar e da minha. Aqui no Café republicava o meu texto e no final havia um link convidando os leitores para entrar no Cena e conferir os outros artigos. Participar do PV foi uma experiência excelente e que curtia pra caramba. As nossas reuniões de pauta eram um barato. No final, creio que além do contato profissional, ficamos amigos e isso é o mais importante.

Com o final da seção, o Endrigo me convidou para um voo solo, um novo projeto que me deixou muito feliz e entusiasmado, o Cena Repórter. A ideia continua a mesma do Ponto de Vista: pegar um tema da semana que está bombando e repercutir no sábado, usando elementos de reportagens, fazendo análises e, quando for possível, garimpando informações exclusivas. A única diferença agora é que teremos apenas textos meus. Mas, desde já, convido a todos de participarem, seja comentando, debatendo ou enviando sugestões para a nova coluna.
Home do site Cena Aberta. Foto: Reprodução.

Então, não se esqueça, hoje (28) à tarde, visite o Cena Aberta e confira a estreia do Cena Repórter. Amanhã, domingo (29), postarei o texto aqui no Café. Aproveito também a oportunidade de agradecer o Endrigo pela confiança e oportunidade de desenvolver este novo filhote. Espero que gostem. Vamos que vamos!!! Vem comigo?


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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Desabamento de Prédio no Rio de Janeiro

Ao fundo do Theatro Municipal, no centro do Rio de Janeiro, três prédios
desabaram. Foto: Juca Varella/Folhapress
.

Quarta-feira, 25 de janeiro de 2012. Por volta das 20h30, três prédios de 18, 10 e 4 andares desabaram na região da avenida 13 de Maio, no centro do Rio de Janeiro. De acordo com as primeiras informações do Centro de Operações da Prefeitura, cinco pessoas feridas foram levadas ao Hospital Souza Aguiar, também no centro do Rio. Ao menos 19 pessoas estavam sendo procuradas nos escombros, até aquele momento.

A primeira emissora a dar essa notícia foi a Rádio Band News FM no ar e via Twitter. Logo depois, todos os veículos de comunicação começaram a dar uma ampla cobertura do caso de forma ética e bastante equilibrada – pelo que consegui resgatar desde então pela internet. No dia seguinte, as imagens dos noticiários impressionam. Assista abaixo a reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, sobre o desabamento do prédio no Rio:

Por conta de uma rotina intensa de trabalho, à noite, ao chegar em casa, não assisti os noticiários, nem entrei na internet. Preferi tomar um banho, comer alguma coisa e depois dormir. No dia seguinte, já na quinta-feira (26), como sempre faço, fui para o trabalho ouvindo a @radiobandnewsfmBH. Foi ao sintonizar a rádio, que soube do #DesabamentoRio. Fiquei preocupado! Como três prédios podem cair assim de uma hora para outra? Obra mal feita? Vazamento de gás? Atentado terrorista?

Comecei a pensar em algumas possibilidades enquanto acompanhava a cobertura da rádio. Nunca fui ao Rio de Janeiro. Conheço a cidade por fotos de amigos e pela televisão. Mas pela localização que o repórter dava do desabamento, consegui visualizar que o prédio era aquele que ficava atrás do Theatro Municipal, um lugar do centro histórico do Rio que imagino ser movimentado. Imagina se esse desabamento fosse de dia? Deus me livre. Provavelmente, poderíamos estar comentando agora uma tragédia muito maior.

No trabalho, como tinha outros afazeres que não me possibilitariam acompanhar a cobertura pela TV e em tempo real pelos portais de notícias da internet, fiquei com o rádio e não me arrependi. Sempre que havia novas informações, a Praça do Rio de Janeiro entrava na programação, dando as últimas atualizações. Só ao final do meu trabalho, entrei nos sites para ver as fotos, as imagens da tragédia. Lembrei do Word Trade Center. Muita poeira e entulhos.
Corpo de Bombeiros e Defesa Civil no trabalho de resgate de vítimas do desabamento
do prédio no centro do Rio de Janeiro. Foto: Daniel Marenco/Folhapress
.

Há tarde, fui ao analista e, na sequencia, ao dentista. Minha única fonte de informação sobre as últimas atualizações continuou sendo a Rádio Band News FM. Mesmo hoje tendo a possibilidade de acompanhar as notícias pelo celular smartphone – seja entrando na internet, seja acessando TV ou Rádio, optei pelo rádio por que gostei do tom da cobertura e a forma pudente e segura que a emissora estava tratando o ocorrido.

Assim que cheguei em casa, assisti os telejornais e vi a repercussão do caso nas redes sociais. Infelizmente, por conta do cansaço, não postei nada a respeito, mas fiquei com isso na cabeça. Agora que tive um tempo, achei bacana compartilhar essa experiência com vocês. Num momento em que as redes sociais – e porque não dizer a internet, está em franca ascensão, tenho voltado o meu olhar novamente para o rádio, em especial para a Rádio Band News FM que está fazendo um trabalho sério e dando uma linguagem jovem para as notícias, coisa que estava faltando principalmente aqui em Belo Horizonte. Fica a dica para quem gosta de ficar bem informado.

Desabamento no Rio

No início da noite desta sexta-feira (27), subiu para 13 o número de corpos resgatados nos escombros do desabamento do prédio na área central da cidade do Rio de Janeiro. Segundo a Defesa Civil, as vítimas são 5 homens, 4 mulheres, e 3 com sexo ainda não informado. Os últimos corpos encontrados estavam em um local onde seria uma das saídas do edifício Liberdade, de 18 andares, o primeiro que desabou.

Veja também

"Lamentavelmente, não acreditamos em sobreviventes. Eu preciso dizer que a gente não trabalha mais com a possibilidade de sobreviventes. Todos os corpos estavam muito machucados. Esse cenário mostra para gente que houve um impacto muito forte da estrutura. Não retiramos nenhum corpo que não tivesse com algum tipo de trauma. Finalmente, entramos na parte onde nós acreditávamos que houvesse o maior número de corpos. O que nos faz pensar que as pessoas tentaram sair em razão da proximidade com a caixa de escada. Esses últimos estão próximos da escada e do corredor, tentaram sair. A gente começa a imaginar que o prédio deu sinais de desabamento e houve um momento que as pessoas tentaram sair dele", relatou o secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, que lidera os trabalhos.



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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Cine Café – Filme Cavalo de Guerra homenageia o lirismo de clássicos do cinema


Uma história de amor e lealdade que sobrevive através dos tempos, além de uma homenagem ao lirismo de clássicos do cinema norte-americano. Estes são os fios condutores do filme Cavalo de Guerra, do diretor Steve Spielberg, baseado no livro War Horse, do escritor inglês Michael Morpurgo, lançado em 1982. O filme foi indicado ao Oscar 2012 nas categorias de “Melhor Filme”, “Direção de Arte”, “Fotografia”, "Trilha Sonora Original", "Edição de Som" e "Mixagem".

Distribuído pela Disney/BuenaVista e produzido pela DreamWoks, Cavalo de Guerra teve um orçamento de U$ 100 milhões de dólares e foi gravado em sua grande maioria com atores britânicos. No elenco, nomes como Jeremy Irvine, Benedict Cumberbatch, Tom Hiddleston, David Thewlis, Emily Watson, Toby Kebbell, Eddie Marsan, David Kross, Peter Mullan, entre outros. Abaixo, confira o trailer:



De uma sensibilidade à flor da pele, o filme tem toda a narrativa contada a partir da visão do cavalo Joey que, desde o nascimento até a fase adulta, tem a companhia do jovem Albert Narracott (Jeremy Irvine) que o adestra e mantém uma relação sincera de amizade e companheirismo. Num determinado momento, Albert e Joey se separam e, no final da 1ª Guerra Mundial, se encontram novamente, completamente por acaso.

Apesar de ser um filme em que a 1ª Guerra Mundial é mostrada como pano de fundo em uma Europa completamente devastada pelo terror, Cavalo de Guerra vai além da violência gratuita dos filmes de guerra e consegue mostrar que o drama pode ser um artifício interessante para reafirmar para o público bons valores como a redenção, amor incondicional e fé na humanidade, características que marcam o trabalho de Spielberg.

Cavalo de Guerra é emocionante, justamente, pelo fato de Spielberg ter construído toda a linguagem do filme a partir de elementos do cinema antigo norte-americano – cerca de 60 anos atrás, fazendo com que o público delirasse se estava vendo realmente vendo um filme novo ou antigo. Mas isso não é algo ruim, muito pelo contrário: mostra o quanto elementos do cinema antigo, ainda podem conversar com o cinema contemporâneo, fundindo linguagens completamente anacrônicas.

Destaque para o trabalho do jovem iniciante ator Jeremy Irvine que construiu um personagem Albert de uma forma leve, inocente e, que ao mesmo tempo, possui uma tenacidade tão eloquente a ponto de não desistir de reencontrar o seu melhor amigo. No entanto, o maior destaque do filme é o cavalo Joey, protagonista da obra, que sensibiliza a todos apenas com o olhar. No decorrer da história, Joey teve outros vários donos e, por onde passou mudou a vida das pessoas que estavam em sua volta trazendo fé, esperança e otimismo.
Para quem curte filmes clássicos norte-americanos como “O Vento Levou” e de faroeste como “Rastros de Ódio” e “Duelo ao Sol”, Cavalo de Guerra é uma homenagem lírica e ingênua àquela poesia de belas tomadas fotográficas que Hollywood um dia deixou para trás. Mas essa releitura do cinema antigo também é presente na marcação de cenas e no gesticular dos atores, o que deixa o filme com uma linguagem bem peculiar e que, particularmente, me encantou.

Arrisco a dizer que Spielberg deveria ter ousado em lançar o filme, primeiramente, em preto e branco, trabalhando luz e sombra e, em alguns momentos de emoção utilizando filtros coloridos que dariam um tom mais emocional em algumas cenas. Mas, por mais que o filme seja à cores, não é difícil deixar de mencionar o excelente trabalho de fotografia e de trilha sonora instrumental, pontuando momentos importantes na história do cavalo Joey.

Apesar de não ser um entendedor de cinema, sou apaixonado por filmes em preto e branco, não só pela linguagem e a estética visual, mas também pelo roteiro que é mais denso e provoca o espectador pela falta de recursos técnicos da época em questão. No filme, Spielberg captou essa sensibilidade dos filmes em preto e branco, conseguindo resgatar essa nostalgia da linguagem dos filmes clássicos, num trabalho intenso de pesquisa para fazer com que o filme fosse épico e coroasse o trabalho do diretor com mais uma bela adaptação literária para o cinema. Cavalo de Guerra é um filme que emociona, provoca e, ao final, nos faz acreditar que o amor é um sentimento capaz de transformar a todos para melhor, inclusive por meio do perdão. Recomendo!




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